
John Flanagan  

Rangers, Ordem dos arqueiros 09

Halt em perigo





Novembro de 2010,

A

. livros .
Por meio de seu
DU C A O

1

. mafia dos livros .

Respeitosamente apresenta a TRADUO de

Ranger's Apprentice - Halt's Peril
John Flanagan

para a lngua Portuguesa

T

R

A

dos

mafia

PAR
AL

EL
O

1
Havia um vento soprando para fora do pequeno porto. Ele carregava o sal do mar junto com o cheiro da iminente chuva. O cavaleiro solitrio encolheu os ombros. Mesmo 
que fosse o fim do vero, parecia ter chovido constantemente ao longo da semana passada. Talvez neste pas chovesse o tempo todo, no importando qual a poca. "Vero
e inverno, nada alm de chuva", disse calmamente ao seu cavalo. Ele no ficou surpreendido que o cavalo no disse nada. "Exceto  claro, quando neva", continuou 
o cavaleiro. "Presumivelmente, isso serve para confirmar que  inverno. Desta vez o cavalo sacudiu a cabeleira desgrenhada e vibrou suas orelhas, da forma como os 
cavalos fazem. O cavaleiro sorriu para ele. Eles eram velhos amigos. "Voc  um cavalo de poucas palavras, Puxo, Will disse. Refletindo sobre isso, ele decidiu 
que a maioria dos cavalos provavelmente era. Houve um tempo, muito recentemente quando se perguntou sobre esse hbito, de falar com seu cavalo. Logo depois, mencionou 
isso a Halt ao redor de uma fogueira, quando em uma noite estavam no acampamento e, descobriu que era um trao comum entre os Rangers. " claro que falamos com eles, 
O Ranger grisalho lhe falou. "Nossos cavalos mostram muito mais bom-senso que a maioria das pessoas. E, alm disso,, ele enfatizou com uma nota de seriedade em sua 
voz, "contamos com os nossos cavalos. Ns confiamos neles e eles confiam em ns. Falar com eles fortalece a ligao especial que h entre ns. Will cheirou o ar 
novamente. Havia agora outros cheiros aparentes, subjacentes ao sal e  chuva. Havia o cheiro de alcatro. De corda nova. De algas secas. Mas, estranhamente havia 
um cheiro faltando - um cheiro que teria esperado sentir em qualquer porto, ao longo da costa oriental de Hibernia. No havia cheiro de peixe. Nenhum cheiro proveniente 
de redes secando. "Ento, o que eles fazem aqui se no pescam?", Ele meditou. Alm da lenta batida dos cascos no calamento irregular, fazendo eco nos edifcios 
que ladeavam as ruas estreitas, o cavalo novamente no respondeu. Mas Will achava que j sabia. Depois de tudo, era por isso que ele estava aqui. Port Cael era uma 
cidade de contrabandistas. As ruas das docas eram estreitas e sinuosas, em contraste com as amplas e bem definidas ruas do resto da cidade. Havia apenas uma ocasional 
lanterna, fora de um

edifcio para iluminar o caminho. As construes eram principalmente de dois andares, com portas de carga definidas no segundo andar e portais que abaixavam de modo 
que os fardos e barris poderiam ser trazidos baixo com carrinhos. Armazns, Will adivinhou. Com espao para as mercadorias, que os armadores contrabandeavam para 
dentro e fora do porto de armazenamento. Ele estava quase nas docas agora e, na abertura que marcava o final da rua, ele podia ver os contornos de vrios navios 
de pequeno porte, atracados ao cais e sacudindo nervosamente sobre os esforos das ondas agitadas, que conseguiam forar seu caminho atravs da entrada do porto. 
"Deve ser por aqui em algum lugar", ele disse e depois localizou. Um edifcio de piso nico no final da rua, com um telhado baixo de palha, no muito mais do que 
acima da altura da cabea. As paredes, alguma vez deviam ter sido pintadas de branco, mas agora elas estavam cor cinza sujo. Uma luz amarela e intermitente brilhava 
atravs das pequenas janelas ao longo da parede lateral da rua e uma placa pendurada rangia no vento por cima da baixa porta. Desenhada grosseiramente na placa, 
havia uma ave marinha de algum tipo. "Pode ser uma gara", disse ele. Olhou em volta curioso. Os outros edifcios eram todos escuros e annimos. Seus negcios j 
estavam finalizados nesse dia, enquanto que, em uma taberna como a da gara, estava apenas comeando. Ele desmontou em frente ao prdio, batendo distraidamente no 
pescoo de Puxo para que ficasse ali. O pequeno cavalo considerou a taverna com, em seguida virou para olhar seu mestre. Voc tem certeza que quer ir l? Para um 
cavalo de poucas palavras, havia momentos que Puxo poderia se expressar com clareza cristalina. Will sorriu feliz para ele. "Eu vou ficar bem. Eu sou um menino 
grande agora, voc sabe disso. Puxo bufou com desprezo. Ele tinha visto o pequeno estbulo ao lado da pousada e ele sabia que ia ficar l. Ele sempre ficava pouco 
 vontade, quando no estava por perto para manter seu mestre longe de problemas. Will o levou at o porto no estbulo. Presos l havia outro cavalo e um velho 
burro cansado. Will no se preocupou em amarrar Puxo. Ele sabia que seu cavalo ficaria ali, at que ele retornasse. "Espere aqui. Fique fora do vento", disse ele 
apontando para a parede distante. Puxo o olhou novamente, abanou a cabea e foi a passos lentos para o ponto que Will tinha indicado.

Grite se voc precisar de mim. Eu irei correndo. Por um momento, Will se perguntou se estava sendo muito fantasioso em atribuir esse pensamento para o seu cavalo. 
Ento ele decidiu que no. Por um segundo ou dois, se divertiu com a imagem de Puxo, irrompendo pela estreita porta da taverna, jogando os bbados de lado para 
vir em auxlio de seu mestre. Ele sorriu com o pensamento, em seguida fechou o porto do estbulo, levantando-o para que no arrastasse sobre os paraleleppedos 
irregulares. Em seguida, moveu-se para a entrada da taberna. Will no era de nenhuma maneira uma pessoa alta, mas mesmo ele, sentiu-se obrigado a se inclinar um 
pouco sob o batente da porta. Quando abriu a porta, ele foi atingido por uma parede de sensaes. Calor. Cheiro de suor. Fumaa. Cerveja estragada derrubada no cho. 
Quando o vento entrou pela porta aberta, as lamparinas piscaram e o fogo de turfa na lareira que estava na parede do fundo, de repente queimou com energia renovada. 
Ele hesitou e analisou a situao. A fumaa e a luz bruxuleante do fogo tornavam a viso difcil, principalmente para quem tinha estado fora, na rua escura. "Feche 
a porta, idiota!" Gritou uma voz spera e ele adentrou pela porta, permitindo que se fechasse atrs dele. Logo acima no telhado de palha, havia um manto grosso de 
fumaa branca e dzias de canos de escape. Will se perguntou se a fumaa alguma vez teve a chance de dispersar-se, ou simplesmente ficava l, se acumulando de um 
dia para outro, crescendo cada vez mais a cada noite que se passava. A maioria dos fregueses da taverna o ignorou, mas alguns poucos rostos hostis, viraram para 
ele avaliando o recmchegado. Eles viram uma figura esguia e franzina, envolto em um maante manto cinza e verde, com o rosto escondido sob um largo capuz. Enquanto 
eles observavam, ele empurrou o capuz para trs e viram que o seu rosto era surpreendentemente jovem. Pouco mais de um menino. Ento observaram a longa faca Saxnica 
em sua cintura, com uma pequena faca montada sobre ela e, o enorme arco na mo esquerda. Por cima do ombro, eles viram pontas de penas de mais de uma dzia de flechas, 
saindo da alijava colocada em suas costas. O desconhecido podia parecer um menino, mas ele carregava armas de um homem. E fazia isso inscoscientemente e sem alarde, 
como se estivesse completamente familiarizado com elas. Ele olhou ao redor da sala, acenando para os que tinham virado para estud-lo. Mas seu olhar passou rapidamente 
sobre eles, era evidente que ele no oferecia nenhuma ameaa  aqueles eram homens que estavam bem acostumados a medir, as potenciais ameaas dos recm-chegados. 
A pequena tenso que havia no ar da taverna passou e as pessoas voltaram para suas bebidas. Will, aps uma rpida inspeo do ambiente, no viu

nenhuma ameaa para si e cruzou o salo em direo ao grosseiro bar - trs tbuas pesadas, serradas rudemente e colocadas sobre dois enormes barris. O taverneiro 
era um homem magro com um nariz afilado, rosto redondo e orelhas proeminentes, esta combinao dava a ele uma aparncia de roedor. Ele ficou olhando distraidamente 
para Will, enquanto enxugava uma caneca com um pano sujo. Will levantou uma sobrancelha quando notou isso. Ele poderia apostar que o pano estava sujando muito mais 
a caneca do que a limpando. "Bebida? Perguntou o taberneiro. Ele colocou a caneca em cima do bar, como se estivesse preparando para ench-la com qualquer coisa que 
o estranho pudesse pedir. "Nada disso, Will disse calmamente empurrando a caneca com seu polegar. O cara de rato encolheu os ombros, virou-se para pegar algo em 
uma estante acima do bar. Escolha voc mesmo. Cerveja ou Usque?. Will sabia que Usque era uma bebida destilada muito forte que eles bebiam em Hibernia. Em um boteco 
como este, poderia ser mais apropriado para remover ferrugem do que beber. "Eu gostaria de caf", disse ele notando uma jarra desgastada, junto ao fogo no final 
do bar. "Eu tenho cerveja ou Usque escolha. O cara de rato estava se tornando mais imperativo. Will fez um gesto para o pote de caf. O taberneiro sacudiu a cabea. 
"Nada feito", disse ele. "Eu no vou fazer uma jarra nova s porque voc quer. "Mas ele est bebendo caf, Will disse, acenando para um lado. Era inevitvel que 
o taberneiro olharia para o lado, para ver de quem ele estava falando. No momento em que seus olhos desviaram de Will, sentiu uma mo de ferro segurar em seu colarinho 
da camisa, torcendo-o em um n que o sufocava e ao mesmo tempo o puxava para frente, tirando seu equilbrio por cima do bar. Os olhos do estranho, de repente estavam 
muito perto. Ele no parecia um menino. Os olhos eram castanhoescuro, quase pretos naquela fraca luz e o taberneiro compreendeu que havia perigo ali. Um grande perigo. 
Ele ouviu um suave chiado de ao e, olhando para baixo, vislumbrou no final do punho do estranho, a pesada lamina da faca saxnica que ele colocou entre os dois 
sobre o bar. Engasgado, olhou ao redor por uma possvel ajuda. Mas no havia ningum no bar e nenhum dos clientes das mesas havia notado o que estava acontecendo.

"Uuu... faz ca'hee", ele engasgou. A tenso em seu colarinho diminuiu e o estranho disse baixinho: "O Que disse?. "Eu vou... fazer... caf", ele repetiu ofegante. 
O estranho sorriu. Era um sorriso agradvel o taberneiro percebeu, mas o sorriso no se estendia aos seus olhos negros. "Ento, isso  maravilhoso. Vou esperar aqui. 
Will afrouxou o aperto na camisa do taberneiro, o que lhe permitiu deslizar para trs e por cima do bar, recuperando o equilbrio. Will bateu no punho da faca Saxnica.
"No vai mudar de idia, vai?. Havia um grande caldeiro prximo da grelha no fogo, apoiado em um brao giratrio de ferro, que o movia para dentro das chamas. O 
taberneiro puxou-o do fogo e ocupouse com pote de caf, medindo a quantidade de gros, ento derramou gua fervente sobre ele. O rico cheiro de caf encheu o ar 
e por um momento, sobrepondo-se aos odores menos agradveis que Will havia notado quando entrou. O taberneiro colocou o pote em frente de Will, em seguida pegou 
uma caneca de trs do bar. Ele o limpou com o seu pano. Will franziu a testa, pegou a caneca e a limpou cuidadosamente com um canto de seu manto e derramou o caf. 
"Eu vou querer acar, se voc tiver", disse ele. "Se no, pode ser mel. "Eu tenho acar. O taberneiro virou-se para pegar a taa e uma colher de metal. Quando 
ele se voltou para o estranho, parou. Havia uma moeda de ouro, brilhando forte sobre o bar entre eles. Era mais dinheiro que ele faria em uma noite de trabalho, 
ento hesitou em peg-la. Afinal, a faca saxnica ainda estava sobre o bar, perto da mo do estranho. "Dois penn'orth pelo caf est bom", disse ele com cuidado. 
Will assentiu com a cabea e enfiou a mo no bolso, selecionou duas moedas de cobre e soltando-as no bar. "Isso  mais do que justo. Voc faz um bom caf", ele acrescentou 
inconseqentemente. O taberneiro assentiu com a cabea e engoliu ainda incerto. Cautelosamente, ele pegou as duas moedas de cobre do bar, observando atentamente 
qualquer sinal de movimento do enigmtico estranho. Por um momento, ele sentiu-se vagamente envergonhado de ter sido dominado por algum to jovem. Mas olhando novamente 
para aqueles olhos e as armas do jovem, ele descartou o pensamento. Ele era um taberneiro. Sua noo de violncia era nada mais que dar porretadas na cabea de alguns 
bbados e normalmente fazia isso pelas costas.

Ele embolsou as moedas e olhou timidamente para a brilhante moeda de ouro, ainda reluzindo para ele sob a luz das lamparinas. Ento tossiu. O estranho levantou uma 
sobrancelha. "Aconteceu alguma coisa?". Levando as mos para as costas, para que no houvesse nenhum mal-entendido e o estranho no pensasse que ele estava querendo 
pegar o ouro, o taberneiro inclinou sua cabea para ele algumas vezes. "O... ouro. Eu queria saber... isso ... para mais alguma coisa?. O estranho sorriu. Mas como 
da outra vez, o sorriso no chegou a seus olhos. "Bem, realmente  sim.  para obter informaes. Agora, o sentimento de aperto no estmago que o taberneiro sentia, 
pareceu deix-lo com facilidade. Isso era algo que ele entendia, em especial nesse bairro. As pessoas muitas vezes pagavam para obter informaes em Port Cael. E
geralmente, eles no prejudicavam as pessoas que davam informao a eles. "Informao, certo? Ele perguntou permitindo-se um sorriso. "Bem, este  o lugar para perguntar
e eu sou o homem para responder. O que voc quer saber, sua honra?. "Eu quero saber se Black O`malley esteve aqui nesta noite, disse o jovem. E de repente, o sentimento
de aperto no estomago do taberneiro estava de volta.

2
"O'Malley, no ? E por que voc est procurando por ele? Perguntou o taberneiro. Aqueles olhos escuros e entediados foram ao encontro dele novamente. A mensagem 
em si foi clara. A mo do estranho moveu-se para cobrir a moeda de ouro. Mas naquele momento, ele no fez nenhum movimento para apanh-la e remov-la do bar. "Bem, 
O estrangeiro disse calmamente: "Eu estava imaginando, por que esse ouro est aqui? Por acaso foi voc que o colocou?" Antes que o taberneiro pudesse responder, 
ele continuou. No. No me lembro de que isso tenha acontecido. Pelo que me lembro, eu o coloquei aqui, em troca de informaes. No foi assim que voc entendeu?. 
O taberneiro pigarreou nervosamente. A voz do jovem era calma e mantinha-se num tom baixo, mas de fato, no menos ameaadora. "Sim. Foi isso mesmo, respondeu ele. 
O estrangeiro assentiu com a cabea vrias vezes, como se considerando sua resposta. "E me corrija se eu estiver errado, geralmente aquele que est pagando  quem
d o tom. Ou neste caso, faz as perguntas. Voc v dessa forma tambm?. Por um segundo, Will se perguntava se no estava exagerando no tom silencioso de ameaa.
Depois descartou a idia. Com uma pessoa como esta, cuja vida provavelmente era centrada em torno de informao e negociatas, ele precisava impor certo nvel de 
autoridade. E a nica forma de autoridade disponvel que esse bajulador podia entender, era baseada no medo. A menos que Will conseguisse domin-lo, o taberneiro 
seria encorajado a lhe contar toda uma sorte de mentiras que lhe viesse  mente. "Sim, senhor.  assim que eu vejo. O senhor` era um bom comeo, Will pensou. Respeitoso, 
sem ser muito insinuante. Ele sorriu de novo. "Portanto, a menos que voc queira empatar minha moeda por uma das suas novamente, vamos continuar, comigo perguntando 
e voc respondendo. Sua mo deslizou para longe da moeda de ouro mais uma vez, deixando-a reluzir sobre a superfcie spera do bar. O Black O'Malley. Ele est aqui 
esta noite? O estranho perguntou.

O cara de rato permitiu-se deslizar o olhar pela taverna, apesar de que ele j sabia a resposta. Pigarreou novamente. Era estranho como a presena deste jovem parecia 
deix-lo sem ao. "No senhor. Ainda no. Ele geralmente chega um pouco mais tarde. Ento eu vou esperar", disse Will. Ele olhou ao redor e escolheu uma pequena 
mesa afastada dos outros fregueses. Estava em um canto, um local devidamente discreto e ele estaria fora da linha de viso, de quem entrasse na taberna. "Vou esperar 
l. Quando O'Malley chegar, voc no vai dizer nada para ele sobre mim. E tambm no vai olhar para mim. Mas voc vai dar um puxo em sua orelha por trs vezes, 
para deixar-me saber que ele chegou. Est claro?. "Sim, senhor. Est. Bom. Agora... Ele pegou a moeda e com a outra mo a faca Saxnica, por um instante o dono da 
taverna pensou que ia ficar com o dinheiro. Mas Will a segurou pela borda e passou o fio de sua faca bem no meio da moeda, cortando-a em dois semicrculos. Dois 
pensamentos ocorreram ao dono da taverna. O ouro deveria ser muito puro para cortar to facilmente. E a faca deveria ser assustadoramente afiada, para atravess-la 
com to pouco esforo. Will deslizou metade da pea de ouro ao longo do bar. "Aqui est uma metade, entenda como um gesto de boa-f. Ter a outra metade quando voc 
fizer o que eu pedi. O taberneiro hesitou por um segundo. Ento, engolindo nervoso, ele pegou a metade mutilada do ouro. Voc vai querer alguma coisa para comer 
enquanto espera senhor? Ele perguntou. Will recolocou a outra metade da moeda de ouro em sua bolsa presa ao cinto, em seguida, esfregou os dedos e o polegar juntos.
Eles estavam levemente cobertos com graxa, por causa do breve contacto com a parte superior do bar. Ele olhou mais uma vez o pano sujo sobre o ombro do taberneiro
e balanou a cabea. "Eu acho que no. Will sentou-se, ficou cuidando de seu caf enquanto esperava o homem que entraria no bar. Quando Will chegou pela primeira
vez em Porto Cael, ele tinha encontrado um quarto em uma pousada, a alguma distncia da beira-mar, numa das reas mais bem guardadas da cidade. O estalajadeiro era 
um homem taciturno, no dado para o tipo de boatos que sua espcie normalmente gostava. Fofocar era uma forma de vida para os estalajadeiros, Will pensou. Mas este 
parecia decididamente atpico. Melhor parte da cidade ou no, ele

percebeu que esta ainda era uma cidade que dependia em grande parte do contrabando e outras formas de comrcio ilegal. As pessoas tenderiam a ter suas bocas-fechadas 
com estranhos. A menos que esse estranho oferecesse ouro, assim como Will fez. Ele disse ao estalajadeiro que ele estava procurando por um amigo. Um grande homem 
de cabelos longos e grisalhos, vestido com uma tnica branca e com um grupo de cerca de vinte seguidores. Haveria dois entre eles que usavam mantos prpuros e chapus 
de abas largas, da mesma cor. Possivelmente carregando bestas. Enquanto descrevia Tennyson e os assassinos, os olhos do estalajadeiro deixaram escapar a verdade. 
Tennyson tinha estado ali, ento tudo certo. Seu pulso subiu um pouco ao pensar que talvez ele ainda estivesse aqui. Mas as palavras do estalajadeiro acabaram com 
essa esperana. "Eles estavam aqui sim", disse ele. "Mas j se foram. Aparentemente, o homem havia decidido que se Tennyson j tinha sado de Porto Cael, no haveria 
nenhum mal em dizer ao jovem que perguntava por ele. Will apertou os lbios com a notcia, permitindo que a moeda de ouro casse sobre a extremidade final entre
os dedos da mo direita - um truque que ele passava horas aperfeioando para matar o tempo, em torno de incontveis fogueiras. O metal refletia a luz e brilhava
convidativo, a moeda ia de uma extremidade dos dedos de Will para a outra e viceversa, atraindo os olhos do estalajadeiro. Foram onde?. O estalajadeiro voltou os
olhos para ele. Ento sacudiu a cabea na direo do porto. Foram para o mar. Onde no sei. "Alguma idia de quem poderia saber?. O estalajadeiro encolheu os ombros. 
"Sua melhor aposta, seria perguntar ao Black O'Malley. Ele poderia saber. Quando h pessoas querendo sair com certa pressa, ele seria a pessoa indicada para o servio. 
Um nome muito estranho. Como ele conseguiu?. "Houve uma luta no mar h alguns anos. Seu navio foi atacado. Por... O homem hesitou momentaneamente, em seguida continuou, 
"por piratas. Houve uma briga e um deles bateu-lhe na cara com uma tocha flamejante. A tocha agarrou  sua pele e a queimou, deixando uma marca negra no lado esquerdo 
de seu rosto. Will estava balanado a cabea pensativo. Se tivesse havido qualquer pirata envolvidos nessa luta, ele apostaria que eles estavam velejando em companhia 
de O'Malley. Mas isso era irrelevante. "E como eu encontro este O'Malley? ele perguntou.

"Na maioria das noites, voc vai encontr-lo na taberna de Heron, nas docas. O estalajadeiro havia pegado a moeda e quando Will se virou, ele acrescentou:  um lugar 
perigoso. No  uma boa idia voc ir sozinho  Ainda mais sendo um estranho como . Eu tenho uma dupla de grandes rapazes, que fazem algum trabalho para mim de 
vez em quando. Pode ser que eles estariam dispostos a ir junto com voc. - Por uma pequena taxa 

O jovem olhou para trs, considerou a sugesto e balanou a cabea sorrindo lentamente. "Eu acho que posso cuidar de mim", disse.

3
No havia nenhum sentimento de arrogncia que o levou a recusar a oferta do estalajadeiro. Andar em um lugar como a Taverna da gara em companhia de dois rapazes 
fortes, provavelmente de segunda classe, s mostraria aos dures que freqentavam o bar, que ele era fraco e medroso e iria ser desprezado. Ser melhor ficar sozinho
e confiar em sua prpria habilidade e inteligncia para ver o que acontece. A taberna estava pouco cheia quando ele chegou. Ainda era incio da noite e a maioria
dos clientes ainda estava para chegar. Mas enquanto esperava, comeou a ficar movimentado. A temperatura subiu com a quantidade cada vez maior de pessoas, que com 
certeza no tomavam banho h muito tempo. O cheiro de suor azedo e ranoso invadia o ambiente quente e esfumaado. O nvel de rudo aumentou, pois as pessoas levantaram 
suas vozes para serem ouvidas sobre o clamor crescente. A situao lhe convinha. Quanto mais pessoas presentes e mais ruidosas fossem, menor a possibilidade que 
haveria de ser notado. A cada nova pessoa que chegava, ele olhava para o dono da Taverna. Mas toda vez, o homem de rosto fino apenas balanava a cabea. Foi entre 
onze horas e meia-noite quando a porta foi aberta e trs homens volumosos adentraram a Taverna, empurrando por entre a multido at o bar, onde o dono da Taverna
comeou imediatamente a bombar trs enormes copos de cerveja, sem que uma palavra fosse trocada. Quando encheu a segunda caneca, colocou-a sobre o balco e olhou
para baixo como que fazendo uma pausa, nesse momento puxou ferozmente sua orelha trs vezes. Ento ele continuou enchendo a ultima caneca. Mesmo sem o sinal, Will
saberia que este era o homem que ele procurava. Havia uma grande marca preta de queimadura na parte lateral do rosto, estendendo-se desde logo abaixo do olho esquerdo 
at o queixo. Ele esperou enquanto O'Malley e seus dois companheiros pegaram seus copos e, foram em direo a uma mesa prxima ao fogo de turfa. Havia dois homens 
que j estavam sentados l e eles olhavam ansiosamente enquanto o contrabandista chegava. "Ah, chegou O'Malley, um deles comeou em um tom de lamentao: "Estamos 
sentados aqui s por . Fora. O'Malley fez um gesto com o polegar e os dois homens sem maior objeo, pegaram suas bebidas e levantaram, deixando a mesa para os 
trs contrabandistas. Eles se instalaram em seus assentos, olharam ao redor da sala e deram saudaes para vrios

conhecidos. As reaes aos recm-chegados, Will observou, foram mais cautelosas do que amigveis. O'Malley parecia incutir medo nos outros fregueses. O olhar de 
O'Malley tocou brevemente a figura encapuzada, sentada sozinha em um canto. Ele estudou Will durante vrios segundos, ento deixou de lado. Avanou sua cadeira para 
frente e, ele e seus companheiros se inclinaram sobre a mesa, falando em voz baixa com as cabeas prximas. Will levantou-se de seu assento e moveu-se na direo 
deles. Passando pelo bar, ele permitiu que sua mo trilhasse ao longo da superfcie, deixando a moeda de ouro cortada ao meio para trs. O taverneiro correu para 
peg-la. Ele no fez nenhum sinal de reconhecimento ou agradecimento, mas nenhum deles esperava por isso. O taberneiro no estava ansioso, para que ningum soubesse 
que ele tinha identificado O'Malley a este estranho. O'Malley tornou-se consciente da presena de Will, quando ele se aproximou da mesa. O traficante havia estado 
murmurando algo em tom baixo a seus dois companheiros e agora parou, os olhos girando para o lado, considerando o corpo esguio de p a menos de um metro de distncia. 
Houve uma longa pausa. Capito O'Malley? Will finalmente perguntou. O homem era de musculoso, embora no excessivamente alto. Ele deveria ser alguns centmetros 
mais alto que Will, entretanto, a maioria das pessoas era. Seus ombros eram bem musculosos e suas mos estavam calejadas. Esses sinais mostravam uma vida de trabalho
rduo, transportando e puxando cordas para levar cargas a bordo, cuidando do leme de algum barco em vendavais. Seu estmago dava sinais de uma vida de bebedeiras.
Ele estava com sobrepeso, mas ainda era um homem poderoso e um adversrio a ser respeitado. Seus cabelos negros caam em cachos irregulares em seu pescoo e ele 
tinha deixado crescer a barba, possivelmente em uma tentativa frustrada de disfarar a marca desfigurante na face esquerda. Seu nariz tinha sido quebrado tantas 
vezes que agora ela no possua forma definida. Era um pedao de cartilagem e ossos esmagados. Will imaginava que O'Malley tinha dificuldade para respirar atravs 
daquele nariz. Seus dois companheiros eram espcimes menos interessantes. Barriga grande, ombros largos e compleio forte, eles eram maiores e mais altos do que 
o seu lder. Mas O'Malley tinha o ar inconfundvel de autoridade sobre eles. Capito O'Malley? Will repetiu. Ele sorriu com facilidade. O'Malley franziu a testa 
em troca. "Eu acho que no", disse brevemente e se voltou para seus dois companheiros. "Eu acho que sim, Will disse ainda sorrindo.

Omalley sentou para trs, olhou em volta por um segundo ou dois, ento virou-se para encarar Will com um olhar ameaador. Havia um brilho perigoso ali. Filho , 
disse sem esforo e com um tom desdenhoso e insultuoso, por que voc no corre agora?. A sala ao redor deles havia ficado silenciosa quando os fregueses se viraram 
para assistir a este confronto inusitado. O estranho jovem estava armado com um arco poderoso, todos podiam ver. Mas, no espao confinado da taverna, no era a arma 
mais adequada. "Eu estou  procura de informaes, Will disse. "Eu estou disposto a pagar por ela. Ele tocou a bolsa em seu cinto e um som leve e musical foi ouvido. 
Os olhos de O'Malley se estreitaram. Isso poderia ser interessante. "Informao, no ? Bem, depois de tudo talvez possamos conversar. Carew! Ele virou-se para um 
homem sentado na mesa ao lado. "D ao menino aqui seu banco". O homem chamado Carew, no fez nenhuma meno de argumentar quanto ao pedido. Ele rapidamente se levantou 
e empurrou o banquinho para Will. Seu olhar de ressentimento ele reservou para o jovem Arqueiro. Mas assegurou que O'Malley no o viu fazendo aquilo. Will acenou 
com gratido, recebeu em troca uma carranca, em seguida puxou o banco at a mesa de O'Malley. "Portanto, informao no ?" O contrabandista comeou. "E o que voc 
poderia estar querendo saber?. "Voc transportou um homem chamado Tennyson h poucos dias, Will disse. "Ele e cerca de vinte dos seus seguidores. "Eu transportei? 
As sobrancelhas desgrenhadas de O'Malley se reuniram em uma carranca escura de raiva. "Voc j parece ter um monte de informaes, no ? E quem lhe disse isso?. 
"Ningum nesta sala, Will disse. Ento, antes de O'Malley continuar o interrompendo, disse rapidamente, "Eu preciso saber onde voc o levou. As sobrancelhas do contrabandista 
subiram novamente, mas agora em uma simulada surpresa. Oh, voc precisa saber no ? E se eu no precisar te dizer? Supondo que eu no levei essas pessoas a lugar 
nenhum.  O que eu no fiz mesmo.

Will deixou escapar um lampejo de desespero, ento percebeu que isso foi um erro. Ele recomps suas feies, mas sabia que O'Malley tinha notado. "Eu disse, eu estou 
disposto a pagar pela informao, disse isso tentando fortemente manter seu nvel de voz. "E voc estaria disposto a pagar outra moeda de ouro - como a que eu vi 
voc deixar para Ryan, quando passou pelo bar? Ele olhou furiosamente para o taberneiro, que at o momento observava com interesse a conversa deles e agora se encolhia 
um pouco. "Falaremos mais tarde sobre isso, Ryan, ele adicionou. Will apertou os lbios surpreso. Ele poderia apostar que a ateno de O'Malley estava direcionada 
para outro lugar, quando tinha colocado a metade da moeda no bar. "Voc no perde nada, no ?" Ele permitiu escapar um tom de admirao. No haveria nenhum mal 
em um pouco de bajulao. Mas O'Malley no era uma pessoa to simples assim. "Eu no perco nada, rapaz. Sua raiva era agora direcionada para Will. No tente me amaciar 
com palavras suaves, disse. Will mudou de posio em seu banco. Ele estava perdendo o controle da conversa, ele pensou. Em seguida, teve certeza. Ele nunca teve 
o controle da conversa. Desde a primeira palavra, O'Malley estava conduzido  conversa. Tudo que Will fez at agora foi reagir a ele. Ento tentou novamente. "Est 
certo. Mesmo assim eu estaria disposto a pagar com ouro pela informao. "Eu j fui pago", disse O'Malley. Pelo menos agora, no havia nenhuma pretenso de que ele 
no transportara Tennyson e seus seguidores. "Ento voc ser pago duas vezes. Isso soa como um bom negcio para mim", disse Will sendo razovel. "Soa, no ? Bem, 
deixe-me contar um pouco sobre o meu negcio. Para comear, eu ficaria muito feliz em cortar sua garganta, por essa bolsa que carrega. E eu no tenho nenhuma simpatia 
por esse seu tal de Tennyson que voc fala. Se eu tivesse a chance, eu o teria matado e jogado para fora do barco e ningum nunca saberia. Mas os amigos dele de 
manto de prpura, me observavam como falces o tempo todo. Digo isso para salientar, que a confiana no significa nada para mim. Nada mesmo. "Ento... Will comeou, 
mas o traficante o parou com um gesto rspido. "Mas aqui est o meu negcio, rapaz. Peguei o dinheiro do homem para tir-lo de Clonmel. Esse  o tipo de negcio 
que eu fao. Agora se eu pegar o seu dinheiro para dizer onde o levei ainda mais na frente de todos por aqui, quanto tempo voc acha que o meu negcio vai durar? 
As pessoas vm a mim por um motivo. Eu sei como manter minha boca fechada.

Ele fez uma pausa. Will ficou sem jeito. No havia resposta razovel que ele poderia pensar. "Eu no acredito em honestidade, O'Malley continuou. "Ou confiana. 
Ou lealdade. Eu acredito no lucro, isso  tudo. E o lucro significa que sei manter minha boca fechada quando  necessrio. Sem aviso, ele olhou ao redor da taverna. 
Os olhos que estavam os observando com interesse se viraram rapidamente para longe. "E todo mundo nesta sala sabe muito bem disso, disse ele erguendo a voz. Will
estendeu as mos num gesto de derrota. Ele no podia ver nenhuma maneira de inverter esta situao. De repente, se viu desejando que Halt estivesse aqui. Halt saberia 
o que fazer, ele pensou. E com esse pensamento, ele se sentiu completamente inadequado para o trabalho. "Bem, ento seguirei meu caminho. Ele comeou a levantar. 
"S um minuto!" A mo de O'Malley bateu em cima da mesa entre eles. Voc no me pagou. Will deu um suspiro com um riso incrdulo. "Pagar voc? Voc no respondeu 
minha pergunta. "Sim, eu respondi. Simplesmente no era a resposta que voc estava procurando. Agora me pague. Will olhou ao redor da sala. Todos os presentes estavam 
assistindo o embate e a maioria deles estava sorrindo. O'Malley podia ser temido e indesejado por aqui, mas ele era um estranho e eles estavam felizes em v-lo subjugado. 
Ele percebeu que o traficante tinha criado este confronto com a finalidade de aumentar a sua prpria reputao. No foi tanto pelo dinheiro que estava interessado, 
foi apenas para mostrar a toda essa gente quem mandava por aqui. Tentando esconder sua fria, ele enfiou a mo na bolsa e tirou outro pedao de ouro. Isso estava 
ficando caro, pensou, e no descobriu nada que valesse o esforo. Ele deslizou a pea sobre a mesa. O'Malley a pegou, testou com os dentes e sorriu maliciosamente. 
" bom fazer negcios com voc, garoto. Agora de o fora daqui. Will sabia que seu rosto estava queimando em uma fria reprimida em seu interior. Ele levantou-se 
abruptamente, derrubando o banquinho atrs de si. De algum lugar da sala, havia uma risada baixa. Ento ele se virou e fez seu caminho atravs da multido at a
porta. Conforme bateu a porta por detrs dele, O'Malley se inclinou para frente a seus dois discpulos e disse baixinho: "Dennis, Nialls. Traga-me aquela bolsa.

Os dois brutamontes levantaram e seguiram Will em direo  porta. Com uma idia astuta do que iam fazer, os clientes da taverna abriram caminho para os dois. Alguns 
fizeram com certa relutncia. Eles mesmos tinham planejado ir atrs do jovem. Dennis e Nialls saram para a noite clara e fria, olhando para cima e para baixo pela 
rua estreita, para ver o caminho que o estranho havia tomado. Eles hesitaram. Havia vrios becos que davam naquela rua. O jovem podia estar escondido em um deles. 
Vamos tentar.... Nialls no continuou a falar. O ar entre os dois homens foi dividido por um silvo quando algo passou perto do nariz de Nialls e foi parar no batente 
da porta. Os dois homens empurraram um ao outro em surpresa, ento olharam incrdulos para a flecha cinza enterrada e ainda tremendo na madeira. De algum lugar acima 
da rua, uma voz chegou at eles. "Um passo a mais e a prxima flecha ir para seu corao. Houve uma ligeira pausa, depois a voz continuou com certo veneno: "E eu 
estou com raiva o suficiente para fazlo. "Onde ele est?" Dennis cochichou com o canto da boca. "Deve estar em um dos becos, Nialls respondeu. A ameaa da flecha 
era inconfundvel. Mas ambos sabiam do perigo envolvido em voltar de mos vazias at O'Malley. Sem aviso, houve outro silvo entre eles. S que desta vez, a mo de 
Niall voou para o seu ouvido direito, onde a flecha havia a cortado em seu caminho. O sangue quente corria pelo seu rosto. De repente, enfrentar O'Malley parecia 
ser a melhor alternativa. "Vamos sair daqui! ele disse e se acotovelavam para voltar pela porta, batendo-a por trs deles. De um beco mais acima na rua, uma figura 
escura surgiu. Will imaginou que teria s alguns minutos antes que algum sasse. Ele correu rapidamente de volta para a taberna, recuperou suas flechas, em seguida 
pegou Puxo no estbulo. Pulou sobre a sela e partiu a galope. Os cascos do pequeno cavalo ecoavam nos prdios laterais, enquanto tocavam o calamento da rua. Ao 
todo, havia sido um encontro muito insatisfatrio.

4
Halt e Horace alcanaram o cume de uma pequena subida e frearam seus cavalos. A menos de um quilmetro de distncia, o Porto Cael estendia-se diante deles. Edifcios 
pintados de branco, amontoados no alto de uma colina e se estendendo para baixo at o porto - um quebra mar feito pelo homem, adentrava para o oceano, em seguida, 
virava em ngulo reto para formar uma baa em forma de L, um paraso para a pequena frota ancorada no interior das muralhas. De onde estavam, sentavam em seus cavalos, 
os navios podiam ser vistos apenas como uma floresta de mastros, misturados e indistintos como embarcaes individuais. As casas no morro eram pintadas e pareciam 
cuidadosamente mantidas. Mesmo sob o cu nublado, pareciam brilhar. Descendo o morro e mais perto do cais, uma viso mais clara dos edifcios, mostrava que a cor 
predominante era cinza opaca. Tpico de qualquer porto, Halt pensou. As pessoas mais distintas viviam na colina, em suas casas impecveis. A ral perto da gua. 
Ainda assim, ele apostaria que nas casas impecveis da colina, continham a sua quota de viles e comerciantes sem escrpulos. As pessoas que l viviam no eram mais 
honestas do que os outros, apenas mais bem sucedidas. "Aquele no  algum que conhecemos?" perguntou Horace. Ele apontou para o lugar onde uma figura encapuzada
estava sentada  beira da estrada, a algumas centenas de metros de distncia, com os braos em volta dos joelhos. Perto dele, um pequeno cavalo desgrenhado pastava
na grama, que crescia na borda da vala de drenagem que corria ao lado da estrada.  sim, Halt respondeu. E ele parece ter trazido Will com ele. Horace olhou rapidamente
para o seu companheiro. Ele sentiu que seu animo havia melhorado. Halt no era de fazer muitas piadas, mas essa foi a primeira que ele fez desde que haviam deixado
o tmulo de seu irmo em Dun Kilty. O Arqueiro nunca foi um companheiro tagarela, mas ele tinha estado ainda mais calado do que o habitual, ao longo dos ltimos
dias. Compreensvel, pensava Horace. Afinal, ele tinha perdido seu irmo gmeo. Agora, o Arqueiro parecia preparado para sair de sua depresso. Possivelmente isso 
tinha algo a ver com a perspectiva de ao iminente, o jovem cavaleiro pensou. "Parece que ele perdeu uma moeda de ouro e encontrou um centavo", disse Horace, depois 
acrescentou desnecessariamente, "Will, eu quero dizer. Halt virou-se na sela considerando o homem mais jovem e levantou uma sobrancelha.

"Eu posso parecer senil aos seus olhos Horace, mas no h nenhuma necessidade de explicar o bvio para mim. Eu dificilmente pensaria que voc estivesse referindo-se
 Puxo. "Desculpe-me, Halt. Mas Horace no pde evitar um sorriso no canto da boca. Primeiro uma brincadeira e agora uma resposta mordaz. Era melhor do que o silncio
taciturno que envolveu Halt, desde a morte de seu irmo. "Vamos ver o que est o incomodando", disse Halt. Ele no fez nenhum movimento ou sinal visvel para seu 
cavalo, que Horace pudesse perceber, mas Abelardo seguiu imediatamente em um trote lento. Horace tocou os calcanhares nas costelas de Kicker e o cavalo de batalha 
respondeu rapidamente, alcanando o cavalo menor e ficando ao lado dele.  medida que eles se aproximaram, Will se levantou escovando-se. Puxo relinchou uma saudao 
para Abelardo e Kicker e os outros cavalos responderam do mesmo jeito. "Halt, Horace," Will os saudou enquanto puxavam as rdeas ao seu lado. "Eu esperava que vocs 
chegassem aqui mais tarde." "Ns recebemos a mensagem que voc deixou em Fingle Bay," Halt lhe disse, ento samos bem cedo esta manh." Fingle Bay havia sido o 
destino original de Tennyson. Era um prspero comrcio e um porto de pesca ficava a alguns quilmetros ao sul de Port Cael. A maioria dos armadores e capites de 
l eram homens honestos. O Porco Cael era o lar de operaes mais obscuras, como Tennyson e ento Will, haviam descoberto. "Teve alguma sorte? Horace perguntou. 
Enquanto ele e Halt tinham ficado para arrumar as coisas em Dun Kilty, Will tinha ido em frente e seguido as pistas de Tennyson, para descobrir onde ele estava indo. 
O Arqueiro jovem agora encolhia os ombros. "Alguma", disse ele. "Eu temo que boa e ruim. Tennyson fugiu do pas, como voc achou que faria Halt." Halt assentiu. 
Ele tinha esperado isso. "Para onde ele foi? Will mudou de posio desconfortavelmente de um p para o outro. Halt sorriu para si mesmo. Ele sabia que seu ex-aprendiz 
odiava falhar em qualquer tarefa que Halt dava a ele. "Eu temo que esta seja a notcia ruim. Eu no consegui descobrir. Eu sei quem o levou. Foi um contrabandista 
chamado Black O'Malley. Mas ele no me falou para onde. Sinto muito Halt", ele acrescentou. Seu antigo mentor encolheu os ombros.

"Tenho certeza que voc fez tudo que podia. Marinheiros em um lugar como este podem ser notrios em fechar a boca. Talvez eu tenha uma conversa com ele. Onde  que
podemos encontrar este extico personagem, chamado O'Malley? "H uma taverna no cais. Ele est l quase todas as noites." Ento eu vou falar com ele hoje  noite", 
disse Halt. Will deu de ombros. "Voc pode tentar. Mas ele  um caso difcil, Halt. Eu no tenho certeza que voc vai tirar alguma coisa dele. Ele no est interessado 
em dinheiro. Tentei fazer isso." "Bem, talvez ele v faz-lo s pela bondade de seu corao. Tenho certeza que ele vai se abrir para mim", disse Halt facilmente. 
Horace observou um rpido brilho nos olhos de Halt. Ele estava certo, a perspectiva de ter algo a fazer, tinha levantado o animo de Halt. Ele tinha contas a acertar 
e Horace pensou que no seria nada bom estar na pele desse tal de Black O'Malley. No entanto, um Will duvidoso ainda observava Halt. "Voc acha?" Halt sorriu para 
ele. "As pessoas adoram falar comigo", disse ele. "Eu sou uma pessoa bem socivel e tenho uma personalidade brilhante. Pergunte a Horace, eu vim falando em seu ouvido 
ao longo de todo caminho de Dun Kilty, no vim? Horace assentiu em confirmao. "Ele ficou falando sem parar por todo o caminho", disse ele. "Ficarei feliz em v-lo 
usar essa eloqncia com outra pessoa." Will considerou os dois malignamente. Ele odiava admitir o fracasso para Halt. Agora, seus dois companheiros pareciam pensar 
que toda a questo era uma piada e ele simplesmente no estava no melhor estado de esprito para apreci-la. Ele tentou pensar em algo esmagador para dizer, mas 
no conseguiu. Finalmente, ele pulou na sela de Puxo e saiu para a estrada com eles. "Eu tenho quartos reservados para ns, em uma pousada na parte alta da cidade. 
 bem limpa, e com preo razovel", disse a eles. Isso chamou a ateno de Horace. "Como  a comida?" ele perguntou. Eles ficaram para trs, alguns metros a partir 
do final do beco escondidos nas sombras. De sua posio, eles tinham uma viso clara da entrada da taberna e podiam ver os clientes indo e vindo, sem serem vistos. 
At agora, no havia sinal de O'Malley e seus dois amigos. Will se movia irrequieto. Estava chegando perto da meia-noite. Eles esto atrasados - se  que esto vindo", 
disse ele baixinho. "Eles estavam aqui mais cedo na ultima noite."

"Talvez eles tivessem vindo cedo demais na noite passada", sugeriu Horace. Halt no disse nada. Por que no esperar l dentro, Halt? Horace perguntou. A noite estava 
fria e ele podia sentir o frio mido subindo para seus ps e pernas, atravs de suas botas. Suas batatas da perna estavam comeando a doer. Frio e paraleleppedos 
molhados, ele pensou. A pior superfcie possvel para ficar de vigia. Ele queria mexer seus ps para fazer o sangue fluir, mas ele sabia que tal ao iria ganhar 
uma repreenso rpida de Halt. "Eu quero surpreend-los", disse Halt. "Se eles entrarem e nos ver esperando, perderemos a surpresa. Vamos esperar at que se sentem, 
em seguida, chegaremos rapidamente, ns vamos peg-los antes que tenham muitas chances de reagir. Alm disso, se esperarmos por eles l dentro, h chance de algum 
sair e lhes contar. . Horace assentiu. Tudo fazia sentido. Ele no tinha grandes sutilezas, mas podia reconhec-la nos outros. "E Horace," Halt comeou. "Sim, Halt? 
"Se eu lhe der o sinal, eu gostaria que voc cuidasse dos dois capangas do contrabandista. Horace sorriu amplamente. No soava como que Halt, esperasse que ele fosse 
sutil quanto a isso. "Por mim tudo bem, Halt", disse ele. Ento, um pensamento lhe ocorreu: "Qual vai ser o sinal? Halt olhou para ele. "Eu provavelmente vou dizer 
algo como, Horace". O guerreiro alto inclinou a cabea para um lado. "Horace... o qu?  isso," Halt disse a ele. "Apenas Horace. Horace pensou por alguns segundos, 
depois assentiu, como se entendendo a lgica. "Bem pensado Halt. Manter as coisas simples. Sir Rodney diz que  a melhor maneira de agir." "Qualquer coisa particular 
que voc quer que eu faa? Will perguntou. "Assista e aprenda", disse-lhe Halt. Will sorriu ironicamente. Ele estava decepcionado com sua incapacidade de fazer O'Malley 
falar. Agora estava estranhamente ansioso, para ver como Halt lidaria com o assunto. Ele no tinha nenhuma dvida de que Halt faria isso, de um jeito ou de outro.

"Isso nunca muda, no ?" disse ele. Halt olhou para ele, sentiu a mudana em seu humor,  ansiedade tinha substitudo o seu desapontamento. "Somente um tolo pensa 
que sabe tudo", disse ele. "E voc no  um tolo." Antes que Will pudesse responder, ele fez um gesto em direo  rua estreita. "Eu acredito que os nossos amigos 
chegaram." O'Malley e seus dois comparsas estavam fazendo seu caminho at a rua do cais. Os trs Araluens o viram, conforme eles entraram na taberna. Os dois grandes 
ficando de lado, para permitir que seu capito entrasse primeiro. Houve um breve burburinho de vozes, quando a porta se abriu, derramando a luz na rua. Em seguida, 
o rudo e a luz foram cortados quando a porta fechou novamente por trs deles. Horace comeou a avanar, mas Halt colocou a mo em seu brao o segurando. "D-lhes 
um ou dois minutos", disse. "Eles vo pegar suas bebidas e, em seguida tirar algum que pode estar sentado em sua mesa. Onde eles esto em relao  porta, Will?" 
ele perguntou. O Arqueiro jovem franziu a testa enquanto ele imaginou o layout da sala. Halt j sabia a resposta  sua pergunta. Ele interrogou Will no incio da 
tarde. Mas ele queria manter a mente do jovem ocupada. Entrando. Dois passos para frente e meio para direita. Cerca de trs metros da porta, junto  lareira. Cuidado 
com a cabea na moldura da porta, Horace," ele adicionou. Ele sentiu Horace acenar nas sombras. Halt estava de p, olho fechado e contando os segundos, imaginando 
a cena dentro da taverna. Will se mexia, querendo entrar em ao. A voz baixa de Halt veio a ele. "Acalme-se. No h pressa." Will respirou fundo vrias vezes, tentando 
acalmar a sua pulsao acelerada. "Voc sabe o que eu quero que voc faa? Halt o perguntou. Ele j tinha falado isso aos dois nessa tarde na pousada. Mas no faria 
mal ter certeza. Will engoliu vrias vezes. "Eu vou entrar e ficar de olho no recinto." "E lembre-se, no to perto da porta, voc pode ser derrubado se algum entrar 
inesperadamente," Halt lembrou. Mas no havia necessidade dessa lembrana. Nessa tarde, Halt havia feito Will imaginar o quo estranho poderia ser, se ele de repente 
fosse apanhado por um indivduo ansioso, empurrando a porta com fora para entrar. "Entendi", disse Will. Sua boca estava um pouco seca. "Horace, tudo entendido?

"Ficar com voc. Manter-me em p enquanto voc se senta. Observar os dois meninos valentes e se voc disser "Horace, derrub-los." "Muito sucinto" Halt disse. No 
poderia ter colocado isso melhor." Ele esperou mais alguns segundos, depois saram das sombras. Eles atravessaram a rua e Halt abriu a porta. Will sentiu a onda 
de calor, o rudo e a luz mais uma vez, ento entrou depois de Halt e se moveu para o lado. Ele ouviu um baque surdo e um rosnado droga! de Horace, quando ele se 
esqueceu de baixar ao passar pela porta. O'Malley, de costas para o fogo, olhou para os recm-chegados. Ele reconheceu Will e aquilo o distraiu por alguns segundos, 
at que fosse tarde demais para reagir a Halt que caminhou rapidamente pela Taverna, pegou um banquinho e sentou-se diante dele. Boa noite, disse o estranho barbudo. 
"Meu nome  Halt e  hora batermos um papo.

5
Nialls e Dennis se levantaram imediatamente, mas O'Malley levantou a mo para impedi-los de tomar qualquer ao. Est tudo bem, meninos. Calma, calma." Eles no 
retomaram seus lugares, se posicionaram atrs dele, formando uma parede slida de msculos e carne entre O'Malley e  lareira. O'Malley, recuperando-se da surpresa 
inicial, estudou o homem sentado  sua frente. Ele era pequeno. E havia mais cinza do que preto em seu cabelo. Ao todo, no era algum que normalmente causaria muita 
preocupao ao contrabandista. Mas O'Malley por muitos anos havia avaliando potenciais inimigos e ele sabia olhar alm do lado fsico das pessoas. Este homem tinha 
os olhos duros. E um ar de confiana nele. Tinha acabado de entrar na cova de um leo, encontrou a cabea e balanou sua cauda. E agora estava sentava em sua frente, 
frio como um pepino. Despreocupado. Desaforado. Era um tolo ou um homem muito perigoso. E ele no parecia um tolo. O'Malley olhou rapidamente para cima, para a companhia 
do homem. Alto, ombros largos e atlticos, ele pensou. Mas o rosto era jovem - quase pueril. E ele no tinha o ar calmo e confiante do homem pequeno. Seus olhos 
estavam em constante movimento, entre O'Malley e seus dois companheiros. Julgando. Medindo. Mas descartou o jovem. No havia nada a temer. Esse erro, muitos haviam 
cometido antes dele  para depois se arrependerem. Agora, ele olhou para trs em direo  porta e viu o jovem que se aproximou dele na noite anterior. Ele estava 
um pouco para o lado da porta, seu arco longo na mo e uma flecha pressionada na corda. Mas o arco estava sem tenso no momento, no ameaando ningum. Isso poderia 
mudar em um segundo, pensou O'Malley. Dennis e Nialls lhe tinham contado da habilidade do jovem com o arco. A orelha de Nialls ainda estava fortemente enfaixada, 
onde a flecha do menino tinha acertado, quando passou perto de sua cabea. Este - ele procurou lembrar o nome do recm-chegado, ento lembrou  Halt  Ele tinha 
um arco semelhante. E agora O'Malley percebeu que ele estava vestindo uma capa semelhante tambm, malhada e com capuz. Mesmas armas, mesmas capas. Havia algo oficial 
neles e O'Malley decidiu que no gostava daquilo. Ele no queria ter qualquer contato com qualquer oficial. "Voc  um Homem do Rei? ele disse para Halt. Halt encolheu 
os ombros. "No o seu rei." Ele viu os lbios do contrabandista contrairse em desprezo com essas palavras e suprimiu uma pequena chama de raiva, por que seu

falecido irmo deixou o reino ficar to degradado. Mas no demonstrou nenhum sinal de emoo em seu rosto ou nos olhos. "Eu sou Araluense", ele continuou. O'Malley 
ergueu as sobrancelhas. "E eu suponho que todos ns devemos ficar extremamente impressionados com isso?, perguntou sarcasticamente. Por alguns segundos Halt no 
respondeu. Ele considerava o outro homem com o seu olhar, medindo-o, julgando-o. "Se voc quiser ficar!" disse ele. " irrelevante para mim. Falo isso apenas para 
assegurar-lhe, que no tenho interesse em suas atividades de contrabando." Esse tiro pegou no alvo. O'Malley no era um homem de discutir abertamente o seu trabalho. 
Uma carranca formou-se no rosto do Hiberniano. "Cuidado com suas palavras! Ns no somos gentis com as pessoas que andam aqui nos acusando de contrabando e coisas 
do gnero." Halt encolheu os ombros, indiferente. "Eu no disse nada sobre coisas do gnero," ele retrucou. "Eu simplesmente disse que eu no estou preocupado pelo 
fato de que voc  um contrabandista. Eu s quero alguma informao, isso  tudo. Diga-me o que eu quero saber e eu no vou incomod-lo mais." O'Malley tinha se 
inclinado sobre a mesa, para enfatizar o aviso para Halt. Agora, ele sentou-se para trs irritado. "Se eu no disse para o menino", falou ele, sacudindo o polegar 
para a figura silenciosa junto  porta, "o que faz voc pensar que eu vou dizer para seu av?" Halt levantou uma sobrancelha. "Ah, isso foi um pouco duro. Tio pode
estar mais perto da verdade, eu acho." Mas agora o traficante decidiu que j era o suficiente. Saia, O'Malley ordenou categoricamente. "Eu j terminei com voc." 
Halt sacudiu a cabea e olhou com tdio para O'Malley. "Talvez", disse ele. "Mas eu no terminei com voc." Houve uma ameaa e um desafio implcito nas palavras. 
E eles foram entregues em um tom de desprezo velado. Foi demais para O'Malley. "Nialls. Dennis. Jogue esse idiota na rua", disse ele. "E se o amiguinho deles ao 
lado da porta, puxar uma polegada daquele arco, corte sua garganta antes que consiga." Seus dois capangas avanaram ao redor da mesa sobre Halt, Nialls indo para 
a direita, Dennis  sua esquerda. Halt esperou at que eles estivessem quase em cima dele e depois disse uma palavra.

"Horace... Ele estava interessado em ver como o jovem guerreiro ia cuidar do problema. Horace comeou com um soco de direita na mandbula de Dennis. Foi um golpe 
slido, mas no um nocaute. Horace, simplesmente teve a inteno de ganhar um pouco de espao e de tempo. Dennis cambaleou para trs e antes que Nialls pudesse reagir, 
Horace tinha girado e o acertado com um gancho esmagador no queixo com sua esquerda. Os olhos de Niall viraram e os joelhos cederam. Ele caiu como um saco de batata 
e bateu no cho desmaiado. Mas agora, Dennis estava voltando, balanando a mo direita selvagemente, indo para cima de Horace. O jovem abaixou-se sob ele, martelando 
dois socos de esquerda nas costelas do contrabandista, ento veio com um golpe poderoso de baixo na mandbula de Dennis. O golpe de baixo tinha todo o poder das 
pernas de Horace, do tronco, ombros e brao, subido com fora. Ele bateu no queixo de Dennis e enviou uma mensagem instantnea para seu crebro. Por trs dos olhos 
de Dennis, uma luz se apagou como uma vela em um furaco. Seus ps realmente levantaram alguns centmetros do cho sob a fora do golpe terrvel. Ento ele tambm 
simplesmente dobrou no lugar e caiu para a spera cobertura de serragem no cho. A seqncia inteira demorou um pouco menos de quatro segundos. O'Malley arregalou 
os olhos de espanto, do jeito que seus dois guarda-costas foram despachados com tanta facilidade e desprezo - e por um jovem que ele tinha julgado no oferecer nenhuma 
ameaa. Ele comeou a levantar. Mas um punho de ferro segurou seu colarinho, arrastando-o para baixo e por cima da mesa. Ao mesmo tempo, ele sentiu algo afiado muito 
afiado - contra a sua garganta. "Eu disse, eu no terminei com voc ainda. Ento, sente-se. A voz de Halt era baixa e muito persuasiva. Ainda mais convincente era 
a faca Saxnica afiada, que estava pressionando com firmeza contra a garganta do contrabandista. O'Malley no o tinha visto desembainhar a arma. Ocorreu-lhe que 
este velho indivduo deveria ser capaz de mover-se com alarmante velocidade - assim como seu jovem companheiro tinha feito. O'Malley olhou para os olhos do homem, 
em primeiro lugar viu a imagem reluzente do ao assassino que descansava contra sua garganta. Agora, eu vou deixar seu comentrio sobre, av, passar", disse Halt. 
E eu no vou mesmo tomar como ofensa, o fato de voc ter mandado seus meninos me bater. Mas vou te fazer uma pergunta e vou perguntar uma vez. Se no me responder, 
eu vou matar voc. Bem aqui. Agora mesmo. Will!" ele falou abruptamente para o lado. "Se aquele sujeito grande der mais um passo em minha direo, coloque uma flecha 
nele."

"J o vi Halt", respondeu Will. Ele levantou o arco na direo que Halt havia mencionado. O marinheiro fortemente construdo pensou que ele no tinha sido visto 
e de repente levantou as duas mos. Como a maioria dos outros na sala, tinha ouvido sobre as duas flechas que foram atiradas entre Nialls e Dennis na noite anterior. 
Inicialmente, ele pensou que talvez valesse a pena dar uma mo para O'Malley. Mas definitivamente no valia a pena tomar um tiro. Will fez um gesto com a flecha 
e o homem afundou-se em um banco comprido. A flecha brilhante era o suficiente para preocup-lo. Mais preocupante ainda foi o fato de que o homem de barba grisalha, 
no parecia ter olhado nenhuma vez em sua direo. Agora, disse Halt, "onde estvamos mesmo?" O'Malley abriu a boca para responder, em seguida a fechou novamente. 
Esse era um territrio novo. Ele estava acostumado a mandar, acostumado aos outros cuidando das coisas para ele. Ele no se enganava, os homens que freqentavam 
a Taverna da Gara, no gostavam muito dele. Mas sabia que era temido, o que era ainda melhor. Ou assim ele pensava. Agora que o povo da lotada taverna, viu algum 
colocar medo nele, como ele prprio jamais fez, ficaram impotentes. Se pelo menos ele fosse querido por aqui, talvez, algum o ajudaria. Mas sem Nialls e Dennis, 
ele sabia que estava sozinho. Halt o estudou por um momento, viu a compreenso do processo por parte de O'Malley, acontecendo por trs dos olhos do homem. Ele viu 
o lampejo de dvida e incerteza e sabia que ele estava em vantagem. Tudo o que Will disse a ele, sobre seu primeiro confronto com o traficante, levava a crer que 
O'Malley no era uma figura bem quista. Halt entrou nessa briga apostando nisso e agora ele viu que era verdade. "Alguns dias atrs, voc transportou um homem chamado 
Tennyson e mais um grupo pessoas, para algum lugar fora do pas. Voc se lembra disso?" O'Malley no deu nenhum sinal de lembrava. Seus olhos estavam cravados em 
Halt. Halt podia ver a fria reprimida h pouco - a fria alimentada pelo desamparo de O'Malley, na situao atual. "Eu espero que voc lembre," Halt continuou, 
"porque sua vida pode depender disso. Agora preste ateno no que eu vou falar. Eu farei esta pergunta uma nica vez. Se voc quiser continuar vivendo, voc vai 
me dizer o que eu quero saber. Est claro?" Ainda no houve resposta do contrabandista. Halt respirou fundo e continuou. "Onde  que voc levou Tennyson? Houve um 
silncio quase palpvel, quando todo mundo na sala parecia se inclinar para frente em expectativa, esperando para ver o que O'Malley ia dizer. O contrabandista engoliu 
vrias vezes, esta ao fez a ponta da faca Saxnica cravar dolorosamente na carne macia da garganta. Em seguida, com a boca seca, sua voz parecia quase um coaxar, 
ele respondeu.

Voc no pode me matar." A sobrancelha esquerda de Halt subiu. Um meio sorriso de surpresa torceu sua boca. "Realmente?" disse ele. "E por que eu no faria isso?" 
"Porque se voc me matar, nunca vai saber o que quer," O'Malley disse a ele. Halt soltou um suspiro com uma breve risada. "Voc no pode estar falando srio." A 
testa de O'Malley enrugou-se em uma carranca. Ele jogou sua nica carta e o estranho estava tratando com desprezo. Ele estava blefando, decidiu O'Malley e sua confiana 
que estava baixa, comeou a crescer mais uma vez. "No tente blefar", disse ele. "Voc quer saber onde esse tal de Tennyson foi. E quer muito saber, seno nunca 
teria voltado aqui esta noite. Ento tire a faca da minha garganta e eu vou considerar em falar para voc. Embora isso v custar. Ele acrescentou as ltimas quatro 
palavras, posteriormente refletindo. Ele tinha a mo forte, pensou ele e poderia muito bem us-la para um contra ataque. Halt no disse nada por um segundo ou dois. 
Ento se inclinou sobre a mesa. A ponta da faca permaneceu na garganta de O'Malley. "Eu quero que voc faa algo para mim, O'Malley. Olhe nos meus olhos e me diga 
se voc pode ver qualquer sinal, que eu seja incapaz de te matar." O'Malley fez como lhe foi dito. Ele teve que admitir que os olhos de Halt eram uma coisa arrepiante 
de se ver. L no havia nenhum sinal de piedade ou fraqueza. Este homem seria capaz de mat-lo em um instante, ele sabia. Exceto pelo fato de que Halt precisava 
dele vivo. O que fazia sua vitria ainda mais doce. Este desgraado de barba grisalha iria mat-lo em um instante. Ele provavelmente queria mat-lo agora. Mas ele 
no podia, precisava dele. O'Malley no pode deixar de sorrir, enquanto pensava sobre isso. Claro, estou convencido de que seria capaz", disse ele quase jovialmente. 
"Mas voc no pode, pode?" Eu nunca jogaria poker com esse cara, O'Malley pensou. Os olhos de Halt no mostraram nenhum sinal da frustrao e incerteza, ele sentia 
que agora O'Malley tinha comeado a blefar. "Vamos rever isso, certo?" Halt disse suavemente. "Voc diz que eu no posso mat-lo, porque ento eu nunca vou descobrir 
o que voc sabe. Mas, ao mesmo tempo, voc j disse que no vai revelar essa informao. Ah... certo, agora isso pode estar aberto  negociao," O'Malley comeou, 
mas Halt o interrompeu.

"Ento, se eu te matar, no estarei perdendo nada, no  verdade? Ento vai haver alguma compensao para os problemas que voc causou. Em resumo, eu acho que realmente 
eu quero te matar. Voc  uma pessoa chata, O'Malley. Na verdade, agora que eu penso sobre isso, eu estou feliz que voc no tenha me dito nada, porque ento eu 
me sentiria no dever de poupar sua vida miservel." "Agora, olhe aqui... A confiana de O'Malley tinha ido embora novamente. Ele foi muito longe ao pressionar aquele 
homem, ele percebeu. Mas agora a ponta da faca pesada, deixou sua garganta e foi parar na ponta do seu nariz. "No! Voc que vai me escutar! Halt disse. Ele falou 
baixinho, mas sua voz cortava como um chicote. "Olhe ao redor desta sala e me diga se h aqui algum que lhe deve qualquer sentimento de lealdade ou amizade. Existe 
algum aqui que vai protestar por um segundo que seja, se eu simplesmente cortar sua garganta?" Os olhos de O'Malley vagaram rapidamente para os rostos atentos. 
Ele no viu nenhum sinal de ajuda. Agora me responda isso: quando voc estiver morto, voc tem certeza que no haver ningum nesta sala, que possa saber onde voc 
levou Tennyson e, que poderia estar disposto a compartilhar essa informao?" E esse foi o ponto onde O'Malley sabia que havia perdido. Certamente havia pessoas 
na sala, que sabiam onde ele havia levado o homem de vestes brancas. Na poca, isso no tinha sido nenhum grande segredo. E se ele, O'Malley, no estivesse por perto 
para garantir seu silncio, eles passariam um por cima do outro para contar para esse algoz, tudo o que queria saber. "Rio Craiskill", disse ele, quase num sussurro. 
A faca vacilou. O qu? Halt perguntou a ele. Os ombros de O'Malley caram e ele baixou o olhar. Rio Craiskill.  em Picta, abaixo do banco de areia de Linkeith. 
 um dos nossos pontos de encontro onde entregamos a carga. Halt franziu o cenho, incrdulo por um momento. "Por que diabo Tennyson estaria querendo ir para Picta? 
O'Malley deu de ombros. "Ele no queria ir especificamente para l. Ele queria sair daqui.  onde eu estava indo, de modo que  onde eu o levei. Halt estava acenando 
lentamente a si mesmo. "Eu poderia lev-lo l", sugeriu O'Malley esperanoso. Halt riu com desdm. Ah, eu tenho certeza que voc pode! Meu amigo, eu confio em voc 
tanto quanto sei que Horace no poderia chut-lo - e estou tentado descobrir o quo longe ser. Agora saia da minha vista."

Ele soltou o pescoo do outro homem e o empurrou para trs. Desequilibrado, O'Malley tentou recuperar-se e ento Halt o deteve. No. S mais uma coisa. Esvazie a 
bolsa sobre a mesa." "Minha bolsa? Halt no disse nada, mas suas sobrancelhas se uniram em uma linha escura. O'Malley notou que a faca Saxnica ainda estava em sua 
mo direita. Ele correu para soltar a bolsa e derramou o seu contedo em cima da mesa. Halt tocou as moedas com o dedo indicador e escolheu uma pea de ouro. Ele 
ergueu-a. "Isso  seu, Will?" "Parece que sim, Halt" Will falou alegremente. Depois de ter sido humilhado por O'Malley, ele tinha gostado do confronto desta noite. 
"Cuide melhor disso na prxima vez," Halt disse a ele. Ento se voltou para O'Malley, com a cara fechada, olhos escuros e ameaadores. "Quanto a voc, de o fora 
daqui." O'Malley, finalmente vencido, ergueu-se. Ele olhou ao redor, no viu nada alm de desprezo nos rostos daqueles que o observavam. Ento foi embora.

6
"Seu amigo no parece muito feliz." O comandante do navio cutucou Will com o cotovelo e fez um gesto com um sorriso para a figura encolhida na proa do Sparrow, encostado 
ao baluarte com o capuz jogado por cima da sua cabea. Era um dia nublado, com vento soprando em cima deles do sudeste e as ondas agitadas imprevisveis surgindo 
a partir do norte. O vento soprava o topo das ondas e as arremessava de volta para o navio que mergulhava e era arremessado contra o mar cinzento. "Ele vai ficar 
bem," Will disse. Mas o comandante do navio parecia estar excepcionalmente divertido, s de pensar que algum sofria de enjo num navio. Will pensou que talvez isso 
lhe desse um sentimento de superioridade. "Nunca falha, o capito continuou alegremente. "Em terra, esses tipos so fortes e quietos, mas se transformam em rostos 
verdes e gritam como bebs, uma vez que sentem o movimento do navio, balanando uma ou duas polegadas debaixo de seus ps." Na verdade, o Sparrow estava balanando 
muito mais do que isso. Ele estava mergulhando, saltando e lutando contra as foras opostas do vento e das ondas. "Aquelas pedras so um problema? Horace perguntou, 
apontando para onde uma fileira de pedras se projetava do mar. Conforme cada nova onda passava por elas, a gua parecia ferver por causa da espuma que formava. Estavam 
a vrias centenas de metros a bombordo do navio e o vento os empurrava na diagonal em direo as pedras. O capito considerou a linha de pedras enquanto elas desapareciam 
e reapareciam com o movimento das ondas. "Isso  o Recife Paliada", disse a eles. Ele apertou um pouco os olhos, medindo as distncias e ngulos em sua mente, vendo 
que a situao no mudou desde a ltima vez que ele tinha verificado - que tinha sido apenas alguns minutos atrs. "Parece que estamos chegando cada vez mais prximo 
dele", disse Horace. "Ouvi dizer que no  uma boa idia." "Ns vamos chegar perto, mas vamos resistir bem", respondeu o capito. "As pessoas da Terra como voc, 
sempre ficam um pouco nervosos ao ver o Recife Paliada.

"Eu no estou nervoso", Horace disse a ele. Mas o tom duro da sua voz desmentia suas palavras. Eu s queria ter certeza de que sabe o que est fazendo." "Bem, agora 
meu rapaz, olhe para l, por isso que ns colocamos os remos para fora. A vela est impulsionando o barco, mas a fora do vento est nos enviando para perto do recife. 
Com a fora dos remos, conseguimos corrigir nosso curso tempo suficiente para nos chegarmos ao back-lift." O back-lift? Will perguntou. "O que poderia ser?" Veja 
como a linha de recifes corre para a Borba do Paredo? O capito disse a ele, apontando. Will assentiu com a cabea. Ele podia ver a linha de guas turbulentas que 
marcavam o recife. Ela corria do p do pontal para o noroeste  O Paredo de Linkeith. "E veja como o vento est vindo por cima do meu ombro aqui, nos empurrando 
para o recife propriamente dito? Mais uma vez, Will assentiu. Bem, os remos nos mantero longe o suficiente para o leste, a fim de evitar o recife. Assim poderemos 
chegar mais perto do paredo. O vento vai bater nele e voltar nos empurrando para a rota correta  isso  o back-lift. Com esse efeito inverso, o vento nos soprar 
para longe dos recifes. Depois, s faltar uma simples corrida por mais alguns quilmetros, abaixo da baa at a foz do rio. Teremos que continuar remando, porque 
o back-lift s vai durar por algumas centenas de metros - suficiente para nos tirar do recife" "Interessante" Will disse pensativo, estudando a situao e avaliando
as distncias e os ngulos por si prprio. Agora que ele entendeu o processo, podia ver que o Sparrow passaria tranqilo pelo fim do recife, conforme tivessem passado
por baixo do paredo. O capito poderia ter falta de sensibilidade, mas ele parecia conhecer o seu negcio. Talvez eu deva ir at o seu amigo e mostrar o recife",
disse o capito sorrindo. "Isso vai ser uma boa piada. Aposto que ele ainda no viu." Ele riu de sua prpria sagacidade. "Eu vou ficar olhando preocupado, se voc 
fizer isso?" O capito assumiu uma aparncia pseudo-preocupada, franzindo as sobrancelhas e fingindo mastigar suas unhas. Will o considerou friamente. Voc at pode 
fazer isso", ele concordou. E acrescentou: "Diga-me, o seu primeiro imediato  um bom marinheiro?" "Bem,  claro que ele ! Eu no o traria comigo, caso contrrio," 
respondeu o capito. Por que voc pergunta?

"Ns podemos precisar dele para levar o navio, quando Halt jogar voc ao mar," Will respondeu suavemente. O capito comeou a rir, ento viu o olhar no rosto de 
Will e parou indeciso. "Halt torna-se muito mal-humorado quando est enjoado," Will disse. "Particularmente quando as pessoas tentam fazer piada dele." "Especialmente 
quando as pessoas tentam fazer piada dele," Horace acrescentou. O capito de repente, no parecia to seguro de si. "Eu estava s brincando." Will balanou a cabea. 
"Foi assim com aquele Escandinavo que riu dele." Ele olhou para Horace. "Lembra-se do que Halt fez com ele? Horace assentiu com seriedade. No foi bonito." O capito
olhava agora de um para o outro. Ele negociou com os Escandinavos ao longo dos anos. A maioria dos marinheiros negociava. E ele nunca encontrou algum que os superasse. 
"O que ele fez? Seu amigo eu quero dizer?" ele perguntou. "Ele vomitou no capacete dele," Will disse. "E vomitou bastante" Horace acrescentou. A mandbula do capito 
caiu enquanto tentava imaginar a cena. Will e Horace, no se preocuparam em explicar que na poca Halt estava usando o capacete emprestado, nem que ele estava sob 
a proteo do enorme Erak, futuro Oberjarl dos Escandinavos. Portanto, o comandante partiu do princpio, que o homem de barba grisalha que estava na proa, tinha 
arrancado o capacete de uma gigante cabea de um Escandinavo e vomitado dentro dela - uma ao que normalmente seria equivalente ao suicdio. "E o Escandinavo? O 
que ele fez? Will deu de ombros. "Ele se desculpou. O que mais ele poderia fazer? O capito olhou de Will para Halt e voltou para Will. O rosto do jovem estava srio, 
sem nenhum sinal de que ele estava zoando o capito. O capito engoliu vrias vezes, ento decidiu que mesmo se ele estivesse sendo enganado, talvez fosse mais sensato 
deixar Halt sofrer seu enjo em paz. Vela! O grito veio do olheiro no mastro. Instintivamente, todos os trs olharam para ele. Ele estava apontando para trs, o 
brao estendido para o sudeste. Depois moveram suas cabeas para olhar aonde o brao apontava. Havia um rpido movimento no mar, por entre a neblina mais adiante. 
Conforme olhavam, uma forma escura comeou a surgir saindo dela, mantendo um firme curso.

"Voc pode v-lo? gritou o capito. O vigia protegeu os olhos, olhando mais atentamente para o navio distante. "Seis remos um lado... e uma forma quadrada. Ele est 
vindo para cima de ns rapidamente. Parece que vai nos alcanar!" O navio estranho estava velejando com o vento por trs e remando fortemente tambm. Aquele navio 
era capaz de apontar para um ponto na frente do Sparrow e alcan-lo antes deles. No havia nenhuma maneira que eles poderiam evitar. "Voc pode ver quem ? repetiu 
o capito. Houve um momento de hesitao. "Eu acho que ela  o Garra. O navio do Black O'Malley!" o vigia gritou. Will e Horace trocaram um olhar preocupado. "Ento 
Halt estava certo," Will disse. Pela manh, aps o confronto com O'Malley na Taverna, Halt despertou os seus dois companheiros mais cedo. "Vistam-se", disse-lhes 
brevemente. "Ns vamos voltar para Fingle Bay". "E o caf da manh?" Horace perguntou irritado, sabendo qual resposta viria. "Ns vamos comer no caminho." "Eu odeio 
quando comemos no caminho", Horace resmungou. "Isso  terrvel para minha digesto." No entanto, ele era um militar experiente. Vestiu-se rapidamente, organizou 
suas coisas e guardou a sua espada. Will estava pronto alguns segundos depois dele. Halt olhou-os, verificando se eles tinham todos os seus equipamentos. "Vamos", 
disse ele e liderou o caminho para baixo das escadas. Ele pagou o estalajadeiro pela sua estadia e eles fizeram os seus caminho para os estbulos. Os cavalos relincharam 
uma saudao conforme entraram. "Halt", Will perguntou quando eles j estavam na estrada, "porque Fingle Bay?" "Precisamos de um navio," Halt disse. Will olhou por 
cima do ombro, para a cidade de onde tinham acabado de sair. Eles estavam quase no topo da colina e a floresta de mastros era claramente visvel. "H navios aqui", 
ele ressaltou e Halt olhou de soslaio. "Claro que sim", ele concordou. "E O'Malley est aqui tambm. Ele j sabe para onde estamos indo. Eu no quero que ele saiba 
quando iremos. "Voc acha que ele vai tentar nos impedir, Halt?" Horace perguntou. O Arqueiro assentiu. Creio que poderia sim. Na verdade, eu tenho certeza que ele 
vai.

Mas se ele no souber quando partimos, significa que podemos ganhar tempo. Alm disso, os comandantes em Fingle Bay so um pouco mais honestos do que aquele ninho 
de ladres e contrabandistas. "Mas s um pouco? Will perguntou escondendo um sorriso. Ele sabia Halt tinha uma m opinio dos comandantes em geral  provavelmente, 
devido ao fato de que ele odiava viajar pelo mar. "Nenhum comandante  muito honesto", Halt respondeu severamente. Em Fingle Bay, eles contrataram o capito do Sparrow, 
um mercador sorridente com espao suficiente para eles e seus trs cavalos. Quando o capito ouviu o seu destino, ele franziu a testa. "Craiskill River?" disse ele. 
Um antro de contrabandistas. Ainda assim,  um bom local para desembarcar. Provavelmente porque os contrabandistas o usam com tanta freqncia. Eu vou querer um 
extra se vamos para l. De acordo, disse Halt. Ele sentiu que era razovel pagar o homem pelo risco que ia assumir. Mas o extra no foi to bom como o capito queria, 
para que o risco valesse  pena. Eventualmente, eles acordaram um valor e Halt o pagou. Ento, ele acrescentou mais trs pedaos de ouro na pilha, em cima da mesa 
na frente deles. O capito levantou os olhos para ele. "O que  isso?" Halt empurrou o dinheiro para ele. "Isso  para voc manter a boca fechada", disse ele. "Eu 
gostaria de sair depois de escurecer e eu no quero que as pessoas saibam para onde estamos indo." O comandante deu de ombros. "Meus lbios esto selados", disse 
ele, em seguida, virando-se, gritou uma coleo de palavres e instrues para um grupo de tripulantes que estavam carregando barris no poro do navio. Will sorriu. 
" muito barulho para algum que vai ficar de boca fechada", observou ele. Agora, l estavam eles, a poucos quilmetros de seu destino e O'Malley tinha os encontrado. 
O navio de O'Malley navio era mais rpido e mais navegvel. Ele foi projetado para vencer os navios do rei, enviados para intercept-lo. E levava um grupo maior 
de homens do que o Sparrow. Will podia ver suas cabeas que se alinhavam no baluarte e enxergar ocasionalmente o brilho das armas. Na proa elevada, ele poderia ver 
at O'Malley, esforando-se no leme para manter o Garra no curso. "Ns no podemos venc-los, podemos?"

Will se assustou em surpresa com a voz de Halt, logo atrs dele. Ele se virou para ver que o Arqueiro tinha deixado seu posto na proa e estava agora olhando o navio 
que os perseguia. Estava plido, mas parecia no controle de si mesmo. Anos atrs, na longa viagem para Hallasholm, Will se lembrou de discutir sobre o enjo com 
Svengal, o primeiro imediato de Erak. Voc precisa de algo para desviar sua mente," o Escandinavo corpulento lhe tinha dito. "Quando se tem algo para distra-lo, 
no tem tempo para ficar enjoado." Parecia que ele estava certo. A ateno de Halt estava fixa no barco do contrabandista, que vinha por trs deles. Ele parecia 
ter esquecido seu estmago embrulhado. O capito estava balanando a cabea em resposta  pergunta de Halt. No. Ns no podemos venc-los.  mais rpido do que 
ns e com aquele barco ele pode aproveitar mais o vento do que eu. Ele quer nos empurrar para baixo em direo ao recife ou... Ele parou, no gostando da alternativa. 
"Ou o qu? Horace perguntou. Ele soltou a espada na bainha. Ele tambm tinha visto os homens armados a bordo do Garra. "Ou ento ele vir para cima de ns. A proa 
do seu navio  reforada. O boato  que ele j afundou mais de um navio desse jeito." Ele olhou para Halt. "Se voc tivesse me dito que O'Malley viria atrs de voc, 
eu nunca teria o trazido a bordo." A mais leve sugesto de um sorriso tocou o rosto plido de Halt. " por isso que eu no te disse", falou. Ento o que voc pretende 
fazer? O capito encolheu os ombros impotente. "O que posso fazer? Eu no posso fugir dele. No  possvel lutar contra ele e no podemos nem sequer te entregar. 
Ele no deixaria testemunhas. Ns apenas vamos ficar aqui e esperar que ele nos afunde." Halt levantou uma sobrancelha. "Eu creio que podemos fazer um pouco melhor 
do que isso", disse ele. "Deixe-o chegar um pouco mais perto. O capito encolheu os ombros. "Eu no posso impedi-lo de chegar um pouco mais perto. E acrescentou: 
O que voc vai fazer? Halt estava retirando o arco que estava sobre seu ombro esquerdo. Ao mesmo tempo, ele levou a mo a alijava no seu ombro direito e pegou uma 
flecha. Will, vendo o movimento, retirou seu prprio arco. "Uma ou duas flechas no vo parar o navio", o capito disse.

Halt o encarou com alguma curiosidade. "Eu perguntei o que voc pretendia fazer. Aparentemente voc ficou contente em esperar aqui, enquanto O'Malley nos arrebenta, 
nos afunda e nos deixa afogar." O capito se mexeu desconfortavelmente. "Podemos chegar  praia", disse ele. "Posso jogar barris vazios e madeira para aliviar o 
peso. Poderamos ser capazes de chegar  praia." "O mais provvel  que vamos ser arrastados para o recife", disse Halt. Mas ele no estava olhando para o capito. 
Ele aproximou-se do parapeito e tinha uma flecha pressionada na corda. Seus olhos estavam fixos na figura ao leme do Garra. O'Malley tinha os ps apoiados e afastados 
conforme ele arrastava a barra de madeira, segurando o navio contra o vento lateral, mantendo presso nas velas e ao mesmo tempo sua tripulao remando. O navio 
inteiro estava em um delicado estado de equilbrio. Vento, remos e leme, criado um tringulo de foras em conflito, que resultava no navio seguir rapidamente ao 
encontro deles. Halt sabia que se um desses elementos fosse perturbado, o resultado seria alguns momentos de caos, conforme as foras restantes tomassem conta da 
situao. Ele aferiu a distncia e os movimentos do navio sob seus ps. Estranho, agora que ele estava se concentrando no problema de acerta esse tiro, a nusea 
causada por este movimento, tinha diminudo. Ele franziu o cara. O Garra estava subindo e descendo tambm. Ele teria que pensar nesse fator para o clculo do tiro. 
Sentiu Will ao se lado, com o arco pronto. "Bom rapaz", disse ele. Quando eu der o sinal, ns dois vamos atirar." "Eu lhe disse, exclamou o capito. "Um par de flechas 
no vai parar esse navio. Temos poucas chances como est agora. Se voc hostilizar O'Malley, ele vai conferir que todos ns estejamos mortos, antes que v embora. 
"O meu modo de ver," Halt disse, ele no vai embora. Tudo bem Will. Agora! Como se eles estivessem ligados por uma fora invisvel, os dois Arqueiros levantaram 
seus arcos, pressionaram, miraram e atiraram. As duas flechas cortaram o ar, meio segundo de diferena uma da outra.

7
As duas flechas, uma um pouco  frente da outra, arquearam longe no cu cinzento. Horace, observando seu vo, perdeu-as de vista contra as nuvens. Ele estava consciente 
do fato de que Halt e Will, j tinham preparado novas flechas, e estavam prontos para o prximo tiro. Ento, os olhos atentos na figura corpulenta na popa do Garra, 
pegou um pequeno movimento quando as duas flechas caram. Ele no poderia dizer qual flecha atingiu O'Malley. Halt era melhor arqueiro, Horace sabia, mas Will era 
to bom quanto. Uma flecha bateu no baluarte e ficou tremendo a pelo menos um metro do leme. A outra se enterrou dolorosamente na parte carnuda do brao esquerdo 
de O'Malley - o lado que estava virado para eles. Com o barulho do vento e do mar, Horace no pde ouvir o grito de dor do contrabandista. Mas ele o viu cambaleando, 
soltando o leme e segurando o brao esquerdo ferido. O efeito sobre o Garra foi quase instantneo e desastroso. Livre da presso do leme que o equilibrava, de repente 
foi empurrado a favor do vento,  vela quadrada arqueou e as cordas estalaro, como cordas de uma harpa super esticadas com o aumento da presso, enquanto a fora 
vinha agora da popa fora de controle. O balanar do navio atirou O'Malley para o convs. Ao mesmo tempo, vrios remadores falharam completamente o golpe dos remos 
na gua e caram para trs nos bancos. Um remo caiu do barco. Vrios outros embaralharam com seus vizinhos. O resultado foi caos. O balano preciso das foras que 
Halt havia observado foi totalmente interrompido. O Garra oscilava com a fora do vento, j est passando pela popa do Sparrow, correndo loucamente em direo s 
guas em ebulio do Recife Paliada. Um dos tripulantes estava cambaleando atravs da plataforma de mergulho, indo para a cana do leme, que estava se debatendo 
para trs e para frente, fora de controle. Pare ele Will," Halt disse brevemente. Eles atravessaram para o lado oposto da plataforma, onde tinham uma viso mais 
clara do navio contrabandista fora de controle. Novamente eles atiraram. Desta vez, as duas flechas encontraram seu alvo e o homem caiu para frente, rolando nos 
embornais enquanto o navio se inclinava. O capito do Sparrow assistiu de boca aberta. "Ningum pode atirar assim," ele disse suavemente. Horace, ao lado dele se 
permitiu um sorriso sem humor.

"Esses dois podem", disse. A bordo do Garra, a equipe percebeu que era tarde demais para salvar o navio, que ia  direo dos recifes. Eles comearam a disputar 
entre si para chegar  proa, tentando instintivamente evitar o primeiro ponto de impacto. O navio descontrolado atingiu a primeira das rochas, escondida debaixo 
da gua efervescente. Houve um estrondo e o navio estremeceu, seus movimentos foram controlados por um momento pela rocha que os havia parado. O mastro se curvou 
para frente sob o sbito impacto, em seguida, quebrou um metro acima do convs. Ele desabou sobre o navio em um emaranhado de cordas, lona e madeira lascada, esmagando 
e prendendo alguns que tinham sido apanhados por debaixo. O peso extra de um lado levantou o navio e isso parecia libertlo momentaneamente das garras da primeira 
pedra. Ele subiu, ainda cambaleou no emaranhado do recife e bateu com fora contra outra irregular massa preta que saia do mar. Uma onda quebrou sobre o casco e 
vrios dos homens a bordo foram varridos para o mar. Halt e Will tinham abaixado seus arcos. O Arqueiro barbudo virou-se agora para o capito. "Ns devemos fazer 
algo para ajud-los", disse. O capito sacudiu a cabea com medo. "Eu no posso levar meu barco para to perto dos recifes! protestou ele. "Eu no estou sugerindo 
que faa isso. Mas ns poderamos lanar alguns barris no mar para ajud-los. Pode dar-lhes uma chance." Halt olhou friamente de volta para o navio naufragado. "O 
que  mais do que eles nos dariam." Horace balanou a cabea srio. A viso do Garra, to recentemente rpido e gil como uma criatura do mar, agora se transformou 
em um naufrgio, estilhaado e indefeso, era um fato terrvel. Mas ele sabia que os homens a bordo, estavam dispostos a dar a ele, seus amigos e a tripulao do 
Sparrow, exatamente o mesmo destino. Em uma palavra do capito, alguns dos tripulantes do Sparrow deixaram os remos e comearam a colocar barris vazios sobre o trilho 
e Horace moveu-se para ajud-los. No momento seguinte, uma linha de barris flutuantes estava descendo em direo ao navio afundando. O capito virou-se para Halt, 
com medo em seus olhos. Eu preciso de meus homens agora para voltar aos remos", disse ele, "ou vamos nos juntar a eles no recife. Halt assentiu. "Ns fizemos tudo 
o que podamos. Vamos sair daqui". Os marinheiros voltaram aos seus bancos e comearam as aladas nos remos novamente. Lentamente, o Sparrow comeou a arrastar-se 
para longe do terrvel recife. Mas foi por um triz. Uma das pedras irregulares passou a poucos metros da proa, desapareceu escondida pelo baluarte, ressurgindo na 
popa quando  medida que iam passando.

Horace estremeceu ao v-la. Ele no tinha idia de como chegaram to perto, em sua mente, ele podia ver o Sparrow de repente se esmagando contra a rocha, preso contra 
ela pelo vento, depois girando ao redor, com seu mastro desabando sob o choque, os homens sendo jogado em todas as direes, conforme as ondas cinzentas quebravam 
acima do convs. Ele afastou a imagem para longe de seu pensamento, enquanto o navio se afastava em segurana. Ento sentiu uma sensao estranha quando o vento 
que batia em sua bochecha direita vacilou e morreu, sendo substitudo por uma rajada de vento vinda da esquerda, depois mais outra, ento se tornou uma brisa constante. 
Eles chegaram ao back-lift! "Vamos agora!" o capito estava gritando e a equipe deixou os remos e correu para as adrias. A vela grande comeou a balanar pesadamente, 
em seguida, com um estalo se encheu ao contrrio. Como se ela estivesse ciente do perigo que tinha acabado de enfrentar, o Sparrow se afastou em gratido para longe 
do recife. Eles pararam o navio, na margem sul da foz do largo rio, passando a proa sobre a areia para que o navio diminusse gradualmente sua parada. Enquanto a 
equipe montava uma tipia no mastro para rebocar os trs cavalos a terra, o capito confrontou Halt. Voc deveria ter me avisado", disse ele em tom acusador. Voc 
deveria ter me dito que O'Malley era seu inimigo." Surpreendentemente, Halt apenas balanou a cabea. "Voc est certo", disse. "Mas eu sabia que voc nunca iria 
nos levar, se eu contasse e que eu precisava chegar at aqui." O capito sacudiu a cabea e comeou a dizer algo mais. Em seguida, ele hesitou, lembrando-se da habilidade 
incomum dos dois arqueiros, quando eles tinham enviado suas flechas cruzando a gua para o navio do contrabandista. Talvez ele no pudesse mostrar muita indignao 
com esses homens, ele pensou. Halt viu a luta em seu rosto e tocou em seu brao levemente. Ele entendeu os sentimentos do homem e admitiu para si mesmo que tinha 
usado ele e sua tripulao e colocado todos em perigo. "Eu te pago mais", disse ele se desculpando. "Mas eu preciso de todo o ouro que me resta." Ele pensou por 
um momento, ento disse: Traga-me uma caneta e papel. O capito hesitou por um momento, at que Halt lhe deu um aceno de cabea e ele desapareceu dentro da baixa 
cabine na popa. Passaram vrios minutos antes que ele surgisse, com uma folha spera de gumes de pergaminho e uma pena tinteira de escrever. Ele no fazia idia 
do que Halt pretendia e sua expresso mostrava isso. Halt pegou os instrumentos de escrita, olhou em volta por um lugar onde apoiar o papel e viu o cabrestante na 
proa do navio. Caminhou at ele, o capito seguiu-o curiosamente, ento Halt espalhou o papel na superfcie plana de madeira. A parte superior do tinteiro estava 
presa no lugar por tinta seca e levou alguns segundos para solt-la.

"Qual  seu nome? ele disse de repente. A questo tomou o capito de surpresa. "Keelty. Ardel Keelty. Halt pensou por um segundo ou dois, ento escreveu rapidamente. 
Cobriu o pergaminho fino com meia dzia de linhas, recostou-se para ler o que tinha escrito, com a cabea em um pequeno ngulo, em seguida assentiu satisfeito. Ele 
assinou a folha com um floreio e o balanou no ar para permitir a secagem da tinta. Ento ele entregou ao capito, que olhou para aquilo e encolheu os ombros. "Eu 
no sou bom em leitura", disse ele. Halt assentiu. Isso explicava o tempo que Keelty tinha levado para encontrar o papel e a caneta, bem como o estado do tinteiro. 
Ele pegou o papel por trs e leu em voz alta. O Capito Keelty e a tripulao do navio Sparrow, foram fundamentais para a tomada e o afundamento do notrio navio 
pirata e de contrabando chamado Garra, ao largo da costa de Picta. Eu peo que a esses homens, seja dada uma recompensa adequada dos cofres reais. Assinado Halt, 
Arqueiro de Araluen. Ele olhou para cima, e acrescentou: " dirigida ao Rei Sean. Apresente isso para ele e far valer o seu tempo.. O capito rosnou ironicamente, 
quando Halt entregou-lhe novamente a folha. "Rei Sean? Nunca ouvi falar dele. Ferris  o Rei de Clonmel. "Ferris est morto, Horace acrescentou. Ele queria poupar 
Halt da angstia de discutir a morte de seu irmo. "Estamos seguindo os homens que o mataram. Seu sobrinho Sean assumiu o trono." O capito virou-se para Horace. 
Ele ficou um tanto surpreso com a notcia da morte do Rei. Fingle Bay ficava a um longo caminho a partir da capital, depois de tudo. Ele olhou com ceticismo para 
as palavras que Halt havia escrito. "Ento, se ele morreu", disse ele, "porque  que este novo Rei daria alguma ateno a voc?" "Porque ele  meu sobrinho," Halt 
disse. Seus olhos escuros queimavam nos de Keelty e o capito soube instintivamente, que ele estava dizendo a verdade. Ento um pensamento ainda o feria. Mas voc 
disse... Ele era sobrinho de Ferris? falou. "Ento isso significa que voc ... Ele parou, no tinha certeza se a sua linha de pensamento estava correta, pensando 
se havia perdido alguma coisa. "Isso significa que eu estou interessado em sair desta banheira com cheiro de esgoto e continuar meu caminho," Halt disse rapidamente. 
Ele olhou em volta, viu que Will tinha trazido suas bagagens e as selas de cima dos pequenos beliches, que eles haviam partilhado. Ele acenou com gratido e moveu-se 
para a proa. Os marinheiros tinham colocado uma escada de mo, para que os trs passageiros pudessem descer pela queda

de dois metros at a areia com mais facilidade. Halt balanou a perna por cima da amurada e olhou para Keelty, que estava com a folha de papel tremulando ao vento. 
"No perca isso", advertiu ele. Keelty, ainda de boca aberta enquanto ele tentava juntar todos os fatos, assentiu distraidamente. "Eu no vou. Halt olhou para seus 
dois companheiros. "Vamos", disse ele e desceu ligeiramente pela escada at a areia. Ele ficou grato com a sensao do cho sob seus ps mais uma vez.

8
Eles cavalgaram para o interior, seguindo uma trilha grosseira e irregular, serpenteando atravs de moitas baixas e matagais que cobriam o terreno. O vento era uma 
fora constante sobre eles, soprando vindo do mar, dobrando o capim atrs deles. Will olhou ao redor. Nenhuma rvore  vista. Por um momento, o som do vento sussurrante 
pela grama, o levou de volta  noite terrvel que ele passara na solitria plancie, em seu primeiro ano como aprendiz, quando ele, Gilan e Halt estavam caando 
o Kalkara. Ele deu de ombros mentalmente e se corrigiu. Quando o Kalkara estava os caando, seria mais exato dizer. Seria legal ver uma rvore", disse Horace, ecoando 
o pensamento anterior de Will. Halt olhou para ele. Elas no vo crescer aqui. O vento traz o sal do mar e as mata. Ns precisamos chegar mais para o interior para 
ver as rvores. . O que levantou um ponto que vinha incomodando Will. Halt, para onde estamos indo?. Voc tem alguma idia?. Halt encolheu os ombros. "Ns sabemos 
que Tennyson desembarcou no Rio Craiskill. E este  o nico caminho a partir do local de desembarque. Assim, a razo diz que ele deve ter seguido por esse caminho." 
"O que acontece quando encontrarmos outro caminho?" Will perguntou. Halt deu-lhe um leve sorriso. "Ento ns vamos ter que pensar em outra coisa." No  possvel 
vocs encontrarem suas trilhas ou algo assim? Horace perguntou. "Eu achei que vocs Arqueiros deveriam ser bons nisso." "Ns somos bons", disse-lhe Halt confortavelmente. 
"Mas no somos infalveis." No minuto que as palavras deixaram sua boca, ele as lamentou. Ele viu o olhar de falsa surpresa no rosto de Horace. Bem, disse o jovem 
guerreiro, " a primeira vez que eu ouo voc admitir isso." Sorriu facilmente para Halt, que fez cara feia para ele.

"Eu preferia quando voc era jovem e tinha um pouco de respeito pelos mais velhos", disse Halt. Na verdade, havia sinais de que pessoas passaram ao longo desta trilha, 
mas Halt e Will no tinham nenhuma maneira de saber, se haviam sido deixados pelo grupo de Tennyson, ou por outras pessoas. Esse era afinal, um caminho muito popular 
para os contrabandistas. Por essa razo que os Escoceses a utilizavam constantemente, trazendo mercadorias para a terra e negociando com os contrabandistas, principalmente 
usque e fardos de l. L era valiosa nesta parte de Picta, onde o clima era muito frio e mido para a criao bem sucedida de ovelhas. O gado era mais resistente 
e mais adequado para o clima e os Escoceses negociavam couros e chifres pela l macia. Por enquanto, ficaram satisfeitos em cavalgaram por aquela trilha, na verdade, 
no havia nenhuma alternativa melhor para escolher outra direo. Eles haviam comeado sua jornada no final da tarde, e a noite j estava chegando quando encontraram 
uma bifurcao na trilha. Um caminho continuava na direo leste que tinham seguido at agora. A outra forava para o sul. Ambas pareciam ser igualmente utilizadas. 
"Ns decidiremos o caminho amanh", disse Halt. Levou-os para fora da trilha, pelo meio do capim alto e do matagal. Encontraram um acampamento mais ou menos adequado, 
atrs de uma grande moita e alguns ps de amoras-pretas, que se elevavam um pouco mais alto que suas cabeas. Conduziram os trs cavalos em uma srie de crculos 
por alguns minutos, para pisotear a grama alta, em seguida, tiraram suas selas, deram gua e os estabeleceram, deixando os animais para cortar a grama ao redor deles. 
Kicker estava afinado em viajar com os dois cavalos. Tanto os Arqueiros como Horace, no tinha necessidade de amarr-los. Ele ia ficar por perto dos seus dois companheiros. 
Horace ouvia o som dos trs cavalos mastigando enquanto comiam, e olhou ao redor com uma carranca no rosto. "No sei onde vou encontrar lenha. Halt o encarou com 
um leve sorriso. "Em nenhum lugar que voc olhar," disse. "No h nada a nossa volta e de qualquer maneira no podemos fazer uma fogueira. Uma vez que estiver escuro 
mesmo um pequeno braseiro seria visvel por milhas e nunca saberemos quem poder estar nos olhando." Horace suspirou. Comida fria novamente. E nada alm de gua 
fria para beber. Ele era quase to viciado em caf como os dois Arqueiros. "Deixe-me saber quando comearemos a nos divertir", disse ele. Houve uma chuva fina durante 
a noite e eles acordaram debaixo de cobertores midos. Halt levantou, esticou-se e gemeu, conforme seus msculos doloridos o incomodavam.

"Eu realmente estou ficando velho demais para isso", disse. Ele olhou ao redor para o horizonte baixo, delimitado por arbustos e capim alto, e no viu nenhum sinal 
de qualquer pessoa que poderia estar os observando. Ele gesticulou em direo ao mato e os ps de amora-preta e disse a Will, eu acho que podemos correr o risco 
de fazer uma fogueira esta manh. Veja se voc pode cortar alguns galhos secos do meio do mato. Will assentiu com a cabea. Ele ficaria grato por uma bebida quente 
para comear o dia. Ele se arrastou para dentro do mato e de repente xingou baixinho, quando um espinho do p de amora o prendeu. "Cuidado com as amoras", disse 
Halt. "Obrigado por me dizer o bvio," Will disse. Mas ele comeou a trabalhar com a faca Saxnica e cortou um feixe de caules finos e secos. Halt estava certo. 
O emaranhado espesso mantinha a chuva fora e Will saiu do tnel que ele tinha cortado, com um pacote substancial de varas. Nenhuma delas iria queimar por muito tempo 
e vo fazer pouca fumaa. "Deve ser o suficiente para ferver um pote de caf", disse ele. Halt assentiu. Eles comeram o caf da manh frio novamente - po duro, 
frutos secos e carne. Mas seria mais palatvel com uma caneca de caf quente e doce. Um pouco depois, sentaram-se e saborearam o segundo copo. "Halt", Will disse:
"posso te perguntar uma coisa? Ele viu a boca do seu velho mentor comear a formar a mesma resposta de sempre e se apressou antes que Halt pudesse falar. "Sim, eu
sei, eu sei. Mas eu quero lhe perguntar algo mais, tudo bem? Um pouco irritado porque Will tinha antecipado sua resposta padro, Halt apontou para ele ir em frente.
"Para onde acha que Tennyson est indo?" "Eu diria que," O Arqueiro respondeu, aps alguns segundos de deliberao, "de que estar indo para o sul, agora que ele
tem a chance. De volta para Araluen." "Como voc sabe disso?" Horace perguntou. Ele estava interessado em ouvir a resposta. Ficava sempre impressionado com a capacidade
dos dois Arqueiros, de entender uma situao e chegar a uma resposta correta para um problema. s vezes, pensava ele, que eles quase pareciam ter uma orientao 
divina. "Eu estou supondo," Halt disse. Horace ficou um pouco decepcionado. Ele esperava uma anlise detalhada da situao.

O fantasma de um sorriso apareceu no rosto de Halt. Ele estava bem ciente de que, ocasionalmente, Horace ficava entretido com idias exageradas das competncias 
e habilidades dos Arqueiros. "s vezes, isso  tudo que podemos fazer", disse Halt, com uma nota de desculpa em sua voz. Ento decidiu que poderia ser uma boa idia 
explicar a sua linha de pensamento. Deu a volta por trs deles, pegou seu alforje e tirou um mapa de couro. Ele abriu um mapa da metade do norte do pas, mostrando 
a fronteira entre Araluen e Picta. Os dois jovens se posicionaram um de cada lado dele. "Eu acredito que estamos por aqui", disse, batendo com o dedo indicador em 
um local a vrios centmetros a partir da costa. Will e Horace podiam ver a marca da muralha de Linkeith e o Rio Craiskill, que serpenteava voltando para nordeste 
e no outro sentido para o lado oriental que era o caminho por onde tinham vindo. Horace se inclinou para frente, olhando mais de perto. "Onde est a trilha que estamos 
agora?" ele perguntou. Halt o considerava pacientemente. "Sabe, ns no marcamos as pequenas trilhas nesses mapas", disse ele. Horace estendeu o lbio inferior e 
encolheu os ombros. A ao dizia que ele achava que essas coisas deviam ser marcadas. Halt decidiu ignor-lo. "Tennyson, provavelmente est indo para o sul", disse. 
"E esta bifurcao na trilha, foi  primeira oportunidade que tiveram para seguir esse caminho." Will coou a cabea, pensativo. "Por que sul? Voc disse isso na 
noite passada. O que te faz ter tanta certeza?" "Eu no tenho certeza", disse Halt. "Mas  um pressuposto razovel." Horace bufou com desprezo. Palavra chique para 
uma suposio." Halt olhou para ele, mas Horace assegurou de no manter contato visual com o Arqueiro. Halt sacudiu a cabea e continuou. "Ns sabemos que Tennyson 
particularmente no queria vir para Picta", disse ele. "O'Malley disse-nos isso, lembra? Um entendimento estava comeando a despontar no rosto de Horace. Sua f 
na infalibilidade do Arqueiro estava lentamente sendo restaurada. "Isso mesmo", disse. "Voc perguntou e ele disse que Tennyson s queria sair de Hibernia.

"Exatamente. E Picta era o lugar para onde O`malley estava indo. Ento ele deixou Tennyson no Rio Craiskill. Eu posso apostar que os Renegados no tm nenhuma influncia 
em Picta. "O que te faz dizer isso?" Will quis saber. "O Escoceses no so particularmente tolerantes com novas religies", disse-lhe Halt. "A intolerncia  uma 
marca aqui e tambm so um povo mais violento do que em Araluen. Tente comear uma nova religio neste pas e eles os penduraro pelos polegares - especialmente 
se voc lhes pedir ouro como o preo de converso". "Realmente no  uma m poltica," Horace disse. Halt o considerou calmamente. "Exatamente. No entanto,  razovel 
supor que h bolses de influncia espalhadas nas partes remotas de Araluen. Eu ficaria surpreso, se Selsey fosse o nico lugar que eles se infiltraram. Selsey era 
uma isolada aldeia de pescadores na Costa Oeste, onde Halt tinha descoberto pela primeira vez a atividade dos Renegados. "Se esse for mesmo o caso, ento ele realmente
no tem outra escolha, no ?" Will disse. "Ele no pode ficar em Hibernia, porque ele sabe que estvamos atrs dele. Ele no pode ficar em Picta... "... ou eles 
os penduraro pelos polegares," Horace acrescentou, sorrindo. Ele gostou da imagem mental do gordo Tennyson pendurado pelos polegares. "Ento Araluen  a escolha 
lgica," Halt finalizou. Ele bateu novamente no mapa, indicando uma localizao mais ao sul, da posio que tinha inicialmente apontado. "E este  o caminho mais 
prximo, que passa atravs das montanhas de volta para Araluen. A Passagem do Corvo. A fronteira entre Araluen e Picta, era delineada por uma srie de montanhas. 
Elas no eram particularmente altas, mas eram ngremes, e os caminhos mais fceis atravs delas, eram uma srie de passagens por entre as montanhas. "A Passagem 
do Corvo? Horace repetiu. "Porque um corvo? "Um corvo simboliza desgraa," Will disse distraidamente, repetindo o velho provrbio. Halt assentiu. "Isso est certo. 
A passagem  o local de uma antiga batalha ocorrida h muitos anos. Um exrcito Escocs foi emboscado na passagem e foi dizimado a um s homem. Diz a lenda, que 
desde ento nenhum pssaro vive l. Exceto por um corvo solitrio, que aparece todos os anos no aniversrio da batalha e cujos gritos soam como vivas Escocesas, 
chorando por seus homens." "H quantos anos que isso aconteceu? Horace perguntou. Halt encolheu os ombros, enquanto ele enrolava o mapa e o recolocava no seu alforje.

Ah trezentos ou quatrocentos anos atrs, eu acho", disse ele despreocupadamente. "E quantos anos um corvo vive?" Horace perguntou franzindo o cenho. Halt revirou 
os olhos para o cu, vendo o que estava por vir. Will tentou entrar em cena Horace... Horace levantou a mo para evit-lo. "Quero dizer, no  como se ele fosse 
reproduzir-se ali, esse seu corvo seria o bis-bisbis-bis-bis-neto, certo?" disse ele. "Afinal de contas,  um corvo, e um corvo dificilmente pode ter tatara-tatara-tatara-netos 
por conta prpria, pode?" " uma lenda, Horace," Halt disse deliberadamente. "No  para ser tomado literalmente." "Ainda assim", disse Horace obstinadamente, por 
que no cham-lo de algo sensato? Como Passagem da Batalha? Ou Passagem da Emboscada? Halt o considerou. Ele amava Horace como a um irmo mais novo. Mesmo um segundo 
filho, depois de Will. Ele admirava sua habilidade com a espada e sua coragem em batalha. Mas s vezes, s s vezes, sentia um desejo irresistvel de bater a cabea 
do jovem guerreiro, contra uma rvore. "Voc no tem senso de drama ou de simbolismo, no ?" ele perguntou. "H?" respondeu Horace, sem entender. Halt olhou ao 
redor procurando uma rvore. Felizmente para Horace, no havia nenhuma  vista.

9
Tennyson, o autoproclamado profeta do deus Alseiass, fez uma carranca para o prato que foi colocado em sua frente. O contedo era escasso - um pequeno pedao de 
carne salgada e fibrosa, algumas cenouras e nabos murchos - no ajudavam em nada para melhorar o seu humor. Tennyson era um homem que gostava de conforto. Mas agora 
ele estava desconfortvel e com frio. E o pior de tudo, com fome. Ele pensou amargamente no contrabandista Hiberniano, que tinha deixado ele e o seu grupo em terra, 
na selvagem costa oeste de Picta. Ele cobrou uma taxa exorbitante dos estranhos, e depois de uma feroz barganha, concordou com m vontade, em fornecer provises 
para a viagem ao Sul por terra. Quando chegou o momento deles desembarcarem, foram praticamente enxotados para fora do navio como um lastro indesejado, depois jogaram 
 praia meia dzia de sacos. Quando Tennyson descobriu que pelo menos um tero da comida dos sacos estava estragada, o navio de contrabando j estava longe da costa, 
balanando sobre as ondas como uma gaivota. Ele se enfurecera impotente na praia, imaginando o contrabandista rindo enquanto contava as moedas de ouro, que tinha 
extorquido deles. No comeo, Tennyson ficou tentado a reivindicar a maior parte dos alimentos para si, mas a cautela prevaleceu. Seu domnio sobre seus seguidores 
era tnue. Nenhum deles era crente em Alseiass. Formavam o ncleo duro do seu grupo, seus colegas criminosos, que sabiam que o culto dos Renegados, no era nada 
mais do que uma oportunidade para extorquir dinheiro do povo simples. Eles viam Tennyson como seu lder, s porque ele era hbil em convencer os ingnuos agricultores 
e moradores a partilhar seu dinheiro. Mas no momento, no havia fazendeiros ou moradores nas proximidades e eles no sentiam nenhuma deferncia para o homem de cabelos 
brancos volumosos, vestido com manto branco esvoaante. Ele poderia ser seu lder, mas agora ele no estava dando nenhum lucro para eles, para que deixassem ficar 
com a melhor parte dos alimentos. A verdade era que ele precisava deles, tanto quanto eles precisavam dele. As coisas eram diferentes, quando estavam cercados por 
centenas de convertidos, ansiosos para

agradar todos os caprichos de Tennyson. Quando isso acontecia, todos viviam muito bem e ele melhor ainda. Mas agora? Agora ele teria de compartilhar com o resto. 
Ele ouviu passos se aproximando e olhou para cima, ainda com uma expresso azeda em seu rosto. Bacari, o mais velho dos dois assassinos Genoveses, ainda permanecia 
entre seu pessoal - parou a poucos passos de distncia. Ele sorriu sarcasticamente olhando para a bandeja de comida, sobre o joelho de Tennyson. "No  exatamente 
um banquete, sua Santidade. A testa Tennyson escureceu de raiva. Ele precisava dos Genoveses, mas no gostava deles. Eram arrogantes e autoconfiantes. Quando ele 
lhes ordenava uma tarefa, faziam com um ar de relutncia, como se estivessem fazendo um favor. Ele lhes pagava bem para proteg-lo, e esperava que pudessem lhe mostrar 
uma pequena deferncia. Mas isso era um conceito que eles pareciam desconhecer. "Voc encontrou alguma coisa? ele perguntou. O assassino deu de ombros. "H uma pequena 
fazenda a cerca de trs quilmetros de distncia. H animais l, pelo menos vamos ter carne." Tennyson tinha enviado os dois Genoveses para explorar a rea circundante. 
A pouca comida que restava era quase intragvel e eles estavam indo para encontrar mais. Agora, com a meno de carne fresca, seu nimo melhorou. "Legumes? Farinha? 
Gros? ele perguntou. Bacari encolheu os ombros novamente. Foi um movimento desdenhoso, Tennyson pensou. Isso transmitia o desprezo pela pessoa que o estava abordando. 
"Possivelmente", disse Bacari. "Parece um pequeno lugar prspero." Os olhos de Tennyson se estreitaram. Prspero pode significar tambm que  bem povoado. "Quantas 
pessoas? Bacari fez um gesto de desprezo. "O tanto que pude ver apenas duas pessoas", disse. "Podemos lidar com eles facilmente." "Excelente!" Tennyson levantou-se 
com entusiasmo renovado. Ele olhou para o contedo de mau gosto do prato e atirou-os para junto de um arbusto. Rolf! ele gritou para seu capanga-chefe. "Prepare 
todos para continuar! Os Genoveses encontraram comida." O bando comeou a se preparar para sair. A meno de comida tinha animado todos eles. Os olhares mal-humorados 
e resmungos irritados haviam se tornado rotina nos ltimos dias. Incrvel o que a perspectiva de uma barriga cheia, fazia pelo esprito das pessoas, Tennyson pensou.

Era uma casa de palha bem cuidada, com um celeiro ao lado. A fumaa subia numa onda preguiosa pela chamin. Um campo cultivado se apresentava com topos verdes das 
hortalias - couve ou repolho, Tennyson sups. Quando eles se aproximaram, um homem estava saindo do celeiro, puxando uma vaca preta atrs dele em uma corda. Estava 
vestido com o traje tpico da regio - uma manta longa cobrindo a parte superior do seu corpo e um saiote pesado enrolado em volta de sua cintura. Ele no os notou 
no incio, mas quando o fez, parou de caminhar, a vaca deixou caiu  cabea para pastar o capim alto. Tennyson levantou a mo em sinal de paz e continuou em direo 
ao agricultor Escocs. Rolf e seus outros seguidores se espalharam em uma linha de cada lado dele. Bacari e Marisi, que era o segundo Genovs, ficaram perto tambm, 
um passo atrs dele. Ambos tinham suas bestas armadas, segurando-as discretamente ao lado de seus corpos. O agricultor virou-se e gritou de volta para a casa. Poucos 
segundos depois, uma mulher apareceu na porta e moveu-se para se juntar ao marido, mostrando estar pronta para defender sua casa contra esses estranhos. "Ns viemos 
em paz", Tennyson gritou. "No queremos nenhum mal." O fazendeiro respondeu em sua lngua nativa. Tennyson no tinha idia do que as palavras queriam dizer, mas 
o significado era claro - fique longe. O homem se inclinou e tirou algo da cala, de dentro de uma capa de couro, presa  sua perna direita. Ele endireitou-se e 
puderam ver uma longa adaga de lmina negra em sua mo. Tennyson sorriu tranqilamente e continuou a avanando. "Ns precisamos de comida", disse ele. "Ns pagaremos 
bem. Ele no tinha inteno de pagar e, no tinha idia se o agricultor poderia compreender a lngua comum que ele falava. Provavelmente no, estavam longe da civilizao. 
O importante era manter o tom calmo e apaziguador. Mas o agricultor no estava convencido. Ele virou-se e empurrou a vaca violentamente, tentando a enviar de volta 
para o celeiro. O animal negro levantou a cabea em alarme e comeou a se virar pesadamente. "Mate-o", Tennyson disse calmamente. Quase imediatamente, ele ouviu 
o whizzz das duas bestas e duas setas riscaram o campo, enterrando-se nas costas do homem. Ele ergueu as mos, deu um grito sufocado e caiu de bruos na grama. Sua 
esposa deu um grito e caiu de joelhos ao lado dele, chamando-o e tentando acord-lo. Mas Tennyson sabia que do modo como o homem tinha cado, estava morto quando 
bateu no cho. Demorou um minuto ou mais para a mulher chegar  mesma concluso. Quando fez, ela levantou, gritou o que era obviamente uma maldio para eles e virou-se 
para correr. Ela tinha dado trs passos,

quando Bacari, que j havia recarregado, disparou novamente e ela se esparramou no cho com o rosto para baixo, a poucos metros de seu marido. A vaca, nervosa com 
os gritos e o cheiro metlico de sangue, ficou indecisa, balanando a cabea, oferecendo uma ameaa indiferente  aproximao dos estranhos. Nolan, um homem corpulento 
do crculo ntimo de Tennyson, moveu-se para frente e agarrou a cabea da vaca, trazendo-a sob controle. A vaca olhou com curiosidade, depois Nolan com uma faca, 
cortou sua garganta. O sangue jorrou para fora e a vaca cambaleou alguns passos, antes de suas pernas cederam e ela cair na grama. Os Renegados formaram um circulo 
ao redor do animal que se debatia, considerando tudo com satisfao. Haveria bastante carne para mant-los alimentados por algum tempo. "Limpe e empacote," Tennyson 
disse a Nolan. Antes de ingressar no bando de Tennyson, o grande homem tinha trabalhado como aougueiro. Ele balanou a cabea satisfeito. "D-me uma mo," ele ordenou
a trs dos homens ao seu redor. Ele precisaria deles para manter a carcaa estvel, enquanto ele esfolava e a cortava. Tennyson o deixou com a tarefa e entrou na
fazenda. A porta era baixa e ele teve que se abaixar para entrar. Uma rpida pesquisa pelo local revelou algumas batatas, nabos e cebolas. Seus homens reuniam-se
e ele enviou dois deles para pegar alguns dos repolhos, que estavam crescendo na rea cultivada. Olhou ao redor da casa bem cuidada. Estava tentado a passar a noite 
aqui, sob um telhado para variar. Mas no tinha idia se o agricultor poderia ter amigos, que morassem nas proximidades. Seria mais seguro recolher os alimentos 
e seguir em frente. Outro de seus seguidores o encontrou quando saia da casa. "H mais dois animais no celeiro", disse ele. Vamos precisar?" Tennyson hesitou. Eles 
tinham muita carne agora, assim como as batatas e as cebolas da casa. Se eles fossem levar mais alguma coisa, iria apenas atras-los. Olhou atravs para Nolan, onde 
estava trabalhando na carcaa. Ele havia retirado a longa pele e colocado sobre a grama. Eviscerou e limpou o corpo, estava cortando a carne em pedaos, empilhando 
sobre a pele sangrenta. No, disse ele. Queime o celeiro quando fomos sair. E a casa tambm." No havia nenhuma razo para queim-la, pensou ele. Mas tampouco no 
havia razo para que no fizesse. E o ato de destruio gratuita iria restaurar seu humor depois dessa longa caminhada. O Renegado assentiu. Em seguida, ele hesitou, 
no sabia se havia entendido muito bem as ordens de Tennyson.

"E as vacas? ele perguntou. Tennyson encolheu os ombros. Se ele no pudesse utilizlas, no via qualquer sentido em deix-las para mais ningum. Queime-as tambm."

10
O caminho levou Halt, Will e Horace um pouco a Leste do sentido Sul que estavam seguindo - e o litoral dobrava sentido Oeste. Ento, conforme viajaram, eles se afastavam 
para mais e mais longe do mar. O vento constante e cheio de sal acabara h algum tempo e eles comearam novamente a ver as rvores. A terra era selvagem e montanhosa, 
a maior parte coberta por tojo (*) e arbustos. Faltava-lhe a beleza suave do verde da parte sul de Araluen, que Will e Horace estavam acostumados. Mas no deixava 
de ter sua forma prpria de beleza  selvagem, pedregosa e inspita. Mesmo as rvores, quando comearam a aparecer com maior freqncia, pareciam desafiar os elementos 
da natureza, com suas razes grandes enterradas no solo arenoso e seus ramos grossos como braos musculosos. Eles viajaram talvez um quilmetro, quando Halt deu 
um baixo gemido. Ele pulou da sela e saiu da trilha para analisar alguma coisa. Will e Horace, que estavam montados em fila atrs dele, desceram do cavalo e foram 
espreitar por cima de seu ombro. Ele estava estudando um pequeno tufo de pano, pegou-o com um ramo duro de arbusto que crescia ao lado da trilha. "O que voc acha 
disso, Will?" "Pano", Will disse, ento, conforme Halt o olhou de forma penetrante, ele percebeu que havia falado o bvio e seu mentor esperava mais dele. Ele estendeu 
a mo e tocou o pequeno fragmento, sentindo-o, rolando-o suavemente entre o dedo indicador e o polegar. Era uma tecelagem de linho liso, talvez de uma camisa, ele 
pensou. "No  nada como aquele tecido colorido spero e desgastada que os Escoceses usam", disse ele, pensativo. Agora havia percebido porque eles vestiam aquele 
tecido grosso e spero. O tojo e os arbustos de sua ptria rasgariam qualquer coisa mais fina em poucas semanas. "Bom trabalho", disse Halt em aprovao.

Horace sorriu, quando viu os seus dois amigos agachados ao lado da trilha. De certa forma, ele sabia que Halt nunca pararia de ensinar o jovem Arqueiro. Will seria 
sempre seu aprendiz. E conforme ele pensava sobre isso, tambm percebeu que Will mesmo sem conscincia queria que sempre fosse assim. Ento o que mais pode me dizer? 
Halt perguntou. Will olhou ao redor, estudando o caminho de areia por onde estavam viajando, vendo vestgios de que pessoas tinham passado por esse caminho, h poucos 
dias atrs. Mas a chuva e o vento, tinham tornado quase impossvel deduzir se todos haviam viajado juntos ou estavam em grupos separados. "Eu estou me perguntando, 
porque o dono deste tecido, no estava andando na trilha em si. Por que ele estaria andando atravs dos arbustos, quando h um caminho claro? Halt no disse nada. 
Mas com a linguagem corporal, se inclinou para Will e assentiu de modo encorajador, dizendo ao jovem arqueiro que estava no caminho certo. Ele olhou para o caminho 
novamente, na confuso de pegadas uma sobre a outra. "A trilha  estreita", disse ele finalmente. "Sem espao para mais do que duas pessoas lado a lado. A pessoa 
que vestia isso", ele indicou o pequeno pedao de tecido, foi empurrada para fora do caminho, por causa do nmero de pessoas. Talvez eles tenham se espalhado, para 
no ficar batendo lado a lado uns com os outros." "Ento, ns estamos seguindo um grande grupo de viajantes. Eu diria que h mais de uma dzia deles", disse Halt. 
O hospedeiro, falou que Tennyson tinha cerca de vinte pessoas com ele," Will disse. Halt assentiu. "Exatamente. E eu acho que estamos um dia ou dois para trs." 
Eles estavam de p. Horace balanou a cabea em admirao. "Quer dizer que voc pode descobrir tudo isso, s a partir de um pouco de pano? Halt o considerava ironicamente. 
Ele ainda estava um pouco ressabiado por Horace ter dito Isso  um termo bonito para suposio", no dia anterior. Halt no esqueceu as crticas. No, disse ele. 
"Ns estamos supondo. S queramos que soasse mais cientfico." Halt parou por alguns segundos, como se convidando Horace a fazer algum tipo de comentrio, mas sabiamente, 
Horace escolheu ficar quieto. Finalmente, o Arqueiro apontou para o caminho  frente deles. "Vamos andando", disse. O vento levou as nuvens de chuva da noite anterior, 
o cu acima deles era de um azul brilhante, mesmo que a temperatura do ar ainda estivesse fria e fresca. Os arbustos que

os cercavam, variava da cor de um profundo marrom, para roxo maante. Sob a luz do sol, a cor parecia brilhar. Will avistou o prximo fragmento de tecido, quase 
por acaso. No era nada mais do que um fio na verdade, preso em outro ramo, desta vez, prximo ao caminho. E esse teria sido fcil de perder no arbusto roxo, porque 
se misturava com ele. Tambm era roxo. Will sinalizou a Horace, que estava andando atrs para parar. Ento ele se inclinou na sela e arrancou o fio do mato. "Halt", 
ele chamou. O Arqueiro barbudo parou Abelardo e girou na sela. Olhou de soslaio para o fio cor prpura sobre o indicador de Will e sorriu lentamente. "E quem  que 
sabemos que veste roxo?  "Os Genoveses, Will respondeu. Halt respirou fundo. "Portanto, parece que estamos no caminho certo." Isso foi confirmado por eles, poucos 
quilmetros depois. Sentiram o cheiro primeiro. O vento estava muito forte para a fumaa pendurar no cu. Era espalhada quase instantaneamente. Mas o cheiro de queimado, 
madeira e palha carbonizadas - e tambm algo mais  era levada para eles. Fumaa, Will disse, virando o rosto para o vento, para tentar capturar o odor de forma 
mais clara. Havia um leve rastro de algo mais - algo que ele j tinha cheirado antes, quando estava seguindo o rastro de um dos grupos de Tennyson, que estavam invadindo 
ao longo do sul de Hibernia. Era o cheiro de carne queimada. Ento Halt e Horace sentiram o cheiro tambm. Will trocou um olhar com seu professor, e sabia que ele 
tambm reconheceu o sinistro cheiro. "Venha", disse Halt, e colocou Abelardo em galope, embora soubesse que j era demasiado tarde. A fazenda ficava em uma clareira, 
a poucas centenas de metros do caminho. Agora era um amontoado de runas enegrecidas, ainda cheio de fumaa, mesmo um dia depois de terem sido consumidas pelo fogo. 
Uma parte do telhado de palha permanecia parcialmente intacta. Mas a sua estrutura de apoio tinha desmoronado e ela estava em um ngulo, apoiado pelos restos carbonizados 
de um muro. O sap deveria estar estado mido", disse Halt. "Ele no se queimou completamente." Eles pararam a poucos metros da casa. No havia nenhum sobrevivente. 
Os corpos de um homem e uma mulher estavam deitados de bruos na longa grama.

Havia uma segunda construo ao lado da casa de campo - um celeiro, Will adivinhou. Ele tambm tinha sido reduzido a cinzas. No havia nada de suas paredes, embora, 
como aconteceu com a casa de campo, algumas partes da palha mida, sobreviveram apenas para tampar as runas. Puxo evitou nervosamente, quando Will insistiu para 
ele ir em direo do celeiro. O cheiro de carne queimada era muito mais forte aqui e o cavalo se opunha a chegar mais perto. Entre as cinzas, Will podia ver dois 
grandes corpos carbonizados. Gado, ele pensou. "Calma rapaz", Will disse a Puxo. O pequeno cavalo sacudiu a cabea, desconfortvel, como se pedisse desculpas por 
sua reao nervosa. Ento, ele se firmou. Will desceu da sela, e ouviu uma advertncia baixa vindo do peito Puxo. "Est tudo certo", disse ao cavalo. "Quem fez 
isso est muito longe." E logo ficou claro quem tinha feito isso. Will se ajoelhou ao lado do corpo do fazendeiro e gentilmente moveu a roupa xadrez do homem para 
o baixo, a partir de onde tinha se enrolado, quando o homem caiu. Escondido pelas dobras da l spera, ele encontrou os ferimentos que tinha matado ele: duas setas 
de besta, apenas um centmetro de distncia uma da outra, enterrada nas costas do homem. Havia pouco sangue. Pelo menos uma das setas deve ter atingido o corao 
do homem, matando-o quase instantaneamente. Isso era algo a ser grato, pelo menos foi rpido, Will pensou. Ele olhou para cima. Halt e Horace ainda estavam sentados 
em seus cavalos, observando-o. "Besta", disse ele. "No  uma arma Escocesa," Halt observou. Will balanou a cabea. No. Eu vi setas como estas antes. So os Genoveses. 
Tennyson esteve aqui." Horace olhou ao redor da trgica cena. Sua expresso era uma mistura de tristeza e desgosto. Picta e os Escoceses poderiam teoricamente ser 
inimigos de Araluen, mas essas pessoas no eram soldados ou invasores. Eles eram gente simples do campo, cuidando de seus afazeres do dia-a-dia, trabalhando duro 
e lidando com a vida pobre desta terra dura do norte. "Por qu?" disse ele. "Por que mat-los?" Em sua jovem vida, Horace tinha visto sua quota de batalhas e sabia 
que no havia glamour na guerra. Mas pelo menos na guerra, os soldados sabiam que o destino estava em suas prprias mos. Eles podem matar ou ser mortos. Eles tinham 
a chance de se defender. Isto foi um abate cruel de civis inocentes e desarmados. Halt indicou outro cadver, mais longe e metade escondido pela longa grama. Havia 
uma pequena nuvem de moscas zumbindo e um corvo pulando em cima dele,

arrancando com seu bico afiado, alguma carne da carcaa. Era tudo o que restava de outra vaca do fazendeiro. Mas esta tinha sido morta e cortada pela sua carne. 
"Eles queriam comida", disse ele. Ento vieram. Quando os fazendeiros se opuseram, mataram ele e sua esposa e incendiaram a casa e o celeiro. Mas por qu? Poderiam 
ter dominado eles facilmente. Por que mat-los?" Halt encolheu os ombros. "Eles ainda tem um longo caminho a percorrer at a fronteira", disse ele. "Eu acho que 
no querem deixar ningum para trs, que poderia alertar outras pessoas contra eles." Olhou em volta, mas no viu sinal de outra habitao. "Eu aposto que h meia 
dzia de outras pequenas fazendas como esta, a poucos quilmetros daqui. As chances so de que h uma aldeia ou uma vila tambm. Tennyson no gostaria de assumir 
o risco, de que estas pessoas poderiam se juntar e vir atrs deles." "Ele  um porco assassino", disse Horace baixinho, enquanto ouvia o raciocnio de Halt. O Arqueiro 
barbudo deu um suspiro de leve desgosto. Voc descobriu isso s agora?" ele perguntou. *Tojo  Tipo de planta leguminosa.

11
Halt olhou cautelosamente o horizonte. Ns temos que sair daqui. ele disse, mas Horace j havia descido da cela. Ns no podemos abandon-los assim, Halt, ele disse 
calmamente. isso no  correto. Ele comeou a desatar sua enxadinha que fazia parte de seu equipamento de camping. Halt inclinou-se na cela. Horace, voc quer estar 
aqui se algum amigo desses Escoceses aparecer? ele perguntou. Porque eu no acho que eles estaro interessados em ouvir explicaes Mas Horace j estava examinando 
o cho, procurando por um ponto macio para cavar. Ns devemos enterr-los, Halt. No podemos deix-los aqui apodrecendo. Se eles tiverem algum amigo por perto, eles 
apreciaro o fato de que ns resolvemos o problema. Acho que voc est esperando muito da capacidade racional dos Escoceses, Halt disse. Mas ele percebeu que no 
faria Horace mudar de idia. Will tinha desmontado e tinha sua prpria p tambm. Ele olhou para Halt. Halt, se ns no os enterrarmos eles iro atrair mais corvos. 
E isso ir atrair a ateno dos amigos deles. Ele explicou. E quanto a isso? Halt perguntou indicando as carcaas massacradas. Will deu de ombros. Podemos arrast-los 
para as cinzas no celeiro. Ele disse. E cobri-los com partes do telhado. Halt suspirou, desistindo da discusso. De certa forma, ele pensou, Horace estava certo. 
Era a coisa certa a fazer  e era o que os diferenciava de pessoas como Tennyson.

E, alm disso, o argumento de Will fazia sentido. Talvez, Halt pensou, ele tenha se tornado um pouco sangue frio e pragmtico em sua velhice. Ele desceu da cela, 
tirou sua prpria p e comeou a cavar. Estou muito velho para comear a fazer a coisa certa. Ele explicou. voc  uma m influncia, Horace. Eles cobriram os dois 
corpos com as mantas grossas que eles estavam usando e os colocaram lado a lado na cova rasa. Enquanto Will e Horace cobriam a cova, Halt engatou uma corda em Abelard 
e ele levou a outra carcaa para os restos do celeiro. Em seguida, ele soltou vrias partes do telhado de palha meio queimadas sobre o corpo. As outras duas feras 
estavam to gravemente queimadas que no havia mais nada para atrair corvos. Horace amaciou a terra com a p e ps-se ereto, massageando as costas. Essas ps so 
muito curtas. Ele disse. Ele olhou para seus companheiros. Devemos falar algo sobre as sepulturas? Ele perguntou hesitante. Eles no nos ouviriam se o fizermos Halt 
respondeu e apontou o polegar para os cavalos. Vamos andando. Ns j demos muito tempo para Tennyson ficar longe de ns. Horace assentiu, percebendo que Halt tinha 
razo. Alm disso, ele pensou, seria estranho dizer palavras de despedida para duas pessoas cujos nomes ele nem mesmo sabia. Halt esperou at que seus dois companheiros 
estivessem montados novamente. Vamos pegar o ritmo. Disse ele, direcionado a cabea de Abelard para o sul novamente. Ns temos muito caminho para cobrir. Eles mantiveram 
os cavalos num galope constante ao longo do resto da tarde. Puxo e Abelard  claro, poderia manter esse ritmo por dias se necessrio. Kicker no tm a mesma resistncia, 
mas a sua passada maior significava que ele estava fazendo o mesmo progresso devido a um esforo muito menor. O cu claro da manh tinha ido assim como o vento havia 
mudado e trouxe com ele os bancos de nuvens a partir do oeste. Halt inalou o ar. Talvez chova hoje  noite. Ele disse. Seria bom j estar na passagem enquanto isso. 
Que passagem? Will quis saber. Cavernas, Halt explicou sucintamente. As paredes da passagem so alinhadas, l passaremos a noite numa caverna quente e seca. Melhor 
do que dormir na chuva novamente.

Eles chegaram a Passagem do Corvo com a ltima luz do dia. Primeiramente, Will e Horace no viram nenhum sinal dela. Em seguida, eles perceberam que a poucos metros 
aps a entrada, a passagem fez uma brusca virada de noventa graus para a esquerda, de modo que a parede de pedra impedia a viso da abertura. Eles cavalgaram com
cautela, as batidas dos cascos dos cavalos ecoando pelas paredes de pedra que subiam ao redor deles. Pelos primeiros cinqenta metros o caminho era estreito, uma
trilha sinuosa entre as altas montanhas. Depois, gradualmente, ela se abriu, at o piso da passagem ficar com trinta ou quarenta metros de largura. O cho ainda
estava subindo e a superfcie era spera. Dentro da passagem com sombras profundas e o curso era traioeiro. Kicker tropeou vrias vezes, e Halt levantou a mo.
Deveremos acampar pela noite ele disse. Os cavalos podem quebrar a perna nessas condies e ai sim estaremos em grande problema. Will olhou para as paredes cobertas 
por sombras. No vejo nada da caverna quente e seca que voc mencionou, ele disse. Halt estalou a lngua em aborrecimento. As notas no mapa dizem que deveria estar 
aqui. Em seguida, ele apontou. Essa salincia ter de satisfazer-nos. Uma grande salincia de pedra se projetava para fora da parede da passagem, proporcionando 
um espao de abrigo embaixo. Havia muito espao. Na ausncia de uma caverna, isso  melhor que nada, Will pensou. Pelo menos vai nos proteger da chuva, ele disse. 
Eles montaram acampamento. Will e Horace tinham trazido um carregamento de lenha do acampamento anterior, e Halt decidiu que eles deveriam acender uma fogueira. 
Eles estavam com frio e deprimidos e, ele percebeu, era possvel que comeassem a brigar uns contra os outros no estado em que se encontravam. Um fogo, um pouco 
de comida quente e caf iria restaurar seus espritos novamente. Havia apenas um risco que devia ser considerado, ele pensou, mas as vrias voltas da passagem iriam 
escond-los muito efetivamente. Alm disso, No haviam visto nenhum sinal que algum os estava seguindo. E mover-se na escurido pelo piso irregular e pedregoso 
da caverna seria perigoso para qualquer perseguidor. E faz-lo silenciosamente seria praticamente impossvel. Em resumo, ele pensou que os ganhos em potencial no 
compensariam os perigos. Estabeleceram-se em seus cobertores e casacos cedo, cobrindo o fogo com a areia antes disso. Uma coisa era aquecer os alimentos e gua por 
alguns minutos, outra completamente diferente seria deixar o fogo aceso para sinalizar as suas presenas enquanto dormiam. Horace se ofereceu para vigiar pelo primeiro 
turno e Will e Halt aceitaram com gratido.

Will acordou com a mo de Horace em seu ombro. Por um segundo ele se perguntou onde estava e porque havia uma pedra pressionando seu quadril. Depois ele lembrou. 
J  meu turno? ele murmurou. Mas Horace agachou-se sobre ele, com os dedos nos lbios pedindo silncio. Escute, ele murmurou. Ele virou-se para encarar a passagem. 
Will bocejou, e sentouse em seus cobertores, apoiado no cotovelo. Um grito longo e spero ecoou pela passagem, ecoando de uma parede  outra, ento, os ecos continuaram 
muito tempo depois que o rudo original tinha cessado. Will empalideceu com o som. Era um som de tristeza, um grito de dor. Que diabos foi isso? ele sussurrou. Horace 
sacudiu a cabea. Ento, ele inclinou-se novamente para escutar, sua cabea inclinada levemente para o lado.  a terceira vez que eu escuto isso, ele disse. As primeiras 
duas vezes foram to baixos que nem tive certeza de ouvi-los. Mas agora est mais perto. O grito veio de novo, s que agora, de outra direo. O primeiro havia vindo 
da passagem, Will pensou. Este veio definitivamente de trs deles. De repente, ele reconheceu o som.  um corvo, Ele disse. O corvo da Passagem do Corvo. Mas aquele 
veio daqui, Horace comeou, apontando pela passagem, em seguida, virando para a direo do primeiro grito. Deve haver dois deles. Ou um voando.  Will introduziu. 
Voc acha? Horace perguntou. Ele iria enfrentar qualquer inimigo com firmeza. Mas ficar sentado aqui, nesta fenda sombria nas montanhas e ouvir aquele som triste 
deixou seus nervos  flor da pele. Uma longa voz de sofrimento veio da pilha de cobertores de Halt. Eu ouvi corvos voando por a, ele disse. Agora vocs poderiam 
gentilmente calar a boca e me deixar dormir? Desculpe Halt., disse Horace, envergonhado. Bateu com vontade sobre o ombro de Will. Voc pode voltar a dormir tambm. 
Eu ainda tenho uma hora de vigia. Will deitou-se novamente. O grito veio novamente de outra direo.

Sim, Horace afirmou para si mesmo. isto  definitivamente um corvo voando pela caverna.  isto mesmo, definitivamente tudo certo. No vou avisar mais uma vez... 
Halt murmurou. Horace abriu sua boca para desculpar-se, mas depois achou melhor permanecer em silncio.

O corvo continuou com seu contnuo lamento durante a noite. Will pegou seu turno de Horace, depois o entregou para Halt algumas horas antes do amanhecer. Assim que
a luz comeou a tocar as bordas da caverna onde eles estavam o corvo silenciou gradualmente. Agora que ele se foi, Horace disse, enquanto extinguia o fogo do caf
da manh, Eu quase sinto falta dele. No foi assim que voc se sentiu na noite passada Will disse, sorrindo. Ele arregalou os olhos e sacudiu as mos num falso susto.
Ooooh, Will! Socorro! Um corvo grande e malvado veio me levar. Horace sacudiu a cabea, um tanto envergonhado. Bem, acho que fiquei um pouco assustado, disse ele. 
Mas ele me pegou de surpresa, isso  tudo. Eu estou contente de estar aqui para te proteger, disse Will, com um tom ligeiramente superior. Halt, assistindo eles 
enquanto arrumava suas coisas, pensou que seu antigo aprendiz estava levando isso longe demais. Voc sabe, ele disse tranqilo, logo aps voc ouvir o corvo pela 
primeira vez, Will, eu realmente ouvi um estranho barulho tambm. . Will considerou-o curiosamente. Jura? Eu no percebi... O que voc acha que era? No tenho certeza, 
o arqueiro falou pensativo, Mas eu suspeito que era o som do seu cabelo em p de medo. Horace teve um rpido ataque de risos e Halt permitiu-se um de seus rpidos 
sorrisos. Will virou-se e foi desarmar seu saco de dormir, sentindo suas bochechas corar. Ah claro. Muito engraado Halt. Muito engraado, Ele disse. Mas como o 
arqueiro barbudo soube que seu cabelo fez exatamente isso? Eles continuaram pela passagem, movendo-se levemente para cima. Depois de um momento, o caminho nivelou-se, 
e ento, comeou gradualmente a inclinar-se para baixo novamente. Uma hora depois de eles terem levantado

acampamento, Halt apontou um pequeno e de topo liso amontoado de pedras na parede leste da passagem. Esse deve ser o motivo do nosso amigo corvo estar chorando, 
ele disse. Eles circundaram a pilha de perto para examin-la, que lembrava um pequeno e rstico altar. As pedras eram muito antigas e suas bordas estavam gastas. 
Na parede de pedra ao lado delas haviam esculturas gastas, marcadas pelos anos de vento e chuva.  um memorial para os homens que morreram aqui. Halt contou-lhes. 
Will inclinou-se para frente um pouco para estud-las. O que elas dizem?`. Halt encolheu os ombros. elas esto muito difceis de decifrar, desgastadas como esto. 
E eu no consigo ler essas runas escocesas de qualquer maneira. Eu suspeito que elas contenham a histria da batalha. Ele indicou as paredes ngremes. Neste ponto, 
a passagem tinha diminudo novamente ento estava a aproximadamente vinte metros de largura. H bordas onde o inimigo posicionou seus arqueiros, ele disse. Eles 
abriram fogo nas linhas dos Escoceses enquanto eram embalados juntos bem aqui. Eles atiraram flechas, rolaram pedras, jogaram lanas. Os soltados Escoceses usavam 
sua prpria maneira para recuar. Quando eles estavam irremediavelmente inclinados  confuso, a cavalaria inimiga veio virando a prxima curva para combatlos. Seus 
dois jovens companheiros seguiam seu relato sobre a antiga batalha, olhando de um lugar a outro enquanto ele descrevia-o. Jovens como eles eram, os dois tinham experincia 
em batalha e eles podiam imaginar o terrvel massacre que deve ter tomado lugar neste aglomerado rochas, nas fendas da caverna. Quem foram eles, Halt? Horace perguntou. 
Ele manteve sua voz baixa em um gesto de respeito pelos guerreiros que morreram aqui. Halt olhou para ele, sem entender a pergunta, ento Horace elaborou. Quem foram 
os inimigos? Fomos ns, Halt contou a ele. Os Araluenses. Este antagonismo entre as duas naes no  algo recente, voc sabe. Ela remonta h sculos.  por isso 
que eu estou interessado em sair de Picta e voltar para o solo de Araluan. Foi uma dica bvia, e os dois jovens homens levaram seus cavalos depois dele enquanto 
ele rumava para sul, em direo  sada da passagem. Horace espiou o pequeno memorial uma ou duas vezes, mas logo uma curva na passagem o escondeu de vista. Uma 
hora depois, eles descobriram um segundo rastro.

12
Halt e Will, inspecionando as pegadas deixadas por Tennyson e seus seguidores, perceberam a diferena de padres quase simultaneamente. Halt... Will disse. Mas seu 
antigo mentor j estava balanando a cabea. Eu estou vendo. Ele freou Abelard. Will e Horace pararam tambm e os dois Arqueiros desmontaram para estudar a evidencia 
dos recm-chegados. Horace, sentindo certa tenso no ar, soltou subconscientemente sua espada da bainha. Ele estava estourando para questionar os Arqueiros, mas 
sabia que qualquer distrao no seria bem-vinda. Eles iriam inform-lo quando avaliassem a situao, ele sabia. Will olhou para trs na trilha. Havia um pequeno 
desfiladeiro no lado esquerdo da passagem a poucos metros atrs  uma fenda nas rochas que se juntava  principal rota para Araluen. Eles haviam montado de volta 
quase sem perceberem. Eles tinham visto muitas pegadas estreitas levando para fora do caminho principal. A maioria delas sumiu aps vinte ou trinta metros terminando 
em paredes de pedra lisa. Este outro era diferente. As pegadas vinham dele. Will correu levemente para trs e desapareceu na fissura. Ele desapareceu por alguns 
minutos e ento, para o alvio de Horace, ele reapareceu. O alto e jovem guerreiro estava inconformado assim to de repente. Ento foi Puxo, ele percebeu. O pequeno 
cavalo tinha se deslocado nervosamente e batido com seu casco quando seu mestre pareceu sumir dentro da rocha. Foi de l que eles vieram, Will disse pensativo, posicionando 
seu polegar na abertura da pedra. A trilha volta bastante. Eu fui quarenta ou cinqenta metros e no pareceu ter fim. E ela se alargava um pouco. Halt coou a barba 
pensativo. H dezenas de trilhas que levam para a passagem principal, ele disse. Essa , obviamente, uma delas. Ele olhou para o cho arranhado diante dele, virando 
sua boca pensativamente para um lado. Horace decidiu que seus companheiros tinham tido tempo suficiente pra avaliar a situao. Quem so eles? ele perguntou.

Halt no respondeu imediatamente. Ele olhou para Will. O que voc diria? Os dias seriam longos quando Will iria deixar escapar uma resposta considervel  pergunta 
de Halt. Melhor ser preciso do que rpido, ele sabia. Ele ajoelhou-se num joelho, tocando uma das pegadas com seu dedo indicador, traando seu contorno na areia. 
Ele olhou para a esquerda e direita estudando o fraco contorno das outras pegadas. Todas as pegadas so grandes, ele disse. e esto bem profundas nessa superfcie 
dura. Ento quem quer que seja  realmente grande. Ento? Halt solicitou. Ento eles so todos homens. No posso ver nenhuma pegada menor. Nenhuma mulher ou criana 
com eles. Eu diria que  um grupo de guerra Seguindo Tennyson? Horace perguntou. Sua mente retornando para a cena pattica na cabana do arrendatrio Will mordeu 
seu lbio pensativo. Ele olhou para Halt, mas o Arqueiro mais velho fez um gesto para ele continuar com seu pensamento. Talvez, ele disse. Eles vieram vrias horas 
aps Tennyson. Voc pode ver onde suas pegadas se sobrepem. E elas esto mais frescas. Eu diria que essas foram feitas mais cedo essa manh. Bem, teremos esperanas 
de captur-los, Horace disse. Para sua maneira de pensar, se um partido de guerra vingativo Escocs dizimasse Tennyson e seus Renegados, isto seria uma soluo clara 
para toda a situao. Talvez, Will repetiu. Mas... se eles esto perseguindo Tennyson, porque eles entraram na estrada principal aqui pelo leste? Ele indicou o caminho 
lateral novamente. Qualquer um seguindo Tennyson depois do que ele e seus homens fizeram seria prefervel que viessem por baixo pela passagem atrs de ns  pelo 
norte. Talvez isto seja um atalho, Horace sugeriu, mas Will j estava balanando a cabea. Se voc pudesse ver a maneira que ele serpenteia e vira l, saberia que 
no  um tipo de atalho. Eu diria que se origina de algum lugar inteiramente. Algum lugar mais ao leste. Ele olhou para Halt por confirmao e o Arqueiro barbudo 
assentiu. Eu concordo ele disse. Eu acho que  s coincidncia que corremos atravs deles. As probabilidades so de que, eles no tm idia que Tennyson e seus capangas 
esto  frente deles. Eles no poderiam ver os rastros? Horace perguntou acenando vagamente para a superfcie rochosa coberta por areia. Halt permitiu a si mesmo 
um breve sorriso. Voc poderia? ele perguntou.

Horace teve que admitir que se os dois Arqueiros no estivessem l para apontar as impresses na areia, ele provavelmente no teria. Ele balanou a cabea. Os Escoceses 
no so boa coisa em rastreamento, Halt contou para ele. Ele gesticulou para Will remontar e virou-se na cela de Abelard. Ento, se os Escoceses no esto atrs 
de Tennyson o que eles esto fazendo aqui? Horace perguntou. Meu palpite  que, eles esto planejando um cerco em Araluen. Existem muitas aldeias junto  fronteira 
e eles podem estar se encaminhando para uma delas. E se eles estiverem? Will perguntou. Halt encarou-o sem pestanejar. Se eles estiverem, ns teremos que desencoraj-los. 
O que poderia ser um incomodo.

As intenes do grupo Escocs tornaram-se claras logo aps eles emergirem da Passagem do Corvo em Araluen propriamente dita. O grupo de Tennyson virou ligeiramente 
para leste, mas basicamente continuaram seguindo uma rota ao sul. Os invasores Escoceses viraram quase que imediatamente para uma rota sudeste, levando a uma posio 
de quase noventa graus dos renegados. Halt suspirou profundamente quando ele interpretou os sinais no cho. Ele olhou para o sudeste, hesitando, depois relutantemente 
voltou para Abelard para seguir os atacantes. No podemos deix-los  prpria sorte, Ele disse. Teremos que cuidar para que eles voltem  trilha de Tennyson novamente. 
Os moradores locais no podem cuidar de si mesmos? Will perguntou. Ele estava relutante em deixar Tennyson e seus seguidores, apenas porque algumas vacas poderiam 
ser roubadas. Halt balanou a cabea cansado. Este  um grupo bastante grande, Will. Talvez quinze ou dezesseis homens armados. Eles vo escolher uma pequena fazenda 
com apenas dois ou trs homens para defend-la. Eles vo matar os homens, queimar as construes e plantaes e levar o gado. E eles vo provavelmente levar as mulheres 
como escravas tambm, se eles estiverem de bom humor. E se no estiverem? Horace perguntou. Eles vo mat-las. Halt disse friamente. Voc quer deixar isto acontecer?
Os dois jovens homens balanaram a cabea. Eles poderiam ver a cena na cabana do arrendatrio como se fosse ontem. Vamos atrs deles, Will disse com o rosto sombrio.

Montado como estavam eles iam rapidamente ganhando terreno sobre os atacantes Escoceses. A paisagem deste lado da fronteira mudou drasticamente e eles estavam movendo-se 
atravs de terras com rvores densas. Halt chamou Will ao lado dele. V  frente e olhe o caminho, Ele disse. Eu no quero alcan-los sem perceber. Will concordou 
compreendendo e levou Puxo  frente. Cavalo e cavaleiro desapareceram na bruma entre as rvores. Halt no tinha dvidas sobre a habilidade de Will de acompanhar 
os Escoceses sem ser visto ou ouvido. Os dois  Ele e puxo  foram treinados para esta tarefa. Horace no tinha tanta certeza. Talvez ns devssemos ir com ele, 
ele disse alguns minutos aps seu amigo desaparecer entre as rvores. Trs de ns iramos fazer quatro vezes mais barulho do que ele, Halt disse. Horace franziu 
a testa, sem entender a equao. No seria trs de ns fazer trs vezes mais barulho? Halt balanou a cabea. Will e Puxo no faro qualquer rudo. Muito menos 
Abelard e eu. Mas do jeito que voc se move nesse terremoto que chama de cavalo... Ele apontou para Kicker sem terminar a frase. Horace estava subitamente ofendido 
com esse insulto ao seu fiel cavalo. Ele gostava muito de Kicker. Isto foi um pouco grosso, Halt! ele protestou. De qualquer maneira no  culpa do Kicker. Ele no 
foi treinado para mover-se em silencio... Ele calou-se, percebendo que ele s estava reforando o que Halt disse. O Arqueiro alcanou seu olhar e inclinou a cabea 
de forma significativa. s vezes, Horace pensou um simples olhar ou inclinao de cabea pode transmitir mais sarcasmo que uma torrente de palavras. Halt, compreendendo 
a preocupao com Will que estava por trs da sugesto de Horace, decidiu tranqiliz-lo. Mas no por alguns minutos, ele pensou. Estava divertindo-se pegando no 
p do jovem guerreiro novamente. Isto  como nos velhos tempos, ele pensou. Depois ele fez uma careta. Estava ficando sentimental. Will sabe o que est fazendo, 
Ele contou a Horace. No se preocupe com ele. Uma hora depois, Abelard subitamente ergueu a cabea e bufou. Alguns poucos segundos depois, Will e Puxo deslizaram 
fora da nvoa. Mais uma vez, galopando na direo deles. Cavalos Arqueiros so incrivelmente geis  Horace pensou. Os cascos de Puxo faziam o mnimo de barulho 
possvel no cho macio. Will freou ao lado de Halt.

Eles pararam, ele disse. Eles esto acampados nas rvores a cerca de dois quilmetros  frente. Eles j comeram e a maioria deles est dormindo agora. Mas eles tm 
sentinelas, naturalmente. Halt balanou a cabea pensativo. Ele olhou para o sol. Eles vem viajando duro o dia inteiro, ele disse. Eles vo provavelmente descansar 
por uma ou duas horas antes do ataque. Voc viu sinal de alguma fazenda  frente? Will balanou a cabea. Eu no passei deles, Halt. Achei que seria melhor inform-lo 
do que est acontecendo primeiro, ele disse desculpando-se. Halt fez um rpido gesto com a mo, mostrando que no precisava desculpar-se. No importa, ele disse. 
Haver uma fazenda prxima,  pra l que eles esto se dirigindo. Eles vo atacar mais tarde de noite, quando o sol quase se por. Como voc tem certeza? Horace perguntou. 
Halt virou-se para olh-lo. Procedimento padro, ele disse. Eles vo ter luz suficiente para o ataque, mas os fazendeiros no sero capazes de v-los claramente. 
E ento estaro surpresos e confusos. E uma vez que tenham roubado o gado, a escurido ir cobrir suas pegadas de algum rastreador. Eles tero a noite inteira para 
sua fuga. Isso faz sentido, Horace observou. Eles tem isto como uma arte fina, acredite, Halt contou para ele. Eles vem praticando por centenas de anos. Ento, o 
que ns vamos fazer Halt? Will perguntou. O Arqueiro de barba grisalha considerou-o por um momento depois disse, falando quase que com si mesmo, No podemos peg-los 
a distancia neste pas arborizado, da maneira que fizemos em Craikennis. Na Hibernia, ele e Will tinham dizimado um ataque com seus tiros rpidos e de longa distancia. 
E a ultima coisa que queremos  entrar em combate direto com eles. Ele olhou para Will. Quanto voc contou? Dezessete, O jovem Arqueiro respondeu prontamente. Essa 
era uma das respostas que ele sabia que Halt iria querer respondida. Halt alisou a barba pensativo. Dezessete. E as chances so que haver apenas dois ou trs homens 
vlidos no sentido de estarem preparados para defender a fazenda. Se ficarmos nas construes da fazenda, ns poderamos segur-los com bastante facilidade, Horace 
sugeriu. Halt encarou-o, concedendo o ponto. Isto  verdade, Horace. Mas se eles so teimosos, e os Escoceses tendem a ser assim, poderamos amarrar por um dia ou 
mais. E todo esse tempo, Tennyson estar mais longe. No, ele disse, chegando a uma deciso. Eu no quero apenas segur-los. Eu quero envi-los numa embalagem.

Os dois jovens homens o assistiram esperanosamente, esperando ouvir o que ele tinha em mente. Aps um rpido silencio, ele falou. Vamos ignorar o acampamento Escocs 
e chegar  frente deles. Eu quero ver onde eles esto indo. Pode nos levar at eles, Will? Will assentiu e virou Puxo para as rvores novamente. Halt o parou. Um 
momento. Ele se virou na sela e remexeu em seus alforjes por alguns momentos, retirando uma pea de roupa dobrada em marrom e cinza. Ele passou para Horace. Voc 
deve colocar isto, Horace. Vai ajudar a esconder voc. Horace pegou a roupa e desdobrou-a, revelando uma capa de camuflagem similar a que os Arqueiros usavam. Pode 
ficar um pouco apertado.  uma reserva minha Halt explicou. Horace balanou a capa ao redor dele deliciado. Mesmo que ela tenha sido feita para os pequenos quadris 
de Halt, as capas de Arqueiro eram de um design to espaoso que lhe servia razoavelmente bem. Seria demasiado curto, claro, mas a cavalo no importa muito. Sempre 
quis uma dessas, Horace disse, sorrindo na capa. Ele puxou o capuz para sua cabea, escondendo seu rosto nas sombras, e reuniu as pontas da capa cinzamarrom em volta 
dele. Vocs ainda podem me ver? ele perguntou.

13
Eles fizeram um desvio para circundar o acampamento dos Escoceses. Ento, quando Will julgou que estavam seguros, voltaram ao caminho novamente. As rvores comearam 
a rarear nos ltimos cem metros, at que chegaram a uma pequena clareira. Havia uma casa de fazenda e um grande celeiro no outro lado, situado no meio de um bosque 
de rvores mais grossas. Um fio de fumaa subia da chamin da casa. Entre a casa e o celeiro, havia um cercado onde se podia-se ver formas marrom escuro se movendo 
lentamente.  disso que eles vieram atrs Halt disse. O gado. Deve haver vinte cabeas ou mais naquele cercado. Horace farejou um cheiro agradvel de fumaa de madeira 
queimada, que vinha da chamin.Espero que eles estejam cozinhando alguma coisa, disse. Estou com fome. Quem disse isso? Will perguntou fingindo surpresa e olhando 
ao redor em todas as direes. Ento ele fingiu relaxar. Ah,  voc Horace. Eu no o vi por causa da capa. Horace devolveu a Will um olhar de sofrimento. Will, j 
no foi engraado nas primeiras meia dzia de vezes que voc falou isso, por que acha que seria agora?. E para desgosto de Will, Halt soltou um curto riso pela resposta 
de Horace. Ento voltaram ao assunto novamente. Onde ser que todos esto?. Nessa hora do dia  no meio da tarde  seria de esperar que as pessoas estivessem trabalhando 
em torno da fazenda. Mas no havia ningum  vista. Talvez eles estejam dormindo, sugeriu Horace. Halt olhou de soslaio para ele. Os agricultores no tiram um cochilo, 
disse ele. Cavaleiros sim. Ento  da que vem a expresso um bom sono de cavaleiro`, Will disse sorrindo de sua piada. Halt lanou um olhar maligno sobre ele.

Horace est certo. Voc no  nada engraado. Venha. Ele abriu caminho atravs do pequeno campo. Horace observou que ambos os seus companheiros j tinham seus longos 
arcos a mo, descansando atrs de suas selas. E as abas de suas capas que protegiam suas aljavas da umidade, foram dobradas para trs. Ele tocou o punho da espada 
com a mo direita. Por um momento, considerou pegar o escudo que estava pendurado atrs dele, do lado esquerdo da sela. Logo deixou de lado essa idia. Estavam agora 
quase chegando na casa. O telhado de palha era inclinado para baixo, formando um pequeno prtico ao lado da casa, de onde eles estavam vindo. Halt puxou as rdeas 
e inclinou-se na sela para olhar sob a borda do telhado.  de casa, experimentou chamar. Mas no houve resposta. Ele olhou para seus companheiros e sinalizou para 
que desmontassem. Normalmente, um cavaleiro chegando em uma fazenda no faria isso sem um convite, mas parecia que ningum iria recepcion-los. Horace e Will seguiram 
Halt, enquanto ele caminhava at a porta. Ele bateu com os ns dos dedos na porta pintada e, ela balanou entreaberta sob o impacto, com o couro das dobradias rangendo. 
Algum em casa? ele chamou. Aparentemente no, Will falou aps alguns segundos de silncio. Ningum em casa e a porta destravada, disse Halt. Muito curioso. Ele 
foi entrando na pequena casa de fazenda. Eles se encontravam em p em uma pequena cozinha conjugada a uma sala de estar. Era equipada com uma mesa de madeira bruta 
e vrias cadeiras de madeira entalhada  obviamente feitas em casa. Uma panela pendia em um brao giratrio ao lado da lareira. O fogo ainda ardia, mas j estava 
apenas em brasas. Fazia algum tempo que havia sido colocada alguma madeira naquela fogueira.

Dois outros cmodos davam naquela grande sala central e uma pequena escada ao lado conduzia a um sto abaixo do telhado de palha. Will subiu a escada e olhou ao 
redor, enquanto Horace verificou os outros quartos. Nada, relatou Will. Horace concordou. Nada em nenhum lugar. Onde eles podem ter ido?. Era evidente que, a partir 
da condio da casa, do fogo, dos utenslios domsticos, inclusive de alguns pratos e talheres sobre a mesa, a casa havia sido habitada at recentemente. No havia 
sinal de luta, nenhum estrago aparente. O cho tinha sido varrido e a vassoura repousava ao lado da porta. Halt passou o dedo sobre uma estante ao lado da lareira, 
onde os utenslios de cozinha estavam dispostos. Ele inspecionou a ponta do dedo procurando sinais de sujeira, mas no havia nenhuma. Eles fugiram, disse Halt. Eles 
devem ter sido avisados que os escoceses estavam chegando e foram embora. E deixariam tudo aqui? Horace perguntou, acenando com o brao ao redor da sala. Halt encolheu 
os ombros. Bem, na verdade no h muita coisa aqui. E se voc observar, no h capas ou casacos ali ao lado da porta  s tem aquele cabideiro vazio. Ele indicou 
uma fileira de pinos suspensos na parede ao lado da porta de entrada  seria o local onde pendurariam seus casacos ao entrar na sala. Ou onde os pegariam se estivessem 
saindo, Will percebeu. Mas por qu deixar a criao para os escoceses? Horace perguntou. Eles no podiam lev-los junto, no ? Halt respondeu. Ele foi at a porta 
e saiu. Horace e Will, o seguiram at o ptio cercado com o gado. Eles tentaram expuls-los, disse indicando o porto do cercado que estava aberto. O comedouro ainda 
tem alimento e tambm h gua. Acho que quando as pessoas se foram, o gado que estava vagando por a, simplesmente voltou.

As vacas os olhavam pacificamente. A maioria delas estava ocupadas mastigando e pareciam completamente calmas com a presena deles ali. Eram animais encorpados e 
slidos, com pelos felpudos para proteg-los dos meses de inverno do norte. E acima de tudo, eles eram animais mansos. Talvez pensaram que se os escoceses ficassem 
com o gado, no se dariam ao trabalho de queimar a casa e o celeiro, Will sugeriu. Halt levantou uma sobrancelha. Talvez. Mas no ia ser trabalho nenhum. Queimar 
a casa e o celeiro seria uma diverso para os escoceses. Ento o que faremos? Horace perguntou. Simplesmente vamos embora? Afinal, agora o agricultor e sua famlia 
vo estar a salvo dos invasores. Verdade, disse Halt. Mas se o gado se for, e se a casa e o celeiro forem perdidos e a plantao for queimada, provavelmente no inverno 
vo morrer de fome. Ento o que voc sugere que faamos, Halt? Will perguntou. Halt hesitou. Ele parecia estar considerando um plano de ao. Ento disse: Eu acho 
que devemos dar-lhes o gado. Will ficou observando seu mentor, querendo saber se estava brincando com ele. Se era para fazer isso, ento porque nos incomodamos em 
voltar aqui? ele perguntou. Ns podamos ter continuado a seguir Tennyson. Ento, notou que Halt estava com um sorriso cruel em seu rosto. Quando digo dar-lhes o 
gado, no me refiro como um presente. Vamos jogar o gado bem na cara deles. Will e Horace comearam a entender a situao. Will estava preste a dizer algo mais, 
quando Halt o deteve e apontou para o outro lado da clareira. Volte l e vigie. Eu quero saber quando eles estiverem vindo. Quando aparecerem na clareira, vamos 
estourar a boiada em cima deles.

Will assentiu com a cabea, um sorriso aparecendo em seu rosto conforme imaginou a surpresa que os escoceses teriam. Ele pulou para a sela de Puxo e galopou para 
o outro lado da clareira, depois entrou uns trinta ou quarenta metros para dentro da linha das rvores. As rvores aqui so mais espaadas do que dentro da floresta, 
observou ele. E os troncos eram mais finos e pequenos. Provavelmente foi uma rea explorada ao longo dos anos, proporcionando madeira para construo e lenha para 
o fogo. As mudas espaadas dariam pouco abrigo aos escoceses, contra um rebanho de gado enlouquecido. Ele encontrou um arbusto grande entre duas mudas, colocou Puxo 
atrs dele e desmontou. Olhou para trs rapidamente na direo da fazenda, podia ver as duas figuras distantes de seus dois amigos, de p ao lado do cercado do gado. 
Ocorreu-lhe que no tinha idia de como provocar um estouro de um rebanho de gado. Mas deu de ombros para esse fato, com certeza Halt saberia. Afinal, no havia 
nada que Halt no soubesse.

Como vamos espantar o gado? Horace perguntou. Voc os assusta. Grita com eles. Depois vamos montar e gui-los direto para os Escoceses quando despontarem na clareira, 
disse-lhe Halt. Ele caminhava entre o rebanho, que o observava sem curiosidade. Empurrou um deles. Era como se encostasse ao lado de uma casa e tentasse mex-la, 
ele pensou. Acenou com os braos experimentalmente. X! disse. Uma vaca quebrou o silncio com um peido ruidoso mas no se moveu. Certamente esto apavoradas com 
voc, disse Horace sorrindo. Halt olhou para ele. Talvez se voc arrancasse sua capa, elas poderiam se assustar com sua cara feia sugeriu ele com azedume. Horace 
abriu um largo sorriso. Ele de fato tirou a capa, mas no pareceu ter efeito sobre o rebanho. Uma ou outra vaca virou para olh-lo. Vrias outras peidaram.

Elas fazem muito isso, no ? observou ele. Talvez se ns consegussemos apontar todas de uma vez para os escoceses, poderamos explodi-los de volta pelo caminho?. 
Halt fez um gesto impaciente. Vamos em frente com isso. Afinal, voc foi criado em uma fazenda. Horace balanou a cabea. Eu no fui criado em uma fazenda. Fui criado 
numa casa em Redmont, disse ele. Voc foi um prncipe Hiberniano. Vocs no tinham rebanhos de gado?. Ns tnhamos. Mas tambm tnhamos grandes idiotas como voc 
para cuidar deles.Ele franziu a testa pensativo. O touro  a chave. Se espantarmos o touro, as vacas iro segui-lo. Horace olhou ao redor do pequeno rebanho. Qual 
deles  o touro?. As sobrancelhas de Halt subiram imediatamente - uma rara expresso de emoo do Arqueiro. Voc realmente cresceu no castelo, no foi? Ento ele 
apontou. Aquele, que se parece com um touro. Horace olhou para o animal que Halt estava indicando. Seus olhos se arregalaram. Certamente que , ele concordou. Ento 
o que faremos com ele?. Assust-lo. Aborrec-lo. Espant-lo, disse Halt. Horace parecia em dvida. Eu no estou certo se quero fazer isso. Halt bufou de desgosto. 
No seja tolo! disse. Afinal, o que ele pode fazer com voc?. Horace, considerou o touro de um jeito desconfiado. Ele no era to grande quanto alguns touros que 
tinha visto, nas pastagens em torno de Redmont. Mas ele era solidamente construdo e bem musculoso. E ao contrrio das vacas, ele no olhava para os dois estranhos 
com um olhar plcido e dcil. Horace acreditava que podia ver uma luz de desafio em seus pequenos olhos.

Voc quer dizer alem de me chifrar? ele perguntou e Halt acenou em protesto e desdm. Com esses pequenos chifres? Eles parecem mais dois galos saindo de testa dele. 
Na verdade, embora os chifres no sendo to grandes como as do gado de outras propriedades do norte, tinham um bom tamanho. As extremidades eram arredondadas e slidas, 
em vez de pontiagudas. Mas ainda parecia que seriam capazes de machucar muito. Venha! Halt pediu a ele. Tudo o que voc tem a fazer,  enrolar sua capa e bater na 
cara dele. Isso deve aborrec-lo. Eu j disse, eu no quero mexer com ele, Horace protestou. Pelo amor de Deus! Voc  o famoso Guerreiro da Folha de Carvalho! Voc 
 o matador do maligno Morgarath! O vencedor de uma dzia de duelos! Halt disse. Nenhum daquelas batalhas eram contra touros, Horace lembrou Halt. Ele definitivamente 
no gostou do que viu no olhar do touro, pensou. Voc acha que depois disso, todos os touros do norte vo querer enfrent-lo? Halt disse. Acerte-o com sua capa 
e ele vai fugir. E as vacas vo atrs dele. Mas antes que Horace pudesse responder, ouviram um assobio cortante. Olhando de volta para a clareira, eles podiam ver 
Will, vindo na direo deles com Puxo trotando atrs. Mais adiante entre as rvores finas, eles podiam ver sinais de movimento. Os escoceses estavam chegando.

14
Halt saltou para sela de Abelard enquanto Horace ainda se mostrava indeciso, sem certeza do que fazer. Suba logo! Halt gritou. Eles esto vindo. Na mesma hora, Will
chegou de volta ao estaleiro. Eles esto vindo, Halt. Ele disse desnecessariamente. Havia uma nota de tenso em sua voz e o tom era um pouco mais alto do que o normal. 
Monte no seu cavalo. Uma vez que os touros esto correndo, ns vamos conduzi-los. Halt lhe falou. Ento ele se voltou para Horace. Faa-os se mover, Horace!. Horace 
finalmente estava reanimado para fazer alguma ao. Ele deu um passo  frente e pendurou sua capa dobrada, e colocando-a exatamente entre os chifres do touro e atravessando 
sua face. Ento tudo parece acontecer muito rpido. O touro guinchou de raiva, piscou trs ou quatro vezes, ento abaixou sua cabea e investiu as patas rgidas, 
contra seu atormentador. Ele acertou Horace com sua cabea bem no meio de sua barriga e se levantou, lanou o azarado guerreiro vrios metros, aterrissando pesadamente 
sobre suas costas com um baque enfadonho e um Ooooof! de flego escapado. Por um momento, parecia que o touro poderia dar seguimento aproveitando sua vantagem. Mas 
ento Kicker interferiu. Treinado por anos para proteger o seu mestre contra ataques em combates, o imenso cavalo de batalha se colocou entre Horace e o touro. O 
touro bufou um desafio, dando patadas no cho a sua frente, rasgando a grama e a terra sacudindo sua cabea em fria. Era muito para o Kicker. No mundo animal de 
Araluen havia certa ordem de superioridade, e os cavalos de batalha cuidadosamente criados e treinados se classificavam muito acima do que um touro peludo do interior 
e de raa indefinida. O poderoso cavalo se elevou sobre suas patas traseiras e movimentou para frente, respondendo ao desafio, as patas dianteiras cortando o ar 
a sua frente.

Suas patas caladas com ferro passavam na frente do rosto do touro e ele percebeu que era superado. Berrando de frustrao, ele se virou, tomando alguns passos preparando 
para se retirar. Mas ele havia desafiado Kicker, o provocado ainda mais, e na cabea do cavalo, aquele insulto deveria ser pago. Ele se arremessou para frente e 
rangeu seus grandes e bruscos dentes para o touro, o pegando pelo traseiro e removendo um doloroso pedao de carne e couro. O touro uivou de dor, fria e medo. Deu 
um coice para trs numa tentativa v de acertar seu agressor. Mas Kicker foi treinado numa escola dura, e j havia recuado. Enquanto o touro ouvia suas patas de 
trs tocarem o cho de novo, Kicker deu uma pirueta e avanou para sua vez, batendo com fora com suas patas traseiras no traseiro j machucado do touro. Aquele 
foi o golpe final. Medo, dor e agora o impacto trovejante de um chute duplo. O touro berrou e foi embora, correndo pelo campo. Alarmados por seus gritos, o rebanho 
foi com ele, com os seus mugidos de pnico e o barulho trovejante de suas patas enchendo o ar. Vamos l! Halt gritou. Ele impulsionou Abelard para frente para ir 
atrs dos touros correndo, batendo no ltimo com seu arco. Will seguiu o exemplo, cavalgando para o outro lado do rebanho para mant-los juntos. O primeiro dos Escoceses 
havia surgido das rvores desbastadas no cho aberto do campo quando o tumulto comeou. Os Escoceses viram o conjunto apertado do gado correndo em sua direo. Uns 
poucos, mais rpidos do que os outros tentaram correr para o lado para escapar da investida. Halt os viu e freou Abelard, elevando-se nos estribos enquanto ele colocava 
uma flecha no arco e atirava, fazendo isso rapidamente mais trs vezes. Dois dos assaltantes caram na grama. Do outro lado do rebanho, Will viu os movimentos de 
Halt e o copiou. Os Escoceses logo perceberam o perigo de correr para o lado. Ameaados pela rajada de flechas, eles se amontoaram, incertos. Poucos segundos depois, 
o louco rebanho se chocou contra eles. O impacto de chifres bruscos, afiados cascos fendidos e corpos de msculos duros mandaram os cavaleiros Escoceses girando 
e caindo como se fossem pinos de boliche. Enquanto eles caam,  parte de trs do rebanho continuava a investir neles, machucando ainda mais aqueles que j haviam 
cado. Quando a fuga causada pelo pnico passou, pelo menos metade do grupo invasor estava cado, seriamente machucados no campo. O resto havia conseguido escapar 
para o ponto onde as rvores eram mais densas.

O rebanho chegando s rvores desbastadas viraram para a direita e foram embora berrando calmamente. Halt colocou uma flecha preparada na corda de seu arco, com 
Abelard virado apenas pela metade para os assaltantes que os olhavam das rvores. A sua volta, alguns sobreviventes estavam vagarosamente voltando mancando ou rastejando 
para seus companheiros. Praticamente ningum do grupo de invasores havia escapado sem nenhum tipo de machucado. Trs deles ainda estavam deitados imveis, derrubados 
pela flecha do Arqueiro. Voltem para Picta! Halt avisou a eles. Metade de seus homens esto mortos ou seriamente machucados. Uma vez que o povo local souber disso, 
eles iro ca-los. Agora vo embora daqui. O lder do grupo invasor estava cado morto no cho, pisoteado por meia dzia do rebanho depois que ele foi jogado de 
seus ps. Seu ex-segundo em comando encarava a figura sinistra sob seu cavalo peludo. Enquanto ele observava, o segundo cavaleiro cinza camuflado subiu ao seu lado, 
com seu longo arco os ameaando tambm. Os Escoceses sabiam que o sucesso de um grupo como aquele depende da velocidade e da surpresa. Atacar rapidamente. Queimar, 
matar e fazer o gado correr. Ento voltar pelo outro lado da fronteira antes que os inimigos pudessem se organizar. Antes mesmo que eles saibam que havia um grupo 
de assaltantes na rea. Velocidade e surpresa j eram. E uma vez que os Araluenses locais sabiam de sua presena, seus homens seriam alvos fceis enquanto mancavam 
e cuidavam de seus feridos e carregavam outros, de volta para a Passagem do Corvo. O pensamento de abandonar seus homens feridos nunca passou pela sua cabea. Esse 
no era o estilo dos Escoceses. E mais, ele viu a preciso e a velocidade de dois arqueiros que o encaravam agora. Se eles comeassem a atirar, ele poderia perder 
mais meia dzia de homens em questo de segundos. Balanando sua cabea em frustrao e desespero, ele fez um sinal para seus homens e eles viraram e tomaram seu 
doloroso rumo para o norte. Will deixou escapar um suspiro bem profundo, e relaxou em sua sela. Bem pensado Halt, ele disse. Aquilo certamente funcionou como um 
feitio. Halt se encolheu timidamente. Oh, no  nada se voc sabe como fazer, ele disse. Pare que temos companhia, ele acrescentou, apontando com a cabea pela 
fazenda, onde Horace estava encostado com dor em Kicker, e suas mos segurando suas costelas quebradas.

Atrs da casa de fazenda, vrias figuras estavam visveis entres a densas rvores. Enquanto Halt e Will os observavam, eles tomaram seus caminhos de volta por entre 
os edifcios da fazenda. Eles deviam estar escondido nos assistindo, Will disse. Halt concordou severamente. Sim. Muito gentil da parte deles nos dar uma mozinha, 
no? Ele tocou Abelard com os calcanhares e comeou a ir vagarosamente para o estaleiro. Puxo, sentindo o movimento enquanto seu dono enrijecia os msculos, seguiu 
Abelard alguns passos atrs. Horace balanou a cabea os cumprimentando enquanto eles desmontavam. Will franziu um pouco o cenho. Seu amigo ainda estava segurando 
as costelas e parecia estar tendo problemas para respirar sem sentir dor. Voc esta bem?. Horace agitou seu machucado de lado, ento estremeceu enquanto fazia isso. 
Contuses, ele disse. Isso  tudo. Aquele pequeno touro certamente sabia como usar sua cabea. As pessoas da fazendo os alcanaram e Halt os saudou. Sua fazenda 
est a salvo, ele disse. Eles no voltaram por um tempo. Ele no conseguia evitar uma pequena nota de satisfao em sua voz. Havia cinco pessoas. Um velho e uma 
mulher, com seus cinqenta anos, Will julgou. Ento um jovem casal com seus trinta anos e um garoto com aproximadamente dez. Avs, pais e filho, ele pensou. Trs 
geraes. O velho falou agora. O rebanho todo foi embora. Voc os enxotou. Ele disse o acusando. Will levantou uma sobrancelha. Isso  verdade, Halt disse racionalmente. 
Mas voc ser capaz de peg-los de volta. Eles pararo de correr logo. Levar dias para junt-los, disse o fazendeiro tristemente. Halt respirou fundo. Will o conhecia 
por anos. Ele sabia que Halt estavam fazendo um enorme esforo para manter seu temperamento controlado.

Provavelmente, ele concordou. Mas pelo menos voc no ter de reconstruir sua casa nesse meio tempo. Hmph, o fazendeiro bufou. Isso tambm. Ns vamos ficar dias 
juntando as vacas de novo. Elas estaro por toda a floresta. Isso  melhor do que estarem na barriga dos Escoceses, Halt disse. Sua limitao se tornando menor e 
menor. E quem vai ordenh-las enquanto elas esto na floresta, hein? Era o jovem que estava falando. Apesar de sua idade, ele parecia igualmente triste como seus 
companheiros mais velhos. Elas precisam ser ordenhadas todos os dias seno elas ficaram secas.  claro que isso pode acontecer, Halt disse. Melhor vacas secas do 
que ficar sem vacas, certamente. Isso  uma questo de opinio, disse o av. Imagine, se tivssemos a ajuda de alguns homens a cavalo para encontr-las, terminaramos 
isso rapidamente. Homens a cavalo? Halt disse. Voc quer dizer ns? Ele se virou para Will e Horace desacreditado. Ele quer. Ele quer dizer ns. O fazendeiro estava 
meneando a cabea. Claro. Afinal, vocs foram quem as enxotou em primeiro lugar. Se no fosse por vocs, elas estariam aqui de volta. Se no fosse por ns, Halt 
lhe falou, elas estariam na metade do caminho para Picta agora!. Ele olhou para Will e Horace e percebeu que os dois estavam escondendo sorrisos. Era muito bvio 
na verdade. Parecia que eles estavam fazendo um bom trabalho escondendo seus sorrisos para que ele percebesse que eles estavam realmente escondendo os sorrisos. 
Eu no acredito nisso, ele disse a eles. Eu no espero exatamente gratido. Mas ser culpado pelos problemas desse homem  um pouco demais. Ento ele pensou sobre 
o que ele tinha acabado de dizer. No. Mude isso. Eu realmente espero gratido, droga! Ele se virou para o fazendeiro. Senhor, ele disse severamente,  graas ao 
nosso esforo que o senhor ainda tem a sua casa, o seu celeiro e seu gado. So graas a ns que suas vacas esto seguras, se elas esto espalhadas. Durante o curso 
de salvar sua propriedade, meu companheiro aqui sofreu um ataque covarde de seu pequeno touro rancoroso. Agora o senhor pode ter a

graciosidade de dizer obrigado. Ou eu pedirei para meus amigos colocarem fogo na sua casa antes de seguirmos nossos caminhos. O fazendeiro o fitou com teimosia. 
Apenas uma palavra, Halt disse. Obrigado. Bem, ento... O fazendeiro hesitou, se mexendo pesadamente de um lado para o outro. Ele pensou em Horace e o touro. Obrigado... 
Eu acho. O prazer foi nosso. Halt cuspiu as palavras nele, ento virou Abelardo para o oeste. Horace, Will, vamos l. Eles estavam na metade do campo quando eles 
ouviram o fazendeiro adicionar, Mas eu no vejo porque vocs tiveram que enxotar o gado. Will sorriu da figura ereta do Arqueiro ao seu lado. Halt estava obviamente 
fingindo que no tinha ouvido as palavras de despedida do fazendeiro. Halt? ele disse. Voc no iria realmente queimar a casa, iria?. Halt lhe deu uma olhada triste. 
No aposte nisso.

15
Halt tinha esperana de pegar os rastros de Tennyson de novo antes do anoitecer, mas o fato do dia ser mais curto no norte o derrotou. Quando o sol finalmente afundou 
atrs das rvores, e as sombras inundaram o campo, ele freou e apontou para um trecho aberto no terreno ao lado dos vestgios que eles estavam seguindo para o Leste. 
Ns vamos acampar aqui. Ele disse. No tem por que andar cegamente por ai no escuro. Ns iremos comear cedo e procurar na redondeza por suas pistas. Podemos arriscar 
acender um fogueira, Halt? Horace perguntou. O Arqueiro meneou a cabea. No vejo porque no. Eles esto muito a nossa frente agora. E mesmo se eles realmente virem 
um fogueira, no nenhum motivo para eles suspeitarem que algum est os seguindo. Assim que eles cuidaram de seus cavalos, Horace construiu um local para a fogueira 
e fez uma ronda por volta do acampamento procurando por madeira. Nesse meio tempo, Will se ocupou em tirar a pele e limpar dois coelhos que ele matou na ultima tarde. 
Os coelhos eram carnudos e estavam em boas condies, sua boca se encheu de gua na expectativa de um saboroso guisado. Ele cortou os coelhos, mantendo as patas 
e coxas carnudas e descartando algumas das costelas. Dava muito trabalho para tir-las, ele decidiu. Abriu o saco, que ficava na sela, onde eles mantinham seus suprimentos 
de comida fresca. Normalmente, quando estavam na estrada, Arqueiros se alimentavam de carne seca, frutas e po duro. Quando tinham a chance de comer mais confortavelmente, 
eles se garantiam para que estivessem pronto para isso. Por um momento ele considerou a idia de jogar os coelhos no fogo e ass-los, mas descartou a idia. Ele 
sentiu como se fosse mais gratificante. Ele cortou as cebolas bem fininhas, fatiou varias batatas em pequenos pedaos. Pegou uma panela de metal da pequena variedade 
de utenslios de cozinha, posicionou na beira da fogueira que Horace havia acendido, colocando-a na brasa. Quando ele julgou que o ao da panela estava aquecido, 
ele derramou um pouco de leo, e ento jogou as cebolas alguns segundos depois. Elas comearam a chiar e a ficar marrons, enchendo o ar com um aroma delicioso. Ele 
adicionou um dente de alho, esmagando-o at virar uma pasta, com o final da vara que ele estava usando para mexer a panela. Mais aromas deliciosos surgiram. Ele 
borrifou um bocado de temperos que eram sua mistura especial e o cozido cheirava mais e mais. Ento ele jogou os picados do coelho e os mexeu para ficarem amarronzados 
e revestidos pela cebola e sua mistura especial.

Nessa hora, Halt e Horace sentaram um de cada lado da fogueira, assistindo-o famintos enquanto ele trabalhava. O rico cheiro do cozido de carne, cebola, alho, e 
temperos encheram o ar e fizeram seus estmagos roncarem. Havia sido um longo e difcil dia, afinal.  por isso que eu gosto de viajar com Arqueiros. Horace disse 
depois de alguns minutos. Quando se tem a chance, voc acaba comendo muito bem. Muito poucos Arqueiros comem to bem assim, Halt lhe disse. Will tem meio que uma 
aptido para guisados de coelhos. Will adicionou gua na panela e, quando ela comeava a ferver, jogou os pedaos de batata tambm. Quando o lquido com cara boa 
comeou a borbulhar de novo, ele o mexeu e deu uma olhada para Halt. O velho Arqueiro meneou a cabea e foi at sua prpria sacola de onde ele tirou um frasco de 
vinho tinto. Will adicionou uma dose generosa no guisado. Ele exalou o aroma do vapor que subia da panela, e balanou a cabea, satisfeito com o resultado. Talvez 
precise de um pouco disso depois, para cobrir o guisado. ele disse, colocando o frasco de vinho de um lado. Use o quanto quiser, Halt disse.  pra isso que serve. 
Halt assim como a maioria dos Arqueiros bebia vinho apenas moderadamente. Duas horas depois, o guisado estava pronto e eles comeram com gosto. A fragrncia, a carne 
abundante literalmente caiando dos ossos enquanto eles comiam. Halt misturou farinha, gua, e sal juntos em um flcido circulo e colocou a massa nas cinzas quentes 
de um lado da fogueira. Quando Will serviu o guisado, ele fez um po coberto de cinzas, e limpou-o para revelar uma dourada crosta externa. Ele quebrou o po em 
pedaos e passou para seus companheiros. Era perfeito para encharcar com o saboroso caldo do guisado. Esse po  bom. Horace murmurou, com a boca cheia dele. Nunca 
tinha comido dele antes. Pastores de Hibernia fazem pes assim. Halt lhe contou. Fica gostoso quando  aquecido em fogueiras como essa. Quando ele esfria fica bem 
liso.  chamado de abafador. Por qu? Horace perguntou.

Halt encolheu os ombros. Provavelmente porque ele  mais mido do que o po de verdade. Ele disse e isso pareceu satisfazer Horace. Afinal, ele no se importava 
muito como o po era chamado, contanto que ele tivesse vrios deles para tomar o delicioso caldo do guisado. Depois de terem comido, eles se juntaram perante o mapa 
de Halt. Tennyson e seus companheiros estavam indo por esse caminho, Halt disse, traando um caminho do sul para o sudeste. No momento ns estamos indo para o leste, 
no ponto onde ns os deixamos para ir atrs dos Escoceses. Eu acho que ns devemos tentar recuperar a distncia perdida e supor que eles continuaro o seu caminho 
para onde estavam indo. Se ns pegarmos um atalho e formos por este caminho, ele indicou uma direo  sudeste que iria cruzar com a trilha dos Forasteiros em um
ngulo, ns devemos cruzar seu caminho amanh por volta do meio dia. A menos que eles mudem a direo, Will disse.  um risco,  claro, mas eu no vejo porque eles 
deveriam. Eles no fazem idia de que os estamos seguindo. No h nenhuma razo para que eles no fossem diretamente para o destino final. Mas se eles mudarem, ns 
apenas teremos que voltar ao ponto onde eles deixaram as primeiras pegadas e os seguirmos de l. Se estivermos errados, ns perderemos boa parte de dois dias, Will 
o alertou. Halt meneou a cabea. E se estivermos certos, ns economizaremos a melhor parte do dia. Horace assistiu distraidamente a discusso. Ele estava feliz em 
cooperar com qualquer um dos planos que os colegas decidissem. E ele sabia que, ultimamente, Halt estava disposto a ouvir o ponto de vista de Will. Os dias demoravam 
a passar quando Halt tomava todas as decises sem consultar ningum. Will havia conquistado o respeito de Halt e Horace sabia que ele apreciava a opinio do jovem 
Arqueiro. Horace olhou preguiosamente para o mapa e o nome de um lugar o chamou ateno. Ele se inclinou e colocou seu dedo indicador no pergaminho. Macindaw. Ele 
disse. Eu achei que o campo parecia familiar. A cidade est ao nosso leste. Se fizermos como voc diz, estaremos passando bem perto dela. Seria divertido passar 
l e ver como eles esto, Will disse. Halt grunhiu. Ns no temos tempo para visitas sociais.

Will deu um largo sorriso. No achei que tivssemos. Eu apenas disse que seria divertido... se tivssemos tempo. Halt grunhiu de novo e comeou a enrolar o mapa. 
Will j conhecia o humor do seu exmestre. Ele sabia que essa aspereza repentina era um sinal de que o velho Arqueiro sabia que estava se arriscando indo para o sudeste. 
Ele nunca iria demonstrar que estava preocupado, com medo de estar cometendo um erro. Mas depois de anos que passaram juntos, Will podia usualmente ler seus pensamentos 
corretamente. Ele sorriu silenciosamente para si mesmo. Quando ele era mais jovem, ele nunca sonhou que Halt poderia ter dvidas. Halt sempre pareceu to infalvel. 
Agora ele sabia que o velho Arqueiro possua uma fora mental ainda maior  a habilidade de decidir o rumo de uma ao e manter-se firme a ele, sem deixar que a 
dvida e a incerteza desviassem-no. Ns vamos peg-los, Halt. No se preocupe, ele disse. Halt deu um sorriso severo. Tenho certeza que dormirei melhor depois dessa 
sua nova afirmao. Ele retrucou.

Eles desarmaram o acampamento cedo. O desjejum foi caf e o que sobrou do abafador torrado nas brasas da fogueira, recheados com mel. Ento, chutando terra em cima 
da fogueira, eles montaram e saram cavalgando. As horas passaram. O sol estava a pino, e ento comeou a descer para o oeste. Uma hora depois do meio dia, eles 
cruzaram uma trilha que rumava diretamente para o sul. At onde Horace estava ciente, ela no parecia diferente das outras trs ou quatro que haviam encontrado naquele 
dia, mas Will desceu de sua sela repentinamente. Ele se ajoelhou e estudou o cho a sua frente. Halt! ele chamou e o velho Arqueiro se juntou a ele. Havia sinais 
definitivos de que um grupo de viajantes passou por aquele caminho. Will tocou em uma pegada, mais clara do que as outras. Ela estava fora da trilha em uma parte 
mida do solo. A pegada havia sido deixada por uma bota pesada, com uma parte triangular no solado da parte externa. J viu isso antes? Will perguntou. Halt se inclinou 
para trs, suspirando em alivio. Na verdade j. L pra cima, na Passagem do Corvo. Essa  certamente a trilha do grupo de Tennyson.

Agora que suas aes se provaram corretas, ele estava livre da dvida e da preocupao que o assolou toda manh. Foi um risco pegar o atalho. Se eles tivessem que 
voltar para o ponto em que viram os rastros de Tennyson pela primeira vez, qualquer coisa poderia ter acontecido  uma tempestade ou uma chuva pesada poderia ter 
lavado as pegadas, deixando eles desnorteados, sem nem idia da direo que Tennyson teria pegado. Pela aparncia dessas pegadas, eles esto a menos de dois dias 
a nossa frente. Ele disse, com grande satisfao. Will andou alguns metros analisando as pegadas. Eles pegaram alguns cavalos. Ele disse repentinamente. Halt o olhou 
rapidamente, e se moveu para se juntar a ele. Havia traos claros de vrios pares de cascos imprimidos na terra fofa e na grama, um pouco fora da trilha. Pegaram 
mesmo. Ele concordou. S Deus sabe que pobre famlia eles assaltaram para consegui-los. Tm apenas trs ou quatro rastros de cavalos, ento a maioria deles deve 
estar a p. Podemos alcan-los amanha. Halt. Disse Horace, Estive pensando.... Halt e Will trocaram um olhar de divertimento. Sempre um passatempo perigoso. Eles 
falaram em coro. Por muitos anos, essa havia sido a resposta infalvel de Halt quando Will lhe fazia a mesma afirmao. Horace esperou pacientemente o momento de 
alegria deles, ento continuou. Sim, sim. Eu sei. Mas srio, como dissemos noite passada, Macindaw no  to longe daqui.... E? Halt perguntou, vendo como Horace 
deixou sua afirmao pendendo. Bem, tem uma guarnio de tropas l e no deve ser uma m idia um de ns ir buscar alguns reforos. No ia doer nada ter uma dzia 
de cavaleiros e homens armados para nos dar cobertura quando ns formos atrs de Tennyson. Mas Halt j estava balanando sua cabea. Dois problemas, Horace. Levaria 
muito tempo para um de ns ir l, explicar tudo e mobilizar um exrcito. E mesmo que pudssemos fazer isso rpido, eu no acho que iramos querer um monte de cavaleiros 
se atrapalhando por volta do campo, derrubando samambaias, fazendo barulho e sendo vistos. Ele percebeu que sua afirmao havia

sido um pouco sem discernimento. Sem ofensas Horace, exceto a companhia atual, claro. Ah, claro. Horace retrucou rigidamente. Ele no podia realmente se opor  afirmao 
de Halt. Cavaleiros realmente tendem a fazer trapalhadas pelo campo, fazendo barulho e sendo notados. Mas isso no significava que ele deveria gostar disso. Halt 
continuou. A melhor coisa que temos ao nosso lado  o elemento surpresa. Tennyson no sabe que estamos indo. E isso vale mais que pelo menos uma dzia de cavaleiros 
e homens armados. No. No momento ns vamos continuar do jeito que estamos. Horace balanou a cabea, grunhindo em concordncia. Quando eles encontrassem com os 
Forasteiros, eles teriam uma batalha dura em suas mos. Will e Halt teriam suas mos ocupadas, cuidando de dois assassinos Genoveses. Ele iria gostar de ter pelo 
menos trs ou quatro cavaleiros armados atrs dele para cuidar do resto dos seguidores do falso profeta. Mas o tempo com que passou com Halt e com Will, ele tinha 
aprendido varias vezes o quo importante uma surpresa como aliado pode ser em uma batalha. Relutante, ele decidiu que o que Halt dizia fazia sentido. Os dois Arqueiros 
montaram e partiram de novo, seguindo os rastros com um novo propsito. O conhecimento de que eles haviam encurtado a distncia entrem eles e Tennyson para menos 
de um dia, os estimulou. Eles checaram o horizonte perante eles com cautela extra, procurando pelo primeiro sinal de que eles haviam pegado suas presas. Will o avistou 
primeiro. Halt! ele disse. Ele tinha o bom senso de no apontar na direo que ele estava olhando. Ele sabia que Halt iria seguir seu olhar, e se ele tivesse apontado 
ele estaria avisando a sua presa o fato dela ter sido vista. Na linha do horizonte, ele disse em voz baixa. A direita daquela rvore bifurcada. No faa isso, Horace!. 
Ele tinha visto a mo de seu amigo comear a se mover e ele instintivamente, ele soube que Horace estava planejando fazer sombra nos olhos enquanto olhava a figura. 
Horace mudou seu gesto no ultimo minuto fingindo estar coando as costas do seu pescoo. Ao mesmo tempo, Halt desmontou e inspecionou a pata dianteira de Abelard. 
Assim, quem quer que seja no iria pensar que eles pararam porque o haviam avistado.

No consigo ver nada, Halt lhe disse. Quem ?. Um cavaleiro. Olhando-nos. Will falou. Halt olhou de lado para a colina sem mover a cabea. Ele podia ver vagamente 
algo que poderia ter o formato de um homem e um cavalo. Ele estava agradecido pelos olhos jovens e aguados de Will. Will desceu e soltou seu cantil de gua do aro 
da sela. Mas ele tratou de fazer isso sem perder a figura de vista. Ele levou a garrafa de gua para seus lbios, ainda assistindo. Ento houve um movimento rpido 
e o cavaleiro moveu seu cavalo e sumiu no horizonte. Tudo bem, ele disse. Podem relaxar agora. Ele j foi. Halt soltou a pata de Abelard e remontou. Seus rgidos 
msculos e juntas pareciam se lamentar enquanto ele o fazia. Voc o reconheceu? ele perguntou. Will balanou a cabea negativamente. Muito longe para ver detalhes. 
Exceto.... Exceto o que? Halt questionou. Quando ele se virou, eu pensei ter visto um flash roxo. Roxo, Horace pensou. A cor usada pelos assassinos Genoveses ento 
talvez, ele disse para si mesmo, eles haviam acabado de perder o elemento surpresa.

16
As Condies do acampamento haviam melhorado desde a invaso dos Escoceses nas fazendas. Enquanto o bando se movia para o sul atravs de Araluen, Tennyson continuava 
a enviar alguns grupos para invadir as fazendas isoladas por onde passavam. Eles traziam de volta no apenas alimentos, mas tambm equipamentos para tornar seu acampamento 
mais confortvel - Lonas, madeira e corda para fazer tendas e peles e cobertores para se protegerem do frio das noites geladas do norte. Na ltima incurso, eles 
tinham conseguido por acaso quatro cavalos. Eram animais lamentveis, mas agora pelo menos Tennyson e os dois Genoveses poderiam parar de andar a p. O quarto cavalo 
ele precisava para outra finalidade. Agora, sentado no relativo conforto de sua tenda, ele ordenava ao rapaz que ele tinha escolhido para ser seu mensageiro. Dirkin, 
eu quero que voc v  frente. disse ele. Pegue um dos cavalos e siga at esta vila. Ele indicou um local em um mapa desenhado rudemente na direo nordeste. Willey`s 
Flat, disse o jovem, ao ler o nome do local que Tennyson tinha indicado. Exatamente.  um pouco alm deste conjunto de penhascos, um pouco ao sul deles. Procure 
por um homem chamado Barrett. Quem  ele? perguntou o mensageiro. Normalmente Tennyson no encorajava os seus seguidores a questionar os motivos de suas ordens, 
mas, nesta ocasio, seria bom que o rapaz soubesse por que ele precisava fazer contato com Barrett. Ele  o lder de uma assemblia local de nosso povo. Ele est 
recrutando convertidos nesta rea nos ltimos meses. Eu quero que voc lhe diga para reunir todos os seguidores que puder e nos encontrar em um acampamento perto 
dos penhascos. Sempre planejando ganhar terreno em Araluen, Tennyson havia enviado dois grupos de seguidores para estabelecer cultos em reas remotas, bem longe 
dos olhos dos soldados. Um local tinha sido estabelecido em Selsey, na vila de pescadores na costa oeste. O segundo aqui, na parte selvagem a nordeste do reino. 
A ltima mensagem que havia recebido de Barrett, tinha indicado que ele conseguiu converter, ou melhor, recrutar, uma centena de seguidores para sua religio. No 
era muito, mas Barrett tambm no era uma figura inspiradora. E pelo menos, cem seguidores era um comeo. Eles forneceriam ouro e jias para Tennyson comear a se 
levantar de novo. O jovem olhou com interesse para o mapa. Eu achava que ramos o nico grupo, disse ele. Tennyson levantou suas sobrancelhas com raiva.

Ento voc pensou errado, disse. Um homem sbio sempre tem alguma reserva caso as coisas no corram de acordo com o plano. Agora v. Dirkin encolheu com a repreenso 
e se levantou para sair. Provavelmente vai demorar alguns dias para esse Barrett reunir todos os seguidores.  por isso que eu estou te mandando na frente, disse 
Tennyson arrastando uma nota sarcstica em sua voz. Mas se voc pretende ficar por a falando sobre isso, eu terei que encontrar outra pessoa para o trabalho. Dirkin 
notou o tom e capitulou. Verdade seja dita, ele ficaria feliz em ir  frente. Enfiou o mapa dentro do casaco e virou-se para a entrada da tenda. Eu estou a caminho, 
disse ele. Um grunhido irritado foi a nica resposta de Tennyson. Dirkin dirigiu-se para a entrada e foi forado a recuar com outra figura batendo nele e entrando 
apressadamente. Uma queixa irritada j estava saindo de sua boca, mas logo em seguida a engoliu quando reconheceu o recm-chegado. Era um dos assassinos Genoveses 
que Tennyson tinha mantido como guarda-costas. Dirkin sabia que eles no eram pessoas para se insultar ou molestar. Rapidamente, ele murmurou um pedido de desculpas 
e diminuiu em torno da figura de manto roxo, deixando a tenda to rapidamente quanto podia. Marisi contraiu os lbios com desprezo quando olhou para o rapaz. Ele 
estava bem consciente de que muitos dos estrangeiros o evitavam e tambm seu compatriota. Tennyson olhou para ele agora, franzindo a testa ligeiramente. Desde que 
adquiriram os cavalos, os Genoveses comearam a verificar sua trilha todos os dias, para ter certeza de que ningum estava os seguindo. Era uma medida de rotina 
que Tennyson havia insistido at agora, porm sem retorno. Mas agora que Marisi estava aqui, Tennyson suspeitava que houvesse ms notcias. Bacari, o mais alto dos 
dois, informava s quando a notcia era boa. O que aconteceu? Tennyson exigiu. Estamos sendo seguidos, Marisi respondeu, com um inevitvel e irritante encolher de 
ombros. Tennyson bateu com o punho na pequena mesa dobrvel que havia sido roubado de uma fazenda h alguns dias. Droga! Sabia que as coisas estavam muito bem at 
agora. Quantos so?. Trs, o Genovs disse com um ar um pouco mais leve. Trs pessoas os seguindo no era nada para se preocupar. Mas a prxima palavra do assassino 
mudou sua idia.

So os trs de Hibernia. Os dois Arqueiros encapuzados e o cavaleiro Tennyson pulou de sua cadeira com o choque da notcia. Ela caiu de costas sobre a grama, mas 
ele nem percebeu. Eles?, gritou. O que esto fazendo? Como diabos fizeram para chegaram at aqui?. Novamente, o Genovs encolheu os ombros. Como chegaram aqui era 
irrelevante. Eles estavam aqui, e eles estavam seguindo o pequeno grupo de forasteiros. E eles eram perigosos. H muito j sabia. Ele esperou o autoproclamado profeta 
continuar. A mente de Tennyson trabalhava. O contrabandista! Ele deve ter contado para eles. Claro, o teriam subornado e em troca do dinheiro os havia trado. Ele 
comeou a andar para cima e para baixo, no espao restrito do interior da tenda improvisada. Esta era uma m notcia. Ele precisava reunir os fiis em Willeys Flat. 
Precisava de ouro e jias e comearia por l. Eles haviam se atrasado em incurses nas distantes fazendas. No poderia correr o risco de que os trs Araluenses os 
alcanassem. Qual a distncia que esto de ns? ele perguntou. Deveria ter feito essa pergunta logo de incio, pensou. Marisi enrolando os lbios, pensativo. No 
muito. Um dia, no mximo. Tennyson considerou a resposta, ento chegou a uma deciso. Um dia no era tempo o suficiente. Especialmente quando ele era pressionado 
a manter um ritmo mais lento. Ento olhou para o assassino. Voc vai ter que se livrar deles, disse abruptamente. As sobrancelhas de Marisi subiram de surpresa. 
Livrar-se deles, repetiu. Tennyson se inclinou sobre a mesinha, os punhos plantados na madeira spera. Isso mesmo! Isso  o que vocs fazem, no ? Se livrar deles. 
Voc e seu amigo. Matlos. Use essas bestas que vocs to orgulhosamente carregam e certifique-se que iram parar de nos seguir. Malditos, Tennyson pensou. Esses 
arqueiros encapuzados e seu amigo musculoso tinham sido nada mais que um problema para ele. Agora, quanto mais pensava nisso, mais queria v-los mortos. Marisi estava 
considerando a sua ordem. Ele balanou a cabea, pensativo. H um bom lugar onde podemos embosc-los. Vamos ter que voltar e plantar uma trilha para seguirem. 
claro que... Ele fez uma pausa significativa. Por alguns segundos Tennyson no havia entendido, ento rosnou:  claro o qu?.

Eles so inimigos perigosos, e nosso contrato no dizia nada sobre livrar-se de pessoas como eles. A implicao era bvia. Tennyson respirava com dificuldade, tentando 
controlar sua raiva crescente. Ele precisava destes dois homens, no importava o quanto eles o enfureciam. Eu vou te pagar um extra, disse ele com os dentes cerrados. 
Marisi sorriu e estendeu a mo. Agora? Voc vai pagar agora?. Mas Tennyson sacudiu a cabea violentamente. Ele no ia arrastar esse assunto por mais tempo. Quando 
voc fizer o trabalho, disse ele. Eu vou te pagar depois. No antes. Marisi encolheu os ombros novamente. No esperava mesmo que o corpulento pregador concordaria 
em pagar antecipadamente, mas valia  pena tentar. Voc vai pagar mais tarde, disse ele. Vamos acertar um preo. Mas... se voc paga depois, paga mais. Tennyson 
varreu o fato de lado descuidadamente com uma mo. Tudo bem. Informe Bacari para vir me ver e ns vamos acertar o pagamento. Ele fez uma pausa e depois acrescentou 
com nfase, mais tarde`. Afinal, ele pensou, com alguma sorte, eles poderiam se matar uns aos outros e economizaria no pagamento extra.

17
Temos de assumir que ele nos viu, Halt disse enquanto eles andavam. Eles estavam cavalgando em fila nica, mas agora Horace e Will levaram os cavalos deles para 
o lado de Halt para que pudessem conferir mais facilmente. Mas ele nos reconheceu? Will disse. Afinal, estamos muito longe e ns poderamos ser apenas trs cavaleiros.

Halt virou levemente na sela para o seu antigo pupilo. O que Will disse estava correto. Contudo, Halt viveu muito mais do que Will para se dar ao luxo de assumir 
que os seus inimigos pudessem errar assim. Se ele nos viu, tambm temos de assumir que ele reconheceu-nos. Afinal de contas, Horace intrometeu-se, quando vocs dois 
no esto se escondendo nos arbustos, vocs so bastante reconhecveis. No tem muitas pessoas cavalgando no campo carregando grandes arcos de madeira e vestindo 
capas com capuz. Obrigado por lembrar-me disso, Halt disse secamente. Mas na verdade, voc est certo. E os Genoveses no so tolos. Agora Tennyson vai saber que 
estamos atrs dele. Ele parou, coando a barba, pensativo, enquanto considerava a situao. A questo , ele disse, mais para si mesmo do que para os outros, o que 
fazer depois?. Deveramos ir um pouco para trs? Will sugeriu. Se sairmos de vista, Tennyson pode assumir que o Genovs estava errado e que eram apenas trs cavaleiros 
sem interesse nele?. No. Eu acho que no.  esperar demais. E se sairmos do caminho, damos mais tempo para ele nos passar a perna. Acho que deveramos fazer o oposto. 
Ir para cima dele. Ele saber que estamos aqui, Horace disse.

Halt assentiu para ele. Ele sabe que estamos aqui, de qualquer modo. Ento vamos empurr-lo. Dessa maneira ele ter que continuar andando, e um alvo se mexendo  
mais fcil de ver do que um oculto. Ele chegou a uma deciso e adicionou, num tom positivo: Vamos colocar presso nele. Pessoas sob presso cometem erros e isso 
poderia funcionar para ns.  claro... Horace comeou, mas hesitou. Halt gesticulou para ele continuar. Bem, eu estava pensando, ns ficaremos sob presso tambm, 
no ? E se ns cometermos o erro?. Halt fitou-o por vrios segundos sem falar. Ento virou para Will. Ele  um raio de sol, no ?. Eles continuaram em silncio 
por alguns minutos. Eles estavam cavalgando ladeira acima ao ponto onde eles viram o Genovs na linha do horizonte. Eles ainda tinham aproximadamente cem metros 
para percorrer antes de alcanar o cume quando Halt levantou a mo para sinalizar que os outros parassem. Por outro lado, ele disse, numa voz baixa, Horace deu um 
bom ponto. Os Genoveses so assassinos e uma das suas tcnicas favoritas  a emboscada. Ocorreu-me que no  uma boa idia subir at o cume assumindo que no a nada 
a se preocupar. Voc acha que eles estaro esperando por ns? Will disse. Os olhos observando o cume. Acho que eles poderiam estar. Ento, a partir de agora, no 
vamos subir nenhum cume sem explorar o caminho  nossa frente. Ele fez um movimento para descer da sela, mas Will interrompeu-o, caindo levemente na trilha. Eu vou 
fazer isso, ele disse. Halt fez como se fosse argumentar, ento fechou a boca. Sua preferncia natural era sempre tirar Will do perigo, mas percebeu que ele tinha 
que deixar o jovem ter sua quota de risco. Tome cuidado, ele disse. Puxo ecoou o pensamento com um estrondo baixo sado do peito. Will sorriu para os dois.

No sejam um par de vovs, ele disse. Ento ele escorregou rapidamente pelo arbusto que ladeava o caminho. Curvando-se, ele subitamente desapareceu de vista. Horace 
soltou um leve som de surpresa. Halt olhou para ele. O que foi?. Horace gesticulou para a moita rolante e grossa que cobria a encosta. No havia sinal de Will, no 
havia sinal de nada se movendo nos arbustos, nada alm do vento. No importa quantas vezes eu o vejo fazer isso, ainda me assusta todas s vezes.  sinistro. Sim, 
disse Halt, observando a encosta acima deles. Suponho que seria. Ele  muito bom nisso. Naturalmente, ele adicionou modestamente, eu ensinei tudo o que ele sabe. 
Sou conhecido como o especialista em movimento invisvel no Corpo Arqueiro. Horace franziu as sobrancelhas. Pensei que Gilan era o verdadeiro especialista. Ele disse. 
Will me contou uma vez que ele aprendeu os pontos mais sensveis com Gilan. Ah,  mesmo? Halt disse, com uma sugesto de frieza na voz. E quem voc acha que ensinou 
Gilan?. Aquilo no ocorreu a Horace. No pela primeira vez, ele encontrou-se desejando que a sua lngua no fosse mais rpida do que seu crebro. Ah... sim. Voc 
ensinou, suponho, ele disse e Halt curvou-se levemente na sela. Exatamente, Halt disse, com grande dignidade. Ento voc pode ver onde ele est no momento? Horace 
perguntou com curiosidade. Ele questionou-se como isso funcionava. Se voc ensinou algum a andar sem ser visto e se voc sabe todos os seus truques, voc poderia 
v-los? Ou seriam invisveis at para a pessoa que os ensinou? Naturalmente, Halt respondeu. Ele est ali. Horace seguiu a direo do dedo indicador e viu Will ereto 
no cume da encosta. Segundos depois, eles ouviram seu assobio e acenou para eles andarem. Bem, agora voc pode v-lo, disse Horace. Eu posso v-lo agora! Mas voc 
podia v-lo antes de levantar?.

Claro que sim, Horace. Como voc pode duvidar de mim? Halt disse. Ento mandou Abelard  frente, gesticulando para Puxo o seguir. Seu rosto estava escondido de 
Horace, dessa forma o jovem guerreiro nunca veria o sorriso que crescia ali. Ele parece ter continuado andando, Will disse quando os alcanou. Embora ele possa estar 
em qualquer lugar por a. Abaixo deles, a terra gradualmente inclinou-se, coberta pelo mesmo arbusto grosso e samambaias. Will estava certo. Um besteiro poderia 
estar escondido em qualquer lugar naquela confuso. Halt olhou a rea, pensativo. Droga, ele disse. S vai nos fazer diminuir o passo. Essa  a idia, Will disse. 
Precisamente. Halt soltou um suspiro de exasperao. Suponho que isso d um fim  idia de pr presso sobre ele, Horace disse. Halt fitou-o friamente por alguns 
segundos. O bom humor dos Arqueiros pareceu deix-lo quando os planos deles foram frustrados, Horace pensou. Ele tambm pensou que poderia ser uma boa idia no 
dizer nada a mais por enquanto. Halt, satisfeito que sua mensagem no dita foi registrada, virou para Will quando chegou a uma deciso. Muito bem. Voc faz o reconhecimento 
 frente. Vou lhe dar cinqenta metros e a vamos atrs de voc. Voc sabe as regras: Olhar. Gritar. Atirar. Will assentiu. Ele sinalizou para Puxo ficar onde estava 
e seguiu pela trilha, os olhos no cho, atento as pegadas deixadas ali. Halt fez Abelard avanar lentamente, se posicionou em um ngulo da trilha onde tivesse espao 
para atirar e colocou uma flecha no arco. Seus olhos escanearam o cho de um lado a outro da trilha conforme Will prosseguia. Tudo bem se eu perguntar-lhe uma coisa, 
Halt? Horace disse timidamente. Ele no tinha certeza se deveria interromper a concentrao do Arqueiro com uma pergunta. Mas Halt simplesmente assentiu, sem tirar 
a ateno dos arbustos. Olhar. Gritar. Atirar. O que  isso? Horace perguntou.

Halt comeou a responder. Se Horace fosse trabalhar com eles no futuro, seria muito bom explicar para ele os mtodos assim que perguntasse.  o jeito que ns... 
A, avistando um sinal pequeno de movimento nos arbustos  direita de Will, ele parou de falar e levantou-se levemente dos estribos, seu arco na posio de mira, 
a flecha comeando a escorregar para um tiro direto. Um pequeno pssaro agitou-se para fora do arbusto que ele estava observando, voou poucos metros, ento pousou 
cuidadosamente em outro galho, enterrando o bico nas ptalas de uma flor. Halt relaxou, abaixando a flecha novamente. Horace notou que Will percebera o movimento 
tambm. Ele havia abaixado. Agora, cautelosamente, ele levantou-se novamente, e olhou para onde Halt e Horace estavam observando. Halt acenou para ele. Ele assentiu 
e comeou a andar de novo, analisando o cho enquanto isso. Desculpe Horace, Halt disse. Voc queria saber sobre o Olhar. Gritar. Atirar. `  como ns abordamos 
uma situao como essa. Will est procurando pelas pegadas deles, e por qualquer sinal de que algum poderia ter deixado a trilha e se escondido para armar uma cilada. 
Enquanto ele faz isso, sua ateno  distrada. Ento eu continuo observando cada lado da trilha, apenas no caso de algum deixar um caminho novo, ento recuo atrs 
dele, ou seja, se eu ver um besteiro erguer-se dos arbustos, eu grito e Will vai ao cho imediatamente. Na mesma hora, eu atiro no besteiro. Olhar. Gritar. Atirar. 
Ele olha. Voc grita e atira, Horace disse. Exatamente. E fazemos isso em cinqenta metros de distncia porque se houver uma emboscada, minha flecha ir atingir 
quem fez a emboscada mais rapidamente. O problema vai ser quando chegarmos quelas rvores  frente de ns. Horace olhou. A rea coberta de tojo continuava por outros 
dois ou trs quilmetros. Mas em seguida ele podia ver a linha escura de uma grossa floresta. Suponho que voc no possa ver a cinqenta metros ali, ele disse. Halt 
assentiu. Certo. Vamos ter que nos precipitar vinte metros quando chegarmos l. Vamos, ele acrescentou. Will est nos chamando adiante.

Eles cavalgaram para a inclinao onde Will estava esperando por eles. Ele sorriu para Halt quando os dois cavaleiros paravam. Puxo se aninhou e relinchou. Ele 
nunca ficava feliz enquanto Will estivesse longe dele. Voc se preocupa  toa, Will falou para ele, dando um tapinha no nariz macio de Puxo. Mas Halt aprovou a 
reao do cavalo. Leve-o com voc desta vez, ele disse. Devia ter pensado nisso antes. Ele vai sentir algum nos arbustos mais rpido do que ns. Will pareceu um 
pouco preocupado sobre a idia. Eu no quero arriscar Puxo ser atacado por um daqueles besteiros. Halt sorriu para ele. Agora quem est preocupado?. Will deu de 
ombros. D no mesmo, ele disse, eu ficaria mais confortvel se ele estivesse com vocs se algum comeasse a atirar. E eu estarei mais confortvel se ele estiver 
com voc, Halt disse para ele. Ento ele pegou o arco de onde jazia, sobre os joelhos. No se preocupe. O nico que vai comear qualquer tiroteio sou eu.

18
Como Halt havia previsto, o progresso deles foi ficando cada vez mais devagar conforme eles se aprofundavam na densa floresta que tinham avistado no horizonte. Aqui 
vrias rvores cresciam numa confuso imprevista em cada lado do caminho estreito. Conforme Horace andava atravs delas, os diferentes ngulos de cada um que ele 
viu numa fileira de troncos pareciam criar uma sensao de movimento nas sombras, por causa disso ele estava constantemente parando para olhar de novo, tendo certeza 
que ele no havia visto ningum se mexendo. Eles eram ajudados pelos dois cavalos Arqueiros,  claro. Puxo e Abelard eram treinados para avisar aos senhores se 
sentissem a presena de estranhos. Mas at suas habilidades dependiam da direo do vento. Se algum estivesse a favor do vento, seu cheiro no seria carregado at 
eles. Eles prosseguiram numa srie de curtos tumultos. Primeiro Will iria adiantar-se dez a vinte metros enquanto Halt esperava com o arco preparado, at Will ganhar 
a aparncia de um tronco. Ento Will iria examinar a floresta enquanto Halt avanava, a passava por ele para outro ponto vinte metros mais longe. E assim eles iriam 
repetir o processo, pulando carnia, um assistindo enquanto o outro avanava. Freqentemente, eles paravam para deixar os cavalos sentir o ar e ouvir qualquer barulho 
de fora da floresta ou odores das rvores ao redor. Horace ficava na retaguarda. Ele tinha seu escudo pendurado nas costas para proteo. Se precisasse dele numa 
emergncia, ele poderia facilmente pux-lo pelo brao esquerdo. Sua espada estava desembainhada. Quando primeiro ele puxou a arma, sentiuse um pouco autoconsciente 
 preocupado se iria faz-lo parecer nervoso. Mas Halt havia assentido em aprovao quando ele apanhou o brilho da lmina afiada na luz escura sob as rvores. Nada 
mais intil do que uma espada deixada na bainha, ele havia dito. Halt tambm havia instrudo para ele virar subitamente de vez em quando e observar o caminho atrs 
dele, tendo certeza que no havia ningum para atac-los por trs. No faa isso em intervalos regulares, Halt tinha contado-o quando eles estavam prestes a entrar 
no pequeno mundo verde da floresta. Qualquer um nos seguindo vai reconhecer um padro regular, combinar e andar mais livremente. Misture as coisas. Continue mudando.

Assim agora, de tempos em tempos, Horace iria virar para olhar o caminho, voltar, depois olhar de novo imediatamente. Halt contou-o que esse era o melhor jeito de 
pegar um perseguidor inconsciente. Mas cada vez que ele fazia isso, no havia ningum ali. Aquilo no fez nada para diminuir a tenso. Ele estava to prevenido que, 
a qualquer momento, ele podia virar e poderia haver algum andando na trilha atrs deles. Ele percebeu que sua mo no cabo da espada estava mida em tenso e ele 
secou-a cuidadosamente na jaqueta. Numa batalha, Horace iria encarar qualquer inimigo, e qualquer nmero de inimigos, sem hesitar. Era a incerteza dessa situao
que o perturbava  saber que, no importando quantas vezes no houvesse ningum atrs deles, essa poderia ser a vez que tudo desse errado. Ele tambm se sentia completamente
vulnervel na companhia de Will e Halt. Ele observava-os enquanto agiam como fantasmas entre as rvores, as capas ajudando-os a se misturarem nas sombras cinza e
verdes da floresta que s vezes ele tinha problemas vendo-os claramente. Ele estava usando a capa que Halt havia dado para ele, naturalmente. Mas ele sabia que a
habilidade de se esconder dependia mais do que apenas as formas de camuflagem na capa. Era resultado de anos de prtica, de aprender como usar a menor quantidade
 Como mover-se rapidamente sem quebrar galhos ou farfalhar folhas mortas no cho. Sabendo quando andar e quando ficar absolutamente
em silncio, 
embora seus nervos gritem para voc mergulhar num esconderijo. Comparado as duas quase silenciosas sombras que o acompanhavam, ele sentia-se como um grande e desajeitado 
cavalo de carga, balanando e batendo nas rvores e na vegetao rasteira. Um pensamento repugnante ocorreu a ele que qualquer pessoa com metade de um crebro iria 
procurar pelo mais fcil e visvel alvo para o primeiro tiro. E seria ele. Inconscientemente, ele secou a mo molhada na jaqueta novamente.  frente, conforme Halt 
avanava diante dele, Will olhava rapidamente para trs para o seu melhor amigo, tomando a retaguarda. Era s uma precauo extra, aproximando-se de Horace. O homem 
no centro do grupo, independentemente de ser Halt ou Will, tinha a responsabilidade de checar  frente, atrs e os lados conforme progrediam. Ele estava impressionado 
com a calma de Horace, pela forma que ele parecia ter essa situao sobre controle. O jovem guerreiro no fora treinado para esse tipo de ttica escura e nervosa. 
Contudo ele pareceu estar tranqilo e inabalado. Will, por outro lado, estava surpreso que nenhum dos amigos podia ouvir o seu corao martelando dentro de sua caixa 
torcica. A tenso sob as rvores estava quase concreta. A expectativa de que um besteiro pudesse pular da floresta escura, a inquietao que a mais leve distrao 
de sua parte poderia custar  vida dos seus amigos, estava perto do intolervel. Ele balanou a

cabea furiosamente. Esse tipo de pensamento o levaria para exatamente a distrao que ele estava preocupado. Limpe sua cabea. Limpe sua mente de qualquer distrao, 
Halt tinha falado para ele centenas de vezes durante os anos que eles tinham treinado juntos. Torne-se parte da situao. No pense. Sinta e perceba o que est ao 
seu redor. Ele tomou um grande flego e ajeitou-se, esvaziando a mente de dvidas e preocupaes, focando a ateno e o subconsciente na floresta em torno dele. 
Depois de alguns segundos, ele comeou a ouvir os pequenos sons da floresta mais claramente. Um pssaro passando de uma rvore a outra. Um esquilo tremendo. Um ramo 
caindo. Puxo e Abelard pisavam silenciosamente ao lado dele, os ouvidos puxando enquanto eles ouviam por algum risco potencial. Adiante, ele podia ouvir os passos 
suaves de Halt  frente. Atrs, os sons mais altos provocados por Horace e Kicker, sem importar quanto o alto garoto tentasse mover-se silenciosamente. Esse era 
o estado de ateno que ele precisava. Ele tinha de ouvir todos os sons na floresta para que algo anormal, qualquer irregularidade, fosse registrada imediatamente. 
Se um pssaro tomasse vo, por exemplo, e no pousasse em outra rvore dentro de alguns segundos, isso indicava que algo havia o assustado. Ele estava escapando 
ou fugindo, e no simplesmente indo para um lugar mais promissor de alimento. Se houvesse uma aguda nota de alerta no tremor do esquilo, indicaria a presena de 
algo, ou algum, indesejvel no territrio. A maioria dos outros animais menores iria responder quele tipo de declarao territorial recuando, ele sabia. Um predador 
no iria. Um predador humano definitivamente no iria. Halt tinha parado, pisando na sombra de um olmeiro velho e coberto de fungos. Will examinou o cho  frente 
dele, escolhendo um caminho para que pudesse andar numa linha reta e previsvel, ento deslizou de trs da rvore que o escondia e andou silenciosamente outra vez. 
Puxo e Abelard andavam em passos suaves atrs dele. Enfim, a luz escura comeou a clarear-se e as rvores tornaram-se mais longamente espaadas. Com cada passo 
rpido, Will e Halt poderiam cobrir mais territrio at ter quase alcanado a borda da floresta. Will comeou a avanar em direo ao urzal aberto e coberto de capim, 
mas Halt levantou uma mo e o fez parar. Olhe primeiro, ele disse suavemente. Esse poderia ser justamente o lugar onde eles preparassem uma emboscada, sabendo que 
relaxaramos por estarmos fora da floresta.

A boca de Will secou quando notou que Halt tinha razo. A sensao de alvio que ele sentiu, a sbita diminuio de tenso havia quase o deixado no que poderia ter 
sido um erro fatal. Ele agachou-se ao lado de Halt e juntos estudaram o terreno perante eles. Horace esperou pacientemente, poucos metros atrs deles, com os cavalos. 
Consegue ver algo? Halt perguntou calmamente. Will sacudiu a cabea, os olhos ainda mexendo. Nem eu, Halt concordou. Mas no significa que eles no estejam aqui. 
Ele olhou para a rvore que eles haviam se escondido atrs. Era uma das rvores mais alta, mais estabelecida do que as vizinhas. Suba a rvore e d uma olhada, ele 
disse, e continuou, Fique desse lado do tronco enquanto faz isso. Will sorriu maliciosamente para ele. Eu no nasci ontem. Halt levantou uma sobrancelha. Talvez 
no. Mas voc poderia ter morrido hoje se eu deixasse voc expressando-se na clareira alguns minutos atrs. No havia resposta quilo. Will olhou a rvore, selecionou 
os apoios para os ps e para as mos que usaria, e pegou os galhos. Ele sempre foi um excelente escalador e s levou poucos segundos para ele estar dez metros acima 
da superfcie da floresta. Desse ponto de vantagem, ele tinha uma clara viso da terra que os cercava. Sem sinal, ele falou discretamente. Halt grunhiu. Voc pode 
arranjar uma boa posio de tiro a?. Will olhou os arredores. Poucos metros acima dele havia um grande ramo que o daria uma boa posio, com uma viso limpa da 
regio  frente. Ele viu o sentido da pergunta de Halt. De um ponto elevado, ele veria qualquer movimento inimigo antes que estivessem numa posio de tiro. D-me 
um momento. Ele subiu mais na rvore. Halt observava-o, sorrindo com a facilidade que ele podia escalar.  porque ele no est nervoso, ele percebeu. Ele sentese 
em casa l em cima e no est com medo de cair. Pronto, Will disse. Ele tinha uma flecha pronta na corda e os olhos olhavam de um lado at o outro.

Halt levantou-se de sua posio e foi at o terreno aberto perante ele. Ele decifrou as pegadas dos Forasteiros mais uma vez  um calcanhar aqui, uma mancha de grama 
cortada e pisada ali  to fraca que s um investigador especializado veria. Ele andou dez metros. Depois vinte. Depois cinqenta. Inconscientemente, ele havia andado 
curvado, cada um dos seus msculos prontos para mergulhar numa sombra ou disparar um tiro de volta no momento em que notasse. Gradualmente, conforme ele andava mais 
ele percebia que o perigo havia passado. Ele ficou mais ereto, ento, parando, ele gesticulou para Will e Horace juntarem-se a ele. A grama aqui estava apenas na 
altura do joelho. No provia de nada como a cobertura que o tojo da altura dos ombros dava. Qualquer um esperando numa emboscada aqui estaria em mais perigo do que 
suas vtimas pretendidas, Halt pensou. Teriam que ficar agachados para esconderem-se, e assim eles iriam gastar preciosos segundos levantando para ver a caa e preparando-se 
para atirar. Os Genoveses eram muito hbeis para colocarem-se numa desvantagem. Eles montaram e cavalgaram mais relaxados agora, mas ainda observando o cho cuidadosamente 
e ainda virando de tempos em tempos para checar a retaguarda. O gramado continuou por vrios quilmetros. Ento eles alcanaram um cume e olharam para um largo vale 
abaixo dele. Agora  onde vamos ter que ser cuidadosos, Halt disse.

19
A plancie  sua frente se estendia por quilmetros.  distncia, eles podiam ver um rio brilhante torcendo seu caminho atravs dos campos, fluindo para pontos mais 
baixos. Imediatamente atrs deles, na base do cume onde eles se encontravam, a grama se inclinava gradualmente para baixo. Ento, a terra mudava drasticamente. Troncos 
de rvores finos subiam da terra plana e descampada, reunidas em fileiras irregulares. Suas pontas nuas chegavam ao cu, recortadas e irregulares, desprovidas de 
qualquer cobertura de folhas, tranadas em formas bizarras, como se estivessem em agonia e splica. Havia milhares delas. Possivelmente dezenas de milhares, uma 
massa cinza de rvores sem folhas e todas mortas. Para os olhos de Will, acostumados com os tons de verde das florestas ao redor do castelo de Redmont e Seacliff, 
a viso era indescritivelmente triste e desolada. O vento atravessava por entre os troncos e galhos mortos, sussurrando um audvel som desesperado. Sem a cobertura 
de folhas e com os troncos secos desprovidos de seiva, os ramos no balanavam graciosamente ao sabor do vento. Eles permaneciam severos e rgidos, sua linha feia 
e afiada permanecia inabalvel  fora suave da brisa. Will achava que se um vento forte soprasse por entre os troncos mortos, poderia derrubar dzias de rvores, 
deitando-as no cho e ficando parecidas com um monte de lanas cinza desarrumadas e deformadas. O que  isso Halt? ele perguntou. Saiu quase como um sussurro. De 
alguma forma parecia mais correto to prximo de tantas rvores mortas.  uma floresta afogada, disse-lhes Halt. Horace inclinou-se para frente, cruzando as mos 
sobre o cabeote da sela enquanto avaliava a cena de total desolao que se estendia diante deles. Como  que uma floresta pode se afogar? ele perguntou. Igual a 
Will manteve sua voz baixa, como se no quisesse perturbar a trgica cena. As formas esbeltas e cinzentas abaixo deles, pareciam exigir sua cota de respeito. Halt 
apontou para o distante e brilhante rio alm das milhares de rvores. Eu diria que o rio deve ter inundado esta rea, disse. Creio que foi h muitos anos atrs e 
teria sido uma estao chuvosa muito especial. A enchente se espalhou pela plancie e basicamente cobriu as rvores. Elas no so capazes se sobreviver se suas razes 
estivessem abaixo d`gua, portanto, gradualmente elas morreram. Mas eu j vi inundaes antes, disse Horace. As guas dos rios sobem. Algum tempo depois elas recuam 
e tudo volta praticamente ao normal.

Halt estudava o relevo do terreno e acenou com a cabea em reconhecimento a declarao de Horace. Normalmente, esperamos que acontea dessa forma, ele disse. Se 
a enchente durasse um curto perodo de tempo, as rvores sobreviveriam. Mas se olharmos melhor. O rio  contido por aquela crista e a floresta est em um nvel mais 
baixo. Uma vez que as guas passaram por cima da crista, a plancie foi inundada e no haveria nenhuma maneira de que as guas pudessem recuar depois que a chuva 
passasse e o rio voltasse ao normal. E eu suspeito que a chuva continuou caindo por muito tempo. A enchente ficou presa entre as rvores. Isto foi o que as matou. 
Will balanou a cabea tristemente. H quanto tempo?. Halt franziu os lbios. Cinqenta, sessenta anos talvez. Aqueles troncos esto completamente secos. Eles esto 
apodrecendo em silncio aqui h dcadas. Ele vinha procurando o caminho ladeira abaixo enquanto estavam conversando. Agora que havia achado, encorajou Abelard para 
comear a descer. Os outros seguiram atrs dele. Quando chegaram ao nvel mais baixo onde estava a floresta, perceberam uma formidvel barreira formada pelas rvores 
afogadas. Os troncos cinza eram todos torcidos e irregulares, tornando-se impossvel distinguir uns dos outros. Parecia um paredo mesclado de cinza. Era quase impossvel 
discernir detalhes ou perspectivas. Agora sim, isso  o que eu chamo de um bom lugar para uma emboscada, disse Halt. Ento, alguns segundos depois, ele desceu da 
sela e andou alguns passos  frente, estudando o terreno. Ele chamou os outros para se juntarem a ele. Will, ele disse, voc viu a trilha que Tennyson e o seu bando 
deixaram na pastagem quando samos da floresta?. Will assentiu com a cabea e Halt fez um gesto apontando para o cho ao redor dele. D uma boa olhada por aqui e 
veja se voc consegue encontrar alguma diferena. Havia um fio de l pendurado num arbusto na grama. Mais adiante, algo brilhava no cho. Will foi at ele e pegou. 
Era um boto feito de chifre. Um pouco mais adiante, viu uma distinta marca de calcanhar em um local macio no cho. A grama em si estava bastante pisoteada e amarrotada. 
Ento, o que voc acha? Halt perguntou. Algo definitivamente estava errado, Will pensou, e pelo questionamento de Halt parecia confirmar que o outro Arqueiro achava 
a mesma coisa. Mentalmente, ele imaginou as trilhas que tinham visto no topo da subida atrs deles. Impresses vagas na poeira, machucados ocasionais na relva, quase 
invisveis a olhos destreinados. Agora aqui, convenientemente, havia fios, botes e uma pegada profunda - justamente o tipo de coisa que Tennyson estava evitando 
fazer a poucas centenas de metros atrs. E essas pistas agora estavam bem claras tentando coloc-los em uma nica direo  para dentro da floresta morta.

Isso tudo parece um pouco... bvio, ele disse devagar. E nesse momento ele percebeu o que estava incomodando sobre estas marcas. Em um momento eles estavam deixando 
pistas que s um rastreador altamente treinado poderia ver, mais a frente, as pistas estavam to claras que at Horace poderia seguir. Exatamente, Halt disse, olhando 
para o fundo cinza da floresta morta.  tudo muito conveniente, no  mesmo?. Eles querem que ns sigamos as pistas, Will disse. Isso era um fato, no uma questo. 
Halt balanava a cabea lentamente. A pergunta , por qu? Por que eles querem que a gente os encontre?. Eles querem que apenas os sigamos, disse Horace, ligeiramente 
surpreendido. Halt lhe deu um sorriso. Bem pensado Horace. Essa capa deve estar fazendo voc pensar como um Arqueiro. Ele fez um gesto em direo  floresta  frente 
deles. Querem ter certeza de que ns saibamos que este  o caminho a ser seguido. E s h uma razo para eles terem feito isso. Esto nos esperando em algum lugar 
l dentro, disse Will. Como Halt, ele estava olhando firmemente para a paisagem cinzenta a sua frente, franzindo a testa um pouco enquanto tentava discernir algum 
sinal de movimento ou alguma coisa fora do lugar entre as rvores mortas. Will piscou vrias vezes, os troncos unidos formavam um borro cinzento e cansativo para 
seus olhos.  o que eu faria, Halt disse calmamente. Ento, com um toque de desprezo, acrescentou: Embora, eu seria um pouco mais sutil ao fazer isso. Esses sinais 
so quase um insulto  minha inteligncia. Elas no sabem,  claro, Horace emendou. Nenhum deles tiveram que lidar com Arqueiros antes. Como poderiam imaginar que 
um dos Arqueiros pode ver as pegadas deixadas por um pardal voando baixo sobre um terreno rochoso. Halt e Will olharam para ele com desconfiana. Isso foi sarcasmo? 
Halt perguntou. Foi o que pareceu, Will disse. Certo Horace, voc estava sendo sarcstico? Halt insistiu. Horace tentou no sorrir. No foi muito bem sucedido. De 
modo algum Halt. Eu estava sendo apropriadamente respeitoso  vista de suas habilidades surpreendentes. Quase sobrenaturais eu diria. Isso foi sarcasmo, Will disse 
em tom definitivo.

Horace encolheu timidamente. Mais irnico do que sarcstico eu diria, ele concluiu. Halt assentiu lentamente. No entanto, ele disse, nosso amigo sarcstico - no,
nosso amigo irnico - tem razo em ponto. Os Genoveses no tm idia de quanto sabemos sobre rastrear trilhas. Podem at suspeitar. Mas eles no sabem nada. Ele
indicou a pegada, o fio e o boto de chifre. Fcil demais. Ento, o que faremos agora? Horace perguntou. O que fazemos agora, Halt respondeu Voc pega os cavalos 
e volta umas poucas centenas de metros e fica esperando. Will e eu vamos acabar com esses malditos Genoveses de uma vez. Horace avanou para reclamar com o Arqueiro 
com as mos estendidas. Oh vamos, espere um pouco! Certo, admito que eu estava sendo sarcstico  s um pouco. Mas isso no  razo para me deixar para trs. Voc 
pode confiar em mim!. Halt j estava balanando a cabea e colocou uma mo no antebrao de Horace para tranqiliz-lo. Horace, isso no  nenhum castigo. E eu confio 
em voc da mesma maneira que confio em Will. Mas esta no  o tipo de luta para qual voc foi treinado. E tambm no est convenientemente armado, acrescentou. Sem 
perceber, em um gesto intuitivo, a mo de Horace caiu sobre o punho de sua espada que estava na bainha ao seu lado. Estou sim! ele insistiu. Deixe-me chegar perto 
o suficiente e vou mostrar a esses malditos assassinos o quo bem estou armado! Acho que eu gostaria de ter os assassinos que mataram Ferris bem na ponta de minha 
espada. Halt no soltou o brao do rapaz. Sacudiu-o suavemente para ele entender sua razo.  por isso que eu quero que voc espere um pouco mais para trs. Esta 
no ser uma luta corpo a corpo. Esses homens matam a distncia. Will e eu temos nossos arcos, assim estaremos em condies de lutar contra eles. Mas voc no vai 
conseguir chegar perto deles. Iro atirar tantas flechas em voc com aquelas bestas, que antes de chegar a vinte metros deles ir parecer um porco espinho. Mas... 
Horace comeou. Pense nisso, Horace. Voc no ser capaz de ajudar quando a luta comear. Eles vo estar  distncia. Ser apenas um alvo extra para eles. E se for, 
eu terei que vigi-lo e no serei capaz de me concentrar em encontr-los e mat-los antes que eles nos matem. Agora, por favor, pegue os cavalos e leve-os para longe 
da rea de tiro e nos deixe fazer o trabalho para o qual fomos treinados. .

A luta interior era por muito evidente na face do jovem guerreiro. Foi contra a vontade que ele aceitou e deixou os seus amigos enfrentarem a difcil e perigosa 
tarefa que estava  frente deles. No entanto, no fundo de seu corao, ele sabia que Halt estava certo. Ele poderia no contribuir em nada nessa misso. Seria na 
verdade, um impedimento, ou ainda pior, uma distrao para seus amigos. Tudo bem, disse ele relutantemente. Eu acho que o que voc disse faz sentido. Mas eu no 
gosto nada disso. Will sorriu para ele. Eu tambm no gosto disso, disse. Eu preferia ficar para trs com voc e os cavalos. Mas Halt no me d escolha. Horace sorriu 
para seu velho amigo. Ele podia ver uma luz de determinao nos olhos de Will. J era hora deles irem ao combater dos Genoveses e Horace sabia que, apesar dos protestos 
de Will, ele estava pronto para fazer exatamente isso. Sentindo-se pior do que intil Horace pegou o cabresto de Puxo, Vamos rapaz. Por um momento, o pequeno cavalo 
resistiu, virando um olhar inquisidor para o seu mestre, e dando vazo a um relincho aborrecido. V com ele Puxo, Will disse, acompanhando a ordem com um sinal 
da mo. O pequeno cavalo trotou relutantemente atrs de Horace e Kicker. Abelard siga, disse Halt. Seu cavalo balanou a cabea com rebeldia, mas seguiu para acompanhar 
os outros dois cavalos de volta da linha cinzenta dos troncos retorcidos. Horace se virou e falou suavemente para seus amigos. Se vocs precisarem de mim,  s chamar 
que eu irei.... Sua voz estacou. No havia nenhum sinal dos dois Arqueiros. Eles tinham simplesmente desaparecido na floresta afogada. Horace sentiu uma emoo de 
nervosismo subir pela sua espinha. Ele olhou para Puxo. D-me arrepios quando eles fazem isso, ele disse. Puxo balanou a cabea violentamente, sacudindo sua crina 
em concordncia. Ainda assim, disse Horace, Eu fico contente que eles esto do nosso lado. Com a cabea inclinada para o lado, Puxo considerou Horace com um olho. 
Isso  o que eu estava tentando lhe falar, parecia querer dizer.

20
Will e Halt estavam separados por cerca de cinco metros, para que no oferecessem um alvo fcil para os Genoveses, deslizavam silenciosamente pela floresta morta. 
Seus olhos corriam de um lado para outro, esquadrinhando, buscando, olhando novamente pelo caminho por aonde vieram, os dois Arqueiros pareciam fantasmas trabalhando 
como um nico ser, procurando algum sinal de movimento ou um flash de cor entre as rvores que lhes indicasse a presena de algum. Will procurava da esquerda para 
o centro e repetia o movimento. Halt procurava da direita para o centro e tambm ficava constantemente repetindo o movimento. Os dois abrangiam cento e oitenta graus 
da esquerda, centro e direita. Faziam estes movimentos vrias vezes sem criar qualquer padro previsvel, de vez em quando uma rpida olhada na retaguarda. Eles 
tinham avanado cerca de quarenta metros para o interior da floresta, quando Halt encontrou um lugar que provia uma cobertura melhor do que o normal. Uma rvore 
havia crescido com mltiplos troncos provendo suficiente proteo para os dois. Havia tambm duas outras caractersticas na topografia perto da rvore que tomou 
sua ateno. Verificou a trilha de onde tinha vindo e tendo certeza que estava livre, fez um gesto para Will se juntar a ele. Olhou com aprovao o seu ex-aprendiz 
deslizar por entre as rvores, tirando vantagem de cada cobertura existente. Ele parecia um borro, nunca claramente visvel, mesmo para olhos treinados como os 
de Halt. Os dois agacharam juntos atrs dos grandes troncos. Agora que estavam dentro da floresta, Will percebeu que as rvores emitiam um som prprio. Normalmente 
em uma densa floresta, seria de se esperar ouvir o sussurro suave do vento atravs das folhas, o canto dos pssaros e o movimento de pequenos animais. Aqui no havia 
folhas, pssaros ou animais. Mas, apesar do que tinha achado anteriormente, os troncos e os galhos das rvores no eram to parecidos. Gemiam e rangiam em protesto, 
por causa da constante brisa passando por entre as suas articulaes secas. s vezes um galho roava em sua vizinha, estalando e rangendo. Era como se a floresta 
gemesse em agonia. Que som horrvel, no? Halt perguntou. Me d nos nervos, Will admitiu. O que fazemos agora?. Halt indicou um caminho estreito na frente deles 
que seguia para dentro da floresta por entre os troncos. Era uma trilha sinuosa e deformada, encontrando o seu caminho por entre a massa de troncos cinzentos, mas 
sempre retornando ao sentido original que era sentido sudeste. Ainda esto deixando um rastro bem claro para seguirmos, Halt afirmou.

Will olhou na direo que ele indicou. Podia ver um pequeno pedao de tecido, preso na extremidade afiada de um ramo partido. E no esto sendo nada sutis, ele respondeu. 
Ambos mantiveram a voz baixa, apenas ligeiramente acima de um sussurro. No tinham idia de quo perto o inimigo poderia estar. Realmente no, Halt concordou. Eu 
tambm tenho visto muitas pegadas ao longo do caminho. Da para jurar que foram feitas por um gigante devido sua profundidade. Will estendeu a mo e sentiu o solo 
com dois dedos. A grama era curta aqui entre as rvores mortas e o solo abaixo delas estava seco e duro. Tampouco esta terra no  nada macia, falou. No, esta terra 
secou a muitos e muitos anos atrs. Eles esto fazendo isso novo de modo intencional. Deixando-nos saber exatamente qual caminho que eles seguiram. E que sigamos 
do jeitinho que eles querem, disse Will. Um leve sorriso apareceu no rosto de Halt. Isso tambm. Mas ns no faremos isso, certo? Will disse. Parecia lgico para 
ele. Se o teu inimigo queria que voc fizesse algo, fazia sentido fazer algo completamente diferente. Ns no faremos, Halt concordou. Eu sim. Will abriu a boca 
para protestar, mas Halt levantou a mo para evit-lo de fazer. Se parecer que estamos fazendo o que eles querem, podem ficar muito confiantes. E isso pode ser bom 
para ns. Enquanto falava, seus olhos esquadrinhavam a floresta sem cessar, procurando qualquer rastro de movimento, qualquer sinal de que os Genoveses estivessem 
por perto. Verdade, Will admitiu. Mas eu.... Mais uma vez, Halt erguera a mo e o parou no meio da frase. Will, ns poderamos ficar aqui dias procurando por eles, 
temos que fazer alguma coisa para se mostrarem. E nesse meio tempo, Tennyson estaria cada vez mais distante de ns. Temos que correr o risco. Afinal de contas, apenas 
supomos que eles esto por aqui. E tambm podem estar nos enganando  deixando convenientemente todos esses sinais para ns os seguirmos e em seguida do o fora 
daqui, deixando-nos rastejar por a tentando encontr-los e perdendo horas do dia para isso. Will franziu a testa. Isso no ocorreu a ele. Mas era possvel. Voc 
acha que eles fariam isso? ele perguntou. Halt balanou a cabea propositalmente devagar. No. Eu acho que eles esto aqui. Eu posso senti-los. Mas  uma possibilidade.

Atrs deles, um ramo moveu-se com um rudo mais alto que o normal, gemendo como se a madeira estivesse sendo envergada. Will virou com seu arco surgindo rapidamente 
em suas mos. Mais uma vez, ele sentiu um n apertado na boca do estmago, enquanto se perguntava onde o inimigo estaria, quando eles iriam se mostrar. Halt inclinou-se 
para falar um pouco mais perto, sua voz ainda mais silenciosa do que antes. Vamos esperar uma hora ou coisa assim. Temos aqui uma boa posio e estamos muito bem 
cobertos de todos os lados. Vamos ver o que eles fazem agora que sabem que estamos aqui. Voc acha que eles vo se mover? Will perguntou. No. Eles so muito bem 
treinado para isso. Mas vale a pena tentar. Em uma hora, o sol estar mais baixo e a sobras mais profundas e longas. Isso vai funcionar para ns. Para eles tambm, 
Will sugeriu, mas Halt sacudiu a cabea. Eles so bons, disse ele. Mas no so treinados do jeito que ns fomos. Esto mais acostumados a trabalhar nas cidades, 
misturando-se no meio da multido. E tm mais, nossas capas nos daro uma grande vantagem aqui. As nossas cores combinam com o ambiente muito melhor do que aquele 
prpura maante que esto vestindo. Ento vamos esperar por uma hora e ver o que acontece. . E o que fazemos depois?. Ento eu vou me mover novamente, seguindo essa 
trilha bvia que deixaram. Halt viu uma grande ingesto de ar de Will e sabia que o jovem Arqueiro estava prestes a protestar. Mas no lhe deu oportunidade. Serei 
cuidadoso Will, no se preocupe. Eu j fiz este tipo de coisa antes, voc sabe, acrescentou suavemente. E ele foi recompensado por um relutante sorriso de seu aprendiz. 
Eu disse algo divertido? ele perguntou. Will balanou a cabea, parecia refletir sobre se deveria dizer alguma coisa, ento decidiu ir em frente. Bem, nada de mais... 
antes de sairmos de Redmont, Lady Pauline falou comigo. Sobre voc. A sobrancelha de Halt disparou para cima. E exatamente o que ela falou sobre mim?. Pois bem... 
Will deu de ombros desconfortavelmente. Agora desejou que no houvesse trazido este assunto  tona. Ela me pediu para manter os olhos em voc. Halt balanou a cabea 
assentindo vrias vezes, digerindo a informao antes de comear a falar de novo.  tocante saber que ela tem tanta f em voc. Ele fez uma pausa. E to pouca em 
mim.

Will pensou que no deveria ter dito nada. Agora Halt no ia deixar este assunto de lado. Eu acredito que esta instruo no veio acompanhada por algum tipo de declarao 
como esta Ele no est mais to jovem voc sabe?. Will hesitou por algum tempo. No. Claro que no. Halt bufou com desprezo. Essa mulher acha que eu sou senil. Mas 
a despeito disso, ele pensou nela, alta e graciosa, ento sorriu com carinho. Em seguida recuperou-se e voltou aos negcios. Tudo bem. Vamos dar um crdito a ela 
ento. A razo por que eu estou indo na frente  que eu preciso de suas habilidades de se movimentar em silncio. Voc  menor e mais gil do que eu, ento ter 
uma chance melhor de passar despercebido. Eu vou quebrar o silencio e me moverei  frente deles. Voc espera aqui por cinco minutos, em seguida mova-se em crculo 
pela esquerda. Eles devem prestar ateno em mim e em seguida, se voc  to bom quanto diz, no vo notar voc. Ele indicou um declive raso no cho, seguindo pela 
a esquerda. Cerca de dez metros depois, uma rvore havia cado e seu macio tronco cinzento estava em ngulo sobre o caminho. Estes foram os dois itens que havia 
percebido quando se abrigou atrs da grande rvore. Ele havia procurado algo desse tipo desde que eles entraram na floresta. Rasteje de barriga por esta pequena 
vala at o tronco cado. Ento por trs dele continue indo em frente. Isso deve te levar a pelo menos trinta metros daqui sem que eles possam te ver. Com alguma 
sorte, eles devero pensar que voc ainda estar aqui, pronto para me dar apoio se eu precisar. Durante todo o tempo, voc estar circulando por trs deles. Mesmo 
que no saibamos onde eles esto? Will perguntou. Mas ele estava comeando a ver a inteligncia do plano de Halt. Halt estudou a floresta  sua frente mais uma vez, 
os cantos dos olhos cerrados em concentrao. Eles no esto longe da trilha, disse. Veja estas rvores.  muito difcil disparar com alguma preciso atravs destes 
troncos, a mais de cinqenta metros. Mas com trinta  possvel. Se voc for por esse caminho, de maneira que alcance uma centena de metros para a esquerda e em seguida, 
comea a se mover paralelamente a mim, voc deve ficar fora da viso deles. E isso vai coloc-lo bem atrs deles. Will concordava com os detalhes. Parecia um bom 
plano. Mas havia um obstculo em potencial. Eu ainda no gosto do fato de voc estar indo chamar a ateno deles, disse. Halt encolheu os ombros. No consigo pensar 
em outro jeito de fazer isso. Mas acredite em mim, eu no vou andar de qualquer jeito deixando meu peito exposto, como

se eu estivesse dizendo Coloque uma flecha aqui, por favor. Eu vou me esquivar de uma rvore para outra. E as sombras iro me ajudar. Voc deve se certificar, de 
que se tentarem atirar esteja pronto para abat-los. Se voc no estiver l para me ajudar, estarei condenado. Will respirou profundamente vrias vezes. Em sua mente, 
ele poderia visualizar a evoluo da situao, com ele se aproximando pelo flanco dos Genoveses e Halt se movendo por entre as rvores. Era um plano bastante simples, 
o que era bom. Planos simples funcionavam melhor do que aqueles complexos que se baseavam em uma cadeia de eventos que tinham que se encaixar. As coisas no deveriam 
correr mal, por experincia prpria ele j havia aprendido, melhor assim. Ele imaginou um dos assassinos surgindo do esconderijo. A probabilidade pensou,  que estariam 
atrs de algum tronco cado. Suas bestas seriam mais adequadas para disparar em nvel mais baixo, perto do cho. Ao contrrio de um homem armado com um arco, eles 
no teriam que ficar de p para atirar. E estariam menos expostos do que se tivessem se escondendo atrs de uma rvore em p, para dar seu tiro. Halt observou que 
mente do jovem amigo estava trabalhando e ele deixou que refletisse sobre o assunto. Ele no tinha pressa para se mover. As sombras ainda no estavam longas o suficiente 
para seu gosto e ainda poderia ver que Will estava assimilando o plano de ao, para ter certeza de no haver mal-entendido. Depois de um ou dois minutos, ele falou 
de novo. Ns temos vrias coisas a nosso favor Will. Primeiro: esses assassinos no esto familiarizados com a formao de um Arqueiro nem com nossa habilidade. 
Se eles no conseguirem ver voc saindo detrs desta rvore, iro pensar que ainda est aqui - o que lhe dar uma vantagem. Segundo: eles esto usando bestas. Vai 
ser relativamente uma luta de curto alcance, assim no teremos nenhuma vantagem em particular na preciso. Mas, por outro lado, eles tambm no. As bestas mais poderosas 
poderiam ser superiores a um arco. Uma flecha curta  menos estvel do que uma seta longa de acordo com a distncia que teria que percorrer seria menos precisa. 
Neste curto espao, dentro dessas rvores essa flechas curtas so melhores. Eles no esto usando bestas muito poderosas de qualquer maneira, Will afirmou. Bestas 
realmente poderosas so grandes e as cordas seriam grossas. Para recarreg-las um homem precisaria das duas mos e ainda teria que sentar no cho para apoiar os 
ps tambm. E isto pode levar vrios minutos entre cada tiro. Os Genoveses esto usando uma verso menos potente, com um estribo na parte da frente do arco. O arqueiro 
coloca o p no estribo para manter a besta presa ao cho e em seguida usa as duas mos e os msculos das costas para puxar a corda e engatilhar. O tempo entre o 
tiro e o recarregamento da besta, duraria cerca de vinte ou trinta segundos. E o arqueiro teria que ficar ereto durante este procedimento. Eles poderiam primeiro 
atirar de baixo, deitados sob um tronco, ele percebeu. Mas ento eles teriam que se expor aos tiros dos Arqueiros.

Eles iram se mostrar depois do primeiro tiro, afirmou. Halt apertou os lbios. Podem ter mais de um arco cada um, lembrou Will. Portanto no arrisque. Mas de qualquer 
jeito nossa esperana  que sejamos mais rpido que eles. Levaria cerca de vinte segundos para os besteiros recarregar. Ento eles teriam que mirar e atirar novamente. 
Will poderia colocar uma flecha no arco, puxar a corda, apontar e disparar em menos de cinco segundos. Halt era um pouco mais rpido. No momento que os Genoveses 
estivessem prontos para um segundo tiro, os dois Arqueiros poderiam ter mais de uma dzia de flechas no ar, todas indo diretamente para eles. Os Genoveses tinham 
a vantagem do tiro em uma emboscada. Mas se errassem as primeiras flechas, as chances de repente se virariam a favor dos Arqueiros. Pela dcima vez, Halt estudava 
a floresta ao seu redor. Movendo a cabea ligeiramente, olhou para oeste, podendo ver o brilho do sol entre os troncos. Agora as sombras estavam alongadas e a visibilidade 
entre as rvores cada vez mais incerta. Se ele esperasse mais um pouco, ficariam presos no interior de uma floresta escura. J era tempo de se mover. Tudo bem, disse 
ele. Lembre-se: cinco minutos, em seguida saia agachado por essa vala. Will sorriu ironicamente. Era mais uma pequena depresso do que uma vala, ele pensou. Mas 
Halt no viu essa reao. Mais uma vez, estudava a floresta a sua frente e ao lado de sua posio. Levantou-se de joelhos para um semi-agachamento. Vamos convidar 
nossos colegas para danar, ele disse, e deslizou silenciosamente para fora do esconderijo, um borro verde e cinza que rapidamente se fundiu com as sombras da floresta 
entre as rvores.

21
Os olhos de Halt eram fendas em conseqncia da concentrao, conforme ele se movia para frente entre as rvores, seguindo o caminho estreito e indistinto. Analisando 
constantemente seu caminho, no cho, para os lados e em frente. Ele notou com um sorriso sarcstico, as pistas ocasionais deixadas pelos homens que seguia  um pedao 
de pano jogado ocasionalmente em um galho, uma muito bvia pegada no cho. Ele manteve-se pretensamente olhando estes sinais e seguindo as trilhas que tinham deixado. 
No deixaria que sua presa soubesse que ele estava a par de seu pequeno jogo, pensou. O cho estava recheado de galhos e mais galhos mortos que o vento tinha arrancado 
das rvores e jogado no cho da floresta. Eles formavam um quase contnuo tapete debaixo de seus ps, hbil como era em se mover em silncio, porm, mesmo Halt no 
podia evitar algum rudo de estalo dos galhos rachando entre seus ps e o cho macio. Ele podia faz-lo, se movendo muito lentamente, testando o cho p a p antes 
de colocar seu peso sobre ele. Mas se mover lentamente era uma opo perigosa. Ele precisava de velocidade. Movendo-se rapidamente, se tornava indistinto, um borro 
cinza deslizando entre os troncos nus - que faria dele um alvo mais difcil. Alm disso, no havia muito sentido se mover em silncio, ele queria que os Genoveses 
soubessem que estava aqui. Ele escorregou para a cobertura de um tronco grosso, cinzento. Havia muitos anos que as rvores tinham se afogado, algum mato j tomava 
conta do cho da floresta e alguns pequenos arbustos haviam se estabelecido sobre a base das rvores mortas. As folhas verdes e os troncos cinzentos se misturavam 
com as cores da sua capa e colaboravam para escond-lo. Ele se agachou observando a floresta  sua frente. Longos anos de treinamento garantiam que sua cabea mau 
se movesse enquanto seus olhos iam de um lado a outro, buscando, testando, consciente de mudar o foco de sua anlise de perto para as profundezas da floresta. Seu 
rosto permanecia na sombra do fundo de seu capuz. Se os Genoveses estivessem olhando, veriam um rpido movimento atrs da rvore. Mas agora eles o teriam perdido 
de vista enquanto se misturava com a paisagem e se ele no se movesse ficariam incertos se ainda estava l ou no. Isso significava que eles estariam procurando 
por ele, e no por Will. Ele sentiu uma cruel sensao de satisfao, sabendo que Will estaria chegando por trs. Halt imaginava agora que Will teria comeado a 
se mover, serpenteando para longe dos trs troncos de rvore que os haviam abrigado a pouco, arrastando-se de bruos ao longo da vala rasa para o abrigo do tronco 
cado. Ele no conseguia pensar em qualquer outra pessoa melhor para estar com ele. Gilan talvez. Suas habilidades de se mover em silncio eram incomparveis entre 
os Arqueiros. Claro, talvez Crowley, seu velho camarada.

Mas, por mais hbil que ambos fossem, ele sabia que Will seria sua primeira escolha. Crowley era experiente e calmo sob presso. Mas ele no poderia se comparar 
a se mover to invisvel quanto Will. Gilan poderia ser mais silencioso que Will, no muito mais  claro. E Will tem uma vantagem sobre Gilan. Sua mente trabalha 
mais rpido e ele podia ver alternativas no-convencionais antes do que Gilan. Se acontecesse algo inesperado, ele sabia que Will poderia agir por iniciativa prpria 
e dar a melhor soluo para o assunto. De maneira nenhuma isso denegria Gilan, pois ele era um dos Arqueiros mais qualificados e habilidosos. S que Will tinha uma 
ligeira vantagem em tomar uma deciso rpida e assertiva. Gilan pensaria um pouco sobre a situao e provavelmente chegaria  mesma concluso. Em Will, essa habilidade 
era instintiva. Havia outro ponto que era muito importante para a presente situao. Halt sabia, embora Will provavelmente no, que seu tiro com o arco era melhor 
do que o de Crowley ou Gilan. Na verdade, ele pensou com um sorriso, isso poderia se revelar o ponto mais importante nesse momento. Esperou mais alguns segundos, 
deixou sua respirao e sua freqncia cardaca se acalmarem. Apesar de ele ter falado para Will - que j havia feito este tipo de coisa antes - ele no gostava 
da idia de ficar intencionalmente se mostrando para o inimigo. Mover-se assim, como estava fazendo por entre as rvores, ficando na expectativa de receber uma flecha 
nas costas a qualquer segundo. A idia de ficar se mostrando para seu inimigo era profundamente contra tudo que havia aprendido em sua formao. Halt preferia se 
mover sem ningum v-lo, ou de nunca ficarem ciente de que ele havia estado ali. Ele sabia que mesmo nessas condies, somado a proteo de sua capa, seria um alvo 
ruim. Mas os Genoveses eram atiradores qualificados. Seriam mais do que capazes de acertar em um alvo pequeno.  para isso que eles eram to bem pagos pelas pessoas 
que os contratavam. "Voc est perdendo tempo", ele murmurou. "No quer voltar l de novo, no ?. E a resposta era bvia. No. Ele no queria. Mas no havia alternativa. 
Ele examinou o caminho mais uma vez, calculando sua rota para os prximos cinco ou dez metros, em seguida deslizou rapidamente de seu esconderijo e foi em frente 
para o labirinto cinza de rvores mortas.

De barriga no cho, usando os cotovelos, tornozelos e joelhos, deslizando para frente e no levantando a cabea para no denunciar sua posio, Will havia deixado 
para trs seu esconderijo nas mltiplas rvores mortas. Era uma tcnica chamada rastejar de cobra, que ele havia treinado por horas a fio quando aprendiz, deslizando 
por baixo dos esconderijos, tentando manter-se despercebido do olhar afiado de seu professor. Vez por outra ele sentia que estava comeando a dominar a tcnica, 
s para ter o seu ego frustrado por uma voz sarcstica: Ser que eu estou vendo um traseiro

ossudo aparecendo por entre a grama atrs desta rocha negra? Eu acho que sim. Talvez eu deva colocar uma flecha nele, se o seu dono no ABAIXAR AGORA! Hoje,  claro, 
no havia mais o risco da zombaria sarcstica do seu professor. Na situao atual, a vida de Halt e a sua, dependiam de Will manter-se bem abaixado, perto do cho. 
Ele rastejava lentamente, afastando os ramos e os galhos secos do seu caminho. Ao contrrio de Halt, no podia se dar ao luxo de fazer o menor rudo. Verdade, a 
floresta era repleta de sons de arranhes, gemidos e rangidos. Mas o som agudo de um galho sendo partido, diria a um ouvinte interessado que algum estava em movimento 
por ali. Perto da terra como estava, sua viso se mantinha focada nas curtas folhas de grama que estavam a apenas alguns centmetros de seu nariz. Seu mundo se tornou 
um pequeno espao de p, grama e galhos cinza. Assistiu a um pequeno besouro marrom passando apressado a alguns centmetros do seu rosto, o ignorando completamente. 
Um grupo de formigas marchava firmemente sobre a sua mo esquerda, recusando-se a serem desviadas de seu destino. Deixou-as ir, em seguida moveu-se  frente devagar, 
afastando um ramo delicadamente para o lado. Fazendo um pequeno rudo, aumentado pelos seus nervos  flor da pele, ele parou por um momento. Ento disse a si mesmo 
que ningum poderia ter ouvido esse leve barulho, ainda por cima misturado com todos os sons da floresta, ento continuou. Will estava agora a poucos metros de distncia 
da cobertura que a rvore cada fornecia. Uma vez que estivesse por detrs do tronco, poderia se dar ao luxo de mover-se mais rapidamente - e com mais conforto. 
No haveria necessidade de manter esta postura de bruos, depois de estar oculto atrs do tronco de um metro de espessura. Mas por enquanto, ele resistia ao impulso 
de ir mais depressa at o tronco. Se fizesse isso, poderia colocar todo seu trabalho em risco. Um movimento brusco poderia denunci-lo. Em vez disso, ele se concentrou 
nas velhas tcnicas que aprendeu sozinho quando aprendiz, buscando a sensao de que seu corpo estava realmente colado no cho, tornando-se consciente de seu peso 
pressionando a grama spera, a terra e os gravetos. Sentia-se completamente vulnervel, porque pela primeira vez ele estava efetivamente desarmado. A fim de rastejar 
de bruos, ele tirou a corda de seu arco, empurrando-o atravs de duas pregas em sua capa, feitas exatamente para este propsito. Se tentasse rastejar com o arco 
montado, o ngulo formado entre a corda e a madeira poderia enroscar em um ramo ou um galho ou at mesmo numa moita de capim. O arco montado tambm era muito grande, 
tornando-o susceptvel a movimentos bruscos. Agora estava preso firmemente em linha reta ao longo de suas costas, um simples pedao de madeira de teixo, que agora 
o acompanhava suavemente sem causar obstrues. Pela mesma razo, ele inverteu seu cinto, fazendo com que o estojo duplo das facas ficasse nas costas, abaixo da 
capa. Novamente, isso permitia um progresso suave e silencioso. Porm tambm significava que se ele fosse descoberto, perderia preciosos segundos tentando pegar 
suas facas. Era um contra censo se mover na presena de inimigos, desarmado dessa maneira. Em particular, pelo seu arco estar sem corda. Como dizia o velho provrbio 
Arqueiro,

um arco sem corda  uma vara de pau. Pareceu uma piada na primeira vez que ouvira, cinco anos atrs. Nesse momento no tinha graa nenhuma. Finalmente, ele estava 
entrando no abrigo fornecido pelo tronco cado em posio horizontal  trilha. Permitiu-se um pequeno suspiro de alvio. No houve gritos de alarme, nem a agonia 
repentina de um dardo de besta cravado em suas costas. Sentiu a tenso aliviar ao longo de seu corpo. Sem perceber, seus msculos haviam se contrado instintivamente, 
na v tentativa de aliviar a dor de uma ferida imaginria em suas costas. Levantando-se vagarosamente - embora no demais - comeou a fazer progresso mais rpido. 
Quando se afastou um pouco, levantou-se com cuidado na posio ereta, deslizou para trs da maior rvore que ele pode encontrar e colocou a corda em seu arco. Sentiu 
outro alvio da tenso. Agora, ele no era o nico que estava em risco. Os Genoveses tambm.

Halt abaixou-se sobre um joelho, fingindo estudar outra pista, deixada intencionalmente pelos Genoveses. Na verdade, apesar de sua cabea abaixada, seus olhos estavam 
levantados, analisando o emaranhado de troncos cinzentos e sombras na sua frente. Em resumo, entre as rvores  sua esquerda, ele viu um ligeiro movimento e talvez 
uma pitada de um maante roxo entre as sombras. Permaneceu imvel. Agachado como estava, oferecia um alvo ruim para os besteiros, se de fato estavam l. A probabilidade 
era que os assassinos iriam esperar ele se levantar para ter um alvo maior. Olhou para a esquerda. As rvores que ele havia passado a poucos metros atrs eram estreitas 
 deveria ser um bosque novo quando foi atingido pelo alagamento. Alguns eram pouco mais do que mudas e nenhum fornecia um esconderijo muito bom. Ele sorriu sombriamente. 
Ento foi por isso que os Genoveses tinham escolhido este lugar para deixar outra pista. Eles saberiam que a pessoa que os estava seguindo, iria se ajoelhar aqui 
para estudar a pista deixada por eles, ento teria que se levantar em algum momento. E nesse momento totalmente vulnervel, ele seria um alvo perfeito para eles. 
Halt olhou procurando a fonte de movimento e cor roxa novamente, mas no viu nada. Agora fazia sentido. Quando ele parou, o besteiro teria levantado sua arma mirando 
para o ponto de tiro. Esse foi o pequeno flash de movimento que havia notado. Agora, ele teria que se mover novamente e os besteiros bem treinados estariam esperando 
que ficasse de p. Os msculos de Halt estavam tensos se preparando para se mover. Ele olhou  sua esquerda e viu uma rvore que era marginalmente mais espessa do 
que suas vizinhas, embora no espessa o suficiente para escond-lo totalmente. No entanto, ele pensou, teria que arriscar. Esperava que Will estivesse agora em posio. 
Ele olhou para a esquerda algumas vezes - no o suficiente para alertar os Genoveses  e no viu nenhum sinal dele.

O que podia significar que ele estava l. Por outro lado, ele poderia estar atrasado por causa de algum imprevisto. Afinal de contas, tambm poderiam no estar em 
nenhum lugar por aqui. Ento Halt pensou em Will. Tinha a certeza e segurana de que ele estaria em sua posio. Sem aviso, lanou-se para o lado do joelho dobrado, 
rolando suavemente para o abrigo parcial da rvore que tinha escolhido. E esperou. Os nervos estavam tensos. Nada. Nenhum sombrio som de bestas sendo disparadas. 
Nenhum zumbido seguido de batidas atrs da rvore. Nada. S o gemido assustador das rvores mortas que se torciam e se esfregavam umas contra as outras. Isso lhe 
disse algo. Os Genoveses no iam ser enganados a arriscar um tiro apressado, apenas por causa de um movimento sbito. Sua disciplina era muito boa e no permitiria 
isso. Em contrapartida, pensou, o movimento que havia visto entre as rvores, poderia ser apenas sua imaginao. Afinal de contas no haveria ningum l. No entanto, 
de alguma forma, ele sabia que os Genoveses estavam l, esperando. Algum sexto sentido lhe dizia que este era o lugar e o momento certo. A combinao de fatores 
- os indcios evidentes deixados na trilha, as rvores baixas e finas  eles estavam a poucos metros dali, esperando para fazer sua prxima jogada. Halt estava deitado 
atrs da rvore. No momento estava seguro. Mas logo que ficasse de p, seria visvel. Ele olhou ao seu redor. Poderia rastejar at outra rvore, mas a maior estava 
a uma boa distncia. Com todas estas rvores finas, ele estaria exposto se tentasse se mover. O que era, disse a si mesmo pela segunda vez, o motivo pelo qual os 
Genoveses haviam escolhido este local. No havia mais dvidas, havia visto mesmo o movimento por entre as rvores. Era um local perfeito para emboscadas. E ele estava 
em uma situao de desvantagem. Estava relativamente seguro no momento e permaneceria desta maneira enquanto estivesse de barriga no cho. Mas tambm no podia ver 
nada. Ele sabia que se levantasse a cabea para estudar a situao, estaria se expondo a levar uma flechada bem entre os olhos. Ele estava preso aqui e definitivamente 
cego. Todas as vantagens estavam com os Genoveses. Eles tinham visto aonde tinha ido. Seu movimento brusco rolando para o lado deveria t-los alertado que a presena 
deles j era conhecida. Tudo que precisavam fazer era esperar que ele se movesse e depois mat-lo. No importa o quanto pensava nisso, a situao no ficava melhor. 
Se ele permanecesse aqui, mais cedo ou mais tarde, um dos assassinos se deslocaria para o flanco, enquanto o outro mantinha a besta apontada para o local onde ele 
estava escondido. Lembrou com um humor sombrio da discusso que tivera com Will, apenas uma hora atrs. Depois do primeiro tiro, todas as vantagens estariam conosco. 
Exceto por um pequeno detalhe. Depois do primeiro tiro, ele provavelmente estaria morto.

Fechou os olhos e concentrou-se ferozmente. Tinha uma chance que dependia de que Will estivesse em posio atrs dos Genoveses. Ento, sentiu uma inundao de segurana 
passando por ele. Will estaria l porque Halt precisava que estivesse. Estaria l porque era Will - e ele nunca o havia deixado na mo. Halt abriu os olhos. Ainda 
deitado, ele tirou uma flecha de sua aljava e na seqncia, colocou-a no seu arco. Em seguida, contraiu seus ps e pernas para baixo do corpo e se agachou. Considerou 
seu prximo movimento. Todos os seus instintos gritavam para subir lentamente sob seus ps e adiar o momento em que os Genoveses iriam puxar o gatilho. Mas ele descartou 
o pensamento. Um movimento lento, simplesmente daria aos Genoveses mais tempo para alinhar sua mira. Um movimento brusco pode assust-los e lev-los a apressar seu 
tiro. No era provvel, admitiu para si mesmo. Mas era possvel. E esta seria a melhor escolha. "Espero que voc esteja a, Will, ele murmurou para si mesmo. Ento, 
arremessou-se sobre os seus ps, arco na mo e corda puxada, buscando desesperadamente por algum sinal, algum lampejo de movimento por entre as rvores.

22
A floresta parecia uma extensa rea morta, mas, como Halt havia previsto, havia um matagal recentemente estabelecido nos troncos cinza. Enquanto Will se afastava 
silenciosamente do slido abrigo fornecido pela rvore cada, ele encontrou uma nova variedade. Uma trilha de gavinhas da videira encontrou o seu caminho at uma 
das rvores antigas da floresta, em espiral ao longo de um galho morto, em seguida, permitiu que sua ponta casse em direo ao caminho. Ele roou-a quando passou 
a rvore que foi o seu abrigo. Imediatamente, quatro dos espinhos em forma de gancho se prenderam no material da sua capa, segurando a capa e Will firmemente no 
lugar. Will soltou um xingamento em voz baixa. Ele no tinha tempo para lidar com essa demora, mas no tinha escolha. Estendeu sua mo para trs e pegou um punhado 
da capa. Delicadamente, no comeo, e em seguida, com mais fora, ele tentou puxar a roupa livre da furiosa videira. No comeo, Will achou que teria sucesso, pois 
sentiu a videira ceder um pouco, mas era apenas a elasticidade natural da videira sendo testada. Ento ela ficou totalmente esticada e ele ainda estava preso. Na 
verdade, Will percebera que agora estavam mais presos ainda, seus movimentos fizeram os espinhos irem mais fundo ainda na roupa. Pior ainda era o fato de que a videira 
espinhenta o mantinha em uma posio meio agachada. No tinha sada. Ele teria que tirar a capa e cortar a videira. Preso por trs como estava no conseguia alcanar 
a irritante trepadeira. Isso significava que ele teria que tirar sua aljava, que ele vestia sobre a capa, e depois tirar a capa em si. Tudo isso significava mais 
movimentos, que poderiam entregar sua posio para os assassinos que o aguardavam em uma armadilha mais adiante. Will xingou em voz baixa novamente. Vagarosamente, 
com extremo cuidado, ele passou a ala da sua aljava sobre sua cabea e colocou-a de lado. Soltando o fecho que prendia a capa ao seu pescoo, ele soltou-se da capa. 
Depressa!, ele pensou, Halt est dependendo de voc estar em posio! . Mas ele resistiu ao pnico e moveu-se com uma pacincia interminvel, sabendo que um movimento 
apressado poderia tra-lo. Estava sem a capa agora, e sacou sua faca saxnica. A capa havia ficado presa na vinha na altura de suas escpulas. Will cortou facilmente 
a vinha com a lmina afiada e vagarosamente, a capa amontoada em suas mos, caiu ao cho.

Ainda mantendo os movimentos dolorosamente lentos, ele recolocou a capa. Por um momento considerou deix-la para trs, mas a camuflagem extra que ela proporcionava 
decidiu por ele. Passou a ala da aljava sobre sua cabea e ajeitou-a com as flechas nos seus ombros, ajustando a aba da capa que cobria as penas de suas flechas. 
Colocou o fio no seu arco e estava pronto para continuar. Deu uma olhada para trs, pelo caminho que veio. Nenhum sinal de movimento, de que havia sido visto. Afinal, 
ele pensou, o primeiro sinal disso seria possivelmente uma seta de uma besta. Ele tinha que assumir que no havia sido detectado e seguiu adiante, andando agachado 
agora, sempre perto do cho, andando de uma cobertura para a outra. Diversas vezes desviou-se do caminho mais rpido para evitar mais das inocentes` videiras. Aprendi 
essa lio do jeito difcil, ele pensou. Quando achou que tinha ido uns 70 metros  esquerda, virou-se um pouco para a direita para ficar paralelo ao caminho que 
Halt estava seguindo. Se fosse mais longe, no conseguiria fazer nada caso algo acontecesse. A densidade das rvores o impediria de ver qualquer coisa. E conforme 
andava, Will foi angulando em direo ao caminho que seu mentor pegou. Caminhava ereto agora, trocando a camuflagem pela velocidade, torcendo para que conseguisse 
compensar o tempo perdido com a videira. A essa distncia, ele podia arriscar isso. A no ser que ele e Halt estivessem completamente errados, os assassinos estavam 
agora a sua direita, no mesmo lado do caminho e olhando para o outro lado. Seu maior inimigo era o barulho e ele andava sobre o manto de galhos, cuidando para no 
quebrar nenhum e chamar a ateno para si. Cinqenta metros  direita ele percebeu uma mudana na floresta, as rvores eram mais espaadas umas das outras e seus 
troncos consideravelmente mais finos. Moveu-se para um novo ponto de vantagem e estudava o terreno detrs de uma rvore. Nenhum movimento. Mas seus instintos lhe 
diziam que este era o local certo. Andou uns 5 metros para frente e se escondeu atrs de outra rvore, nunca tirando os olhos da rea onde as rvores ficaram mais 
finas. Will tinha at levantado seu p direito quando percebeu uma movimentao rpida e parou completamente. Esperando, p ainda levantado, olhos cuidando das rvores 
cinza, esperando para ver se haveria outra movimentao. Ento ele os viu. E depois que os viu, ficou imaginando como no havia os visto antes. Tinha que admitir, 
no entanto que o fraco prpura das capas misturava-se bem ao ambiente sombrio da floresta.

Ele sorriu sombriamente. Foi o movimento que os traiu. Mova-se e quase certamente sers visto. Halt o disse certa vez quando treinavam. Voc tinha razo, Halt. disse 
silenciosamente. Como esperava, os dois assassinos estavam agachados atrs de um tronco de rvore morto. Aumentaram a altura do tronco adicionando uma pilha de galhos 
mortos, criando uma barreira maior, mas que ainda passaria despercebida. Ambos os homens tinham suas bestas apoiadas no topo da barreira. Eles estavam de lado para 
Will, ambos olhando fixamente num ponto a uns 30 metros de onde estavam. Will seguiu a linha de viso deles, mas no conseguiu enxergar nada. Possivelmente foi onde 
eles avistaram Halt, e onde ele se escondeu, pensou ele. Ouviu um som - um corpo movendo-se rapidamente, seguido do barulho de galhos se quebrando. Parecia vir do 
lugar que eles estavam olhando e um deles chegou a se levantar um pouco sobre a barreira, sua besta pronta e procurando um alvo. As rvores serviam como um escudo 
entre ele e os Genoveses. Estava mais longe deles do que gostaria de estar. Se tivesse que atirar uma flecha, provavelmente a flecha acertaria uma de dzias de galhos 
que estavam no caminho. Estimou que estivesse 60 metros distante do caminho principal, e que precisava chegar mais perto para ter um tiro certeiro. O que quer que 
tenha se movido momentos antes agora tinha capturado toda a ateno dos assassinos e, a no ser que Will pisasse em um galho, era praticamente impossvel que eles 
o vissem. Will tirou uma flecha da sua aljava e a preparou no arco e comeou seu caminho, silencioso como uma raposa, saindo da rvore que o protegia e em direo 
aos Genoveses. Cinco metros. Dez metros. Mais cinco metros. Ainda assim eles mantiveram toda sua ateno nas rvores do caminho principal. Se no estivessem prestando 
tanta ateno, provavelmente teriam o visto na viso perifrica. Will se aproximava em ngulo, no diretamente s costas deles, mas sabia que pela linguagem dos 
seus corpos eles tinham toda a ateno focada em outro lugar. Eram como dois ces de caa, seus corpos tremendo de excitao como quando sentem o cheiro de sua presa 
pela primeira vez. Mais um passo. Sinta o galho embaixo do p, use os dedos para mover o galho sem quebr-lo, verifique se seu p est em piso firme agora e somente 
depois, mova seu peso para o p em questo. Comece o processo novamente. As rvores no eram to densas agora e no serviam tanto como obstculo entre Will e os 
assassinos, em mais alguns passos ele estaria...

Halt se levantou. No houve aviso nenhum, em um momento, a floresta parecia vazia, e no momento seguinte, o Arqueiro de barba acinzentada apareceu do cho com seu 
arco pronto e uma flecha j preparada. Will escutou um grito de surpresa de um dos dois homens, viu Halt mudar sua posio levemente conforme o som revelou a posio 
do assassino. Ambas as bestas ergueramse um pouco e Will atirou sua flecha no homem que estava mais perto. Enquanto fazia isso escutou o barulho da corda do arco 
de Halt, seguido de perto pelo barulho da corda batendo no parador do arco. A primeira seta errou completamente o alvo. Tinha sido disparada pelo Genovs que Will 
tinha escolhido como alvo e no segundo antes dele apertar o gatilho, a flecha de Will o acertou, atirando-o de lado, em direo ao seu companheiro e fazendo-o perder 
a mira. A a flecha de Halt o acertou no peito e ele apertou o gatilho j morto, enquanto caa para trs. Um galho saindo de um tronco o segurou meio em p, estirado. 
Will xingou ao perceber que haviam feito um erro perigosamente amador. Ambos haviam escolhido o mesmo alvo, deixando um dos Genoveses ileso e parcialmente camuflado 
pelo seu companheiro morto. Viu a besta virar em sua direo agora. Atirou uma flecha a esmo, percebeu que errou e voltou a se esconder atrs da rvore. Ouviu Halt 
atirar novamente, sua flecha rebatendo em uma das rvores ao redor. Ento uma seta arrancou um pedao da rvore que Will usava pra se proteger, indo parar entre 
os galhos mortos no cho sem causar dano nenhum. Duas bestas, dois tiros`, Will pensou exultante, Agora ns pegamos ele`. Saindo de seu esconderijo pelo outro lado, 
Will ficou com a boca seca ao perceber o Genovs apontar outra besta na direo de Halt, ouviu o barulho da corda soltando. Halt o havia alertado que os assassinos 
poderiam ter mais de uma besta pronta para atirar e estava certo. Ento o corao de Will parou ao escutar o barulho mais aterrorizante que jamais havia escutado 
em sua curta vida: o grito de dor de Halt, seguido pelo barulho de seu arco caindo ao cho. Halt!`, gritou. Os assassinos completamente fora de seus pensamentos 
no momento. Procurou em vo, olhando na direo onde Halt havia aparecido, mas no havia sinal dele agora. Halt havia cado, havia sido atingido e cado. Ouviu um 
movimento sbito, virou-se e viu o Genovs desaparecer sob a proteo das rvores. No era mais visvel a no ser por um breve movimento prpura no meio dos troncos 
das rvores. Will atirou trs flechas na direo do movimento, ouvindo-as

acertar trs rvores. Ouviu ento o barulho de cascos de cavalo. Os assassinos logicamente haviam preparado uma rota de fuga, no havendo chance de alcan-lo agora. 
No havia necessidade de silncio ou camuflagem agora. Correu para o local onde vira Halt pela ltima vez, quebrando galhos e folhas ao longo do caminho, passando 
pelas malditas videiras quando elas apareciam na sua frente e tentavam impedir de seguir adiante. Seu corao bateu mais forte ao ver o Arqueiro no cho, sua capa 
manchada de sangue fresco, parecendo ter muito sangue. Halt!` Ele gritou sua voz falhando de medo. Est tudo bem?`.

23
Por um segundo, no houve resposta e uma terrvel escurido se apoderou do corao de Will. Ela foi dissipada assim que o Arqueiro barbudo virou-se para encar-lo, 
sua mo direita apertava seu antebrao esquerdo, detendo parcialmente o fluxo do sangramento. Halt deixou escapar uma careta de dor. Eu estou bem. ele disse atravs 
de seus dentes meio cerrados. Aquela maldita flecha apenas raspou no meu brao, mas di como um demnio. Will abaixou-se ao lado de seu mestre apoiando-se em um 
de seus joelhos, e, facilmente afastou a mo de Halt do ferimento. Deixe me dar uma olhada. ele disse. Primeiro afastou a mo de Halt, com certo medo de que pudesse 
sair um jato de sangue pulsante que lhe indicasse que uma artria principal houvesse sido cortada. Ele ficou aliviado a constatar que havia apenas um fluxo pequeno 
e constante de sangue. Tranqilamente ele pegou sua faca saxnica e cortou a manga da camisa do Arqueiro a certa distncia em volta do ferimento. Olhando por certo 
tempo, Will colocou a mo no kit de primeiro socorros que cada Arqueiro leva em seu cinto e puxou um pedao de tecido limpo, para assim limpar e ver a extenso dos 
danos causados pelo ferimento. Ele quase errou. Will disse. Um centmetro para a esquerda e ele teria realmente errado. Houve um corte superficial na pele do antebrao 
 tinha quatro centmetros de comprimento, mas no era profundo o suficiente para cortar msculos ou tendes. Will destampou o cantil de Halt e lavou a ferida com 
gua, limpando o ferimento com a ajuda do tecido limpo. O sangue foi limpo momentaneamente, mas logo depois comeou a jorrar novamente. Will deu os ombros. Ao menos 
a ferida estava limpa. Ele passou um pouco de pomada, pegou uma roupa de campo da mochila e colocou sobre o ferimento de Halt. Voc arruinou minha jaqueta. Disse 
Halt em tom acusador olhando os rasgos na manga que caiam por qualquer um dos lados de seu brao. Will soltou um sorriso, aquela voz mal-humorada com aquele tom 
queixoso o tranqilizara mais que qualquer outra coisa era um sinal de que o Arqueiro s estava ligeiramente ferido. Voc poder costur-la hoje  noite. Disse a 
Halt.

Halt bufou indignado Eu estou ferido. Voc pode costurar isso para mim depois. Em seguida adicionou em um tom mais srio Bem isto fica para outra hora. Ouo um cavalo. 
Will puxou seu brao direito ajudando-o com os ps, embora isso no fosse realmente necessrio. Halt havia sido ferido levemente, mas o Arqueiro mais velho reconheceu 
a preocupao de me que Will teve aps ver seu professor ser atingido, e aceitou a ajuda sem resistir. Pela mesma razo ele deixou Will retirar seu arco longo e 
entreg-lo a ele. Sim. Will disse, j respondendo uma pergunta. Parece que eles amarraram seus cavalos nas rvores mais atrs Eu atirei em um deles, mas errei. Sinto 
muito Halt. Ele estava abatido, sentindo que deixaria seu mentor desanimado. Halt afagou-o no ombro. No poderia ter ajudado. ele disse. A preciso nesta floresta 
 impossvel, muitas rvores e galhos no caminho. Ns cometemos um erro. Disse Will, e quando Halt levantou a sobrancelha em uma pergunta silenciosa, ele continuou. 
Ns dois atiramos no mesmo homem, isso deixou claro que o outro homem ia atirar em voc. Halt encolheu os ombros Isso no poderia ser previsto. Eu sempre te digo 
que alguma coisa sempre d errado em uma luta. Sempre h algo que voc no pode planejar. Suponho que sim.  justo... Will parou, incapaz de articular seus pensamentos. 
Ele sentia de alguma forma que poderia ter feito melhor, que poderia ter livrado Halt da dor desta ferida  e do fato dele ter chegado to perto da morte. Halt colocou 
uma mo em seu ombro e o sacudiu levemente. No se preocupe com isso, olhe o resultado. Um deles est morto e tudo que temos para mostrar  um arranho no meu brao. 
Eu acho muito razovel se considerar que eles comearam com todas as vantagens. Voc no acha?. Will no disse nada. Ele estava imaginando Halt deitado no cho da 
floresta com uma flecha de besta enterrada no peito, os olhos olhando vazios por entre os ramos austeros acima da sua cabea. Halt o sacudiu novamente com um pouco 
mais de vigor. No ? Perguntou Halt permitindo que um sorriso cansado aparecesse em seu rosto. Suponho que sim. Ele concordou.

Halt balanou a cabea satisfeito, embora secretamente, ele desejasse ter matado ou capturado o segundo Genovs tambm. Sua tarefa seria certamente mais fcil se 
esse fosse o caso. Vamos voltar e encontrar Horace, provavelmente ele est enlouquecendo pensando o que aconteceu a ns.

Horace estava rendido de fato. Ele havia montado um pequeno acampamento, mas tinha acabado de sentar para relaxar nele. Ele passeou tanto para cima e para baixo, 
esperando um sinal de seus amigos que formou um sulco na grama alta. Os trs cavalos estavam menos interessados, comendo a grama em volta do local. Naturalmente 
os Arqueiros avistaram Horace antes de ele os perceber. Mesmo se aproximando de um acampamento amigo, os Arqueiros se movimentavam discretamente, se camuflando com 
o fundo da paisagem. Will deu um assovio. Puxo levantou sua cabea, eriou as orelhas e relinchou em resposta. Horace os viu e correu atravs da grama para encontr-los. 
Parou a alguns metros, vendo a manga rasgada e o curativo no antebrao de Halt. Est tudo.... Halt levantou a mo para tranqiliz-lo Eu estou bem. Nada alm de 
um arranho. Literalmente Disse Will que, aps o choque e medo de ver seu mestre ferido, se deu ao luxo de brincar com a situao. Halt olhou de soslaio para ele. 
Isso foi um pouco rude. disse ele  realmente muito doloroso. O que aconteceu? interrompeu Horace, sentindo que poderia ocorrer uma longa troca de brincadeiras nas 
quais os Arqueiros mostram afeio. Vocs os pegaram?. Um deles. Disse Will com seu sorriso desaparecendo O outro fugiu. S um? Disse Horace antes que pudesse se 
controlar. Ele no estava acostumado com sucesso parcial vindo dos Arqueiros, ento ele observou a expresso dos dois e percebeu que sua indagao poderia ter soado 
indelicada. Quero dizer, emendou rapidamente Excelente, muito bom. Ele fez uma pausa constrangedora, esperando por uma resposta sarcstica, mas surpreendeu-se quando 
ela no veio.

A verdade era que tanto Halt quanto Will concordavam evidentemente com o sentimento que Horace expressou. Ambos desejavam ter tido um resultado melhor, e mesmo o 
pensamento no sendo to forte, o sentimento deles era de um trabalho feito pela metade. Horace fitou-os por um segundo ou dois, perplexo com a falta de reao deles, 
ento decidiu cham-los para perto do acampamento, onde havia um pequeno fogo queimando. Sentem-se. disse ele Vou fazer um caf e vocs me contam o que aconteceu. 
Eles contaram brevemente os acontecimentos dentro da floresta fechada. Nenhum deles mencionou o medo causado por um inimigo invisvel, sabendo que o primeiro sinal 
dele poderia ser um claro de setas de bestas vindo em sua direo. Will tambm omitiu os momentos de agonia que passou se livrando dos espinhos de um arbusto. E 
percebeu que um atraso de mais alguns segundos fazendo isso, e ele no teria chegado a tempo de salvar Halt da primeira seta. Ele afastou esses pensamentos, era 
o tipo de detalhes que no merecia ponderao. Ento o que faremos agora? Disse Horace, sentado em volta do fogo pequeno com suas pernas cruzadas e bebendo caf. 
Vocs acham que o sobrevivente poder criar outras emboscadas?. Horace e Will olhavam para Halt enquanto o mesmo analisava a questo. Eu duvido. disse ele aps certo 
tempo Genoveses so mercenrios, lutam apenas por dinheiro e no por qualquer razo ou motivo que esteja  parte do compromisso, e o nosso amigo sabe que agora as 
vantagens so nossas. Se ele nos espera pode pegar um de ns, mas as chances so de que outro de ns v peg-lo, e isso  um mau negcio. Ele poderia servir aos 
propsitos de Tennyson, mas duvido que conseguiria convencer nosso amigo roxo a servir uma causa forasteira`. Ele olhou para o oeste, o sol j estava abaixo das 
copas das rvores mortas, a noite no demoraria a cair sobre eles. Vamos acampar aqui esta noite. Declarou ele. E amanh? Perguntou Will. Halt virou-se e alcanou 
seu alforje. Ele sentiu um extremo desconforto ao esticar o seu brao esquerdo para peg-lo. A ferida estava seca e endurecida e o sangue agora marcava o novo curativo. 
Horace se levantou rpido e pegou o alforje para ele.

Obrigado Horace. Disse ele. Ele tirou seu mapa de dentro do alforje e o estendeu. Pena que o mapa no indica esta floresta morta. Disse Will. Halt concordou. Ser 
depois daqui. Disse ele. O mapa indica que estamos na floresta de Ethelsten, no menciona todas as rvores mortas, mas deve mostrar algo de importante para ns. 
Will virou o mapa para ver mais claramente e Horace se ajoelhou atrs de Halt olhando por cima do ombro do mesmo. Eu no acho que nosso amigo esteja a nossa espera 
novamente, mas eu posso estar errado. E Eu estava errado so as ltimas palavras de muitos viajantes descuidados, ento no pretendo segui-lo cegamente nesta floresta 
novamente. Ns iremos mais adiante at aqui  um quilmetro a oeste ou mais- e seguiremos de l o nosso caminho. Como vamos pegar a trilha deles novamente? Will 
perguntou Eles podem ter pegado qualquer direo j que esto dentro da floresta. Poderiam ter pegado. Disse Halt Mas qualquer que seja a direo que tomem estaro 
cercados pelo mesmo rio que causou todo este problema.Ele indicava as ramificaes cinza, fantasmagricas nas sombras da noite. No importa a direo que tomem, 
eles tero de atravess-lo, e s existe um per num raio de 15 quilmetros.  para l que esto indo.  verdade. Disse Horace. No imagino Tennyson estando to ansioso 
a ponto de atravessar a nado um rio to profundo que deixe suas roupas molhadas. Ele  realmente um homem que adora o seu prprio conforto, no ? Disse Halt secamente. 
Mas h outras razes para irmos um pouco pelo oeste antes de entrar na floresta novamente. Alm de nos livrarmos de quaisquer armadilhas preparadas por aquele assassino 
roxo, iremos contornar por fora para chegar ao per. Onde devemos pegar seus rastros novamente. disse Will com satisfao. Com alguma sorte. concordou Halt, enrolando 
o mapa e guardando-o em seu alforje. Eu acho que houve uma mudana de sorte para o nosso lado, e o outro lado foi jogado aos lees. Exceto para aquele que est na 
floresta. Disse Will

Halt assentiu Sim, exceto para ele. Acho que estou sendo mal agradecido. Ns j tivemos nossa cota de boa sorte por hoje. A ironia se mostrou sob a luz da manh 
seguinte.

24
O dia comeou normal o suficiente. Os trs viajantes acordaram cedo. Ia ser um dia de longa caminhada ento comeram um substancial caf da manh, arrumaram o campo 
e cavalgaram para o oeste pela grama ao redor da margem da floresta. Depois de muitos quilmetros, Halt descobriu uma apertada passagem entre as arvores, puxou Abelard 
para o sul e liderou o caminho adentro da floresta. Will e Halt estavam acostumados com a sensao sepulcral do cinza e das formas sem vida ao seu redor. Horace, 
por outro lado, estava um pouco temeroso pela redondeza. Seus olhos iam de lado a lado tentando perfurar a paisagem de troncos mortos. Como vocs conseguiram ver 
algum nessa confuso? ele perguntou. Os dois Arqueiros sorriram para ele. Isso no foi. fcil Will disse. A cor montona das rvores tendem a destruir qualquer 
senso de perspectiva, como ele notou um dia antes. Gilan fez muito bem em acertar a primeira. Halt disse distraidamente Will olhou para ele com uma pequena careta. 
Gilan?. Halt olhou para ele curioso O que tem ele? ele perguntou, com a cara limpa. Voc disse, Gilan fez muito bem em acertar a primeira. Horace explicou. Agora 
era vez de Halt fazer careta. No eu no disse. ele disse. Ento adicionou Eu disse?. A expresso nos rostos dos seus dois companheiros disse a ele que ele disse 
Gilan. Balanou a cabea e deu uma pequena risada. Eu queria dizer voc Will. ele disse Desculpa, Will. Voc sabe que estou sempre confundindo vocs dois. No importa 
disse Will. Mas enquanto eles continuaram, ele sentiu uma pintada de preocupao na sua mente. Ele nunca viu Halt confundir ele com Gilan. Ele olhou de leve para 
Horace, mas o grande guerreiro estava satisfeito com a explicao.

Ento ele deixou passar. Houve poucas oportunidades para discutir isso enquanto eles atravessavam a floresta. Halt liderava uma fila nica de 5 metros de intervalos 
entre eles, s para prevenir caso o Genovs vivo tenha descoberto o caminho que eles estavam pegando e tenha colocado outras armadilhas. Dessa vez sentindo simpatia 
por Horace, Will assumiu a retaguarda, regulamente checando a trilha por trs deles por qualquer sinal de perseguio. Todos os trs deram sinais de satisfao quando 
eles finalmente saram da floresta afogada.  frente deles estava um gramado, e, assim que eles chegaram ao topo de uma pequena cordilheira no final da floresta, 
os troncos mortos de rvores estavam ao redor do rio atrs deles. Estou feliz em estar fora dessa floresta. disse Horace. Halt sorriu para ele Sim, no podia parar 
de pensar aqueles malditos Genoveses teriam algo pronto para ns. De novo Will fez uma careta. Aqueles Genoveses? Quantos voc acha que eles so?. Halt olhou para 
ele em um momento de pequena confuso. Dois. ele disse. Ento balanou a cabea No, apenas um  claro. Voc pegou o outro, no pegou?. Ns dois o pegamos. Will 
relembrou e Halt olhou vazio por um momento, ento assentiu, como se tivesse lembrado. Claro; ele parou, fez uma careta e disse Eu disse dois?. Sim. disse Will. 
Halt deu uma pequena risada e balanou a cabea, como quem quer se para limpar a mente. Devo est ficando muito distrado disse alegremente. Agora era vez de Will 
fazer careta, ele comeou a sentir que alguma coisa estava muito errada. Halt normalmente no  to afvel. E ele definitivamente no estava distrado. Ele falou 
tentativamente agora, sem querer ofender seu professor. Halt? Tem certeza de que voc est bem?.

Claro que estou. disse Halt com um trao de aspereza Agora vamos achar aquela passagem. Ele tocou Abelard com os calcanhares e saiu  frente, cortando a conversa. 
Enquanto ele cavalgava, Will notou que ele estava coando seu brao ferido. Seu brao est bem? Ele chamou. Halt imediatamente parou de coar. Est bom ele respondeu 
rapidamente, num tom que quebrou qualquer chance de conversar sobre aquilo. Atrs dele cavalgando lado a lado Will e Horace olharam confusos um para o outro. Ento 
Horace deixou para l. No era a primeira vez que a maneira de Halt agir o deixava confuso. Ele estava acostumado com o imprevisvel jeito do velho Arqueiro. Will 
estava menos inclinado a esquecer a questo, mas hesitou em dizer algo para Horace sobre sua crescente preocupao - em parte porque no estava muito certo sobre 
o que estava preocupado. Eles acharam a passagem, um lugar onde o rio alargava ento a rpida gua corrente desacelerava um pouco e se separava formando alguns pequenos 
bancos. Halt cavalgou a frente at Abelard estar com os ps embaixo d`gua. Ele se inclinou para o lado e olhou para a gua limpa atrs e a frente dele. Areia limpa 
no fundo pelo jeito. ele disse Parece estar firme o bastante.Ele mexeu Abelard para frente andando no centro do rio. A gua crescia devagar at os joelhos do cavalo 
enquanto eles moviam a frente, ento chegou  sua profundidade mxima. Venham. ele chamou Will e Horace e eles andaram pela gua depois dele. Quando chegaram ao 
mesmo nvel que ele, eles diminuram a velocidade e prosseguiram, checando o fundo com cuidado enquanto iam. Deixavam ir alguns metros  frente ento seguiam, mantendo 
uma distncia atrs dele em caso de um buraco inesperado. Mas no havia nenhum e o nvel da gua comeou a cair de novo depois que passaram pelo meio. Alguns minutos 
depois eles passaram por um banco de areia grande. Ora, ora o que vemos aqui? Halt perguntou. Ele estava apontando para o banco que emergia gentilmente acima da 
gua. A terra estava lamacenta e foi pesadamente atravessada recentemente. Havia mltiplos sinais saindo do banco de areia. Will desmontou e ajoelhou-se para estudar 
as pistas, ele achou vrios sinais similares entre eles, assim notando que a maioria do bando ainda estava a p. So eles disse Will, olhando para Halt. O Arqueiro 
de barba cinzenta assentiu e olhou para o horizonte. Ainda esto indo para o sul? ele disse.

Ainda esto indo para o sul. disse Will. Halt trabalhou a informao por alguns segundos ento afagou sua barba. Talvez devssemos acampar aqui  noite. Will olhou 
afiadamente para ele, no tendo certeza se escutara corretamente. Acampar? ele disse, sua voz subindo de tom. Halt,  quase meio dia. Ainda temos horas de luz!. 
O Arqueiro pareceu absorver a informao e assentiu. Certo. Vamos continuar ento. Lidere o caminho. Halt parecia vago, Will pensou enquanto subia na sela de Puxo. 
Ele assentia de tempo a tempo como se houvesse muita informao na mente. E enquanto assentia, ele sussurrava para si mesmo, num tom to baixo que Will no compreendia 
as palavras. A pequena preocupao que Will sentia mais cedo era agora uma ampla faixa de preocupao. Com certeza havia algo de errado com seu mestre. Em todos 
esses anos que eles estiveram juntos Will nunca havia visto ele to... ele procurou a palavra certa e achou... desconectado do mundo a sua volta. Eles atravessaram 
as rvores que percorriam o rio e agora estavam atravessando um terreno aberto - um amplo gramado com poucas rvores e arbustos. Eles saram do clima grosseiro e 
spero do pas atrs deles e a terra agora era mais macia e gentil.  distncia, Will podia ver uma linha escura que marcava o comeo de um vale. Ele estimou que 
estivessem a pelo menos um dia de distncia ou talvez mais. O ar puro fazia distncias parecerem enganosas. Parece que eles esto indo para as colinas. ele disse. 
Isso faz sentido. Halt respondeu O mapa diz que h cavernas para l. E os Forasteiros adoram se esconder em lugares escuros. Acho que iremos em formao de combate.ele 
adicionou. Will olhou de leve para ele, mas a sugesto fazia sentido. O terreno aqui era aberto e o andar era fcil. No havia motivos para andarem juntos numa trilha. 
Formao de Combate significava que eles iriam cavalgar numa larga linha de frente, separados por trinta metros. Isso os tornava alvos difceis e possibilitava que 
cada um pudesse cobrir e ajudar o outro companheiro se necessrio.

Will foi com Puxo para esquerda enquanto Horace ia para direita. Halt ficou no meio e cavalgaram calmamente, numa estendida e longa linha por mais ou menos uma 
hora. Ento Halt assobiou e ps os punhos cerrados acima de sua cabea, era o sinal para de campo para juntem-se a mim`. Curioso, porque ele no havia visto nada 
que indicasse uma razo para eles andarem juntos novamente, Will trotou Puxo atravs do longo gramado at onde Halt estava sentado em Abelard. Horace chegou alguns 
momentos depois e Will esperou Horace chegar antes de perguntar a Halt. O que foi?. Halt olhou para ele confuso O que foi o que?. Os sinais de alarme estavam ainda 
mais altos no crebro de Will. Ele falou com pacincia e calma. Halt, voc nos colocou em formao de combate h uma hora ou mais e agora voc nos chama. O que aconteceu 
para voc mudar de idia?. Ah, isso! Um olhar compreenso apareceu no rosto de Halt quando ele percebeu o porqu da pergunta de Will. Eu s achei que ns poderamos 
cavalgar juntos por um tempo. Eu estava me sentindo um pouco... sozinho eu acho. Solitrio? Foi Horace que disse, sua voz em claro tom de descrena Halt, do que 
voc est...?`. Will fez um rpido gesto com a mo para Horace e o jovem guerreiro desistiu da pergunta. Will moveu Puxo para mais perto de Abelard e inclinou se 
para perto de Halt, olhando com cuidado sua face e seus olhos. Ele estava um pouco plido, pensou. Ele no conseguia ver os olhos direito. A sombra do capuz da capa 
de Halt os cobria. Abelard se movia nervosamente, dando pequenos passos. Ele soltou um ronco profundo do peito. No era pela proximidade de Will e Puxo, o jovem 
Arqueiro sabia. Abelard estava completamente acostumado com ambos. Ento ele percebeu que o cavalo sentiu algo de errado com Halt e estava nervoso com isso. Halt 
olhe para mim, por favor. Deixe- me ver seus olhos ele disse. Halt olhou para ele e moveu Abelard alguns passos para longe.

Meus olhos? No h nada de errado com meus olhos! E no fique to perto assim, voc est incomodando Abelard! Inconscientemente ele coou seu brao ferido. Como 
est o brao? Will perguntou, mantendo sua voz calma e despreocupada. Est bem. Halt gritou raivosamente para ele e de novo Abelard movia-se nervosamente.  porque 
voc est cutucando ele. Will disse num tom pacificador. Mas Halt j estava muito nervoso. Sim. Eu estava. Porque machuca. Deixe-se levar um tiro de arco algum dia 
desses e voc vai descobrir! Agora vamos jogar papo furado o dia inteiro sobre meus olhos e meu brao e preocupar meu cavalo? Fique parado, Abelard! ele gritou. 
A boca de Will despencou. Ele nunca, nunca em todo tempo que ele passou com Halt havia ouvido o Arqueiro levantar voz com Abelard. Arqueiros simplesmente no faziam 
isso. Halt. ele comeo, mas Halt interrompeu. Porque enquanto nos estamos desperdiando tempo aqui, Farrell e seus capangas esto indo cada vez mais longe!. Farrell? 
Dessa vez era vez de Horace estar totalmente preocupado Halt, estamos seguindo Tennyson, no Farrell. Farrell era o lder dos Forasteiros na Selsey Village!. Ele 
estava certo. Farrell liderava um grupo de Forasteiros e tentava atacar uma pequena isolada vila de pescadores na costa Oeste de Araluen. Foi esse evento que primeiro 
alertou Halt para os planos dos Forasteiros em Hibernia. Halt olhou para Horace. Eu sei disso! gritou. Voc acha que eu no sei disso? Voc acha que estou ficando 
louco?. Houve uma pausa. Nem Will nem Horace sabiam o que dizer a seguir. Halt balanou sua cabea com um olhar furioso para um e para outro, os desafiando. E ai? 
Voc acha? ele repetiu, quando ningum disse nada, ele bateu com fora os calcanhares em Abelard e partiu em um trotar lento.

Para o oeste. Will, o que est acontecendo? Horace perguntou enquanto Halt cavalgava para a direo errada. Eu no sei, mas  ruim isso eu posso dizer. Will respondeu. 
Moveu Puxo perseguindo Abelard, chamando seu mestre. Halt! Volte!. Horace seguiu incerto. O Arqueiro barbudo no se incomodou de virar para responder Will. Mas 
eles o ouviram chamando Venham logo, se vocs esto vindo! Ns estamos perdendo tempo e esses Temujai no podem est muito longe de ns agora!. Temujai? Horace disse 
a Will Os Temujai esto a mil quilmetros de distncia!. Will balanou sua cabea com tristeza, fazendo Puxo trotar mais rpido. No na mente dele. ele disse asperamente. 
Ele entendeu agora. Alguma coisa fez Halt perder todos os sentidos da situao e do tempo. Ele estava vendo inimigos e eventos passados dos meses ou anos antes. 
Halt! Espere-me! ele chamou. Ento, de repente, ele colocou Puxo a um galope completo enquanto seu mestre levantava os braos e deixou sair um grito enquanto batia 
no cho ao lado de um alarmado e preocupado Abelard. E ficou l sem se mover.

25
Halt! Will gritou angustiado enquanto ele forava Puxo a um galope completo. Chegando at a figura parada no longo gramado, se jogou da cela e ajoelhou se ao lado 
dele. Abelard se movia nervosamente ao lado de seu mestre com cabea baixa tentando empurrar ele com seu focinho, procurando por sinal de vida. O pequeno cavalo 
relinchava constantemente, mais havia um tom de ansiedade no som  Um tom que Will nunca escutou antes. Calma Abelard. ele disse calmamente. Ele sinalizou com as 
costas da mo para o cavalo se afastar. Afaste-se garoto. O cavalo no estava fazendo nenhum bem a Halt se movendo e empurrando, s iria atrapalhar. Relutante, Abelard 
afastou-se poucos passos. Normalmente ele s responderia a Halt, mas ele era inteligente o suficiente para reconhecer que seu mestre estava incapacitado e que Will 
era o prximo na linha de comando. Tranqilizado pelo tom calmo na voz de Will, ele parou de fazer os pequenos barulhos e ficou parado. Ele manteve levantado suas 
orelhas e os seus olhos em Halt. Halt estava com a face para baixo e gentilmente Will o virou e retirou o manto de sua face. Seus olhos estavam fechados e sua face 
estava mortalmente plida. Ele no parecia estar respirando e Will sentiu uma repentina onda de terror passar por ele. Halt estava morto? No podia ser! Era impossvel. 
Ele no poderia imaginar um mundo sem Halt. Ento a figura parada estremeceu e recomeou a respirar e Will sentiu um grande alvio passar por ele. Horace chegou, 
descendo da sela e ajoelhando se no outro lado do Arqueiro cado. A preocupao era bvia em sua face. Ele est... Ele hesitou. Will balanou a cabea. Ele est 
vivo, mais inconsciente. Halt deixou entrar outra respirada estremecida que parecia mexer seu corpo todo. Ento sua respirao acalmou um pouco. Mas ele estava respirando 
foradamente, e s algumas breves respiradas. Ento  por isso, Will percebeu, ele estava respirando daquele jeito estranho que o estremecia, porque ele precisava 
de oxignio extra nos seus pulmes.

Rapidamente Will retirou sua capa e a dobrou para formar uma pequena almofada. Levante a cabea dele. Disse para Horace. O guerreiro gentilmente levantou a cabea 
de Halt e Will colocou a capa dobrada embaixo. Horace abaixou a cabea na capa. Ele estudou a figura parada do Arqueiro, com seu senso de inutilidade a mostra em 
sua face. Will. ele disse, O que faremos? O que aconteceu com ele?. Will balanou a cabea, ento inclinou se para frente e gentilmente levantou uma das plpebras 
de Halt. No houve nenhuma reao do inconsciente Arqueiro. Mas Will notou que sua pupila estava dilatada mesmo o dia ainda estando relativamente claro. Ele sabia 
que era uma reao automtica a pupila se retrair um pouco quando exposta a uma luz inesperada. Aparentemente, o sistema de Halt no estava reagindo aos estmulos 
comuns. E ento? Horace perguntou. Ele esperava que Will j tivesse alguma idia sobre qual seria o problema. De novo Will balanou a cabea. Eu no sei ele disse. 
Ele deixou o olho se fechar de novo. Ele colocou um dedo na garganta de Halt, sentindo o pulso na grande artria ali. Estava oscilante e irregular, mas pelo menos 
ainda estava ali. Sentou-se e comeou a pensar sobre a situao. Todos os Arqueiros eram treinados para administrar um tratamento mdico bsico, no caso de um colega 
estar ferido. Mas isso estava alm de bandagem e costura. No era um ferimento que ele poderia isolar e... Um ferimento! No momento que ele pensou ele se lembrou 
que Halt estava constantemente tocando e coando seu ferimento no antebrao. Ele afastou a manga de Halt at a linha que ele havia costurado noite passada e rasgou 
a costura deixando a manga cair do brao de Halt. A atadura ainda estava no lugar. Uma pequena mancha mostrava de onde o sangue saia antes do sangramento parar. 
Ele se inclinou para frente e cheirou o ferimento, recolhendo-se rapidamente com uma exclamao de nojo. O que foi? Horace perguntou rapidamente. Seu brao. Est 
cheirando a podre. Eu acho que  aqui que o problema mora. Mentalmente ele se repreendeu. Ele devia ter pensado nisso antes. Ento deixou passar o momento de crtica. 
A ferida parecia comum. No teria motivos para suspeitar de uma ligao com o comportamento de Halt. Sacou sua faca e espetou a ponta afiada no final da atadura. 
Abelard gemeu um aviso.

Est tudo bem Abelard. ele disse, sem tirar os olhos da tarefa. Calma garoto, calma. Puxo moveu-se para perto do seu companheiro oferecendo conforto e suporte para 
Abelard. Ele relinchou gentilmente como se estivesse afirmando a Abelard que Will tinha a situao sobre controle. Will queria ter a mesma confiana em si mesmo. 
Ele cortou o curativo e levantou-o para longe do brao de Halt. O curativo saiu facilmente, mas onde o corte ainda estava aberto, ele parecia ter colado. Isso o 
deixou curioso. Ele no achou que teria sangue o suficiente para o ferimento secar deixando o curativo preso assim. Ele estava relutante em simplesmente rasgar o 
curativo dali. Ele no saberia quanto mais dano aquilo poderia causar. Ele levantou uma mo para Horace. Pegue um cantil para mim. ele disse e o alto jovem correu 
para pegar o cantil que estava amarrado  sela de Kicker. Abelard estava mais prximo, mas em seu estado de nervosismo Horace no tinha certeza de como ele reagiria 
se ele chegasse perto. Ele deu o cantil para Will, que comeou a derramar gua cuidadosamente no curativo, fazendo-o ficar encharcado para descolar de qualquer que 
seja o que estava colando o curativo ali. Depois de mais ou menos um minuto, ele comeou a puxar gentilmente a ponta e sentiu que estava descolando. Halt se moveu, 
resmungando quieto. Abelard reclamou. Calma. Will disse gentilmente, Calma ai.Ele no tinha certeza se as palavras eram para Abelard ou Halt. Ele decidiu que estava 
falando com os dois. Horace ficou de joelhos de novo com os olhos abertos e fascinados enquanto assistia seu amigo trabalhar no curativo que estava preso. Levou 
vrios minutos encharcando e enxugando e gentilmente retirando o tecido, mas eventualmente eles limparam a ferida e puderam ver o problema que estavam enfrentando. 
Oh meu deus! Horace disse. O terror na sua voz era bvio. Will fez um som estranho sair de sua garganta e por um momento virou os olhos para longe da terrvel viso 
do antebrao de Halt. O corte em si, que ele esperava que j estivesse seco e fechado ainda estava sangrando. A carne em torno estava revestida com uma massa de 
pus sem cor. O cheiro de podre que Will notou antes agora estava evidente. Os dois jovens instintivamente recolheramse. Mas talvez o pior de tudo fosse a pele em 
volta do resto do brao. Estava inchado a quase o dobro do tamanho normal. Isso explica Halt coando e tocando seu brao o dia inteiro, Will pensou. Todo o antebrao 
inchado estava sem cor. Um amarelo doentio estava ao redor do machucado que ia criando um tom azul-preto com partes de vermelho vivo. Ele tocou o antebrao de Halt 
gentilmente com um dedo. A pele estava quente ao toque. Como isso aconteceu? Voc limpou e enfaixou a ferida quase imediatamente! Horace disse chocado, em voz baixa. 
Ele e Will j viram vrias batalhas e ferimentos nos ltimos anos. Mas nunca algo parecido com isso. Nenhum deles nunca vira uma infeco nesse nvel. Ainda mais 
em uma ferida limpa e tratada em to pouco tempo.

A face de Will estava severa enquanto ele examinava o machucado. Halt se movia constantemente, gemendo e tentando tocar na ferida. Will o parou gentilmente, forando 
seu brao livre para baixo. Devia ter alguma coisa no dardo daquela besta. ele disse finalmente, ento Horace olhou para ele no compreendendo. Alguma coisa?. Veneno. 
Will disse brevemente. Ele sentiu a falta de esperana e incerteza crescer dentro de si de novo. Ele no tinha menor idia do que deveria fazer agora. Nenhuma idia 
de como tratar esse terrvel ferimento. Nenhuma idia de como contra-atacar o veneno  ele tinha certeza de que era veneno. Ele sentiu a falta de esperana sendo 
submersa pela onda de pnico. Halt poderia perder seu brao ou pior, ele poderia morrer aqui, a milhas de qualquer lugar. E tudo por que Will, seu confiante protegido, 
o famoso Will Treaty, renomado entre o reino de Araluen pelo seu pensamento rpido e decisivo, no tinha a menor idia do que fazer. Ele tocou de novo o ferimento 
no brao e percebeu que sua mo estava tremendo. Tremendo de medo, pnico e o sentimento de ser intil. Ele tinha que fazer alguma coisa. Tentar alguma coisa. Mas 
o que? De novo ele se viu encurralado pela resposta inevitvel. Ele no sabia o que fazer. Halt podia estar morrendo e ele no sabia como ajud-lo. Voc tem alguma 
idia do que  isso? Quer dizer, o veneno? perguntou Horace. Seu olhar horrorizado fixo no brao de Halt. Horace era um guerreiro que enfrentava seu inimigo em um 
combate justo. Qualquer idia de veneno era um enigma para ele. No! Eu no tenho a menor idia do que  isso! Will gritou com ele. O que eu sei sobre venenos? Eu
sou um Arqueiro, no um curandeiro! O pnico estava ameaando tomar conta dele agora e seus olhos estavam cheio de lgrimas. Ele foi  direo de Halt de novo, pausou
incerto, ento afastou sua mo. Qual era o sentido de tocar nele? Ou gritar e chorar nele? Ele precisava de cuidado e um tratamento profissional. Talvez incomodado
com o som da voz de Will, Halt tossiu e murmurou algo incompreensvel. Talvez devssemos limpar o ferimento? Horace disse. Parecia lgico que Halt poderia se sentir 
melhor sem todo aquele lquido nojento em seu brao. E gua limpa poderia ajudar o inchao na sua pele descolorida. Com um gigantesco esforo, Will tomou controle 
dele mesmo. Horace como sempre fazia foi direto ao corao da questo. Quando o todo resto falhar, volte aos princpios bsicos. O tratamento bsico para um ferimento 
era limp-lo. Para remover o mximo de sujeira e veneno possvel. Isso ele poderia fazer por Halt. Agora que ele tinha um caminho para seguir e agir, ele sentiu 
o pnico retrocedendo. Ele olhou para sua mo e viu que tinha parado de tremer.

Obrigado Horace, boa idia. Ele olhou para cima e deu um sorriso triste para seu amigo. Voc poderia comear uma fogueira? Eu vou precisar de gua fervente para 
esterilizar os panos e limpar seu brao. Horace assentiu e ficou de p. Vou montar acampamento. ele disse. Acho que vamos ficar por aqui por um tempo. Acho que sim. 
disse Will. Enquanto Horace se movia e comeava a juntar pedras para a fogueira, Will notou outro par de olhos olhando para ele. Ele olhou para cima e l estava 
Abelard, sua cabea se movendo de lado a lado. Ele deixou sair um gemido quando Will olhou para ele. No chore. Will disse a ele. Ele vai ficar bem. Ele tentou botar 
o mximo de convico possvel nas palavras. Ele desejou acreditar em si mesmo. Uma vez que o fogo estava alto e a gua fervendo, Will comeou a tarefa de limpeza. 
Ele encharcou as ataduras na gua fervente e ento, esperando esfriar um pouco, ele a usou para retirar o pus ao redor da ferida. Enquanto trabalhava, limpando o 
mais gentilmente possvel, ele foi recompensado pelo sinal de sangue limpo e fresco saindo da ferida. Ele pensou que isso seria uma coisa boa. Ele se lembrou de 
ter escutado em algum lugar que sangue fresco limpava o ferimento. Pelo menos no apareceu mais pus. Ele esfregou gentilmente a ferida com as ataduras limpas at 
que o sangramento parasse. Ento ele aplicou um pouco da pomada contra dor que todos os Arqueiros carregavam no seu kit de primeiros socorros. Era altamente efetiva, 
ele sabia, mas ele sempre se sentia pouco confortvel usando. Era derivada da droga erva do calor e o aroma trazia ms recordaes para ele. Pelo menos agora que 
limpara o ferimento, o cheiro de putrefao e podrido havia desaparecido. Isso deve ser um bom sinal tambm. ele pensou. Ele decidiu no enfaixar a ferida novamente. 
As ataduras poderiam conter restos do veneno, ele pensou, em vez disso ensopou um pano na gua fervente e esperou esfriar um pouco, colocou em cima do ferimento, 
cobrindo-o, se necessrio ele prenderia o pano com uma pequena atadura. Ele molhou mais pano em gua fria e ento a colocou em cima do brao de Halt que antes parecia 
estar muito quente. Isso  tudo que podemos fazer por enquanto. Ele disse Voc parece ter feito muito. Halt respondeu. Sua voz estava fraca, mas seus olhos estavam 
abertos e a cor estava voltando a sua face. Quer fosse o efeito da limpeza, da erva ou apenas coincidncia, ele recuperou a conscincia. Desta vez Will no pode 
parar as lgrimas que caram de seus olhos e correram livremente entre suas bochechas.

Halt estava vivo e parecia estar melhorando.

26

Depois que Horace montou o acampamento, estendeu o cobertor de Halt e o deitou cuidadosamente sobre ele. De incio, ele protestou acenando que queria tentar ficar 
de p. Mas sua fora falhou antes mesmo de conseguir se sentar. No momento em que se deitava novamente, Will viu um rpido flash de medo em seus olhos. Talvez seja 
melhor vocs me carregarem, ele falou e eles obedeceram. Horace colocou uma de suas tendas como cobertura, para proteger Halt do sol. Will olhou ao redor, estudando 
o cu e as condies do tempo. Parece que esta noite ser agradvel, disse. Vamos deix-lo aqui fora. O ar fresco far muito bem a ele. Estava apenas presumindo, 
ele sabia. Porm, estava convencido de que o interior de uma pequena tenda abafada no seria um bom lugar para se estar nas prximas horas. Will estava consciente 
de que a ferida de Halt ainda exalava um pequeno odor de infeco, embora nem de longe fosse to forte quanto antes. Poderia muito bem tornarse insuportvel, se 
Halt ficasse confinado dentro de uma pequena barraca feita para um homem apenas. To logo o moveram, Halt perdeu a conscincia novamente. Ele resmungou e caiu no 
sono. Mas agora pelo menos, sua respirao parecia mais regular. Will se debruou ao lado dele, vigiando-o como um falco. Nesse momento, Horace colocou a mo em 
seu ombro. Eu vou ficar com ele por enquanto. Voc precisa descansar. Mas Will balanou negativamente a cabea. Eu estou bem. Vou ficar aqui. Horace acabou concordando. 
Entendia como seu amigo se sentia. Avise-me quando precisar de uma pausa. Will grunhiu em resposta, assim que Horace ocupou-se em fazer uma sopa rala com suas provises. 
Ele pensou que poderia dar a Halt quando este acordasse novamente. Sopa era timo para homens feridos, ele sabia. Manteve aquecida na beira do fogo, enquanto Will 
e ele faziam uma refeio simples, acompanhada por po achatado, um pouco de carne fria e os picles que haviam levado. Ele ofereceu um prato a Will, que ainda estava 
sentado olhando seu professor. O jovem Arqueiro pegou o prato e olhou para cima. Obrigado Horace, disse brevemente. Ento seus olhos se voltaram para Halt e comeou 
a comer sua refeio mecanicamente. Perto do por do sol, Halt abriu os olhos novamente. Por um momento ou dois, ele olhou em volta perplexo, enquanto tentava recordar 
o que tinha acontecido, porque estava deitado aqui, com Will cochilando encolhido em sua capa ao seu lado. Em seguida caiu em si. Olhou vagamente para o brao enfaixado. 
Ele podia ver a carne inchada e descolorida, sentiu tambm um calor pulsante percorrendo seu brao. Uma mo gelada apertou seu corao, percebendo o que tinha acontecido.

Ele soltou um fraco som, vindo do fundo de sua garganta e Will levantou imediatamente sua cabea, plenamente desperto. Halt! ele disse com um evidente alvio em 
sua voz. O Arqueiro mais velho fez um pequeno gesto com a mo direita. A uma curta distncia, as orelhas de Abelard levantaram e ele soltou um breve relincho, aproximando-se 
da figura reclinada. O pequeno cavalo no tinha ficado mais do que poucos metros longe de seu dono nas ltimas trs horas. Halt sorriu fracamente para ele. Hei velho 
amigo, disse ele. Andou preocupado comigo, no foi?. Abelard moveu-se para frente, inclinando a cabea para baixo e acariciou a bochecha dele. Halt disse algumas 
palavras para ele, falando em gauls, como sempre fazia quando estava confidenciando algo a Abelard. Will, assistindo esta simples interao entre eles, percebeu 
o profundo vnculo que compartilhavam, seus olhos se enchendo de lgrimas mais uma vez. Mas desta vez, eram de alvio. Finalmente, Halt apontou gentilmente com seu 
brao bom, para que Abelard se afastasse. Pode ir garoto. Will e eu precisamos conversar um pouco. O cavalo recuou alguns passos. Mas suas orelhas ainda estavam 
em p e ele ainda estava atento a qualquer movimento ou rudo que Halt pudesse fazer. Will se aproximou e pegou a mo boa de Halt. O aperto em retorno foi surpreendentemente 
to fraco que ele ficou emocionado e alarmado com o estado de Halt. Colocou o pensamento de lado. Halt esteve perto da morte. Ele iria demorar algum tempo para se 
recuperar. Voc est bem agora, ele disse. Halt olhou ao redor, tentando ver mais do acampamento. Horace est aqui?. Will concordou com a cabea. Ele saiu para colocar 
algumas armadilhas. H uma lagoa prxima daqui, ele acha que os patos iro aparecer no crepsculo, ento foi tentar a sorte. Nosso alimento fresco est escasso. 
Will com um aceno rpido, deixou para l esta questo sem importncia de Horace. Meu deus Halt,  bom v-lo acordado de novo! Por um tempo pensamos que o havamos 
perdido. Mas agora voc est se recuperando. Ele pegou um rpido flash de apreenso nos olhos Halt, sua face estava sombria e de repente lhe ocorreu uma dvida terrvel. 
Halt? Est tudo bem, no ? Claro que est. Voc est acordado e conversando. Talvez um pouco fraco, mas vai recuperar sua fora e antes que perceba, ns vamos....

Ele parou, consciente de que estava tagarelando, falando apenas para convencer a si mesmo e no ao Arqueiro barbudo que estava diante dele. Houve um longo silncio 
entre eles. Diga-me. Halt hesitou, depois olhou para o brao lesionado. Ele suspirou profundamente antes de falar. Voc compreende que a flecha estava envenenada, 
certo?. Will concordou com a cabea desconsoladamente. Eu achei que estava. Mas deveria ter pensado nisso antes. Halt balanou a cabea suavemente. No havia razo 
para voc ter suspeitado. Eu  que antes deveria ter considerado esta opo. Aqueles Genoveses bastardos sabem tudo sobre venenos. Eu deveria ter percebido que eles 
teriam mergulhado suas flechas nele. Halt fez uma pausa. Eu me lembro vagamente de ter ficado um pouco descontrolado. Eu achei que os Temujai estavam atrs da gente?. 
Will concordou com a cabea. Foi quando comeamos a nos preocupar. Ento voc saiu a galope na direo errada e caiu de seu cavalo. Estava inconsciente quando o 
alcanamos. Minha primeira impresso foi de que estivesse morto. Eu no estava respirando? Halt perguntou. No. Ento deu uma espcie de suspiro profundo e comeou 
a respirar novamente. Da que pensamos em olhar o seu brao. Isso s me ocorreu porque o havia incomodado o dia todo. Ele descreveu brevemente a situao da condio 
do brao,  medida que Halt o encorajava, e quais aes que ele havia tomado. Seu professor inclinou-se pensativo, enquanto Will descrevia como havia limpado a ferida 
e aplicado repetidas vezes o ungento da erva de calor. Sim, disse ele pensativo isso poderia ter baixado um pouco a febre. A erva de calor tende a ter vrias propriedades, 
alm de reduzir a dor. Eu ouvi dizer que algumas pessoas tm usado para o tratamento de picada de cobra - que  uma coisa muito similar, voc deve ter pensado em 
us-la por este motivo. E funcionou? Will perguntou. Ele no gostou da pausa que Halt deu antes de responder. At certo ponto. Ela diminuiu o efeito do veneno. Mas 
a vtima ainda precisava de tratamento. O problema  que existe uma grande variedade de venenos, eu no sei qual o tratamento correto que deve ser aplicado.

Mas Halt, voc est melhorando! Voc est muito melhor do que estava esta tarde! Eu posso ver que est se recuperando.... Will parou quando Halt colocou a mo em 
seu brao. Essa  a maneira como os venenos agem. A vtima parece se recuperar, ento, tem uma recada. A cada vez que perde a conscincia, fica um pouco pior que 
antes. E gradualmente... Ele parou e fez um gesto de incerteza no ar. Will sentia que estava olhando para as profundezas de um buraco negro, bem atrs dele. O que 
Halt estava dizendo, apertava sua garganta e ele mal conseguia falar. Halt? ele engasgou. Voc est dizendo que voc est...?. Ele no conseguiu terminar a frase. 
Halt a completou. Morrendo? Eu receio que seja uma possibilidade, Will. Eu vou ter crises de conscincia igual  ltima. Ento acordarei novamente. Cada vez vou 
demorar um pouco mais para me recuperar. E quando eu conseguir estarei mais fraco que antes. Mas Halt! As lgrimas jorraram dos olhos de Will, cegando-o. Voc no 
pode morrer! Voc no deve! Como eu poderia viver sem... De repente, ele estava alm da fala e seu corpo foi tomado por grandes soluos. As lgrimas corriam facilmente 
pelo seu rosto. Ele curvou-se para frente sobre seus joelhos, balanando para trs e para frente e soltando um terrvel lamento vindo do fundo de sua garganta. Will? 
A voz de Halt era fraca e no conseguiu penetrar na dor de Will. O Arqueiro mais velho respirou fundo vrias vezes e reuniu sua fora. Will!. Desta vez, a tom da 
familiar autoridade estava l e trouxe Will de volta  conscincia. Parou de balanar e olhou para cima, enxugando os olhos e o fluxo nasal com a bainha de seu manto. 
Halt sorriu para ele, um sorriso torto e cansado. Eu prometo que vou fazer o meu melhor para no morrer. Mas voc tem que estar preparado para qualquer coisa. Eu 
diria que nas prximas doze horas, ou algo assim, ser o perodo mais crtico. E se eu me sentir mais forte amanh de manh, quem sabe?. Eu poderia estar reagindo. 
Lidar com venenos no  uma cincia exata. Algumas pessoas so afetadas mais do que outras. Eu vou precisar de toda a minha fora para lutar e preciso que voc seja 
forte por mim. Com os olhos vermelhos e vergonha de si mesmo, Will concordou com a cabea. Suas costas endireitaram. Chorar e lamentar no ajudaria Halt em nada. 
Sinto muito, disse ele. Eu no vou deixar isso acontecer novamente. Existe alguma coisa que posso fazer por voc?.

Halt olhou para seu brao ferido. Talvez trocar minha bandagem daqui  uma hora ou coisa assim. E use um pouco mais de ungento. Faz quanto tempo desde que voc 
aplicou pela ltima vez?. Will considerou a questo. Ele sabia que o remdio no poderia ser usado com muita freqncia. Quatro, talvez cinco horas atrs. Halt assentiu. 
timo. D-me uma hora e depois aplique mais. No tenho certeza o quanto isso vai ajudar, mas mal no far. Talvez agora um pouco de gua, se voc tiver alguma?. 
 claro, disse Will. Ele destampou seu cantil e levantou Halt um pouco para que pudesse beber devagar. O Arqueiro barbudo era experiente o suficiente para saber 
que no deveria beber a gua com avidez. Ele suspirou enquanto a gua escorria pela sua boca e garganta que estavam secas. Oh, isso  muito bom, disse. As pessoas 
sempre subestimam a gua. Will olhou rapidamente para a fogueira, onde a cafeteira se encontrava em cima das brasas. Eu posso pegar um caf, se quiser. Ou sopa? 
Ele sugeriu. Mas Halt sacudiu a cabea, estava deitado de costas contra a sela, preenchido com o seu prprio manto todo dobrado, que estava servindo como um travesseiro. 
No. No. gua est timo. Talvez um pouco de sopa mais tarde. Sua voz estava soando cansada, como se o esforo para conversar o tivesse esgotado. Seus olhos se 
fecharam e ele disse algo. Mas ele falou to baixinho que Will teve que se inclinar para frente e pedir para repetir. Onde est Horace? ele perguntou com seus olhos 
ainda fechados. Ele est arrumando as armadilhas. Eu te.... Ele ia dizer, eu te disse isso, mas percebeu que Halt j estava perdendo a conscincia de novo, exatamente 
como ele havia previsto. Haveria um breve perodo de lucidez, ento ele iria cair lentamente de volta para a inconscincia. Sim. Sim.  claro. Voc me disse. Ele 
 um bom menino. Assim como Will  claro. Ambos so bons meninos. Will no disse nada. Ele simplesmente agarrou a mo boa de Halt e a apertou, no confiando em sua 
voz, se ele tentasse falar alguma coisa. No posso deix-lo lutar com Deparnieux,  claro. Todos lutam de acordo com as regras, o jovem Horace tambm.... Mais uma 
vez, Will apertou a mo de Halt, apenas para que soubesse que no estava sozinho. Ele esperava que o contato ficasse registrado na mente de Halt. Deparnieux

havia sido um guerreiro gauls, que manteve Halt e Horace em cativeiro, quando estavam  procura de Will e Evanlyn. O veneno tomou sua mente de novo e ele j no 
estava vivendo mais no presente. Suas palavras cessaram com um resmungo e ele finalmente dormiu. Will sentou e ficou observando. A respirao estava profunda e uniforme. 
Talvez ele se recupere. Talvez uma boa noite de descanso fosse tudo o que precisava. Em uma hora ele trocaria as bandagens. O ungento de erva de calor faria sua 
magia. De manh, Halt estaria no caminho da recuperao. Horace retornou logo aps o anoitecer com um par de patos e encontrou Will agachado ao lado de seu professor. 
Ele o achou com o rosto coberto de lgrimas e os olhos vermelhos. Delicadamente levou-o para perto do fogo. Deu caf a ele, po achatado e o fez tomar um pouco do 
caldo que havia preparado para Halt. Quando Will recuperou a compostura, contou para Horace tudo o que Halt dissera sobre o veneno e as possveis conseqncias que 
enfrentaria. Horace decidiu manter uma atitude positiva sobre o assunto, avaliou as condies de Halt enquanto Will limpava sua ferida e trocava os curativos. Mas 
ele disse que poderia melhorar? insistiu.  verdade, disse Will, que substituiu a bandagem de linho sobre a ferida. No parecia haver nenhuma melhora aparente. Mas 
no piorou tambm, estava igual. Ele me disse que as prximas doze horas sero crticas. Est dormindo pacificamente agora, Horace observou. Nada de sono agitado. 
Acho que ele est ficando melhor. Eu definitivamente acho que est ficando melhor. Will fez uma expresso de determinao, balanando a cabea afirmativamente vrias 
vezes. Ento, respondeu energicamente: Voc est certo. Tudo que ele precisa  uma boa noite de descanso. Pela manh, ele estar bem. Eles se revezaram para vigiar 
o abatido Arqueiro durante a noite. Ele dormiu tranqilamente, sem qualquer sinal de perigo. Cerca de trs da manh, Halt brevemente se manteve acordado e conversou 
com calma e lucidez com Horace, que estava no turno. Em seguida, adormeceu novamente e parecia que estava ganhando a batalha contra o veneno. Na manh seguinte, 
eles no conseguiram acord-lo.

27
Halt! Halt! Acorde!. O grito de Horace despertou Will de um sono profundo. Por um segundo, estava confuso, procurando saber onde estava e o que acontecia. Lembrou-se 
ento dos acontecimentos do dia anterior, jogou seus cobertores para baixo, chegando rapidamente aos seus ps. Horace estava agachado sobre Halt, que estava deitado 
de costas do jeito que o havia deixado. Quando Will chegou ao seu lado, Horace olhou para ele, com os olhos amedrontados, depois voltou a gritar novamente. Halt! 
Acorde!. Abelard, que tinha permanecido perto de seu mestre durante a noite, sentiu o ar de preocupao e relinchou nervosamente, batendo no cho com seus cascos. 
Halt mexeuse inquieto sobre o fino colchonete de dormir, tentando livrar-se do cobertor que estava em cima dele. Seus olhos permaneceram fechados e ele estava resmungando 
para si mesmo. Enquanto o observavam, ele reclamava como se estivesse com dor. Horace estendeu as mos num gesto impotente. Ele me pareceu bem, disse, sua voz carregada 
de emoo. Eu estava falando com ele algumas horas atrs e parecia bem. Depois voltou a dormir. Apenas h alguns minutos atrs, ele comeou a ficar nervoso e se 
debater, a eu tentei acord-lo, mas... ele no acordou. Will inclinou-se para chegar mais perto do Arqueiro barbudo e colocou a mo em seu ombro. Halt? ele disse 
hesitante. Sacudiu-o suavemente tentando acord-lo. Halt reagiu ao toque, mas no do jeito que Will esperava que fizesse. Ele empurrou e gritou alguma coisa de forma 
inarticulada e com o brao bom tentou tirar a mo de Will do seu ombro. No entanto permanecia inconsciente. Will tentou novamente, sacudindo-o um pouco mais forte 
desta vez. Halt! Acorde! Por favor! Novamente, Halt reagiu contra o toque da mo de Will. Voc acha que deve chacoalh-lo desse jeito? Horace perguntou ansiosamente. 
Eu no sei! Will respondeu com raiva por causa da impotncia que sentia. Voc acha que pode fazer melhor?.

Horace no disse nada. Mas era bvio que Will chacoalhando Halt daquele jeito no ia conseguir nada - era apenas mais angustiante. Ele tirou a mo do ombro do velho 
Arqueiro e parou de incomod-lo. Em vez disso, colocou a mo suavemente em sua testa. A pele estava quente sob o toque e sentiu que estava estranhamente seca. Ele 
est febril, disse ele. Todas as suas esperanas de que Halt iria melhorar aps uma noite de descanso de repente foram frustradas. Ele havia piorado nas ltimas 
horas. E piorado muito. Ainda mantendo seu toque to gentil quanto podia, Will removeu o curativo de linho que cobria o antebrao de Halt. Inclinou-se para ficar 
mais perto e cheirou a ferida. O odor da infeco era quase imperceptvel e no parecia pior. A descolorao ainda era evidente. Mas, como o odor, no tinha piorado 
durante a noite. Mas havia mais uma coisa, o inchao havia diminudo um pouco. Com o dedo, encostou delicadamente a pele inchada. Ontem, estava quente ao toque. 
Hoje, a temperatura parecia normal. Ainda quente? Horace perguntou. Will balanou a cabea um pouco intrigado. No. Parece tudo certo, disse ele. Mas a testa est 
ardendo. Eu no entendo. Sentou-se e considerou a situao. Ele queria desesperadamente saber mais sobre cura. A menos que, disse lentamente, Signifique que o veneno 
saiu de seu brao e agora est circulando... Atravessando o corpo. Ele olhou para cima e encontrou o olhar preocupado de Horace, ento balanou a sua cabea, desamparado. 
Eu no sei Horace. Eu s no sei o suficiente sobre nada disso. . Will ocupou-se em colocar tiras de linho imersas em gua fria, na testa de Halt, tentando abaixar 
sua temperatura. Ele tinha algumas cascas secas de salgueiro em seu kit mdico, que ele sabia que reduziria a febre. Mas o problema seria d-lo a Halt. O Arqueiro 
ainda estava agitado e gemendo, e mantinha sua mandbula bem fechada. Horace levantou-se e foi pegar o alforje de Halt, que estava a poucos metros de distncia. 
Ele desamarrou a bolsa e remexeu em seu interior, pegando um mapa da rea que Halt tinha com ele. Ele o estudou por alguns minutos, depois voltou para o lado Will, 
que estava ocupado cuidando de Halt. O que voc est procurando? Will perguntou a ele, atento a sua tarefa. Horace mordia os lbios enquanto ainda estudava o mapa. 
Uma cidade. Ou uma grande aldeia. Deve haver algum lugar aqui perto, onde poderamos encontrar um farmacutico ou algum tipo de curandeiro. Ele bateu com o dedo 
indicado sobre o mapa. Provavelmente, eu acho que estamos em algum lugar por... aqui, disse. Que no esteja longe. Que tal aqui? Drift Maddler? No podia ser mais 
do que meio dia de viagem.

Voc est propondo que devemos levar Halt at l? Will perguntou. Horace mastigava suas bochechas, pensativo. Transportar Halt pode no ser uma boa idia. Seria 
melhor ver se algum de l poderia nos ajudar. Um curandeiro local. V at l e traga-o aqui. Ele olhou para Will, viu uma expresso de dvida em seu rosto. Eu vou 
se voc quiser, ele se ofereceu. Mas Will estava balanando a cabea lentamente. Se h algum que deveria ir, sou eu, ele disse. Posso chegar l muito mais rpido. 
Sim. Eu sei, Horace admitiu. Mas eu pensei que voc no queria deix-lo. Ento, eu s.... Eu sei Horace. E eu agradeo muito. Mas acho que este lugar  apenas um 
vilarejo. As probabilidades so de que no encontrarei um curandeiro l. E se existe voc acha que um curandeiro deste pas ter a menor idia de como curar isso? 
ele apontou o polegar para Halt, que estava gemendo, resmungando e rangendo os dentes. Horace suspirou profundamente. Vale  pena tentar. Mas sua voz confirmava 
que ele mesmo no acreditava nas prprias palavras. Will colocou a mo em seu antebrao. Vamos enfrentar os fatos. Mesmo um bom curandeiro local, no seria muito 
mais que um herbolrio. E os maus, so pouco menos que charlates e feiticeiros. Eu no quero algum cantando e soltando fumaa colorida sobre Halt, enquanto ele 
est morrendo. A palavra finalmente surgiu antes que ele pudesse se conter. Morrendo. Halt estava morrendo. A esperada recuperao de que Halt havia falado, deveria 
correr em um perodo vital de doze horas, mas simplesmente no aconteceu. Horace foi atingido quando ouviu Will dizer a palavra. Ele passou horas recusando-se a 
enfrent-la. Recusando-se a sequer pensar nela. Halt no pode morrer. Ele no pode! Ele ... Ele fez uma pausa, no sabia o que dizer, ento terminou: Ele  Halt. 
Ele deixou o mapa cair de seus dedos e afastou-se, no querendo que Will visse as lgrimas que escorriam em seu rosto. Halt era... Indomvel. Ele era indestrutvel. 
Ele sempre fez parte do seu mundo, desde que Horace podia se lembrar. Mesmo antes de ele saber que o Arqueiro carrancudo, na verdade, era um sujeito gentil e bem 
humorado, tambm estava consciente de que ele fazia parte da vida do castelo Redmont. Ele parecia ser maior que a vida, uma figura misteriosa de quem as pessoas 
contavam histrias fantsticas e os rumores voavam. Ele havia sobrevivido a vrias batalhas. Havia enfrentado senhores da guerra e monstros aterrorizantes e triunfou 
em todas s vezes. Ele no poderia morrer por causa de um leve arranho no brao. No podia! Era simplesmente impossvel.

Como Will, Horace ficou rfo quando era pequeno, e nos ltimos anos, ele havia crescido ao lado de Halt e passou a olh-lo como uma pessoa especial em sua vida. 
Ele sabia que Will considerava Halt como a um Pai, que por sua vez retribua o sentimento. A estreita relao pessoal entre mestre e aprendiz era bvia para qualquer 
pessoa que os conhecia. Horace nunca presumiu ter a mesma relao que eles compartilhavam. Uma relao nica. Mas Halt tinha assumido um papel na vida de Horace, 
semelhante a um tio muito amado e muito respeitado. Ele virou para trs, no se preocupando se Will veria as lgrimas em seu rosto. Halt merecia essas lgrimas, 
ele pensou. No havia motivo para se envergonhar. Will estava agachado. Ele no conseguia pensar em nada mais que poderia fazer por Halt. As tiras molhadas de linho 
pareciam que havia melhorado um pouco a febre. Os gemidos haviam cessado j h algum tempo e no via mais os msculos da mandbula de Halt se contraindo. Talvez 
Halt estivesse mais relaxado, agora ele poderia fazer Halt tomar alguns goles da infuso de casca de salgueiro, para baixar a febre. E ele poderia colocar mais ungento 
na ferida, embora ele tenha percebido que o ferimento em si, j no era mais o problema. Tinha sido a fonte dos problemas, mas agora o veneno havia seguido em frente. 
A brisa soprou o mapa de Horace para longe dele. Inconscientemente, Will o pegou e comeou a dobr-lo. Mas tinha que ser dobrado de certa forma, para no deixar
vincos. Quando olhou e comeou a corrigir o problema, uma palavra pareceu saltar da pgina. Macindaw. Castelo Macindaw. Cena de sua batalha com os invasores escoceses.
E perto de Macindaw, claramente marcado no mapa, fica a floresta de Grimsdell, casa de Malcolm, que achavam ser a reencarnao do feiticeiro Malkallam, mas agora 
conhecido por ser um dos mais qualificados curandeiros, conhecido em toda Araluen. Horace? ele disse olhando fixamente para o mapa. Eles eram velhos amigos. Eles 
j haviam passado por vrias situaes juntos, Horace conhecia o suficiente de Will para sentir uma mudana na voz do amigo. Esperana. Mesmo com essa nica palavra, 
Horace sabia que Will tinha uma idia em mente. Ele pulou para o lado de seu amigo e olhou por cima do ombro, estudando a parte do mapa que estava aberto diante 
dele. Tambm viu o nome. Macindaw, ele sussurrou. Malcolm. Mas  claro!. Alguns dias atrs, voc disse que iramos passar por perto, se pegssemos esse desvio, Will 
ressaltou. Onde acha que estamos agora?. Horace pegou o mapa e desdobrou-o para abrir a prxima seo. Ele encontrou os pontos de referncia que tinha usado antes 
- o rio, a floresta afogada. Por aqui, disse ele, indicando uma posio sobre o mapa. Ns percorremos um bom caminho a sul desde que falei do desvio para voc.

Verdade. Percorremos tambm uma parte para leste. E Macindaw estava a leste de ns quando conversamos. O que perdemos vindo pelo Sul ganhamos vindo para leste. Horace 
franziu os lbios indecisos. No  bem assim, disse ele. Mas provavelmente estamos a apenas um dia e meio de distncia. Talvez dois. Vou faz-lo em um, disse Will. 
Horace ergueu as sobrancelhas sem acreditar. Um dia? Eu sei que Puxo pode correr durante todo dia e noite. Mas, mesmo para ele  muito longe. E voc ainda tem que 
fazer a viagem de volta. Eu no estarei cavalgando Puxo o caminho todo, Will disse. Vou levar Abelard tambm. Posso alternar entre eles para descans-los. Horace 
sentiu uma onda de esperana. Will poderia cobrir aquela distncia se montasse os dois cavalos, ele percebeu. Naturalmente, a viagem de volta trazendo Malcolm seria 
mais lenta. Ento leve Kicker tambm, disse ele. Viu Will abrir a boca para julgar a sugesto e se apressou a explicar sua idia. No monte nele no caminho para 
Macindaw. Conserve sua fora para a viagem de regresso. Dessa forma, um cavalo sempre estar descansado, enquanto voc e Malcolm viajam nos outros dois. Will balanou 
a cabea lentamente. A sugesto de Horace fazia sentido. Ele retornaria com Malcolm e isso iria significar que o curandeiro teria que montar Abelard. Mas com o Kicker 
junto, bem, eles sempre teriam um cavalo relativamente descansado. E nem ele nem o curandeiro franzino pesam tanto quanto Horace de armadura completa. Boa idia, 
disse ele finalmente. Ele estudou o mapa novamente e chegou a uma deciso. Eu posso ganhar um tempo, se eu cortar todo o Pas por aqui. Ele indicou um local, onde 
a trilha fazia um grande desvio numa extensa elevao do terreno. Horace concordou, ento notou algo marcado no mapa nesse ponto, inclinou-se para ler a anotao. 
Barrows? Ele disse. O que so barrows?. Eles so tmulos antigos, Will disse. Voc os encontra de vez em quando, em reas pouco povoadas como esta. Ningum sabe 
quem est enterrado l. Supe-se que seja uma raa antiga que morreu h muito tempo. E por que o mapa faz um desvio nesse local? Horace perguntou, embora achasse 
que sabia a resposta. Will deu de ombros, tentando parecer despreocupado. Ah...  que algumas pessoas acham que  mal-assombrado.

28
Horace observava Will, enquanto se preparava para viagem a Macindaw. Ele tirou todo peso extra dos trs cavalos, os equipamentos de acampar, pacotes de proviso 
e alforjes, depois os colocou em uma pilha bem organizada perto da fogueira. Abelard e Puxo carregavam flechas reservas para Halt e Will e ele tambm deixou para 
trs. Provavelmente no teria necessidade de lutar e as duas Aljavas com uma dzia de flechas cada, seria suficiente no caso dele se deparar com problemas inesperados. 
Kicker geralmente carregava o escudo de Horace, sua cota de malha pesada, capacete e mais um capuz pesado de malha, que ele usava quando ia para a batalha. Deixou-os 
para trs tambm. Os cavalos ficaram relativamente aliviados, com apenas suas selas e arreios. Ele montaria Puxo na primeira parte da viagem, assim, afrouxou as 
selas de Abelard e de Kicker. Eles viajariam mais confortveis, pensou. Abelard relinchou de gratido. Kicker, como era o costume de sua raa, aceitou o gesto impassvel. 
Will selecionou uma mochila pequena de seu kit, esvaziou as roupas sobressalentes e a encheu com provises para a viagem: um naco de po achatado que Halt chamava 
de almofada de sela, agora um pouco velho, mas ainda comestveis, um pouco de frutas secas e vrias tiras de carne defumada. Este ltimo item era duro de roer, mas 
ele sabia por experincia passada que aquela carne fornecia bastante energia quando precisava recuperar as foras. Alm disso, permitia-lhe comer na sela sem a necessidade 
de parar. Vou levar os nossos trs cantis, disse a Horace enquanto enfiava as raes na mochila. Vocs tem a lagoa aqui perto e eu no quero ficar procurando por 
gua quando estiver viajando. Ciente de que tinha comida suficiente, amarrou a pequena mochila na sela de Puxo, onde ele pudesse alcan-la facilmente enquanto 
viajava. Horace concordou e recolheu os trs cantis. Balanou-os experimentando. Vou trocar a gua para voc, disse. Assim poder comear sua viagem com gua fresca. 
Depois de algumas horas, ambos sabiam muito bem, que a gua comearia a pegar o gosto do couro do cantil. Will sorriu agradecido. Obrigado, ele disse. Vou comer 
um pouco enquanto voc faz isso. No ser nada mau eu partir com alguma comida debaixo de meu cinto. Horace olhou para a mochila e fez uma careta. Ele tinha visto 
o que seu amigo havia colocado l.

Esteja  vontade, aproveite mesmo, ele disse. Dirigiu-se para a lagoa, segurando os trs cantis pelas alas que ocasionalmente chocalhavam juntos. Eles haviam aprontado 
dois patos assados na noite anterior e um deles ainda estava relativamente inteiro. Will arrancou uma perna e um pedao de carne do peito e comeu rapidamente, caminhando 
para frente e para trs em agitao. Ele pegou um pouco do po achatado e comeu com a carne. A massa do po seco e a carne grudavam em sua garganta e boca e ele 
olhou em volta procurando algo para beber. O pote de caf estava quase cheio e permanecia aquecido nas brasas ao lado do fogo. Encheu uma caneca e bebeu o preparado 
agradecido, sentindo a energia fluindo atravs dele. Tentou respirar profundamente e relaxar. Havia um n apertado na boca de seu estmago e tudo o que queria fazer, 
era saltar para a sela e partir o mais rpido possvel. Ele lamentava o tempo que estava perdendo, comendo e se preparando. Mas sabia que no final do dia, ele ficaria 
grato pela energia que o alimento poderia oferecer e alguns poucos minutos perdidos agora, iria poupar-lhe muito tempo depois. Assim, ele lutou contra a impacincia 
que fervia dentro dele e forou-se a pensar e planejar com calma. E se ele estivesse esquecido alguma coisa? Ele checou mentalmente sua lista e assentiu para si 
mesmo. Tinha tudo que precisava. Os cavalos foram alimentados e a sede saciada com bastante gua. Estavam prontos para viajar. O pouco material que havia separado 
estava fixado firmemente nas selas. Horace voltou com os trs cantis. Prendeu um na sela de Kicker e outro em Abelard, amarrando suas tiras firmemente para que no 
balanassem com o movimento dos cavalos. Quando estava se afastando, Abelard bateu seu estribo de ferro no terceiro cantil e produziu um som oco. Will franziu a 
testa intrigado. Isso soa vazio. Horace sorriu e caminhou at a fogueira. No momento sim. Os outros dois so para os cavalos. Este  para voc. Ele pegou o pote 
de caf e cuidadosamente derramou o lquido perfumado na boca estreita do cantil. Com seus olhos ainda fixos em sua tarefa, continuou: Seria bom levar um pouco de 
caf. Voc no vai parar para acampar, vai?. Will balanou a cabea. S para alguns minutos de sono quando precisar. Mas eu no vou montar acampamento, apenas me 
enrolar em minha capa. Sendo assim. Horace terminou de preencher o cantil e empurrou a tampa. Seria bom voc levar bastante caf. Ele vai ficar quente por um tempo 
e mesmo o caf frio  melhor do que gua com gosto de couro. Ele sorriu quando disse isso e Will sorriu de volta. Bem pensado Horace.

Horace pareceu satisfeito. Ele desejou ter feito mais pelo seu amigo, mas pensou que com esse pequeno gesto de apoio, j falava muito de sua amizade pelo jovem Arqueiro. 
Alm disso, ele vai dar-lhe o tipo energia que precisar ao longo do caminho. Seus sorrisos desapareceram  medida que pensavam sobre a viagem que Will enfrentaria. 
A terra era selvagem e eles conheciam os tipos de perigos que um viajante podia enfrentar. Em partes isoladas do Reino como esta, os moradores tendem a ressentir-se 
de estranhos e era possvel haver bandidos no caminho para Macindaw. Uma vez que estivesse perto do castelo,  claro, haveria chances de cair em alguma emboscada 
de grupos escoceses, como o que haviam evitado vrios dias atrs. E Will iria se concentrar na velocidade e no na invisibilidade. Eu queria ir com voc, Horace 
disse calmamente. A preocupao era evidente em seus olhos. Will bateu em seu ombro e sorriu. Voc s iria me atrasar, desajeitado como  vindo atrs de mim. Sem 
querer, ele usou a expresso que Halt havia falado vrios dias atrs. Ambos perceberam e os sorrisos desapareceram uma vez mais, enquanto olhavam para a figura ainda 
deitado sob o alpendre. Houve silncio entre eles. Estou feliz que voc estar aqui para vigi-lo, Will disse finalmente. Sabendo disso, fico mais tranqilo em partir. 
Horace acenou vrias vezes, no confiando em si mesmo para falar. De repente, Will se virou e caminhou at onde Halt estava caindo de joelhos e segurando a mo direita 
do Arqueiro com suas duas mos. Eu voltarei Halt. Eu prometo a voc. Voltarei em trs dias. Se mantenha firme e certifique-se que estar esperando por mim, ouviu?. 
Halt se agitou e murmurou, ento, acalmou-se novamente. Era possvel que o som da voz de Will, tenha penetrado atravs da nvoa de veneno, que mantinha a mente de 
Halt cativa. Will esperou que sim. Balanou a cabea tristemente. Apertava seu corao em ver Halt, normalmente to forte, to capaz e incansvel, reduzido a esse 
resmungo, uma sombra de si mesmo. Ele tocou a testa do Arqueiro. Sua temperatura parecia ter abaixado. Ele estava quente, mas no ardia em febre como antes. Will 
se levantou e aps um ltimo triste olhar, virou-se para Horace. Fique de olho na febre. Se ele ficar quente novamente, use panos molhados em gua fria e coloque 
na testa dele. E limpe a ferida a cada quatro horas ou coisa assim. Use o ungento a cada vez. Ele duvidou que o tratamento da ferida ajudasse a melhorar a condio 
geral agora. A doena tinha ido para mais alm no corpo de Halt. Mas pelo menos Horace iria sentir que estava fazendo algo positivo e Will sabia como isso era importante.

Ele agarrou a mo direita de Horace, em seguida, os dois se aproximaram e se abraaram. Eu vou cuidar dele, Will. Vou guard-lo com minha vida, disse Horace. Will 
assentiu com a cabea, o rosto enterrado no ombro de seu melhor amigo. Eu sei que voc vai. E vigie durante a noite. Nunca se sabe, o assassino Genovs pode decidir 
voltar. Ele afastou-se do abrao. Horace sorriu, mas era um sorriso sem humor. Sabe, eu quase espero que ele faa isso, ele disse. Eles andaram juntos at onde os 
cavalos esperavam. Abelard estava agitado, nervoso e revirando os olhos, emitindo um ruidoso barulho de seu peito. Will aproximou-se dele, colocou as mos nos lados 
de sua boca, como ele tinha visto Halt fazer e soprou delicadamente em suas narinas, para chamar a ateno do cavalo. Eu sei que voc est preocupado, disse suavemente. 
Mas voc tem que vir comigo. Entendeu? Voc est vindo para podermos ajud-lo. . O pequeno cavalo sacudiu a cabea e a juba subitamente, vibrando de uma forma muito 
comum aos cavalos Arqueiros. Ele parou o ritmo nervoso e os relinchos e ficou pronto. Horace balanou a cabea em espanto. Sabe, eu poderia jurar que ele entendeu 
o que voc disse, comentou. Will bateu suavemente no nariz macio de Abelard e sorriu para ele com carinho. Ele entendeu, Will respondeu. Ento pulou na sela de Puxo
e segurou as rdeas de Kicker quando Horace passou para ele. Abelard  claro, ia os seguir sem a necessidade de ser conduzido. Tome cuidado Will, disse Horace e
Will assentiu. Trs dias, disse. E eu estarei de volta. Mantenha os olhos abertos enquanto eu estiver fora. Ele tocou seu calcanhar no lado de Puxo e o pequeno
cavalo partiu, Kicker seguindo facilmente conduzido pela rdea. Parecia que depois de passar tanto tempo na companhia dos dois cavalos Arqueiros, contentou-se em
segui-los sem precisar ser encorajado. Abelard olhou mais uma vez para a figura deitada sob os cobertores, jogou a cabea num gesto de despedida e se virou trotando
para chegar junto dos outros cavalos. Por um longo tempo, Horace ficou observando enquanto eles trotavam para longe, depois aumentaram a velocidade para um galope
lento. Finalmente, eles passaram sobre a crista e Horace os perdeu de vista.

A tentao  claro, era de bater os calcanhares ao lado de Puxo e inst-lo a um galope rpido. Mas Will sabia que a longo prazo, eles fariam um tempo melhor mantendo 
um ritmo mais lento. Ele segurou o pequeno cavalo a um galope constante, uma marcha que os cavalos Arqueiros poderiam manter por horas. Abelard acompanhou o ritmo 
de Kicker, que estava livre de sua carga normal e mantinha facilmente o ritmo dos outros cavalos com seus passos mais largos. O grande cavalo de batalha quase parecia 
estar se divertindo, correndo livre e descarregado. Will chegou ao rio e voltou-se para o leste, seguindo  margem e procurando outro lugar para cruz-la. Havia 
uma marca de travessia de cavalo no mapa a leste - demasiado profundo para o trfego a p, razo pela qual Tennyson e o seu grupo tinham sido incapazes de us-la. 
Mas os cavalos passariam com bastante facilidade. Teria a vantagem de atravessar o rio, em um ponto que o colocava numa parte mais clara da floresta afogada. No 
tinha vontade de voltar a entrar naquele deserto cinza novamente, principalmente com pressa. Trs horas em ritmo constante o levou para a passagem. Ele guiou Puxo 
na frente em direo  gua. Abelard seguiu-o prontamente, embora Kicker empacou de primeira, quando viu a gua passando por cima dos ombros de Puxo e quase desistiu. 
Em seguida, o cavalo de batalha pareceu perceber que ele era bem mais alto que seus companheiros e avanou correndo, espirrando gua para os lados, mergulhou para 
frente em uma srie de saltos, ameaando bater em Puxo e Will. Acalme-se Kicker! Will mandou. Mais uma vez, ele teve a sensao de que Kicker estava se divertindo. 
Isso era algo que no acontecia com freqncia na vida de um cavalo de batalha. Mas Kicker acalmou-se e andou mais facilmente atravs do rio, at que os trs atravessaram 
a gua, saindo do outro lado da margem. Will parou por alguns minutos. Ele deixou os trs cavalos beberem, mas no muito para no ficarem pesados e sobrecarregados 
quando partissem. Abelard e Puxo naturalmente pararam ao comando de Will. Kicker bebia sofregamente a gua fresca do rio e teve de ser afastado do rio. Ele sacudiu 
a juba e olhou para Will por um segundo ou dois. O jovem Arqueiro olhou-o por um momento. Kicker! Faa o que lhe  dito!. Disse firmemente. No gritou, mas havia 
um tom de comando em sua voz, que deixou o grande cavalo em dvida, quanto a quem estava no comando. Kicker olhou para rio relutante, mas deixou-se levar embora. 
Quando ele fez isso, Will esfregou seu focinho delicadamente. Bom rapaz, disse ele baixinho. Ns ainda vamos transform-lo em um cavalo Arqueiro. A poucos metros, 
Puxo relinchou de escrnio. Voc me diverte s vezes.

29
Will cavalgou em Puxo por vrias horas e agora que havia atravessado o rio, parecia uma boa hora para trocar de cavalo. Ele afrouxou a correia da sela de Puxo. 
O pequeno cavalo parecia um pouco insultado. Voc sabe que posso continuar. Eu sei que voc agenta muito mais, Will disse gentilmente. Mas quero contar com voc 
mais tarde, quando o resto de ns estiver cansado at os ossos. Puxo sacudiu a juba. Ele concordou. Mas no tinha que gostar. Mesmo Abelard sendo seu amigo, ele 
preferia levar Will. Ele sabia que mesmo se Will no conseguisse, ele poderia cavalgar dia aps dia, hora aps hora, sem se desgastar. Will apertou a correia em 
volta de Abelard. No houve necessidade de olhar se ele ia fazer algum truque. Ao contrrio de outras raas, os cavalos Arqueiros, nunca encheriam os pulmes para 
expandir seus corpos enquanto a correia estivesse sendo apertada e depois soltariam o ar deixando a correia frouxa novamente. Will testou a sela e comeou a levantar 
o p esquerdo para o estribo, quando percebeu que Abelard virou sua cabea para olh-lo ansiosamente.  claro, ele disse suavemente. Desculpe minha falta de educao. 
Ele olhou firmemente para o cavalo e disse s palavras que Halt o havia ensinado h tantos anos atrs, na casa de Bob no meio da floresta. Permettez moi? Ele esperava 
que a pronncia estivesse correta. Seu Gauls no era dos melhores. Abelard sacudiu a cabea algumas vezes de modo encorajador e Will colocou o p no estribo e subiu 
montando no cavalo de Halt. Por um segundo ele esperou, perguntando-se se tinha dito corretamente a senha, em dvida se Abelard estava simplesmente  espera dele 
relaxar, para depois jog-lo no ar, desabando sobre a grama. Estranhamente, em todos os anos que ele e Halt estiveram juntos, nunca teve a oportunidade de montar 
Abelard antes. Era certo que o cavalo o conhecia h anos e sabia que ele era um amigo de Halt e duvidava que fosse jog-lo longe. Mas treinamento  treinamento. 
Aps alguns segundos, ele percebeu que no haveria nenhuma exploso violenta do cavalo rodopiando sobre ele. Abelard estava esperando pacientemente o sinal para 
avanar. Will puxou a rdea de Kicker para chamar sua ateno, em seguida, bateu os

calcanhares ao lado do corpo de tambor de Abelard e afastou-se evoluindo para um galope familiar. Atravessaram com facilidade a plancie frtil que delimitava o 
rio. As rvores comearam a rarear, de modo que chegaram a ser, apenas agrupamentos ocasionais de pequenos brotos sobre a grama. Seguiam por uma trilha quase invisvel, 
por vezes difcil de enxergar, mas havia poucos obstculos e os cavalos mantinham um passo firme, at mesmo Kicker. Eles viajaram por um bom tempo, enquanto o sol 
chegava mais perto do horizonte ocidental, incendiando por detrs das nuvens baixas com um brilho alaranjado e arroxeado. De tempos em tempos, enquanto subia para 
a crista da colina, ele podia ver de relance o dramtico cinza, composto pela grande extenso da floresta afogada ao leste que ia desaparecendo  medida que faziam 
progresso. Quando a noite caiu, novamente ofereceu pouca gua aos cavalos, deixando-lhes beber com moderao a partir de um pequeno balde de couro, que trazia dobrado 
para este propsito. Ele tomou um grande gole de caf, agora quase sem vestgios de calor. Mas o gosto e a doura do perfumado lquido o reanimou. A lua deveria 
levantar-se em mais ou menos uma hora e decidiu esperar por ela. Ele estava viajando em terreno desconhecido e com o passo firme que estavam mantendo, no quis arriscar 
que um dos cavalos tropeasse e casse. Ele novamente montou em Puxo. De qualquer maneira j era hora de trocar, Puxo e Abelard eram semelhantes, a marcha de Abelard 
era s um pouco diferente - mais dura e mais abrupta. Ele sabia que com o tempo iria se acostumar. Mas como iria viajar a noite, preferiu liderar o caminho com Puxo. 
Depois de um tempo, a lua subiu ao leste, enorme, silenciosa e vigilante. Enquanto se afastava do horizonte, cada vez mais alto no cu noturno, dava a impresso 
que recuava e se encolhia. Ele colocou um brao em volta do pescoo de Abelard, deixando o cavalo encostar o nariz nele. Obrigado Abelard, disse, ento, num impulso, 
Merci bien, mon ami. Voc fez bem. O pequeno cavalo rugiu em reconhecimento e bateu contra ele vrias vezes. Kicker, pastando por perto, ficou olhando Will pegar 
sua rdea que estava amarrada na rvore e montar em Puxo. Mais uma vez estava em sua familiar sela - mesmo a de Halt era um pouco diferente da dele - olhou para 
os outros dois cavalos que estavam esperando pacientemente pelo seu comando. Tudo bem rapazes, disse ele. Vamos embora.

Ele estava cansado. Muito cansado. Centenas de diferentes msculos doam em seu corpo. Mais tarde mudou de novo para Abelard, depois de novo para Puxo e at mesmo 
sua sela que lhe era familiar, torturava suas pernas e seu traseiro. Ele estimou que j houvesse passado da meia noite, mesmo com algumas breves paradas, estava 
montado  bem mais do que 12 horas. Enquanto viajava, mantinha uma feroz concentrao. Concentrava-se no curso que estavam seguindo, se orientando pelas estrelas. 
Observava atentamente o solo  frente deles, alerta para quaisquer obstculos ou perigos. O esforo mental ao qual estava sendo exposto era quase to cansativo quanto 
o fsico. A lua tinha desaparecido horas atrs, mas ele continuou com a luz das estrelas. As rvores estavam se tornando raras, enquanto ele ia subindo gradualmente 
um plat. O terreno era agora uma srie de colinas nuas, cobertas apenas por capim e expostas ao vento. Logo, ele resolveu que teria que parar para um breve descanso. 
Mais uma vez, teria que escolher a melhor de duas indesejveis alternativas. Se continuasse andando por muito tempo, a fadiga e a falta de ateno poderiam induzi-lo 
a um erro - tomar a direo errada ou escolher mal seu caminho. No fundo de sua mente alimentava o temor de que um dos cavalos poderia se machucar ao tropear e 
cair, por causa de algum erro que ele cometesse - um erro que no cometeria se estivesse em juzo perfeito. Ele tambm havia se assustado com um grande animal que 
estava na trilha que ele seguia. Houve um grunhido de surpresa e o animal correu, desaparecendo antes que pudesse dar uma boa olhada nele. Os cavalos estavam nervosos. 
Kicker relinchou de alarme e puxou a rdea que Will segurava, quase tirando o jovem e esgotado Arqueiro de sua sela. Will no tinha idia de qual animal poderia
ter sido. Um lobo talvez, ou um felino grande caando. Ele tinha ouvido dizer que havia uma espcie de lince nesta parte do pas que poderia crescer to grande quanto
um urso pequeno. Ou at poderia ter sido um urso. Fosse o que fosse, se eles se encontrassem um com o outro, precisava ter seu juzo perfeito. Ele percebeu, com
um sentimento de culpa, que havia cochilado na sela, quando deixou passar esse erro estpido. Certamente, Puxo e Abelard teriam dado o aviso. Mas ele estava demasiado
exausto para ter notado. Puxou as rdeas de Puxo, era hora de parar e tirar um bom descanso. Precisava fechar os olhos e dormir, mesmo que fosse por apenas meia
hora, seu corpo iria se recuperar. A idia de uma boa meia hora de sono, se esticar no cho, enrolar-se em seu manto quente e deixar os olhos fechar foi demais para
ele resistir. Ele olhou ao redor da paisagem circundante. O terreno vinha subindo h algum tempo e agora eles estavam perto do topo de uma colina grande e nua. 
distncia, ele viu vrias

formas turvas e irregulares  luz das estrelas e por um momento franziu a testa, perguntando-se o que eram. Ento percebeu. Eram tmulos. Os antigos tmulos de guerreiros 
mortos h muito tempo. Ele lembrou a leviana observao que havia feito para Horace: Algumas pessoas pensam que so mal-assombrados. Ele tinha falado aquilo to 
facilmente durante o dia, a dezenas de quilmetros de distncia. Agora, aqui nesta colina nua, apenas com a luz tnue das estrelas, a idia parecia bem mais ameaadora 
e os tmulos pareciam ameaadores. timo lugar que voc escolheu para descansar, ele murmurou para si mesmo. Gemendo com o esforo, desceu da sela de Puxo. Seus 
joelhos doeram um pouco quando tocou o solo e acabou cambaleando um passo ou dois. Em seguida, amarrou a rdea de Kicker na sela de Puxo, afrouxou a correia da 
barriga do pequeno cavalo e procurou um espao liso na grama. Com fantasmas ou no, tinha que dormir. O cho era duro e frio e o pressionou atravs de sua capa. 
Mas no momento em que deu a primeira esticada, gemeu baixinho de prazer, parecia to macio quanto o mais macio dos colches de penas de ganso. Ele fechou os olhos. 
Iria acordar dentro de meia hora, ele sabia. Se por acaso no fizesse, Puxo iria acord-lo. Mas tinha meia hora pela frente. Por enquanto, ele poderia dormir.

Acordou. Instintivamente, ele sabia que no tinha dormido durante todos os trinta minutos que havia programado para si. Algo o havia despertado. Algo estranho. Algo 
hostil. No havia nenhum barulho, se conscientizou que outra coisa alertara sua mente. Nenhum som havia penetrado em sua conscincia para despert-lo. Era outra 
coisa. Algo que ele poderia sentir ao invs de ver ou ouvir. Uma presena. Algo, ou algum estava por perto.

No havia nenhum sinal fsico de que ele estava acordado. Seus olhos estavam entreabertos para que ele pudesse ver, sem que qualquer observador percebesse que eles 
estavam abertos. Sua respirao mantinha o mesmo ritmo constante, do mesmo jeito que estava h alguns segundos atrs, quando deitou. Ele avaliou sua situao, lembrando-se 
de tudo que estava ao seu redor. O cabo da faca saxnica do seu lado direito, onde tinha ficado dentro da bainha dupla quando deitou para dormir. Os dedos da mo 
esquerda tocaram a superfcie lisa do seu arco, envolvido com ele dentro da capa para proteg-lo da umidade do ar da noite. Se havia algum por perto, a grande faca 
saxnica seria a melhor escolha, ele pensou. Ele poderia pular sobre seus ps e estar preparado em questo de segundos. O arco seria mais complicado. Ele concentrou 
nos seus sentidos, tentando determinar uma direo. Alguma coisa o havia perturbado. Ele tinha certeza disso. Agora, tentava sentir de onde. Entregou-se ao puro 
instinto. Onde ele est? De qual lado? Concentrou-se com toda fora que podia, esvaziando sua mente, removendo todas as distraes exteriores, da mesma forma como 
fazia instantes antes de lanar uma flecha. Seus sentidos lhe disseram esquerda. Ele moveu seus olhos para o lado, sem mexer a cabea. Ele respirava pausadamente, 
fingindo dormir, mas ainda no conseguia ver nada. No daquele ngulo. Ele se jogou e murmurou, como se ainda estivesse dormindo, e conseguiu virar a cabea para 
a esquerda. Em seguida, comeou a respirao do mesmo jeito pausado, como se estivesse num sono profundo. Algo estava l. Ele no podia v-lo claramente, mas estava 
l. Uma forma enorme, indistinta. Talvez um homem. Mas maior do que qualquer homem que ele j tinha visto. Ele tinha uma vaga impresso de armadura. Antiga armadura, 
com altos protetores de ombro e um capacete decorado com enormes asas angulares. De alguma forma, parecia familiar. Ele tentou se lembrar onde o tinha visto antes, 
mas sua memria fugia  medida que se esforava na tentativa. Concentrou-se em continuar a respirar profunda e uniformemente. A tentao era de parar de respirar 
daquele jeito forado, enquanto analisava a situao. Ele se preparou, forando o oxignio a percorrer seus membros, assegurando-se que sua mente estivesse sbria 
e focada no que estava prestes a fazer. Ensaiou os movimentos em sua mente. A mo direita estaria sobre a grande faca saxnica. Puxaria sua faca da bainha enquanto 
dava o impulso para ficar de p, usaria a mo esquerda para se apoiar e ajudar no impulso necessrio. Gingaria para o lado, para evitar qualquer ataque que a

estranha figura tivesse desferido. O movimento lateral foraria o inimigo a reconsiderar o curso de seu primeiro golpe e daria a ele segundos vitais de sobrevivncia. 
Ele preparou seus msculos. Sua mo se fechou silenciosamente ao redor do cabo de sua grande faca. E ento pulou para cima. Em um movimento suave e fludo, sem qualquer 
aviso ou preparao visvel, ele estava sob seus ps, deslocou-se para sua direita evitando um possvel golpe da espada ou machado do inimigo. A faca saxnica brilhava 
em sua mo, enquanto ele a retirava com velocidade da bainha. Ficou em posio de combate, a faca estendida para frente com a ponta ligeiramente levantada, seus 
joelhos flexionados e prontos para saltar, msculos relaxados para responder ao movimento que precisasse, fosse ataque ou defesa. Puxo e Abelard bufaram em alarme 
ao movimento brusco de Will. Kicker tambm se assustou um pouco mais atrs deles, levantando sua cabea e puxando as amarras. No havia nada. Nenhum guerreiro gigante, 
nenhuma armadura antiga. Nenhum inimigo pronto para atacar. Havia apenas a noite estrelada e o suave sussurro do vento balanando a grama alta. Devagar ele relaxou, 
levantando-se da posio de combate e deixando cair sua mo e a faca ao lado de sua coxa. Lembrou-se ento porque a forma parecia-lhe familiar. O guerreiro noturno, 
a terrvel iluso que Malcolm havia criado na floresta de Grimsdell, tinha a mesma aparncia. Tomando conscincia da situao, Will permitiu-se deixar a tenso fluir 
fora de seu corpo. Deixou cair sua faca de ponta no solo mole e desabou de cansado. Ser que ele havia sonhado? Teria sua imaginao sido alimentada pelos sombrios 
tmulos e as lendas antigas de fantasmas, simplesmente criando essa situao? Ele franziu a testa pensando. Tinha certeza de que ele estava completamente acordado 
pouco antes de ficar de p. Ser mesmo? Ou teria sido enganado por estar neste estado de metade acordado e metade dormindo, que s vezes tomava conta de uma mente 
e um corpo exausto? Teria sido uma lembrana antiga se agitando dentro dele? Ele balanou a cabea. No sabia. Ele no sabia dizer quando havia despertado totalmente. 
Dirigiu-se para os cavalos. Eles definitivamente pareciam alarmados. Percebeu que era normal. Afinal, ele tinha acabado dar um pulo de forma inesperada, balanando 
uma enorme faca como se fosse um louco. Aproximou-se de Puxo e Abelard. Ambos estavam tensos, com as orelhas levantadas, alertas e nervosos. Puxo

deslocava seu peso de um p para outro. Kicker havia relaxado novamente, mas no estava treinado para estar sempre alerta como os cavalos Arqueiros. Puxo fazia 
aquele barulho familiar, ruidoso e grave vindo de seu peito. Muitas vezes isso era um sinal de perigo. Ou estava simplesmente confuso. Will acariciou seu nariz, 
falando gentilmente com ele. O que  isso rapaz? Voc est sentindo alguma coisa?. Sem dvida, o pequeno cavalo sentia. Mas se era alguma presena por perto, ou 
se ele simplesmente reagiu ao alarme de Will, ele no poderia dizer. Gradualmente Puxo se acalmou e parou de mexer seus olhos de um lado a outro em direo  escurido 
que os circundava, Will decidiu ento pela ltima alternativa. Puxo e Abelard ficaram nervosos e alertas simplesmente porque reagiram ao sentimento de alarme dele. 
Afinal, eles no deram nenhum aviso quando estava deitado e fingindo estar dormindo. Gradualmente o pulso de Will voltou ao normal e aceitou que no havia nada de 
mais. Tudo havia sido fruto de sua imaginao, alimentada pela exausto. O fato de que o intruso se parecia com o guerreiro noturno, finalmente convenceu-o que tinha 
imaginado tudo e se sentiu um pouco tolo. Ele pegou a sua faca saxnica, colocou-a na bainha e a afivelou em volta de sua cintura. Ento vestiu seu manto, antes, 
balanou-o um pouco para tirar a umidade, colocou sua aljava no ombro e pegou seu arco. Imaginao ou no, ele disse baixinho: Eu no vou ficar aqui nem mais um 
segundo. Apertou a correia da sela de Abelard e montou. Ento, segurando a rdea de Kicker e com Puxo trotando ao seu lado, se afastou rapidamente do lugar em que 
havia temporariamente descansado. Os cabelos da nuca se eriaram um pouco, mas no olhou de volta. Atrs dele, na escurido, as presenas invisveis dos antigos 
habitantes do morro voltaram silenciosamente para seu local de descanso, satisfeitos de que mais um intruso havia seguido em frente.

30
De volta ao acampamento, as horas demoraram a passar para Horace. Na maioria do tempo, Halt ficava calmo. De tempos em tempos ele iria despertar para mexer-se e 
virar, murmurando poucas palavras, nenhuma delas fazendo muito sentido. De vez em quanto, Horace ouvira o nome de Will mencionado e, uma vez, o seu prprio. Mas 
na maioria do tempo, a mente de Halt parecia estar num lugar muito longe e muito tempo atrs. Ele mencionou nomes e lugares que Horace nunca havia ouvido antes. 
Toda a hora que Halt comeava esse ataque de murmrios, Horace se apressava a ajoelhar-se ao lado dele. Ele mantinha um estoque de tecidos molhadas num balde de 
gua gelada, pois ele notou que os movimentos de Halt quase sempre coincidiam com um aumento na sua temperatura. Nunca esteve to seco e queimando do que no primeiro 
dia, mas ele obviamente estava inconfortvel e Horace secaria seu rosto e a testa com os tecidos frios e molhados, sussurrando uma cano sem palavras de conforto 
enquanto fazia isso. Parecia acalmar o Arqueiro e depois de uns minutos dessas administraes, ele cairia num sono profundo e tranqilo mais uma vez. Sem muita freqncia, 
ele levantava e ficava lcido. Geralmente, ele sabia quem e onde ele estava e o que aconteceu a ele. Numa dessas ocasies, Horace aproveitou a oportunidade para 
persuadi-lo a comer um pouco. Ele fez mais do caldo de carne, usando um pouco do bife esfumaado e jogado, molhando e fervendo-o. Parecia bem gostoso e ele esperou 
que tivesse algum nutriente ali. Halt precisava de nutrientes, ele sentiu. Ele estava parecendo mais fraco todas as vezes que ele acordava. Sua voz no era nada 
mais do que um pequeno sussurro. Uma vez, ele ficou acordado e consciente por mais de uma hora e as esperanas de Horace aumentaram. Ele usou o tempo para induzir 
Halt a dar-lhe instrues de como fazer o po da fogueira que ele chamava de apagador. Era simples demais: farinha, gua e sal, moldados numa forma e ento deixar-se 
enterrar nas brasas por aproximadamente uma hora. Infelizmente, na hora que estava pronto para comer, Halt havia adormecido novamente. Horace, desconsolado, ficou 
com o po queimado para ele mesmo. Estava pastoso e grosso, mas ele falou para si mesmo que estava delicioso. Ele limpou sua armadura e afiou suas facas. Elas j 
estavam afiadas como navalhas, mas ele sabia que ferrugem podia rapidamente formar-se nelas se ele no desse a devida ateno. E ele praticou com a faca tambm, 
trabalhando por vrias horas at sua camisa estar encharcada de suor. Por todo o tempo, seus ouvidos estiveram em alerta pelo som mais leve do Arqueiro abatido, 
apenas alguns metros de distncia.

Ele queria saber onde Will estava, e quanto ele tinha percorrido. Ele sabia que os cavalos Arqueiros eram capazes de viajar extraordinrias distncias num dia. Mas 
Will tinha que considerar a viagem de volta tambm e seria um tempo precioso para dar descanso aos cavalos no meio do caminho. Ele no poderia gastar suas reservas 
de energia numa viagem de mo nica. Ele olhou para o mapa e tentou projetar o caminho de Will e progredir nele. Mas era um esforo em vo. Havia muitas incertezas. 
Trilhas poderiam estar bloqueadas ou apagadas. Margens poderiam ser cobertas ou rios poderiam inundar devido  chuva de quilmetros de distncia. Uma dzia de diferentes 
coisas poderiam forar um viajante a dar uma volta em rea desconhecida. Will disse que voltaria em trs dias. Significava que ele planejava chegar a Macindaw, e 
na floresta Grimsdell, onde ficava a casa de Malcolm, em apenas um dia. A viagem de volta iria demorar mais. Malcolm no poderia esperar cavalgar sem paradas sem 
nenhum descanso adequado como Will podia. Will permitiu viagem slida de dois dias, com uma noite inteira de descanso no meio. Seria rgido para o curador idoso, 
mas seria suportvel. Horace percebeu que o seu estoque de lenha estava diminuindo. Pelo menos, ench-lo novamente daria algo para ele fazer. Ele verificou Halt, 
observando o Arqueiro dormir por alguns minutos at decidir que ele no iria mexer-se. Ento ele pegou o machado e um cortador de lenha e foi em direo a um bosque 
de rvores duzentos ou trezentos metros de distncia. Estava cheio de rvores mortas que iria supri-lo, pronto para fazer a fogueira. Ele recolheu gravetos suficientes, 
ento procurou pedaos pesados, cortando-os em comprimento manusevel com rpidos golpes do machado. Quase sempre, ele iria parar e virar para ver o acampamento. 
Ele podia perceber a figura inclinada dormindo perto do fogo ardente. As chances eram,  claro, que se Halt gritasse, ele no conseguiria ouvi-lo dessa distncia. 
J era difcil ouvi-lo atravs da fogueira. Satisfeito que ele j tinha pedaos pequenos o bastante para cozinhar e um estoque de lenhas pesadas e que demorariam 
acesas para as prximas horas escuras, ele desceu a madeira no carregador de lenha e empurrou os cabos de vez, segurando os galhos e a lenha cortada juntos dentro 
do saco de lona. Com o machado no ombro e a lenha no outro lado, andou com dificuldade para o acampamento. Halt ainda estava dormindo e, at aonde Horace podia dizer, 
ele no tinha se movido na meia hora que o alto guerreiro estivera ausente. No fundo da sua mente, Horace mantinha uma vaga esperana que ele voltaria e encontraria 
Halt totalmente desperto e recuperado - ou pelo menos, no caminho para recuperar-se. A viso da forma imvel e quieta encheu-o de tristeza. De mau humor, ele sentou-se 
sobre os ps e jogou alguns dos pequenos ramos nas brasas, soprando-os de modo que finas labaredas comearam a subir do carvo que

finalmente chegaram  madeira. O bule estava de cabea para baixo onde ele havia deixado, depois de jogar fora a sujeira do ltimo bule que ele havia feito mais 
cedo no dia. Ele encheu o bule e colocou-o para ferver, depois selecionou o estoque de caf do pacote de comida. Ele pesou o pequeno saco de algodo de forma experimental. 
Estava quase vazio e ele no tinha idia onde conseguiriam mais nessa floresta. Melhor ir devagar, ele disse em voz alta. Ele se pegava falando sozinho desde que 
Will havia partido. Afinal de contas, no tinha ningum por perto para ouvi-lo. Voc no pode deixar Will voltar e no haver caf para dar a ele. Quando a gua comeou 
a borbulhar e vaporizar, ele mediu um pouco menos que a quantidade normal de caf na palma da mo e jogou cuidadosamente na gua fervendo. Ento ele afastou o bule 
das chamas um pouco, o que fez a gua estabilizar-se enquanto o caf comeava a impregnar. O aroma delicioso e inconfundvel subiu do bule, apesar da tampa fortemente 
fechada. Mais tarde, ele quis saber se foi o cheiro familiar que despertou Halt. Certamente deve ter sido, julgando pelas suas primeiras palavras. Eu quero um copo 
desse quando estiver pronto. Horace balanou assustado pelo som da voz de Halt. Halt soava mais forte e mais positivo do que na ltima vez que ele tinha falado. 
Horace foi para mais perto dele, segurando sua mo direita. Halt! Voc est acordado! Como est se sentindo?. Halt no respondeu imediatamente. Ele olhou para a 
figura inclinada perto dele e tentou levantar a cabea um pouco, mas depois a deixou cair, derrotado. Quem  esse? ele disse. No posso ver muito claramente por 
algum motivo. Devo ter batido a cabea, no foi?. Sou eu, Halt. E no, voc estava... Antes que Horace pudesse continuar a explicar o que aconteceu, Halt comeou 
a falar novamente e o corao do jovem guerreiro afundou quando ele percebeu que, apesar da aparente fora na voz de Halt, ele estava pior agora de um jeito que 
nunca esteve antes.

Aquilo destruiu Thorgan, no ? Ele e sua clava. Eu no o vi vindo at que estivesse em mim. Horace na verdade recuou um pouco em choque. Thorgan? Ele j tinha ouvido 
o nome. Ele ouviu quando era um garotinho no Departamento em Redmont. Era uma famosa histria de coragem e lealdade por toda Araluen e que havia ajudado a fortificar 
a extraordinria lenda do Corpo de Arqueiros. Thorgan, o Esmagador, tinha sido um bandido infame que aterrorizou a regio norte oriental de Araluen vrios anos atrs. 
Sua equipe de assassinos roubou e mutilou viajantes e at invadiu pequenas aldeias, queimando, roubando e aterrorizando todos os lugares em que ia. O prprio Thorgan 
carregava uma imensa clava de guerra, de onde ele derivou seu apelido. Halt e Crowley tendo revitalizado e reformado o Corpo dos Arqueiros haviam jurado derrubar 
o bando de Thorgan, e trazer Thorgan para frente do tribunal de justia do Rei Duncan. Mas numa corrida fugitiva numa floresta, Crowley havia sido emboscado por 
trs dos homens de Thorgan e estava lutando desesperadamente pela sua vida. Halt foi  sua ajuda, atirando em dois dos bandidos e cortando o terceiro com sua faca 
saxnica. Mas salvando Crowley, ele falhou em ver Thorgan escondido nas rvores at que fosse tarde demais. O grande bandido balanou um terrvel golpe com a sua 
dura clava. Halt trabalhou para evadir toda a sua fora dela, escorregando como um gato para um lado no ltimo momento. Porm, um golpe indireto pegou-o na cabea 
e s conseguiu administrar a faca a perfurar profundamente o corpo de Thorgan antes de cair inconsciente acima de Crowley. At mesmo naquele movimento, ele estava 
tentando proteger o amigo. Os dois amigos foram encontrados algumas horas depois por uma patrulha da cavalaria de Duncan. Eles foram aconchegados, inconscientes. 
Perto dali, o corpo de Thorgan estava encostado na raiz de uma rvore com uma cara surpresa no rosto, e o punho da faca de Halt projetando-se das suas costelas. 
Esse foi o evento, de tanto tempo atrs, que agora estava  frente na mente itinerante de Halt. Suas palavras seguintes confirmaram a suspeita de Horace. Voc est 
bem, Crowley? Pensei que fosse tarde demais alcanando voc, velho amigo. Espero que voc no pense que eu deixaria voc cado. Crowley? Horace entendeu, com uma 
sensao enjoada na boca do estmago, que Halt havia confundido-o com o Comandante Arqueiro. Parecia no haver jeito tentando convenc-lo do contrrio. Ele tampouco 
perceberia seu erro ou no. Horace apertou sua mo. Voc nunca me deixaria no cho, Halt. Eu sei que no.

Halt sorriu e fechou os olhos brevemente. Ento ele abriu-os mais uma vez e havia uma estranha calma neles. No sei se vou conseguir dessa vez, Crowley, ele disse, 
numa voz trivial. Horace sentiu o corao recuar de tristeza - mais no tom de aceitao do que nas prprias palavras. Voc vai conseguir, Halt.  claro que voc 
vai conseguir! Precisamos de voc. Eu preciso de voc. Mas Halt sorriu novamente, um pequeno e triste sorriso que dizia que ele no acreditava nas palavras que estava 
ouvindo. Foi uma longa estrada, no ? Voc tem sido um bom amigo. Halt... Horace comeou, mas Halt levantou uma mo para par-lo. No. No pode ter sido muito tempo, 
Crowley. Cheguei a dizer algumas coisas... Ele pausou, respirando profundamente, reunindo sua fora. Por um terrvel momento, Horace pensou que ele tinha sido levado. 
Mas depois ele reanimou-se. O garoto, Crowley. Voc ir tomar conta dele, no vai?. Instintivamente, Horace soube que ele estava falando de Will. O sentido de tempo 
e eventos de Halt pareciam misturados. Mas ele estava procurando o rosto de Horace agora, obviamente vendo somente um borro e esperando por resposta. Crowley? Voc 
ainda est a?. Estou aqui, Halt, Horace disse. Ele engoliu a saliva, desesperadamente forando as lgrimas quentes e picantes a voltarem quando elas ameaavam forarem-se 
para fora dos seus olhos. Estou aqui. E vou tomar cuidado com ele, nunca sentir medo. Ele sentiu uma dor aguda de culpa na decepo, mas ele considerou que era para 
o melhor. Halt havia ficado preocupado quando pensou que Crowley no havia ouvido seu pedido. Ele relaxou um pouco quando Horace respondeu-o. Pensei que talvez voc 
tivesse partido, Halt disse, ento, com um pouco do seu riso mordaz, adicionou, Pensei que talvez eu tivesse partido. Ento o riso perdeu fora quando ele se lembrou 
do que estava dizendo.

Ele poder ser o maior de todos ns, voc sabe. Horace abaixou a cabea, mas ele sabia que tinha que responder. Ele tinha que manter Halt falando. Se ele estava 
falando ele estava vivo. Era tudo o que Horace sabia. Ele teve um grande professor, Halt, Horace disse a voz falhando. Halt acenou uma fraca mo em recusa. No precisei 
ensin-lo. S precisava apontar o caminho. Foi uma longa pausa, ento ele continuou: Horace tambm. Um dos bons ali. Observe-o. Ele e Will juntos... eles podem ser 
o futuro desse Reino. Dessa vez Horace no podia falar. Ele sentiu uma entorpecente onda de tristeza, mas ao mesmo tempo, um calor de orgulho estava no seu corao 
 orgulho que Halt falara sobre ele em alguns termos. Incapaz de falar, ele apertou a mo do Arqueiro mais uma vez. Halt fez outro esforo para levantar a cabea 
e conseguir mant-la alguns centmetros do travesseiro. Mais uma coisa... fale para Pauline... Ele hesitou e Horace estava prestes a estimullo quando ele conseguiu 
continuar. Ah... no importa. Ela sabe que nunca teve mais ningum para mim. Aquele ltimo esforo pareceu exaust-lo e seus olhos lentamente se fecharam. Horace 
abriu a boca para soltar seu grito de pesares, mas ele percebeu que o trax com cabelos cinza do Arqueiro ainda estava levantando e caindo. O movimento era lento. 
Mas ele ainda estava respirando. Ainda vivo. E Horace abaixou a cabea e chorou. Talvez de medo. Talvez de angstia. Talvez de alvio pelo amigo continuar a vivo. 
Talvez por todos os trs.

31
Exausto, Will tombou na sela e puxou o arreio de Abelard para parar. A viagem pela noite, desde que havia deixado os tmulos, era como um borro em sua mente: Uma 
seqncia constante de duas horas de galope, em seguida desmontando e andando por quinze minutos, depois trocando de cavalo e galopando outra vez. Ele parou duas 
vezes para um rpido descanso, sem nenhuma interrupo para dormir. Os descansos o haviam reanimado um pouco. Mas tambm serviu para lembrar-lhe das dores e da rigidez 
nos msculos. A cada vez que reiniciava sua marcha, ele sofria alguns minutos de agonia at que seus sentidos se acostumassem com o desconforto. Agora estava quase 
no final da sua jornada. Ou pelo menos da primeira parte dela.  sua esquerda, ele podia ver a maior parte do slido Castelo de Macindaw.  sua direita, estava a 
massa escura que delineava o incio da floresta Grimsdell. Por um momento, foi tentado a ir em direo ao castelo. Seria bem-vindo l, ele sabia. L encontraria 
comida quente, banho quente e uma cama macia. Ele olhou para Abelard. O pequeno cavalo estava de cabea baixa e cansado. Puxo, que no tinha carregado o peso de 
Will nas ltimas duas horas, parecia um pouco melhor, mesmo assim parecia cansado. At Kicker, que viajou sem carga at agora, deveria estar com as pernas cansadas. 
Se ele fosse para o castelo os cavalos seriam tratados, alimentados e alojados com conforto. Ele poderia enviar um mensageiro at Malcolm quando recuperasse a sua 
fora. Certamente, Orman o senhor do castelo, deve ter alguma maneira de entrar em contato com o velho excntrico curandeiro, pensou. Apenas algumas horas. No faria 
nenhum mal, faria? A tentao o balanou - literalmente. Ele percebeu que estava realmente balanando na sela, com os olhos impossveis de se manterem abertos. A 
qualquer momento ele cairia no cho e ficaria deitado na grama, ele sabia que se isso acontecesse, ele no teria fora fsica ou mental para subir na sela novamente. 
Ele se sacudiu, balanando sua cabea violentamente, piscando os olhos rapidamente para rebater a sonolncia que ameaava engoli-lo. No! disse de repente, Abelard 
levantou a cabea e subiu as orelhas ao som repentino da sua voz. O cavalo no estava to cansado quanto parecia, Will percebeu. Ele estava simplesmente conservando 
sua fora para uma necessidade adicional. Will sabia no fundo de seu corao, que se fosse para Macindaw, ele seria atrasado e por muito mais do que algumas horas. 
Ele teria que explicar a situao, responder a uma centena de perguntas e convencer Orman a enviar um mensageiro para a floresta.

Supondo,  claro, que tal mensageiro pudesse encontrar a casa de Malcolm - Will conhecia o caminho e ele apenas supunha que o senhor do castelo devia ter alguma 
maneira de entrar em contato com o curandeiro - e ele ainda teria que convencer Malcolm da urgncia da situao. E essa urgncia perderia o sentido se no fosse 
o prprio Will que explicasse a situao. Atrasos em cima de atrasos, da estaria escuro e muito tarde para partir. Isso pode custar-lhe horas e ele sabia que Halt 
no poderia esperar. Halt morreria simplesmente porque seu aprendiz havia decidido que tirar uma soneca, em um colcho de penas era mais importante que a vida de 
seu melhor amigo. Seria mais rpido se ele mesmo fosse at Malcolm e explicasse a situao. E se o curandeiro mostrasse alguma relutncia ou hesitao em segui-lo, 
viajar por dois dias para ajudar algum que no conhecia - simplesmente Will poderia agarr-lo pelo pescoo e traz-lo a fora. A deciso estava tomada, ele sentou 
um pouco mais reto na sela e virou a cabea de Abelard em direo a floresta Grimsdell. Fazia algum tempo desde que estivera ali, mas aos poucos ele comeou a reconhecer 
os marcos. Este foi o local onde havia se encontrado com Alyss, quando pela primeira vez decidiu achar a casa de Malcolm. Ou a toca de Malkallam, como havia pensado 
na poca. Dentro da linha das rvores, havia uma pequena clareira onde tinha ficado de tocaia e depois atirado em Jack Buttle, ferindo o assassino na coxa, mas sem 
grandes danos. Deveria ter atirado um pouco mais para cima, ele murmurou para si mesmo. As orelhas de Abelard se contraram. O que aconteceu? Parece que, na ausncia 
de Halt, o cavalo tinha decidido que deveria compartilhar seus pensamentos com Will. Ou talvez Will simplesmente o estivesse conhecendo melhor e podia adivinhar 
seus pensamentos com mais clareza. Nada, Will respondeu. Apenas me ignore. Ele desmontou duramente, gemendo da dor que o movimento lhe causou. Ele afrouxou as correias 
de Abelard e afagou-lhe o pescoo. Bom rapaz, disse ele. Voc fez muito bem. Havia muita grama na clareira. Ele amarrou Kicker em uma pequena rvore. A rdea daria 
espao para o grande cavalo circular e pastar, se ele quisesse. Abelard  claro, no precisava ser amarrado. Will simplesmente levantou a palma da mo, em seguida 
apontou para o cho. Fique aqui, disse ele calmamente. O cavalo empinou a cabea em confirmao. Ele decidiu montar em Puxo, naquele absurdo emaranhado de vegetao 
da floresta de Grimsdell. Ele no estava completamente certo de que seria capaz de encontrar o

caminho para a casa da floresta de Malcolm. A trilha que ele conhecia, poderia estar coberta agora. Novas trilhas poderiam ter se formado. Ele achava que sabia o 
caminho, mas Puxo tambm o iria ajudar com seus sentidos. Brevemente pensou no co, Shadow, amargamente desejando que estivesse com ele. Com certeza iria encontrar 
a cabana sem hesitao. Apertou as cintas de Puxo e montou na sela, gemendo novamente quando os msculos rgidos foram esticados e exigidos pelo movimento. Ele 
hesitou, olhando para a parede de rvores ao redor dele. Ento achou que poderia seguir aquela trilha quase apagada. Pareceu-lhe vagamente familiar. Tinha certeza 
que era por ali que ele e Alyss tinham seguido da ltima vez. Vamos, ele falou para Puxo e seguiram para dentro da floresta de Grimsdell. O caminho era obviamente 
algum rastro deixado por pequenos animais, que ficavam mais prximos do solo que Puxo. Conseqentemente, cerca de um metro e meio do cho, a trilha era obstruda 
por galhos pendurados, videiras e trepadeiras, tudo conspirando para atrasar Will, obrigando-o a abaixar na sela ou at cort-los fora. Por vrias vezes teve que 
desviar de uma espcie de vinha cheia de espinhos que estava por todo o lugar. As copas das rvores se tocavam de um jeito que bloqueava a luz do sol, apenas alguns 
feixes de luz conseguiam penetrar na floresta. Ele andava no escuro, em um mundo de sombras, no sabia de que lado estava o sol, perdendo rapidamente todo o senso 
de direo. Ele pensou amargamente no seu procurador de norte, deixou no acampamento a quilmetros de distncia, empacotado junto com suas outras coisas. Na pressa 
de encontrar ajuda para Halt, tinha esquecido o quanto a floresta de Grimsdell era traioeira e ficou cego em confiana que acharia o caminho mais uma vez. Ele sentiu 
que Puxo tambm estava confuso, sem dvida devido ao fato de que ele no podia ver o sol e no tinha nenhuma maneira de se orientar. A trilha que seguia, se dobrava, 
virava e torcia de novo, de modo que, aps alguns minutos, no havia nenhuma maneira de saber para onde, exatamente, estavam indo. Tudo o que podiam fazer era seguir 
em frente. Pelo menos desta vez, no temos de lidar com os bichos-papes de Malcolm, disse a Puxo. A primeira vez que ele entrou nessa floreta, Malcolm a tinha 
marcado com sinais assustadores, sons e luzes que apareciam e depois desapareciam. No havia nenhuma evidncia delas agora. Esse pensamento o afetou, ele percebeu 
que possivelmente Malcolm se sentia mais seguro no bosque nestes dias. E talvez isso significasse que sua rede de observadores j no estava mais ativa entre as 
rvores. Era uma desvantagem. Se algum contasse ao curandeiro que o Arqueiro havia retornado, sem dvida mandaria algum para gui-lo at a clareira, onde ficava 
a casa de Malcolm. Mas se no houvesse observadores, ele poderia vagar sem rumo o dia inteiro e ningum seria avisado.

Gentilmente, freou Puxo quando chegaram a uma parte ligeiramente mais ampla da trilha. Ficou parado por um momento considerando sua posio. Aps alguns segundos, 
foi forado a aceitar a verdade. Eles estavam perdidos. Pelo menos ele estava. Voc tem alguma idia de onde estamos? perguntou a Puxo. O cavalo sacudiu a cabea 
e relinchou fortemente. Era um som incerto. Pela primeira vez, os sentidos quase sobrenaturais de Puxo foram derrotados. No podemos estar muito longe, disse Will 
esperanoso. Embora, na verdade eles poderiam ter caminhado na direo errada durante a ltima hora. Nada era familiar para ele. Fez uma pausa, observando cuidadosamente 
as rvores que cresciam ao redor. Empurrou o capuz para trs e escutou, ficou alerta para qualquer som que pudesse lhe dar uma idia de sua posio. Ento ouviu 
sapos. Vrios sapos, coaxando. Oua! disse ele com urgncia para Puxo e apontando na direo de onde tinha ouvido o insistente som. As orelhas de Puxo se levantaram 
e ele virou sua cabea para seguir o som. Ele ouviu tambm. Encontre-os, Will ordenou. Com uma tarefa definida em mente, Puxo partiu em direo as rvores, afastando 
diversas mudas, forando seu caminho atravs de alguns arbustos baixos, at que surgiu outra trilha. Caminharam apenas dez metros de onde estavam e parecia que tinham 
feito uma longa viagem. Aps mais alguns metros, Puxo virou em direo de onde vinha o som dos sapos. Com a crescente certeza ele avanou, em seguida, sem aviso, 
as rvores se abriram e eles saram na borda de um grande espao, um grande lago de guas negras. O lago Grimsdell, Will disse triunfante. A partir daqui, ele sabia 
que eram apenas dez minutos de distncia at a clareira do curandeiro. Mas, dez minutos em que direo? O lago negro era familiar, porm, o lado do lago que eles 
saram no era. Uma vez que perdessem o lago de vista, quando comeassem a se embrenhar na mata, aps alguns minutos eles estariam perdidos novamente. Puxo virou 
a cabea olhando para ele. H sapos aqui. Eu fiz a minha parte. Will deu um tapinha no pescoo dele em gratido. Muito bem. Agora  hora de eu fazer alguma coisa. 
Uma idia veio a ele, colocou dois dedos em sua boca e soltou um estridente e agudo assobio. Puxo reagiu ao som inesperado. Desculpe, Will disse. Aqui vai outra 
vez.

Novamente ele assobiou longo, alto e estridente. O som parecia ser engolido pela massa escura da floresta ao redor deles. Esperou, contando os segundos at um minuto 
se passar, ento assobiou mais uma vez. Ele repetiu a ao mais quatro vezes, permitindo que um minuto se passasse entre cada assobio. E a cada vez, ele observava 
as rvores ao redor, esperando que sua idia funcionasse. Ele estava posicionando os dedos para o stimo assobio, quando ouviu por perto um farfalhar no mato. Puxo 
retumbou em um aviso, que logo se transformou em um som de saudao. Em seguida, um vulto branco e negro surgiu, o corpo rente ao cho, pesado, com a ponta branca 
da cauda balanando lentamente de um lado para outro, dando boas vindas. Will desmontou dolorosamente e abaixou para cumpriment-la, acariciar seu plo macio da 
cabea, coando debaixo do queixo onde os ces adoram. Ela levantou a cabea ao seu toque, um de seus olhos era marrom e o outro surpreendentemente azul, e estavam 
semi serrados de prazer. Ol Shadow, ele disse. Voc no tm idia de como estou encantado em v-la.

32
Do alto de uma serra, Bacari vigiava o pequeno campo abaixo. Ele se perguntava por que o jovem arqueiro tinha ido embora. Talvez tenha desistido da perseguio? 
Ele sacudiu a cabea. Isso no parece se encaixar, com o que tinha observado desses trs at agora. O mais provvel,  que ele tivesse sado em busca de algum remdio 
ou um curandeiro local. O barbudo estaria em mau estado agora, ele sabia. Bacari ouviu-o gritar e ouviu tambm quando deixou seu arco cair. Significava que sua flecha, 
pelo menos havia ferido o inimigo. E uma simples ferida na carne, era to eficiente quanto um tiro mortal, visto o veneno que tinha usado na flecha. Ficou surpreso 
que o estranho barbudo havia sobrevivido por tanto tempo. Ele deve estar em excelente condio fsica, para resistir aos efeitos do veneno por tanto tempo. O Genovs 
sorriu amargamente para si mesmo. A busca do jovem por um curandeiro seria em vo. Nenhum farmacutico do pas teria a menor idia de como neutralizar o veneno. 
Na verdade, pensou ele, a maioria dos curandeiros das grandes cidades tambm no saberia. Est tudo certo ento, pensou. O local do acampamento que Tennyson tinha 
arranjado para se reunir com seus seguidores, era cerca de quatro horas de distncia dali. Se os seus perseguidores continuassem a segui-los, perderiam meio dia 
de marcha. E com a morte de Marisi na floresta afogada, as chances estavam se inclinando para seus perseguidores. Bacari no gostava da idia de um confronto aberto 
com os dois jovens, mesmo que o mais velho estivesse em mau estado. Por alguns segundos, ele considerou chegar mais perto, ao alcance de sua besta e acertar o jovem 
guerreiro. Mas logo abandonou a idia. Ele estaria cruzando terreno aberto, onde poderia facilmente ser visto. Se ele errasse o tiro, teria que enfrentar o espadachim 
e ele vira sua grande habilidade em Hibernia. Alm disso, no havia nenhuma maneira de saber quando o jovem arqueiro iria retornar. No, ele decidiu. Deixe estar. 
Eles no representavam nenhum perigo imediato e suas prprias prioridades haviam mudado. Era hora de apresentar um relatrio ao Tennyson, pensou. Ele j havia decidido, 
que o seu tempo com o autoproclamado profeta, poderia estar chegando ao fim. Mas antes de ir, ele queria descobrir onde Tennyson mantinha o ouro e as pedras preciosas 
que tinha trazido de Hibernia. Ento, por enquanto, manteria o papel de guarda costa fiel.

No momento em que ele chegou ao longo acampamento, percebeu que o nmero de pessoas havia crescido. Devia ter chegado pelo menos mais cinqenta pessoas. Ele andava 
lentamente pelo meio do acampamento, at a tenda de Tennyson. Sorriu quando viu que a simples barraca de lona foi substituda por uma enorme tenda. Os convertidos 
recm-chegados, obviamente tinham trazido material adicional com eles. Um dos homens, que usava uma veste branca montava guarda fora da tenda. Quando Bacari desmontou 
e caminhou em direo  entrada, o guarda foi para cima dele, como se estivesse indo para barrar seu caminho. Bacari sorriu para ele, mas havia algo naquele sorriso 
que disse ao homem que ele no era uma pessoa para confrontar. Rapidamente, o guarda deu um passo para trs e acenou-lhe para entrar. Tennyson estava sentado em 
frente a uma mesa dobrvel, escrevendo em um pedao de pergaminho. Ele olhou para cima, aborrecido, quando Bacari entrou sem aviso prvio. Voc nunca bate? Tennyson 
perguntou acidamente. O Genovs, ironicamente olhou para os lados, procurando algum lugar na tenda de lona para bater. De m vontade, Tennyson indicou uma cadeira 
de lona em frente dele, no lado oposto da mesa. Ento, o que voc tem a informar? o profeta disse, terminando as ltimas palavras no pergaminho. Eles pararam, disse 
Bacari. Isso deveria chamar a ateno de Tennyson, pensou ele. O homem corpulento largou a caneta de pena e olhou para cima. Parados? Onde?. Cerca de quatro, talvez 
cinco horas de viagem de distncia. O mais velha est doente. Ele vai morrer logo. Voc tem certeza disso? Tennyson retrucou. Sim. O veneno tomou seu corpo. Ele 
est enrolado em seus cobertores por quase dois dias. Eu no o vi se mover. No h como sobreviver. Ningum poderia.

Tennyson assentiu com a cabea vrias vezes. Um sorriso cruel formou-se em seus lbios. Bom, disse ele. Espero que ele morra com muita dor. E vai, Bacari assegurou. 
E os outros? Os dois jovens?. Bacari franziu a testa enquanto respondia. Um j se foi. O outro ficou com o velho de barba grisalha. O que voc quer dizer com, se 
foi? Tennyson perguntou, franzindo a testa. Se foi, significa se foi, disse insolentemente Bacari. Ele foi embora. O outro ficou para trs. Ele parece estar cuidando 
do barbudo. Tennyson se levantou e comeou a andar pela tenda, a sua mente assimilando a estranha reviravolta dos acontecimentos. Ele se voltou para o Genovs. Ele 
levou alguma coisa com ele?. Bacari fez um pequeno gesto com as mos - parecia indicar que a informao no era importante. No que eu pudesse ver. Alm dos dois 
outros cavalos. Ele notou que a face de Tennyson estava comeando a expressar raiva quando ouviu esta notcia. Ele levou todos os cavalos?. Bacari deu de ombros 
e concordou. Mas no disse nada. Ser que lhe ocorreu, disse Tennyson, com a voz carregada de sarcasmo, que obviamente ele planeja trazer algum de volta com ele?. 
 por isso que ele levou os cavalos. Ele pode estar planejando trazer um curandeiro de volta com ele. Eu pensei nisso. Mas e da se ele trouxer? Ser intil. O barbudo 
no tem chance. Alm disso, o maior povoado prximo que poderia esperar encontrar um curandeiro  Collings Vale - e isso  mais do que um dia de viagem. Isso significa 
que eles no se moveram por pelo menos trs dias - mais ainda, se eles esperarem que seu amigo seja curado.

Tennyson refletiu sobre isso, sua raiva lentamente passando. Mas o jeito arrogante do Genovs, ainda era um espinho no seu lado.  verdade. Tem certeza que no h 
cura para seu veneno?. H uma cura. Mas eles no vo encontr-la. No entanto, quanto mais tempo o barbudo sobreviver, melhor para ns. Por que voc acha isso? Tennyson 
perguntou. A carranca pensativa voltando a seu rosto. Eles no vo viajar para muito longe, enquanto ele estiver doente. Assim, mesmo se encontrarem um curandeiro 
e adiar o inevitvel, isso ser uma vantagem. Pelo menos para ns, acrescentou com um sorriso cruel. Adiar as coisas no vai fazer nada bem ao barbudo. Tennyson 
pensou sobre o que o Genovs havia dito e acenava com a cabea vrias vezes. Finalmente ele tomou uma deciso. Eu acho que voc est certo, disse ele. Mas eu quero 
que voc volte l e fique de olho nas coisas, s para conferir. O assassino reprimiu com raiva. Para qu?, perguntou ele. Eu viajei por quatro horas. Eu falei, eles
no vo a lugar nenhum. E eu vou passar mais uma noite fora, na grama molhada, s porque voc est com medo de sombras! Se quiser vigi-los hoje  noite, v voc
mesmo. Tennyson olhou para ele. Cedo ou tarde, ele sabia que chegaria a essa situao com os Genoveses. Eles estavam muito orgulhosos, arrogantes e muito seguros
de si. Ponha um pouco de respeito nessa boca enquanto fala comigo, Signor Bacari, advertiu. O Genovs soltou um grunhido curto com um sorriso de desprezo. Ou o qu? 
Eu no tenho medo de voc, seu gordo. Eu no tenho medo nenhum de seus homens ou do seu falso deus. A nica pessoa neste campo que  para ser temida sou eu. Entendeu?. 
Tennyson segurou a raiva que estava brotando dentro dele. O Genovs estava certo, ele percebeu. Mas isso no significava que, logo que a oportunidade surgisse, Tennyson 
ia mat-lo. Porm, no momento iria manter a aparncia que concordava com ele.

Voc est certo, disse. Deve estar cansado e com frio. Precisa de um pouco de comida e descanso. Bacari balanou a cabea, convencido de que seu objetivo havia sido 
alcanado. Agora, ele podia dar-se o luxo de manter o compromisso com Tennyson, para manter boas relaes - at descobrir onde ele tinha escondido o ouro. Eu vou 
dormir esta noite, disse apressadamente. Amanh, antes do amanhecer, eu voltarei para vigi-los.  claro, Tennyson disse em tom de seda. Ele questionou se Bacari 
sabia o quanto o odiava naquele momento, mas tomou cuidado para no deixar transparecer qualquer sinal fsico ou no tom de sua voz. Est certo ento. Afinal, neste 
momento eles no iro a lugar nenhum, como voc disse. Bacari assentiu satisfeito. Mas ele no poderia resistir a uma ltima alfinetada. Isso mesmo, disse.  como 
eu falei. Ele virou-se e saiu rapidamente para fora da tenda com seu manto prpura girando em volta dele. Tennyson olhou por detrs dele por alguns minutos, os punhos 
abrindo e fechando em fria. Um dia meu amigo, disse ele num sussurro, a sua vez vai chegar. E vai ser longa, lenta e dolorosa. Eu prometo-lhe isso.

33
Algum estava observando-os. Horace no tinha certeza de como sabia. Ele simplesmente sabia. Algum sexto sentido, o mesmo sentido extra que tinha mantido ele vivo 
numa dzia de combates, dizia que algum estava observando. Ele pensou que sentiu uma presena no dia anterior, quando Will havia partido. Hoje, ele tinha certeza. 
Ele continuou a circular o acampamento, preocupando-se com as tarefas que precisavam de sua ateno. Ele limpou os utenslios do caf da manh e a frigideira que 
usara, escovando-os com areia e depois os lavando em um balde de gua do lago. Halt ainda estava dormindo e ele parecia estar descansando facilmente. Horace pensou 
que preferia Halt daquele jeito, comparado ao jeito que ele estivera - confundindo Horace com Crowley e falando sobre uma batalha antiga com bandidos. Havia decididamente 
algo preocupante naquilo. Isso forou a admitir que Halt estava seriamente doente, at perto de morrer. A viso dele descansando pacificamente era mais encorajadora. 
Ele podia acreditar - ou pelo menos esperar - que o Arqueiro estava realmente recuperando-se dos efeitos do veneno. Logicamente, ele sabia que era s uma questo 
de tempo antes de Halt acordar novamente e passear nos eventos passados. Mas esperana nem sempre segue a lgica e ele se apegara a isso desesperadamente. Alm disso, 
havia a pequena questo de algum estar observando-os. Aquilo precisaria ser endereado antes que fosse tarde. Ele avaliou a situao. Ele sabia que seria um erro 
deixar o observador saber que havia sido detectado. Mas aqui ao ar livre, no havia jeito de examinar os arredores do campo para procurar algum sinal do observador 
sem alertlo. As possibilidades eram que o observador incgnito estava em algum lugar na cadeia de montanhas do sudeste - a direo que Tennyson e seu grupo estivera 
viajando. Essa, afinal de contas, era a direo de maior perigo.  claro, poderia ser algum que no tinha conexes com a presente situao deles - um viajante qualquer 
que havia cruzado o caminho deles. Ou talvez um ladro, esperando sua chance de roubar o acampamento, avaliando suas chances contra os desconhecidos, medindo suas 
foras e fraquezas. Mas a maior chance era que ele estava sendo observado por um dos seguidores de Tennyson. E se realmente estivessem, provavelmente seria o Genovs 
sobrevivente. Por um momento, seu corpo atingiu o pensamento de um besteiro escondido em algum lugar ali fora. Ento ele relaxou. A menor cadeia de montanhas estava 
a mais de trezentos metros de distncia e Will havia informado que os Genoveses estavam armados com bestas relativamente fracas. A pontaria exata mxima no podia 
ser mais que cento e cinqenta metros.

Mas ainda, o pensamento que ele estava sendo observado irritava. Era como uma coceira que ele no podia alcanar para coar. Ele espiou casualmente para o terreno 
envolvente. A cobertura mais prxima onde ele podia examinar o horizonte sem ser visto era pelo lago, uns cinqenta metros distante. Era numa depresso e haviam 
vrias rvores e arbustos crescendo ao lado da gua. Dali, ele poderia facilmente encontrar um ponto de observao escondido. O nico problema era que ele j tinha 
trazido gua fresca para o acampamento. Foi a sua primeira tarefa na manh, antes de ficar ciente dos olhos sobre ele. O observador no poderia ter estado ali naquela 
hora. Mas se estivesse, ele iria querer saber por que Horace estava trazendo gua to brevemente. E se ele comeasse a querer saber, ele poderia criar suspeitas. 
Ento ele partiria ou iria contra eles, e Horace no estava preparado para nenhuma dessas alternativas. Ele queria saber quem estava ali fora. E por qu. Ele queria 
que Will voltasse. Porm o mais cedo que ele podia esper-lo seria no prximo dia - assumindo que ele conseguiria manter o ritmo que havia planejado. Uma idia acertou-o. 
Ele andou at o fogo e selecionou alguns ramos de tamanho mdio da pilha de lenha. Colocando-os no fogo, ele virou-se e chutou o balde cheio d`gua. O balde inclinou-se 
para o lado e ele abaixou-se rapidamente, como se tentasse evitar que virasse. Na realidade, ele terminou o servio, empurrando o balde no seu lado, derramando a 
gua. Parte da gua caiu no recente fogo alto, criando uma nuvem de vapor e fumaa que seria facilmente visvel ao observador. S para ter certeza que ele veria 
tudo, Horace acertou um chute no balde, mandando girando, e disse em voz alta: Droga!. Ele estava particularmente orgulhoso daquela pequena cena. Ele recordou-se 
de uma conversa no Castelo Araluen alguns meses antes, com um membro de uma companhia de turismo e atuao. O ator aconselhara Horace a pegar uma vaga um pouco abaixo 
no corredor para seu desempenho, nada certo para frente. Ns temos que representar para o fundo da casa, ele explicara, ento nossas expresses e gestos so um pouco 
maiores que a vida. Acomode-se muito e isso se torna irreal. Na hora, Horace pensou que ele estava simplesmente criando uma desculpa para o que parecia ser excessiva 
atuao. Mas agora ele viu o sentido disso. Eu certamente representei para o fundo da casa ento, ele pensou com satisfao rgida. Halt havia se mexido e murmurado 
brevemente quando Horace xingou e chutou o balde.

Horace checou-o agora, assegurando-se que o Arqueiro havia tranqilizado. Ele retrocedeu enquanto andava. Seus dedos do p estavam machucados por causa do slido 
contato com o balde e ele sabia que isso iria doer por um dia ou dois. Ele deu de ombros filosoficamente. s vezes, um ator tinha que sofrer por sua arte. Ele foi 
levantar o balde e depois, andando pelo acampamento, ele curvou-se rapidamente para sua sacola e pegou sua espada e bainha, segurando-as prximo ao seu lado, fora 
de vista. Com sorte, o observador distante no veria o que ele pegou. Tentando parecer casual, ele passeou pela grama at o lago. Ele desceu a rasa inclinao at 
a borda, caindo sob o nvel do cho enquanto fazia isso. Assim que o horizonte estava oculto do seu olhar - e, pelo mesmo sinal, ele estava oculto de algum vigiando 
dali - ele agachou-se e ps o balde no cho. Ficando agachado, ele andou rapidamente para a sombra das rvores e arbustos, onde ele caiu de barriga no cho. Prosseguindo 
sobre os cotovelos e joelhos, ele contorceu-se cuidadosamente nos pequenos arbustos at que pudesse ver as distantes montanhas. Ele comeou a examin-la com cuidado, 
dividindo-a em setores e procurando metodicamente de um lado ao outro, mantendo os olhos em movimento para que no ficassem fixos em um s foco. Durou vrios segundos, 
mas finalmente ele viu um rpido movimento. Ele captou-o com sua viso perimetral, depois movimentou os olhos e focou-se naquilo. O observador havia avanado. Talvez, 
depois de Horace sumir de vista, ele estava tentando encontrar um melhor ponto de vantagem para avistar o jovem guerreiro novamente. Agora sua cabea e ombros estavam 
visveis acima da linha de montanhas. Se ele no tivesse visto aquele pequeno movimento, as chances eram que Horace nunca teria notado. Mas agora ele podia ver a 
figura claramente. E ele podia imaginar que podia tambm ver uma cor indefinida de roxo pesado. Ento voc voltou, hein? ele murmurou. Ele olhou em torno dele, examinando 
o campo envolvente, procurando um jeito que pudesse aproximar o observador sem ser visto. Eu preciso de um barranco pequeno ou uma extenso de terra morta em algum 
lugar, ele disse para si. Mas no podia ver nada parecido no campo entre ele e as montanhas. Lamentavelmente, ele decidiu que se ele fosse um Arqueiro, ele teria 
a habilidade de avanar invisvel e inaudvel atravs do grande gramado. Mas, embora Halt desse uma roupa de camuflagem, ele sabia que a tarefa estava fora de seu 
alcance. E pensar em se aproximar de um besteiro experiente atravessando campo aberto no era algo convidativo.

Alm disso, demoraria muito. O Genovs estaria esperando ele aparecer nos prximos poucos minutos, visando o acampamento com um balde de gua cheio. Se ele se tornasse 
suspeito, quem saberia qual poderia ser sua prxima ao? No, Horace decidiu, desde ele no chegasse perto do homem, o melhor era fingir que ele no havia reconhecido-o. 
Seria uma noite sem sono hoje, ele pensou. Ele pegou o balde e, no ltimo minuto, lembrou-se de reench-lo. Sua mente estava to preocupada com o problema do observador 
Genovs que ele chegou perto de esquecer aquele pequeno detalhe. Se ele tivesse que fazer uma viagem de volta, aquilo realmente teria levantado as suspeitas do observador, 
ele pensou. Quando chegou ao acampamento, o problema do observador escondido foi empurrado de sua mente por alguns minutos. Ele estava encantado e surpreso de encontrar 
Halt acordado e lcido. Conforme conversavam, tornou-se aparente que Halt sabia onde eles estavam e o que acontecera. Ele no mais confundiu Horace com Crowley e 
sua mente estava completamente de volta ao presente. Sua garganta estava seca, de qualquer jeito, e Horace lhe trouxe um copo de caf. Ele podia ver a cor voltando 
ao rosto de Halt enquanto ele bebia a bebida revitalizante. Aps alguns goles apreciativos, Halt olhou para o limpo acampamento. Onde est Will? Eu assumo que ele 
continua atrs de Tennyson?. Horace balanou a cabea. Ele partiu para trazer Malcolm, ele respondeu e, quando Halt momentaneamente embaralhou o nome, ele adicionou 
O curandeiro. Aquilo trouxe uma expresso de desaprovao para o rosto de Halt e ele balanou a cabea. Ele no deveria ter feito isso. Ele deveria ter me deixado 
com meus prprios planos e seguido os Forasteiros. Eles estaro a quilmetros de distncia agora! Por quanto tempo voc disse que eu estive inconsciente?. Amanh 
ser o terceiro dia, Horace disse e a expresso de desaprovao de Halt aprofundou-se.  uma diferena muito grande para dar a eles. Eles podem escorregar de vocs. 
Ele no deveria ter perdido tempo indo atrs de Malcolm.

Horace notou a frase eles podem escorregar de vocs. Obviamente, Halt havia se excludo de mais ao contra os Forasteiros. Ele hesitou, pensando em como contar 
para ele sobre o Genovs que estava mantendo-os em vigilncia. Se o Genovs estava mandando relatrios para Tennyson, os Forasteiros no podiam estar to longe assim, 
ele pensou. Mas decidiu, em equilbrio, que seria melhor no perturbar Halt com a notcia de que estavam sendo vigiados. Em vez disso, ele respondeu: Voc teria 
feito isso no lugar dele? Voc o deixaria ter ido embora?.  claro que eu iria! Halt respondeu imediatamente. Mas algo na sua voz soou errada e Horace olhou para 
ele, levantando uma sobrancelha. Ele esperara um longo tempo por uma oportunidade de usar aquela expresso de descrena com Halt. Depois de uma pausa, a raiva do 
Arqueiro afundou. Tudo bem. Talvez eu no fosse ele admitiu. Ento olhou para Horace. E pare de levantar essa sobrancelha para mim. Voc nem consegue fazer isso 
corretamente. Sua outra sobrancelha mexe com ela!. Sim, Halt, disse Horace, num tom de brincadeira. Ele sentiu uma mar indescritvel de alvio envolvendo-o agora 
que Halt parecia estar voltando ao normal. Talvez eles no precisassem de Malcolm afinal, ele pensou. Ele preparou para Halt uma refeio leve de sopa de carne e 
abafador. Primeiramente, ele tentou alimentar o Arqueiro de barba cinza. A recusa indignada de Halt ligou seu estado de esprito ainda mais. Eu no sou um invlido! 
D-me essa maldita colher! o Arqueiro disse e Horace virou-se para esconder seu sorriso. Aquilo era mais parecido com o amvel Halt das antigas, ele pensou.  tarde, 
com Halt dormindo calmamente, ele ficou ciente de uma estranha sensao. Ou, mais corretamente, uma falta de sensao. Desde a manh, ele sentira o olhar constante 
dos olhos do Genovs. Agora, subitamente, a sensao se foi. Com aparente casualidade, ele examinou o horizonte ao redor do acampamento. Ele sabia onde o Genovs 
escondia-se durante o dia. Vrias vezes, sem aparecer para olhar, ele havia visto um brilho breve de movimento das montanhas enquanto o homem mudava de posio ou 
relaxava seus msculos com cibras. Voc nunca daria um Arqueiro, ele murmurou. Novamente ele havia visto a estranha habilidade de Halt e Will de manterem-se numa 
posio sem se moverem por horas sucessivamente. Ento novamente, ele continuara, sorrindo, nem eu conseguiria.

Ele sabia que no tinha a pacincia ou a autodisciplina que os Arqueiros pareciam possuir em grandes quantias. Enquanto as sombras comeavam a alongar e o sol descia 
inexoravelmente em direo ao horizonte, ele chegou a uma deciso. Seria lgico para ele fazer uma rpida patrulha da rea antes de escurecer. Tal movimento no 
iria crescer as suspeitas do Genovs, se ele ainda estivesse ali. Conseqentemente, vestiu sua camisa de viagem e capacete, afivelou a espada e pegou seu escudo 
e saiu do acampamento. Ele comeou num ponto nas montanhas uns duzentos metros  esquerda da ltima posio do Genovs. Dali, ele patrulharia em curvas pela cadeia 
de montanhas, checando a terra at o sul. Ele se sentiu um pouco mais seguro agora que tinha o escudo no seu brao esquerdo. Aquilo pararia uma flecha facilmente 
e ele tinha confiana nas suas prprias reaes. Se o Genovs ainda estivesse em posio, e se ele levantasse para atirar, Horace teria tempo amplo para defender 
a flecha com o escudo. E ento, com a besta descarregada, ele poderia simplesmente acertar no comprimento da espada no assassino traioeiro. Ele iria realmente gostar 
daquilo. Ele marchou duramente  linha da cadeia, fez uma anlise na terra da sua esquerda, ento virou para a esquerda e comeou a trabalhar no seu caminho ao longo 
da cadeia de montanhas. Ele alcanou o lugar em que havia visto movimento e olhou cuidadosamente ao redor. A grama estava rebaixada pela forma de alguma coisa, ou 
algum, estando ali abaixado por um perodo estendido. Era um ponto de observao ideal. O cume aqui era um pouco maior e dava uma vasta viso do campo diante dele. 
Ele olhou de volta para o acampamento, vendo a mancha de fumaa do fogo, soprando para os lados e silenciosa perto do cho na brisa refrescante da noite, e a figura 
quieta, enrolada em cobertores, dormindo do lado dele. Num impulso, ele desceu para o lado mais longe da montanha e examinou a esquerda e a direita. S demorou alguns 
minutos para encontrar o que ele estivera procurando. Havia uma pilha de fezes frescas de cavalo na grama, e evidncia de onde uma estaca fora posta no cho, ento 
removida. O Genovs amarrara seu cavalo aqui -- atrs do cume e escondido do acampamento, mas perto o bastante se ele precisasse fazer uma escapada precipitada. 
Ele certamente estava aqui, ele disse. E agora ele partiu. A questo  ele ir voltar? E se voltar, quando?. Ele desceu duramente de volta ao acampamento, colocando 
o problema de lado na sua cabea. Enquanto a escurido caa, ele preparava uma refeio. Ele sacudiu Halt gentilmente e ficou surpreso e aliviado quando os olhos 
do Arqueiro abriram quase imediatamente. Jantar, Horace falou para ele.

Halt deu um pequeno bufo. Demorou. Servio por aqui  muito lento. Mas ele aceitou o prato de comida impacientemente e comeu rapidamente. Aps satisfazer sua fome 
imediata, ele pegou um pedao do abafador que Horace cozinhara nas brasas. Voc fez isso? ele perguntou. Horace, com algum prazer na sua nova habilidade, assegurou 
que foi ele que fez. No demorou muito para Halt reclamar. O que  isso? ele perguntou. Horace olhou para ele por um longo segundo. Acho que preferia voc quando 
estava doente. Mais tarde, quando Halt estava dormindo novamente, Horace aterrou o fogo, ento lentamente retirou-se do crculo tremeluzente e irregular de luz que 
atirou. Havia uma rvore cada uns quinze metros de distncia e ele sentou-se com as costas apoiadas nela, uma coberta enrolada nos ombros e sua espada puxada descansando 
pronta nos joelhos. Ele gastou uma noite sem sono, esperando um inimigo que nunca apareceu. Na manh o Genovs estaria de volta.

34
Os dois cavaleiros, conduzindo um terceiro e grande cavalo atrs deles, apareceram no horizonte ao norte. Horace sentiu uma sensao esmagadora de alvio enquanto 
eles se aproximavam, ele podia distingui-los mais claramente a esta distncia. Havia uma pequena probabilidade de que outros dois cavaleiros pudessem se aproximar, 
naturalmente, mas o tempo todo que ele estivera sozinho, ele se preocupara com a possibilidade de que Will chegasse  clareira do curandeiro para descobrir que Malcolm 
havia sido afastado para outra parte do feudo, ou estava incapacitado de algum jeito. Ou tivesse simplesmente se negado a vir. Eu deveria ter pensado melhor, ele 
falou para si, quando comeou a sair do acampamento para receb-los. Eles o viram vindo e passaram os cavalos de um lento trote para um meio galope. Os cavalos, 
como seus cavaleiros, estavam sujos da viagem e cansados. Mas Puxo ainda tinha energia para levantar a cabea e mandar um relincho de saudao para Horace. Era 
como se ele estivesse fazendo Kicker se lembrar de suas responsabilidades, e quando o grande cavalo de batalha ergueu os olhos para o som, e reconheceu seu mestre, 
ele relinchou brevemente. Eles diminuram o passo at pararem ao lado de Horace, este ergueu sua mo em cumprimento, e envolveu a mo magra do curandeiro, que lhe 
lembrava um pssaro, na sua prpria.  bom v-lo, ele disse. Obrigado por vir, Malcolm. Malcolm recuperou sua mo, recuando levemente da presso do aperto de Horace. 
Como eu poderia recusar? Voc sempre tenta esmagar a mo dos seus amigos nessas suas patas pesadas?. Desculpe.  s alvio por ver vocs, eu suponho. Horace sorriu. 
Como est Halt? Will perguntou ansiosamente. Era a pergunta que estivera atormentando-o o tempo todo que esteve fora. Os modos de Horace eram tranqilizadores. Will 
sabia que ele no estaria to alegre se Halt estivesse pior. Mas ele precisava ouvir isso. Na verdade, eu acho que ele est melhorando, Horace disse para eles. Ele 
viu os ombros de Will levantarem-se em alvio. Mas ele estava surpreendido pela reao de Malcolm. O curandeiro franzira a testa levemente. Melhorando? ele perguntou 
rapidamente. De que jeito?.

Bem, dois dias atrs ele estava falando coisas sem sentido e delirando. No tinha idia de onde estava e do que estava acontecendo. Ele pensou que era algum tempo 
h vinte anos atrs. E ele pensou que eu era outra pessoa tambm. Malcolm assentiu. Entendo. E o que lhe faz pensar que ele est melhorando?. Horace fez um gesto 
vago com suas mos. Bem, ontem, ele saiu dessa. Ele acordou e estava totalmente ciente de onde estava e do que acontecera e de quem eu era. Ele sorriu para Will. 
Ele estava irritado por voc ir buscar um curandeiro. Disse que voc devia ter continuado atrs de Tennyson e deix-lo. Will bufou. Tenho certeza de que  exatamente 
o que ele faria se eu estivesse envenenado. Horace riu. Eu disse quase a mesma coisa para ele. Ele enrolou um pouco, mas admitiu que eu estava certo. Depois ele 
se queixou sobre meus mtodos culinrios. Soa como se ele estivesse se recuperando, Will concordou. Eles alcanaram o acampamento e Malcolm desmontou de Abelard. 
Ele no era um cavaleiro habilidoso e completou o feito balanando um p sobre o estribo e deslizando pelo lado errado. Horace segurou-o quando ele tropeou, suas 
pernas duras cedendo atrs dele. Obrigado, disse o curandeiro. Seria melhor dar uma olhada nele imediatamente. Ele est dormindo h muito tempo?. Horace pensou antes 
de responder. Vrias horas. Ele acordou nessa manh. A voltou a dormir. Depois acordou de novo  tarde. Ele est dormindo muito mais calmo, ele adicionou. Ele queria 
saber por que havia uma vaga expresso de preocupao no rosto de Malcolm. Talvez estivesse chateado porque viajara de to longe e to rpido s para descobrir que 
ele no era necessrio afinal de contas, ele pensou. Ele descartou a questo e virou para Will. Por que voc no descansa um pouco? ele disse. Eu vou cuidar dos 
cavalos. Mas Will fora treinado numa escola rgida. Ele sempre se sentia vagamente culpado em concordar que algum mais cuidasse do seu cavalo. Eu vou cuidar de 
Puxo, ele disse. Voc pode cuidar dos outros. Eles deixaram os cavalos um pouco distantes da fogueira e deram a eles gua do balde que Horace enchera s uns minutos 
atrs. Depois tiraram as selas dos cavalos e comearam a lav-los. Kicker parecia excessivamente satisfeito por ver seu dono. Na verdade, ele tivera o trabalho mais 
fcil de todos os trs cavalos na viagem. Malcolm olhara para ele com horror quando o viu pela primeira vez. Voc espera que eu monte isso? ele havia perguntado. 
Ele  do tamanho de uma casa!.

Conseqentemente, ele passou a maior parte da viagem montado em Abelard. O pequeno cavalo mal notou seu peso. Malcolm era pequeno e magro, a ponto de ser esqueltico 
e, conseqentemente, no muito pesado. Alguma coisa aconteceu enquanto eu estava fora? Will perguntou. Alm da melhora de Halt?. Na verdade, sim, Horace disse para 
ele. Ele percorreu os olhos para onde Malcolm estava curvado ao lado de Halt, inclinando-se sobre ele e atendendo-o. Ele decidiu que o curandeiro no estava ao alcance 
da voz, embora no entendesse totalmente o porqu daquilo importar. Em voz baixa, ele rapidamente falou para Will sobre o observador nas montanhas ao sul. Will, 
experiente em tais assuntos, no cometeu o erro principiante de olhar para a cadeia de montanhas. Ele permaneceu com os olhos abaixados. Voc tem certeza que  o 
Genovs?. Horace hesitou. No. Eu no tenho certeza. Eu acho que  ele. Estou certo que  algum. Encontrei o lugar onde ele estava se escondendo. E voc diz que 
ele partiu ao anoitecer? Will continuou. Isso estava ficando mais e mais difcil de entender. Isso mesmo. E voltou essa manh, Horace falou para ele. Will enrugou 
os lbios, acabou de enxugar Puxo e deu uns tapinhas distraidamente no seu pescoo vrias vezes. Mostre-me onde, ele disse. Horace tambm no era principiante. 
O alto guerreiro andou para pegar uma roupa seca, ento, virou-se para Will, de costas para a linha de montanhas ao sul. Deve ser exatamente acima do meu ombro, 
ele disse. E Will, fingindo olhar para ele enquanto conversavam, deixou os olhos escanearem sobre o ombro de Horace, sondando o horizonte. Horace, observando seu 
rosto, viu seus olhos pararem de se mexer e a pele ao redor deles apertando-se subitamente. Eu o vejo, Will disse. S a cabea e os ombros. Agora ele est de cabea 
abaixada. Se ele no tivesse feito isso, eu no poderia localiz-lo. . Ele est ficando convencido, Horace disse para ele. Ele no est tentando se esconder muito. 
E ele se mexe muito, tambm. Hum, Will disse. Que diabo ele est tramando? Por que ele no partiu simplesmente?. Estive pensando sobre isso, Horace disse. Talvez 
Tennyson esteja atrasado, e nosso amigo aqui esteja se certificando de que ns no o estamos seguindo rapidamente.

Atrasado pelo qu? Will perguntou e Horace encolheu os ombros. Pode ser que ele esteja doente ou ferido. Talvez ele esteja esperando algum. Eu no sei. Mas ele 
deve estar escondido em algum lugar por perto, porque o espio dele ali em cima desloca-se  noite e depois volta aqui na luz do dia. Ele est esperando para ver 
o que faremos, Will disse, conforme se tornava claro para ele. Ele sabe que Halt est envenenado. Ele ouviu-o gritar quando a flecha acertou-o. Ento ele assume 
que Halt morrer. Ele no sabe quem Malcolm  ou como ele  hbil.. Engraado, ele pensou como ele simplesmente assumiu que Malcolm conseguiria salvar Halt. Horace 
estava confirmando com a cabea. Poderia ser isso. Se eles tivessem de parar, s faz sentido que eles deveriam continuar vigiando a gente. Ele pode muito bem assumir 
que se Halt morrer, ns vamos desistir e voltar para casa. E, obviamente, ele no tem jeito de saber que Halt est ficando melhor. No seja to rpido com essa suposio, 
Malcolm disse atrs deles. Eles viraram para encar-lo e sua expresso era grave. Mas ele parecia estar! Horace protestou. Eu pude ver isso com meus prprios olhos 
e certamente no sou um curandeiro. Ele estava muito melhor essa manh e ontem  tarde. Totalmente lcido. Mas Malcolm estava balanando sua cabea e Horace parou
seu protesto. Ainda no tenho certeza de qual  o veneno. Mas se eu estiver certo, esses so os sintomas. Do qu? Will perguntou. Sua boca estava numa linha apertada.
Malcolm olhou para ele desculpando-se. Como um curandeiro ele odiava vezes como essa, quando tudo que ele tinha para oferecer eram ms notcias. Comea com delrio
e febre. Um minuto ele est no presente, depois ele est no passado. Ento ele est totalmente no passado e alucinando. Esse  o segundo estgio. Quando voc disse
que ele lhe confundiu com algum. Ento h o estgio final: clareza e conhecimento mais uma vez e uma aparente recuperao. Uma aparente recuperao? Will repetiu.
Ele no gostava do som daquela frase. Malcolm deu de ombros. Tambm tenho medo. Ele j est em um estgio avanado. No sei quanto tempo pode ter lhe restado.
.

Mas... voc pode cuidar dele? Horace perguntou. Tem um antdoto para esse veneno, no tem? Voc disse que sabe qual . Eu acho que sei qual , Malcolm disse. E tem
um antdoto. Ento eu no vejo o problema, Horace disse. Malcolm tomou um profundo flego. O veneno parece de dois possveis tipos - ambos do gnero aracoina, ele
disse. Um  derivado da planta aracoina que possui flores azuis. A outra vem da espcie de flores brancas. As duas causam virtualmente os mesmos sintomas - os que 
eu acabei de descrever aqui. Ento... Will comeou, mas Malcolm parou-o. H dois antdotos. Eles so muito comuns. Tem eficcia quase que imediata e eu tenho os 
ingredientes para os dois. Mas se eu trat-lo com aracoina branca e ele estiver envenenado com a espcie azul, isso ir, quase certamente, mat-lo. E vice-versa. 
Horace e Will ficaram num silncio surpreso enquanto Malcolm falava. A ele continuou.  por isso que porcos assassinos como esses Genoveses preferem veneno de aracoina. 
Mesmo que um curandeiro possa preparar um antdoto, ainda h uma chance paralela que a vtima morra. . E se ns no sabemos qual foi usado? Will perguntou. Malcolm 
sabia que a pergunta estava vindo e agora ele tinha que mostrar para esse jovem que ele estava admirando um dilema sinceramente terrvel. Se no o tratarmos, ele 
certamente morrer. Se nos rebaixarmos a isso, prepararei ambos os remdios, ento vamos tirar cara ou coroa e decidir qual usar. Will levantou os ombros cados
e fitou Malcolm nos olhos. No, ele disse. No haver nenhum cara ou coroa. Se uma deciso tem que ser tomada, eu irei tom-la. No terei a vida de Halt decidida
em um lance de sorte assim. Eu nunca poderia voltar e contar para Lady Pauline como que fizemos isso. Eu quero isso feito por algum que ama ele. E esse sou eu. 
. Malcolm assentiu com o reconhecimento do estado. Eu esperava ter uma coragem como a sua em um momento como esse, ele disse. Mais uma vez, como ele fizera h vrios 
meses, ele observou o Arqueiro diante dele e admirou-se com a fora e a profundidade de carter de algum to jovem. Horace foi para mais perto do amigo e colocou 
sua mo gigante no ombro de Will. Malcolm viu as

articulaes dele brancas com a presso do agarramento enquanto ele apertava, deixando Will saber que no estava sozinho. Com um triste e pequeno sorriso, Will colocou 
sua mo sobre a dele e cobriu a mo do amigo. Eles no precisavam falar nesse momento. E naquela noite, por volta da meia-noite, depois de horas gastas fitando sem 
palavras as brasas lnguidas do fogo, Will tomou sua deciso.

35
O sol nasceu a mais de uma hora atrs. Seria um belo dia, mas o grupo ficou ao redor do baixo monte de terra recm-virada com suas cabeas abaixadas em aflio. 
Eles no tinham olhos para o tempo bom ou a promessa de um dia claro que seria. Cabea inclinada, Will colocou um marcador de madeira para a terra recentemente escavada 
na cabea da rasa sepultura, depois se afastou para dar espao para Horace remover as ltimas pazadas de barro no lugar. Horace afastou-se tambm, apoiando-se na 
p. Algum quer falar algumas palavras? ele perguntou como tentativa. Malcolm olhou para Will por uma resposta mais o jovem Arqueiro balanou sua cabea. No sei
se estou pronto para isso. Talvez seja apropriado se ns s ficarmos aqui parados por uns instantes? Malcolm sugeriu. Os outros dois trocaram olhares de assentimento 
concordando. Eu acho que seria o melhor Will disse. Horace se ajeitou numa posio de ateno e os trs olharam de cabeas abaixadas, para a sepultura. Finalmente,
Will quebrou o silncio. Muito bem. Vamos l. Eles pegaram as roupas, carregando nos cavalos. Horace chutou sujeira no fogo para apag-lo e eles montaram. Will olhou 
por um momento para a terra fresca que formava um baixo monte sobre a sepultura. Ento ele virou a cabea de Puxo e partiu sem olhar para trs. Os outros o seguiram. 
Eles cavalgavam lentamente indo para o norte, longe da trilha que eles estiveram seguindo por dias. Eles deixaram  sepultura e Tennyson e seus seguidores para trs. 
Ningum falou quando alcanaram a primeira montanha. Ento, enquanto saam de vista de qualquer um que estivesse vigiando, Will fez um breve sinal com a mo.

Vamos l, ele disse e os trs impeliram os cavalos num meio-galope. Uns cem metros de distncia onde o terreno tornava-se horizontal, e antes de erguer-se para ainda 
outra linha de montanhas, havia um pequeno bosque de rvores. Ele foi em direo ao bosque, virando levemente para a direita, os outros seguindo de perto por trs 
dele. Conforme alcanavam o bosque, ele olhou para trs sobre o ombro, para ver se havia algum a vista atrs deles ainda. Mas a linha do horizonte estava vazia. 
Depressa! ele gritou. Eles tinham de estar sob cobertura na hora que o espio Genovs alcanasse aquele cume. Ele puxou as rdeas de Puxo para par-lo na beira 
das rvores e conduziu os outros dois atrs dele. Eles cavalgaram para o abrigo do bosque por uns metros, ento desmontaram. Will, checando mais uma vez se ainda 
no havia sinal de um perseguidor, seguiu eles. Ele desmontou tambm. Deixe os cavalos bem embaixo das sombras, ele disse. Horace deixou Kicker mais distante nas 
rvores. Num gesto de Will, Abelard e Puxo seguiram o cavalo maior. Eu vou dar uma olhada em Halt, Malcolm disse. O Arqueiro descansava, ainda dormindo, no seu 
saco de dormir no centro do bosque. Eles o trouxeram aqui depois do anoitecer, numa cama pendurada entre Abelard e Puxo, e o deixaram confortvel. Malcolm ficou 
com ele durante a noite. Antes do amanhecer, eles se arrastaram de volta ao acampamento para estar presente no funeral, durante o qual ele ficou de p, fingindo 
um comportamento desolado, enquanto Will e Horace enterravam um pedao de madeira enrolado num cobertor. Sem mudanas, Malcolm falou suavemente agora para Will, 
depois de examinar Halt. Will assentiu, satisfeito. Ficou preocupado sabendo que Halt foi deixado aqui desacompanhado por algumas horas, enquanto eles pretendiam
acordar, encontrar o corpo e enterr-lo com todos os sinais externos de tristeza que eles pudessem reunir. Mas Malcolm tinha que voltar para o acampamento antes 
do espio retornar logo aps o amanhecer, e eles decidiram que isso era um risco necessrio. Ele esperava agora, quase dentro das rvores, mas atrs o suficiente
de forma que estava numa profunda sombra e estaria invisvel para qualquer um vigiando  distncia. Ele examinou o horizonte ao sul zelosamente. Algum sinal? Horace 
disse baixinho, enquanto ele e Malcolm andavam para juntarem-se a Will. Horace vestia a capa que Halt dera a ele, e Malcolm estava vestindo

a capa do prprio Halt. Cada pedao de esconderijo ajudara, e Will os instrura a manterem o capuz na cabea e continuarem  frente. No! E pelo amor de Deus, pare 
de berrar!. Horace no podia ajudar sorrindo para a resposta irritada de Will. Mau fora um berro, Horace sabia. Mas ele perdoou o amigo pelo exagero. Will estava 
tenso de excitao. Esse seu truque tinha que funcionar para que Halt tivesse uma chance de sobreviver. O que  exatamente que voc tem em mente? Malcolm disse, 
tomando cuidado para manter a voz baixa. Will e Horace discutiram o plano de Will na noite passada, mas como Malcolm gastara o tempo mantendo o olhar sobre Halt, 
ele no estava certo dos detalhes. Estou esperando que ele venha checar se realmente partimos, Will disse. E ento voc vai sair precipitadamente e captur-lo? Malcolm 
perguntou. Ele soou duvidoso sobre a cincia daquele plano casual e a firme resposta de Will confirmou suas dvidas. Eu certamente no vou! No tenho desejo de me 
matar. Os Genoveses so atiradores experientes. Se me jogar contra ele, ele ter tempo o suficiente para colocar uma flecha em mim. Voc atira melhor do que ele, 
Malcolm disse. Mas ele estava esquecendo um detalhe vital. Talvez. Mas eu quero peg-lo vivo. Ele s ir me querer morto. Voc no poderia atirar para feri-lo? Malcolm 
sugeriu. Will estava sacudindo a cabea antes que ele terminasse de falar. Muitos riscos. Eu estaria galopando muito rpido em Puxo. Um tropeo, um passo em falso 
e eu poderia perder o alvo. Se eu errar por alguns centmetros, eu poderia matar o Genovs. E, alm disso, mesmo se eu conseguisse feri-lo, ele ainda poderia me 
matar. Ento... o que voc vai fazer? Malcolm perguntou.

Eu tenho que esperar at que ele no esteja esperando problemas. Quando ele vier procurar-nos, ele estar completamente alerta, Will explicou. Ele estar olhando 
para ter certeza que realmente partimos. Suponho que ele v cavalgar para a prxima montanha. A, se ele no conseguir ver nenhum sinal de ns, estou esperando que 
ele v rumar para o acampamento de Tennyson. Isso soa lgico, Malcolm disse. Mas Will pde sentir que ele ainda estava confuso pela situao ento ele explicou mais.
Quando ele rumar para casa, ele provavelmente ir olhar para trs pelas prximas horas aproximadamente. Ento ele relaxar um pouco quando se convencer de que realmente 
partimos. O mais distante que ele estiver mais ele relaxar. Isso significa que eu terei a chance de peg-lo de surpresa. Eu vou deixar comear primeiro, depois 
correr e ficar paralelo ao seu curso at apanh-lo. Ento vou para a frente dele e chegar o mais prximo possvel antes dele me ver. Voc ainda tem que captur-lo. 
Will assentiu. Sim. Mas ele estar cansado e ele no estar me esperando. Terei chances muito melhores de peg-lo vivo se eu esperar algumas horas. Malcolm assentiu, 
entendendo. Mas havia uma expresso preocupada no seu rosto. Halt pode no ter algumas horas, Will, ele disse discretamente e o jovem Arqueiro suspirou. Eu sei disso, 
Malcolm. Mas no vai fazer nenhum bem se eu me matar aqui, vai?. De repente, ele levantou uma mo para cortar qualquer resposta possvel. Puxo soltou um baixo som 
de alerta, mal audvel, e ele sabia que o pequeno cavalo ouvira alguma coisa. Will assentiu para ele. Bom garoto, ele sussurrou. Eu ouvi isso tambm. Era o som de 
cascos de um cavalo tamborilando o cho liso. O som cresceu e Will agachou-se, gesticulando para os outros fazerem o mesmo. Lembrem-se, ele advertiu, se ele olhar 
nessa direo, no mexa um msculo. Por vrios segundos, no havia nada, ento a batida dos cascos diminuiu e Will viu movimento no horizonte. Lentamente, um cavalo 
e cavaleiro elevaram-se na linha do horizonte. Os lbios de Will franziram em desprezo. O Genovs poderia ser um inimigo

perigoso nos becos e ruas de trs de uma cidade ou metrpole, ele pensou. Mas suas habilidades de campo eram miseravelmente deficientes. Se voc fosse se mostrar
na linha do horizonte daquele jeito, no havia nada a ser ganho por fazer isso lentamente. O Genovs estava fazendo isso e ele o reconheceu facilmente, notando o
roxo pesado na capa e a besta nas mos, carregada e pronta, atravessando a sela. O homem fincou os ps nos seus estribos, defendendo os olhos com uma das mos, e
examinou o cho abaixo dele, procurando algum sinal dos trs cavaleiros. O terreno continuava por quilmetros numa srie de pequenos cumes ondulados. Para
o Genovs, 
parecia que Horace, Will e Malcolm j haviam partido juntos para o norte e estavam fora de vista. Aquilo fazia sentido, enquanto ele estava alguns minutos antes
de partir atrs deles, no caso de estarem atrasados. O Genovs agora impulsionou o cavalo para frente, subindo o cume e atropelando a rasa inclinao diante dele.
Ele no era nenhum rastreador, Will podia ver os sinais pesados que o Genovs deixava atravs da floresta o que dizia que ele sabia pouco sobre habilidades de perseguio
verdadeiras. Ele observava enquanto o assassino passava trotando, aproximadamente a cento e cinqenta metros de onde eles se agachavam em segredo, depois subiu para 
o prximo cume. Novamente, ele repetiu a manobra intil de reduzir a velocidade antes de alcanar o cume, a expondo a si mesmo e ao seu cavalo completamente para 
olhar mais longe. Obviamente, ele tambm no viu nenhum sinal dos trs cavaleiros daquele ponto de observao. Ele hesitou por alguns minutos, ento deu meia-volta 
com o cavalo para o sul e cavalgou de volta para o caminho que viera, passando pelo bosque de rvores mais uma vez. Assim como antes, ele no deu ateno ao lugar 
onde os trs estavam se escondendo. Ele cavalgou para a montanha sem pausar e eles ouviram o seu galope enfraquecendo lentamente. Will esperou alguns minutos, a 
olhou para Puxo, afastado entre as rvores. Alguma coisa? ele perguntou. O cavalo relinchou suavemente e sacudiu a cabea. Suas orelhas levantaram, depois baixou 
de novo, no havia nenhum som para ele ouvir. Pela primeira vez em aproximadamente trinta minutos, Will relaxou os msculos tensos. Ele podia sentir o efeito da 
tenso atravs dos ombros. Voc acha que ele caiu nessa? Horace perguntou.

Will hesitou um segundo, ento assentiu. Eu acho que sim. Ao menos que esteja nos enganando. Mas duvido que seja o caso. Ele no  muito bom em campo aberto. Provavelmente 
at voc poderia engan-lo, Horace, ele acrescentou com um riso. Bem, muito obrigado, Horace disse, levantando uma sobrancelha para ele. Ele estava comeando a divertir-se 
com aquela expresso. Voc devia fazer isso sem mexer a outra sobrancelha, Will falou para ele. Caso contrrio, voc s vai parecer tonto e surpreso. Horace fungou 
em orgulhosa descrena. Ele estava convencido que atuara muito bem agora e os Arqueiros estavam simplesmente com inveja que ele dominava um das suas expresses de 
estimao. Ento o que vem depois? Malcolm interrompeu. Ele conhecia esses dois e sentia que essa discusso poderia continuar em outra hora. Will virou para ele, 
sua mente de volta a situao atual. Eu vou esperar por meia hora mais ou menos, ele disse. Eu quero que ele fique completamente convencido de que partimos. Depois 
eu vou fazer uma grande curva, correr para encontrar sua trilha e alcan-lo antes dele chegar no acampamento de Tennyson. E a voc vai captur-lo, Horace disse. 
Will assentiu para ele. Com alguma sorte, sim. Malcolm sacudiu a cabea em admirao. Assim  toa, ele disse. Tudo parecia muito simples. Will olhou para ele, uma 
expresso sria no rosto. Assim  toa. Ento, percebendo que pode ter soado um pouco orgulhoso, ele explicou melhor. Eu no tenho escolha, Malcolm, tenho? Voc precisa 
saber qual veneno foi usado na flecha e ele  o nico cara que pode nos dizer. Ento agora esperamos? Horace disse e Will assentiu. Agora esperamos.

36
Apesar das longas distncias que eles viajaram nos dias passados, Puxo estava surpreendentemente descansado. Will cavalgou com ele lentamente at o lugar onde o 
Genovs alojou-se, observando o acampamento. Quando se aproximou, ele desmontou e avanou agachado. Perto do ponto mais alto, ele se deitou de bruos e rastejou 
a frente para ver sobre o cume, expondo somente alguns centmetros da sua cabea enquanto fazia isso. No havia nenhum sinal do Genovs, embora ele tivesse descoberto 
o lugar muito facilmente. A grama estava esmagada num grande crculo, como o ninho de algum animal grande. Will podia ver claras pegadas na grama levando para fora 
do cume, onde o Genovs partira a cada anoitecer. Ele seguira o mesmo caminho cada vez e sua trilha estava evidente aos olhos treinados de Will. Ele havia se dirigido 
para o sudeste - a mesma direo que o grupo dos Forasteiros estava seguindo. No parecia haver nenhuma razo agora para pensar que eles possam ter alterado o curso. 
Will considerou a situao rapidamente. O Genovs estava obviamente satisfeito que eles haviam partido depois de enterrar Halt. Ento no havia motivo para ele estar 
colocando uma trilha falsa e no havia motivo para que pudesse suspeitar que ainda estivesse sendo seguido. Mas ele no era nenhum tolo, mesmo que suas habilidades 
de campo deixassem muito a desejar. Ele iria provavelmente checar a trilha atrs dele de tempos em tempos, pelo menos nas primeiras horas, e se Will fosse peg-lo 
vivo, ele teria que apanh-lo com a guarda baixa. Conseqentemente, Will conduziu Puxo num longo arco por dois quilmetros ao oeste. Ento ele virou para ficar 
paralelo ao curso para o sudeste do assassino e passou os passos de Puxo para rpidos meio-galopes. Era um passo eficiente. Eles progrediram rapidamente, ainda 
mais que os cascos desferrados de Puxo faziam muito menos barulho no cho macio do que eles teriam num galope completo. Eles cavalgaram em direo ao sudeste. Conforme 
atravessavam cada linha de montanhas, Will tomou as mesmas precaues contra ser visto, mas no havia nenhum sinal do Genovs. Depois de uma hora e meia, ele desviou-se 
para cruzar a trilha do Genovs. Ele a encontrou depois de alguns minutos, satisfazendo-se ao ver que o homem continuava no mesmo curso. Ele cavalgou para o oeste 
dessa vez, ento virou de forma que ele estivesse mais uma vez paralelo ao curso. Foi no meio da tarde quando ele viu o Genovs. Ele estava em passo lento adiante, 
seu cavalo mourejando, cabea baixa, em marcha. Will sorriu. O cavalo era um que eles deviam ter roubado de uma fazenda local e parecia em pobre condio. Nada

comparado  fora e velocidade de Puxo. E agora que ele estava to perto quanto antes, ele sabia que o ltimo quilmetro aproximadamente iria provavelmente tornar-se 
uma corrida. Will dirigiu Puxo para trs, liderando para interceptar o outro cavaleiro. O homem estava jogado na sela. Obviamente, ele estava quase to cansado 
quanto seu cavalo. Agora, ele estaria confiante que no havia nenhuma perseguio. Quando foi mais perto, Will pde ver que a besta do homem agora estava pendurada 
no seu ombro. Seus pensamentos estariam focados no acampamento em algum lugar  frente dele, na comida quente e bebidas que o esperavam ali. Gentilmente, garoto, 
Will sussurrou para Puxo enquanto ele inclinava-se, sobre seu pescoo, impulsionando-o para mais velocidade. O pequeno cavalo respondeu. As batidas do casco estrondaram 
pesadamente no cho, mas elas foram silenciadas pela grama e a terra mida abaixo e Will esperou que pudessem chegar mais perto antes do Genovs ouvisse eles e percebesse 
que estava em perigo. Era uma equao perfeitamente balanceada. Se eles fossem rpidos, ele poderia fechar a rea mais rapidamente. Mas eles tambm iriam fazer um 
grande barulho e aumentar o risco de descoberta. Will resistiu ao desejo de deixar Puxo correr ao mximo. O tempo para aquilo viria. Enquanto cavalgava, ele jogou 
o arco de madeira no ombro e, deixando as rdeas sobre o pescoo de Puxo, enfiou a mo no casaco para pegar suas duas strikers. No incio, o movimento de Puxo 
tornava difcil para ele fixar os dois pedaos de lato juntos. Ele comearia a inserir uma dentro da outra e uma sbita guinada iria separ-las antes de ter os 
pedaos de fio presos nas strikers. Ele parou e concentrou-se em igualar os movimentos do corpo exatamente ao ritmo de Puxo. Ento, permanecendo relaxado e fluido 
nos seus movimentos, ele tentou novamente e sentiu os fios prenderem. Depois das primeiras voltas cuidadosas, ele girou mais rpido, colocando as duas strikers juntas 
como uma longa pea. Ele suspendeu-a na sua mo direita, sentindo o equilbrio familiar. As strikers estavam designadas a ter as mesmas caractersticas de lanamento 
da sua faca. Mas para us-las, ele teria que se aproximar uns vinte metros - e aquilo poderia provar ser difcil. Ele viu que o Genovs estava quase em outro cume. 
Um sexto sentido alertou Will e ele percebeu que s seria natural para o homem lanar um ltimo olhar para trs quando alcanasse o topo. Ele fez com que Puxo desse
uma parada deslizante, saiu da sela e puxou de lado nas rdeas enquanto ele descia ao cho. Puxo, treinando para responder a uma grande variedade de sinais de quem
o monta, reagiu instantaneamente. Ele foi aos joelhos, depois rolou de lado na grama, deitado imvel enquanto Will colocava um brao sobre seu pescoo. Eles ficaram
deitados inertes, escondidos em parte pela grama e em parte pela prpria falta de movimento deles. De uma distncia, o cavalo cinza e

seu cavaleiro encapuzado iriam parecer nada mais ameaadores que uma grande pedra rodeada por arbustos. De baixo do seu capuz, Will viu o Genovs refrear no topo 
do cume. Ele ofegou um suspiro de alvio por ter previsto esse momento. O cavaleiro virou, suavizando os msculos tensos pra fora da sela, e lanou um rpido olhar 
sobre o terreno atrs dele. Mas s foi um olhar apressado. Ele fizera a mesma coisa de tempos em tempos nas passadas quatro horas. Ele no viu nenhum sinal de perseguio 
antes e ele no esperava ver algum sinal agora. Assim ele inspecionou o gramado atrs dele sem nenhum grande cuidado. Na verdade, o movimento era mais designado 
para suavizar os msculos tensos de trs do que para procurar por perseguidores. Como Halt havia falado tanto para Will durante seu treino, noventa por cento do 
tempo, as pessoas s vm o que elas esperam ver. O Genovs esperava ver um gramado vazio atrs dele, e foi isso o que ele viu. O monte irregular de cores verde e 
cinza indeterminados longe ao oeste no incitava nenhum interesse. Depois de um minuto ou dois, ele regressou para o sudeste e desceu do cume. Will esperou. O truque 
mais velho no livro era parecer partir, ento subitamente retornar para olhar mais uma vez. Mas o Genovs parecia satisfeito que a terra atrs dele estava livre 
de qualquer ameaa e ele no reapareceu. Will deu um tapinha em Puxo no ombro e, enquanto o cavalo girava a de volta, e vinha aos seus ps, ele deu um passo, montando-o 
de forma que eles levantaram juntos. Com o som dos cascos de Puxo agora escondidos pelo cume entre ele e o Genovs, ele tomou a oportunidade para impulsionar o 
cavalo num galope. Quando eles chegaram ao topo, eles esperariam estarem somente algumas centenas de metros do outro cavaleiro. Dessa vez, ele no parou no topo. 
Era hora de confiar. Eles estiveram viajando por quase quatro horas e a lgica o dizia que eles deviam estar perto do objetivo do Genovs. Eles alcanaram o cume 
a todo galope e Will deu um pequeno grito de surpresa. As orelhas de Puxo subiram com o som, mas Will apressadamente tranqilizou. Continue andando! ele disse. 
As orelhas do pequeno cavalo abaixaram novamente e ele manteve o galope, nunca perdendo o ritmo.  frente deles, a paisagem havia mudado. A srie de cumes ondulados 
agora deu lugar a um longo e gradual declive conduzindo para baixo at abrir-se num vale amplo e comprido. O acampamento de Tennyson era visvel, uns trs quilmetros 
de distncia. Os nmeros haviam crescido de vinte ou quinze pessoas que estiveram com ele originalmente. Agora, ele estimou, devia ter cem pessoas reunidas ali. 
Mas o problema mais imediato de Will era o Genovs, agora menos que duzentos metros adiante. Ele no podia acreditar na sorte. O assassino no ouviu as batidas dos

cascos de Puxo na grama. Ele continuou num passo lento, seu cavalo mourejando pesadamente. Ento Will viu a cabea do homem estremecer e virar na direo dele enquanto, 
inevitavelmente, ele os ouvia. Will estava perto o bastante para ouvir seu sbito grito de surpresa e viu-o colocar os calcanhares nas costelas do cavalo, instigando-o 
a um meiogalope pesado, ento num galope cansado. Era um erro ttico, Will pensou. O choque de v-lo havia alarmado o homem num erro. Armado com uma besta, ele teria 
feito melhor em desmontar e atirar em seu perseguidor assaltante. Mas a, ele no estava ciente que Will precisava peg-lo vivo. Talvez ele no estivesse pronto 
para ficar frente a frente com a fenomenal preciso e velocidade do Arqueiro mais uma vez. Ele devia estar ciente que s a sorte havia salvado ele no encontro passado 
deles. Will viu o oval rosto plido do Genovs enquanto ele olhava sobre o ombro. Puxo estava fechando a rea rapidamente agora e o homem estava chutando desesperadamente 
com os calcanhares para acelerar seu prprio cavalo. Mas o cansado cavalo de fazenda nunca teria uma chance de escapar do ligeiro cavalo dos Arqueiros e Puxo estava 
ganhando velocidade a cada passo largo. O Genovs lutava agora para desamarrar a sua besta. No momento que ele viu o que o homem estava fazendo, Will empurrou as 
strikers unidas atravs da cinta e desamarrou o prprio arco. A mo do Genovs foi  aljava, escolhendo uma flecha e colocando-a no encaixe da besta. A garganta 
de Will contraiu-se e sua boca secou assim que percebeu que estava prestes a encarar uma das flechas envenenadas fatais do homem. Sob circunstncias normais, ele 
teria atirado primeiro. Todas as vantagens estavam do seu lado. O outro homem tinha que se torcer na sela para escapar de um tiro, enquanto Will podia atirar direto 
sobre as orelhas de Puxo. Nessa distncia, ele poderia acert-lo facilmente. Mas ele precisava do homem vivo. O Genovs havia finalmente conseguido colocar a flecha. 
Ele virou desajeitadamente, lutando contra os passos com solavancos e irregulares do seu cavalo, virando a besta para atirar. Ele estava torcendo-se na sua direita, 
ento Will guiou Puxo com os joelhos, virando-o para a esquerda, forando o Genovs a torcer-se mais, ficando mais difcil para ele acertar o alvo. O Genovs percebeu 
o que estava fazendo e girou subitamente para o outro lado, torcendo-se a sua esquerda para um tiro mais claro. Mas assim que ele fez isso, Will ziguezagueou novamente, 
levando Puxo de volta para a direita. A manobra estava bem sucedida. O Genovs descobriu que seu alvo estava novamente fora do seu campo de viso. E Puxo fechou 
a rea por outros vinte metros no processo.

O Genovs torceu-se para a direita novamente. Dessa vez, Will continuou galopando firmemente, sem ziguezaguear. Mas agora ele tinha uma flecha encaixada e cavalgava 
com as rdeas enroladas no pescoo de Puxo, guiando o cavalo com seus joelhos. Ele no podia arriscar matar o Genovs, mas sua caa no sabia disso. O assassino 
conseguiria uma chance para um tiro. No haveria tempo para ele recarregar, mesmo se ele pudesse administrar a tarefa nas costas do cavalo. Quando ele foi atirar, 
Will planejou estragar seu alvo. Ele estava confiante que poderia disparar vrias flechas em rpida sucesso, colocando-as perto o bastante  cabea do Genovs para 
faz-lo recuar. Ele lembrou o duelo com o compatriota do homem. Esses homens eram principalmente assassinos, acostumados a atirar de coberturas num alvo impotente, 
algum que no estava ciente da presena deles. Eles no estavam acostumados a combate aberto, fitando um inimigo que atira de volta - e que atira com pontaria mortal. 
Ele estava mais perto agora. O passo de Puxo estava regular e controlado, ao contrrio do cavalo de fazenda, que estava desajeitado e cansado e tinha o Genovs 
pulando desigualmente na sela. Aqui vai! A besta apontou e ele viu a mo do Genovs comear a esticar-se sobre o gatilho. As mos de Will mexeram-se numa falta de 
clareza, puxando, soltando e jogando uma nova flecha para fora da aljava e para a corda do arco em tal rpida sucesso que ele tinha trs flechas no ar nos segundos 
antes do Genovs soltar. Enquanto sua mo esticava-se no gatilho da besta, o assassino de repente tornou-se ciente do perigo. Algo sibilou ferozmente passando sua 
cabea, aparentemente s alguns centmetros de diferena. E ele ficou ciente que mais dois tiros estavam a caminho, uma frao de segundo atrs do primeiro. Isso 
teria pego mais nervos confiantes do que ele possua para parar um alvo frio e cauteloso - mesmo se ele no estivesse sendo sacudido e agitado pelo cavalo galopante. 
Ele abaixou-se, gritando uma maldio involuntria, e sua mo espalmou-se, empurrando dificilmente o gatilho e mandando a flecha em linha curva alto no ar, de forma 
que caiu inofensivamente na longa grama quase a cem metros distante. O perigo passou. Will jogou o seu arco de lado. No tinha tempo para amarr-lo e ele podia retom-lo 
mais tarde. Ele tirou as strikers do cinto e acelerou Puxo para um ltimo estouro de velocidade. O assassino, vendo-o a somente quarenta metros de distncia, batia
freneticamente com os calcanhares nas costelas do cavalo. O animal exausto havia diminudo a um trote enquanto seu cavaleiro estivera preocupado e agora ele precisava
de velocidade novamente. O cavalo respondeu tanto quanto pde, mas Puxo estava diminuindo a distncia entre eles agora. Atrasado demais, o assassino comeou a pegar 
uma das vrias adagas que carregava. Mas o brao direito de Will subiu e ento foi para frente num lance direto e poderoso. As strikers reluziram na luz do sol enquanto 
elas viajavam fim sobre fim. Por um segundo, o assassino no as viu, no registrou o perigo. Ento ele viu o metal voador e abaixou-se sobre o pescoo do cavalo.

O homem tinha reflexos como um gato, Will pensou. As strikers voaram sem perigo sobre sua cabea e desapareceram na longa grama. Will praguejou. Ele nunca as encontraria 
novamente. Ele puxou a faca saxnica da sua bainha. V peg-lo, Puxo, ele disse e sentiu a reao do seu cavalo quando ele acelerou mais uma vez, agora se movendo 
to rpido quanto Will nunca havia sentido ele mover. Ele viu um brilho de ao na mo do Genovs, reconheceu como uma das adagas de lmina extensa que os assassinos 
carregavam. Ele segurou a faca saxnica pronta e dirigiu Puxo para frente. O Genovs comeou a virar o cavalo para encontrar o perseguidor, mas ele estava muito 
atrasado. Ele lanou uma vez, mirando Puxo, mas Will inclinou-se para frente sobre o pescoo do seu cavalo e desviou a fina lmina com sua faca. Ento o ombro de 
Puxo atirou-se em total velocidade contra o exausto e desequilibrado cavalo de fazenda e mandou-o espatifando-se, de forma que ele chocou-se contra o cho no seu 
lado e deslizou por vrios metros ao longo da superfcie lisa de grama. O violento movimento prendeu a perna direita do Genovs sob o corpo do cavalo. Os cascos 
do cavalo agitaram-se fracamente no ar, mas no fez nenhuma tentativa de se levantar. Estava acabado. Instantaneamente, Will estava fora da sela. Ele correu para 
o assassino preso. O Genovs perdera sua adaga na coliso e ele estava lutando freneticamente sob sua capa roxa para puxar outra. Sem um segundo de hesitao, Will 
interviu e empurrou o pesado punho de metal da sua faca saxnica no lado da cabea do homem. Ento, sem esperar para ver se o primeiro golpe foi bem sucedido, ele 
repetiu a ao, um pouco mais duro. Os olhos do homem rolaram na sua cabea. Ele soltou um fraco gemido e caiu para trs, sua perna direita ainda presa sob o cavalo 
cado. Will recuou para recuperar o flego. O segundo golpe provavelmente foi desnecessrio, ele percebeu. Mas ele se divertiu. Tanto por voc, ele disse para a 
figura quieta. E o cavalo em que voc passeava.

37
Malcolm estava preocupado. O veneno estava no sistema de Halt por vrios dias e a qualquer momento ele poderia ir para os estgios finais. Ele estava tranqilo para 
o momento, e sua temperatura estava normal. Mas se ele ficasse agitado e febril novamente, se sacudindo e se contorcendo e gritando, isso poderia sinalizar que o 
seu fim seria daqui a algumas horas. Will estava correndo contra o tempo para trazer de volta o Genovs antes que Halt chegasse a esse estgio. Na melhor das hipteses 
o acampamento de Tennyson ficava a aproximadamente quatro horas de distncia. Quatro horas para ir e quatro horas para voltar. Em uma hora, Halt poderia estar morto. 
Ele olhou para o guerreiro jovem e alto, sentado debruado sobre os joelhos, olhando para o espao. Ele desejava que houvesse algo a fazer para ajudar Horace, algum 
incentivo que ele pudesse oferecer. Mas Horace conhecia a situao, assim como ele conhecia. Malcolm no tinha o hbito de oferecer falsas esperanas ou palavras 
tranquilizadoras em um momento como aquele. Ter falsas esperanas era pior do que ter a pouca esperana que eles tinham. Halt deu um gemido baixo e virou-se para 
o lado. Instantaneamente, Malcolm ficou alerta, observando-o como um falco. Ele havia apenas se mexido enquanto dormia ou isso seria o incio do estgio final? 
Por alguns segundos, Halt ficou imvel e sua ansiedade diminuiu. Ento ele murmurou novamente, desta vez mais alto, e comeou a agitar-se, tentando jogar fora os 
cobertores. Malcolm correu para seu lado, se ajoelhando e colocando a mo na testa do Arqueiro barbudo. Sua testa estava quente ao toque - demasiado quente para 
ser normal. Os olhos de Halt estavam fechados, mas ele continuou gritando. No incio, eram apenas sons inarticulados. Ento de repente ele gritou um aviso: Vai! 
No tenha pressa! No apresse o tiro!. Malcolm ouviu os passos rpidos de Horace como se ele tivesse se mexido para ficar atrs dele. Ele est bem? Horace perguntou. 
Nas circunstncias, foi uma pergunta ridcula. Halt no estava nada bem. Malcolm respirou fundo para dar resposta. Ento ele parou. Foi uma reao natural da parte 
de Horace. No.disse ele. Ele est em apuros. Horace, me passa o meu remdio que est na bolsa.

A mochila estava ao alcance de Malcolm, mas Horace sabia que seria melhor para Malcolm pensar que ele estava ajudando. Horace passou a bolsa de couro para Malcolm, 
que procurou rapidamente, atravs dela, seus dedos foram rapidamente para o frasco que ele precisava. O frasco continha um lquido marrom claro e Malcolm usou os 
dentes para remover a rolha. Mantenha a boca dele aberta.Ele disse brevemente. Horace ajoelhou do outro lado de Halt e forou a boca do Arqueiro para ficar aberta. 
Halt lutou contra ele, tentando sacudir a cabea de um lado para o outro para evitar o remdio. Mas ele estava enfraquecido pelas provaes dos ltimos dias e Horace 
era forte para ele. Malcolm se inclinou para frente e deixou algumas gotas do lquido marrom carem sobre a lngua de Halt. Novamente, o Arqueiro reagiu, arqueando 
as costas e tentando se soltar. Mantenha a boca dele fechada at que ele engula.disse Malcolm laconicamente. Horace apertou suas grandes mos sobre a boca do Arqueiro, 
fechando-a. Halt se sacudiu e gemeu. Mas depois de algum tempo, eles viram sua garganta se movendo e Malcolm soube que ele havia engolido a bebida. Tudo bem.disse 
ele. Voc pode solt-lo. Horace soltou sua mo de ferro da mandbula de Halt. O Arqueiro gaguejou, tossiu e tentou se levantar. Mas agora Horace tinha as mos em
seus ombros, segurando-o para baixo. Aps mais ou menos um minuto, seus movimentos comearam gradualmente a enfraquecer. Sua voz se extinguiu a um murmrio, e ele
dormiu desengonadamente. Malcolm sinalizou para Horace relaxar. Havia suor na testa do jovem guerreiro e o curandeiro sabia que era mais do que esgotamento. Era
transpirao de nervosismo causada pelo seu medo por Halt e sua incerteza. Emoes poderosas, Malcolm sabia, e capazes de causar danos ao seu corpo. Malcolm.disse 
Horace. O que est acontecendo?. Ele reconheceu que esta era uma nova fase do sofrimento de Halt. Malcolm lhes havia dito que Halt iria passar por vrias fases, 
mas ele no tinha descrito isso, a fase final, em detalhes. Mas Horace sabia que qualquer mudana no comportamento ou nas condies s poderia ser uma m notcia 
naquele momento. Halt estava piorando e Horace quis saber o quo ruim a situao era. Malcolm olhou para cima e encontrou seu olhar preocupado. Eu no vou mentir 
para voc, Horace. Ele est mais calmo agora por causa da droga que eu dei a ele. O efeito vai passar em mais ou menos uma hora e ele vai comear a agitar-se novamente. 
Cada vez vai ser pior. Ele vai conduzir o veneno mais e mais fundo atravs do seu sistema e ento ser o fim.

Por quanto tempo voc pode continuar dando-lhe a droga? Horace perguntou. Will poderia estar de volta aqui a qualquer momento. Malcolm encolheu os ombros. Talvez 
mais duas vezes. Talvez trs. Mas ele est fraco, Horace, e  uma droga poderosa. Se eu der a ele muitas vezes, poderia mat-lo to facilmente como o veneno. No 
h nada que voc pode fazer? Horace disse, sentindo lgrimas ardendo nos olhos. Ele se sentiu assim... incapaz, to intil, parado assistindo Halt afundar mais e 
mais. Se o Arqueiro estivesse em uma batalha, cercado por inimigos, Horace no hesitaria em ir ao seu auxlio. Ele entendeu aquele tipo de situao e pode lidar 
com isso. Mas isso! Era terrvel ficar parado, esperando e observando, torcendo as mos em angstia e incapaz de fazer qualquer coisa. Isso era pior do que qualquer 
batalha que pudesse imaginar. Malcolm no disse nada. No havia nada para dizer. Ele viu raiva nos olhos de Horace, viu o seu rosto ruborizar de raiva. Vocs curandeiros! 
Vocs so todos os mesmos! Vocs tm suas poes e seus feitios e suas histrias mentirosas e, no final, tudo isso no serve pra nada! Tudo o que voc pode dizer 
 espere e veja!. A acusao era injusta. Malcolm no era como a maioria dos curandeiros, muitos dos quais eram mentirosos e charlates. Malcolm lidava com ervas 
e medicamentos e com o conhecimento do corpo humano e seus sistemas. Ele foi sem dvida o mais qualificado e melhor aprendiz curador em Araluen. Mas s vezes, habilidade 
e conhecimento, simplesmente no eram suficientes. Afinal, se os curandeiros eram infalveis, ningum jamais morreria. No fundo, Horace sabia disso, e Malcolm, sabendo 
que ele sabia, no se ofendeu. Ele compreendeu que a ira do guerreiro foi dirigida  situao e no seu prprio sentimento de absoluto desamparo, e no no prprio 
Malcolm. Sinto muito, Horace ele disse simplesmente. Horace parou seu discurso e soltou um longo suspiro, seus ombros curvados. Ele sabia que suas palavras tinham 
sido mal interpretadas. E ele sabia tambm que Malcolm devia sentir uma sensao ainda pior de desamparo do que ele sentia. Afinal, foi para isso que Malcolm fora 
treinado e ele no poderia fazer nada. Horace fez um pequeno gesto com a mo. No. No.ele disse. No tem nada que pedir desculpas. Eu sei que voc fez o seu melhor 
para ele, Malcolm. Ningum poderia ter feito melhor.  que.... Ele no pde terminar a frase. Ele no tinha nem certeza do que estava prestes a dizer.

Mas ele percebeu que suas palavras significavam a sua aceitao ao fato de que Halt iria morrer. No havia mais nada que pudessem fazer por ele. Se Malcolm no pudesse 
ajud-lo, ningum poderia. Ele virou-se, a mo aos olhos escondendo as lgrimas, e se afastou. Malcolm comeou a ir atrs que ele, ento decidiu que seria melhor 
deix-lo. Ele se voltou para Halt e se ajoelhou ao lado dele mais uma vez. Ele franziu a testa em concentrao, olhando para o Arqueiro. Em meia hora, o lquido 
marrom iria comear a perder efeito e Halt teria outro ataque. Ele poderia facilitar isso, mas seria uma soluo temporria. Os ataques continuariam e piorariam. 
Era um caminho sem volta. A menos que... Uma idia estava se formando em sua mente. Era uma idia desesperada, mas esta era uma situao desesperadora. Ele respirou 
profundamente vrias vezes, fechando os olhos e se concentrando. Ele forou sua mente a ignorar as coisas ao redor e concentrarse no problema principal, revirando 
a idia em sua mente, buscando as falhas e os perigos e encontrando muito de ambos. Ento, ele considerou a alternativa. Ele poderia manter Halt confortvel por 
mais algumas horas - talvez duas ou trs - na esperana de que Will voltasse. Mas ele sabia que era uma chance remota. Mesmo se Will pegasse o Genovs antes disso, 
ele iria viajar mais lentamente no caminho de volta com um prisioneiro. Em quatro horas, Halt provavelmente estaria morto. No provavelmente, ele corrigiu, quase 
com certeza. Ele tomou uma deciso e levantou-se, caminhando em direo ao jovem guerreiro que estava encostado tristemente contra uma rvore a alguns metros de 
distncia. Ele viu os ombros cados, a cabea inclinada, a linguagem corporal que lhe disse que Horace havia desistido. Ento ele sentiu uma pontada de dvida. Ser 
que ele tinha o direito de darlhe esta nova esperana - esperana que poderia ser incerta? Se ele melhorasse as expectativas de Horace e Halt ainda assim morresse, 
como ele poderia se perdoar? Seria melhor simplesmente aceitar a situao, fazer o que ele pudesse por Halt e deixar a natureza seguir seu curso? Ele balanou a 
cabea, formando uma nova resoluo na sua mente. Aquele no era seu caminho. Nunca seria. Se houvesse a menor chance de salvar um paciente, ento ele iria us-la. 
Ele lutaria at o fim. Horace? ele disse suavemente. O rapaz virou-se para ele e Malcolm viu as lgrimas que escorriam por seu rosto.

Pode haver alguma coisa... ele comeou. Ele viu a esperana nos olhos de Horace e ergueu a mo para impedi-lo de se animar. No  uma chance muito boa. E poderia 
no funcionar. Poderia at mesmo mat-lo ele alertou. Por um momento, ele viu Horace recuar mentalmente, pensando nesse resultado, ento o guerreiro se recuperou. 
O que voc tem em mente?.  algo que eu nunca fiz antes. Mas poderia funcionar. O remdio que eu dei a ele  muito perigoso. Como eu disse, poderia mat-lo, mesmo 
sem o veneno. Mas se eu desse o suficiente de modo que ele estivesse quase morto, isso poderia salv-lo. Horace franziu a testa, sem entender. Como voc pode salv-lo, 
se pode quase mat-lo?. E Malcolm teve que admitir que, posto desta forma, parecia um plano louco. Mas ele manteve-se firme. Se eu der a ele a dose certa, tudo em 
seu corpo ir desacelerar. Seu pulso. Sua respirao. Seu sistema inteiro. E os efeitos do veneno vo desacelerar tambm. Ns vamos dar tempo a ele. Talvez oito 
horas. Talvez mais. Ele viu o efeito que essas palavras tiveram sobre Horace. Em oito horas, Will certamente estaria de volta - se ele tivesse conseguido capturar 
o Genovs. De repente, Horace sentiu uma dvida terrvel. E se o Genovs tivesse matado Will? Ele empurrou o pensamento de lado. Ele tinha que acreditar em alguma 
coisa hoje. Will estaria de volta. E se Halt ainda estivesse vivo, Malcolm poderia cur-lo. De repente, havia uma esperana, onde havia apenas um desespero escuro. 
Como voc faz isso? perguntou ele lentamente. Malcolm mordeu o lbio por um segundo ou dois, ento decidiu que no havia nenhuma maneira fcil para expressar o que
ele tinha em mente. Vou dar-lhe uma overdose massiva do remdio. Mas no o suficiente para mat-lo. E quanto isso vai ser? Voc sabe? Voc j fez isso antes?. Mais
uma vez, Malcolm hesitou. Ento ele aceitou o desafio.

No.ele disse Eu nunca fiz isso antes. E no conheo ningum que tenha feito. Quanto  quantidade que devo dar-lhe, francamente, eu vou estimar uma quantidade. Ele 
j est fraco. Eu acho que sei o quanto lhe dar, mas no posso ter certeza. Houve um longo silncio entre eles. Ento, Malcolm continuou. No  uma deciso que eu 
quero fazer, Horace. Deve ser feita por um amigo. Horace encontrou seu olhar e balanou a cabea lentamente, compreendendo. E deve ser feita pelo Will. Malcolm fez 
um pequeno gesto de concordncia.

Sim. Mas ele no est aqui. E voc  amigo de Halt tambm. Voc pode no ser to prximo a ele como Will , mas voc o ama e eu estou pedindo a voc pra tomar essa 
deciso. Eu no posso fazer isso por voc. Horace soltou um suspiro profundo e se virou, olhando para fora atravs das rvores at o horizonte vazio, como se Will 
pudesse aparecer de repente e tornar isso tudo desnecessrio. Ainda olhando, ele disse lentamente: Deixe-me perguntar-lhe isto. Se este fosse seu amigo, seu amigo 
mais prximo, ento voc faria isso?. Agora foi a vez de Malcolm fazer uma pausa e considerar o que responder. Eu acho que sim.ele disse aps alguns segundos. Gostaria 
de ter a coragem. Eu no tenho certeza se eu iria ter, mas eu gostaria que tivesse. Horace se virou para ele com o fantasma de um sorriso triste em seu rosto. Obrigado 
por uma resposta honesta. Sinto muito sobre o que eu disse antes. Voc merece coisa melhor do que isso. Malcolm deixou as desculpas de lado. J esqueci.disse ele. 
Mas qual  a sua deciso? Ele indicou Halt e, quando ele fez isso, o Arqueiro comeou a se mexer novamente, resmungando em voz baixa. A

primeira dose do remdio estava comeando a perder o efeito. Malcolm percebeu que este era um momento importante, uma janela de oportunidade. A droga est perdendo 
o efeito.ele continuou. Est fora do seu sistema. Isso torna mais fcil para eu trabalhar com a dosagem certa. Eu no tenho que levar em conta o que eu j tinha 
dado a ele. Horace olhou de Malcolm para Halt, e chegou a uma deciso. Faa.ele disse.

38
O pr do sol estava por cima das montanhas quando Abelard levantou a cabea e deu um longo relincho. Horace e Malcolm olharam surpresos para o pequeno cavalo. Os 
cavalos dos Arqueiros normalmente no faziam barulhos desnecessrios. Eles eram muito bem treinados. Kicker ergueu os olhos, tambm curioso, e depois abaixou a cabea 
e voltou para o seu pasto. O que h de errado com Abelard? Perguntou Malcolm Horace deu os ombros. Ele deve ter ouvido ou cheirado alguma coisa. Ele estava sentado 
perto da fogueira, fitando a brasa e como ela alternadamente produzia calor e entorpecia com o inconstante vento atravs das rvores. Ele se ergueu, sua espada estava 
pronta na mo, andou pelo limite do bosque onde estavam acampados. Quando fez isso, ele ouviu um remetente relinchar de algum lugar distante. Ento, uma figura incerta 
apareceu no horizonte. Aquele  Will! Ele disse E traz um prisioneiro. O trao do cavalo e do cavaleiro tinha sido embaado pelo fato de que Will estava cavalgando 
com o Genovs, mos e ps amarrados, barriga virada para baixo do outro lado da sela, na frente dele. Ele corria devagar com Puxo pelo limite do bosque, balanando 
a mo como cumprimento quando viu Horace caminhar pelas rvores. Na frente dele, o Genovs gemia desconfortavelmente com cada galope de Puxo. Malcolm tinha deixado 
o acampamento para se juntar a Horace, abriu e esfregou a mo com expectativas quando ele viu que o jovem guerreiro estava bem. Will tinha um prisioneiro e a capa 
roxa deixava claro que esse era o Genovs.

Will freou perto deles. Ele parecia exausto, Horace notou, embora no estivesse surpreso, considerando o que o jovem Arqueiro tinha passado nos ltimos dias. Como 
est Halt? Perguntou Will. Horace fez um gesto tranqilizador. Ele est bem. Mas Malcolm o colocou em um sono profundo com o veneno lento. Ele pensou que isso era 
melhor ser dito assim do que falar Malcolm estava perto de mat-lo com o efeito do veneno. Ele ficar bem agora que voc est de volta. O rosto de Will aparentava 
cansao e seus olhos estavam vermelhos. Mas agora que sua preocupao sobre o que Halt tinha sido respondida, existia um claro ar de satisfao nele. Sim, eu estou 
de volta. Ele disse. E olha com quem eu cavalguei. Horace forou uma risada para ele. Espero que tenha corrido severamente com ele. O mais severo que pude. Horace 
deu passos  frente para erguer o Genovs, mas Will o puxou de volta. Afaste-se. Ele agarrou a gola da capa do prisioneiro, levantando-o e fazendo com que Puxo 
desse um coice na direo oposta. O assassino escorregou do cavalo como um saco da batata. Ele bateu contra o cho, tentou evitar a queda com os ps, mas falhou. 
Cuidado! Disse Malcolm A gente precisa dele, lembre disso! Will pigarreou com zombaria do Genovs, que tentava debilitadamente alcanar os ps. Ele est bem. Ele 
disse Precisa mais do que isso para mat-lo. E a gente s precisa dele falando, no em p. Ao sinal de Malcolm, Horace deu passos  frente e levantou o prisioneiro 
pelos ps. O prisioneiro resmungou. Alguma coisa nos olhos do guerreiro pareceu encontrar com os do assassino e ele parou com o abuso. Qual seu nome? Malcolm perguntou 
para ele, usando a lngua comum. O Genovs mudou seu brilho e deu os ombros desdenhosamente, sem dizer nada. Isso era uma ao ofensiva e era tambm um erro. Horace 
abriu sua mo e bateu diretamente no lado da cabea dele, balanando-o de um lado para o outro. No cometa nenhum erro, seu imbecil. Disse Horace Ns no gostamos 
de voc. No temos nenhum interesse em deixar voc confortvel. De fato, quanto mais desconfortvel voc tiver, mais eu irei gostar.

Seu nome? Malcolm repetiu. Horace sentiu que o ombro do homem estava subindo novamente, no mesmo movimento desprezvel. A mo direita dele subiu, e dessa vez foi 
em forma de soco. Horace! Malcolm gritou. Ele precisava do homem consciente para responder as questes. Horace continuou com a me levantada. Os olhos do Genovs 
estavam fixos na mo dele. Ele sentiu o poder por trs do tapa do homem. Um soco poderia ser muito pior, ele sabia. Ele ainda pode falar com o nariz quebrado Falou 
Horace. Mas agora o Genovs parecia ter decidido que no havia sentido em ter mais punio para o bem de ocultar seu nome. Sono Bacari. Novamente ele deu os ombros. 
Essa parecia ser a ao favorita do homem, e ele podia fazer isso com enorme desprezo. Horace percebeu. Como ele estava dizendo Ento, meu nome  Bacari, e da? 
Eu s contei porque eu quis fazer isso. A atitude arrogante e a ao desprezvel que acompanhou, fez Horace ficar mais nervoso. Ele abaixou o punho, e viu Bacari 
rindo para si mesmo, de repente chutou a perna do homem por baixo dele, fazendo-o cair no cho. Horace posicionou a sola de seu p no peito do homem e o imobilizou. 
Fale uma lngua que entendo. Ele ordenou Horace olhou para Will, que tinha desmontado e estava cansado, encostado ao lado de Puxo, assistindo com um suspeito sorriso 
no rosto. Como Horace, ele no sentiu nenhuma compaixo do Genovs. E ele sabia que isso era importante para o homem entender que eles no poupariam nenhuma dor 
quando quisessem alguma informao. Se ele no se comportar, chute a costela dele. Disse Will. Horace acenou Com prazer. Ele se inclinou novamente para o homem, 
que tinha recuperado a respirao Agora vamos tentar de novo. Na lngua comum. Seu nome? Houve um momento de hesitao, o olhar furioso encontrou com os olhos de 
Horace. Ento ele resmungou. Meu nome  Bacari.

Horace se ajeitou e olhou para Malcolm Tudo bem, ele  todo seu. O curandeiro assentiu e gesticulou em direo ao acampamento, e a figura desmaiada ao seu lado. 
Traga-o aqui, sim, Horace? Ele perguntou. Ele andou para a fogueira e sentou com as pernas cruzadas. Horace simplesmente estendeu o brao e pegou Bacari pela nuca, 
arrastou-o pelo cho e o colocou na frente de Malcolm. Ele o posicionou ereto, na posio de sentar e subiu em cima dele, com os braos cruzados. Bacari estava ciente 
da presena ameaadora. Apenas nos de um pouco de espao, por favor. Malcolm pediu em um tom suave. Horace deu alguns passos para trs, ficou em estado de alerta, 
olhando de maneira penetrante. Agora, Bacari. O tom de Malcolm era calmo e agradvel  conversa. Voc atirou em nosso amigo aqui, com uma de suas flechas. Ele apontou 
para Halt, deitado alguns metros dali, seu peito quase no se movendo enquanto ele respirava. Bacari parecia notar a presena do arqueiro pela primeira vez, e seus 
olhos arregalaram. Depois de tudo, ele tinha os visto enterrarem seu companheiro. Ou ele achou que tinha. Ainda vivo? Ele disse surpreso Ele deveria ter morrido 
dois dias atrs! Desculpe por desapontar voc. Horace disse cinicamente. Malcolm deu um olhar de advertncia, ento continuou Voc usou veneno na ponta de sua flecha. 
Bacari deu os ombros de novo. Talvez eu tenha usado. Ele disse sem cuidado. Malcolm sacudiu sua cabea Obviamente voc usou. Voc envenenou a ponta de sua flecha 
com aracoina Aquilo definitivamente pegou Bacari de surpresa. Os olhos dele arregalaram-se, e antes que ele pudesse se segurar ele respondeu Como voc pode saber 
disso? Ele percebeu que era tarde demais para voltar atrs e ele tinha revelado uma vital informao. Malcolm sorriu para ele. Mas o sorriso no ultrapassou os lbios. 
Eu sei muitas coisas. Ele disse. Bacari recuperou-se de sua primeira surpresa e empurrou o lbio inferior em uma audaciosa e descuidada expresso.

Ento voc conhece o antdoto. Ele disse. Sua forma desdenhosa retornando Por que voc no d o antdoto para ele? Malcolm se inclinou para frente para fazer contato 
total com o olho. Eu sei que existem dois antdotos. Ele disse. De novo Bacari deu um involuntrio impulso de surpresa quando ele falou, e, apesar dele recuperar-se 
rapidamente, Malcolm percebeu a reao. E eu sei que o errado ir mat-lo. Che sar, sar. Bacari replicou. O que ele disse? Horace exigiu imediatamente, dando um 
passo  frente. Mas Malcolm gesticulou para que ele voltasse de novo. Ele disse, o que ser, ser. Ele obviamente  um filsofo. Ento ele voltou seu olhar para 
o Genovs. Fale a lngua comum. ltimo aviso ou meu grande amigo vai fatiar suas orelhas e enfiar na sua garganta para sufocar voc. Foi o tom calmo e agradvel 
no qual as palavras brutais foram entregues que fez com que a ameaa se tornasse ainda mais assustadora - isso e o olhar pregado agora fixo no assassino. Ele vira 
a mensagem e havia ido embora. Os olhos de Bacari se desprenderam dele. Tudo bem, eu falo. Ele disse suavemente. Malcolm indicou com a cabea algumas vezes. Bom. 
Tanto tempo para nos entendermos. Ele percebeu que o homem ainda tremia por causa das correias. Will tinha assegurado que suas mos estavam atrs das costas com 
as algemas nos polegares, e que a aljava que ele possua estava fora de seu alcance. Ele no viu nenhuma razo para esperar, desafivelando e descartando. Malcolm 
inclinou-se para Bacari, estendendo a mo para a aljava. Inicialmente, Bacari tentou deixar, pensando que outra bofetada poderia vir. Ento ele relaxou quando Malcolm 
cuidadosamente tirou uma das flechas para analisar a ponta. A sobrancelha de Malcolm ergueu quando ele viu uma substncia pegajosa e descolorida nos primeiros centmetros 
da ponta de ao.

Sim. Ele disse suavemente, o nojo era claro em sua voz Isso  veneno, certo. Agora todos ns queremos saber, que tipo voc usou? A flor azul ou branca? Bacari atingiu 
a expresso de Malcolm. Ele olhou rapidamente para a figura a alguns metros dali, ento permitiu seus olhos vagarem, capturando a ameaadora forma de Horace e o 
exausto jovem Arqueiro em p, a certa distncia atrs, assistindo em silncio.

Ele sentiu a expectativa dos dois jovens homens, percebeu tenso enquanto eles esperavam pela resposta. Apesar das ameaas, ele sabia que aqueles trs no o matariam 
a sangue frio. Eles deviam bater nele, e ele poderia suportar isso. No calor de uma batalha, ele sabia que os dois jovens homens poderiam mat-lo sem hesitao. 
Mas ali, com as mos amarradas nas costas e os ps mancos? Nunca. Ele riu silenciosamente. Tinha visto os olhos deles e ele era especialista em leitura facial. Se 
essa situao fosse inversa, ele os mataria sem pensar duas vezes. Ele possua o sangue frio e cruel necessrio para realizar tal ato. E porque havia dito ele mesmo, 
podia ver que aquilo faltava neles. Seguro de si agora olhou de volta para Malcolm e permitiu que um sorriso ntimo quebrasse a superfcie. Eu esqueci. Ele disse.

39
Bacari ouviu um sbito barulho de ps e se virou muito tarde. O Arqueiro j estava em cima dele antes dele poder fazer qualquer tentativa de evaso. Ele sentiu a 
compreenso de mos na parte da frente da sua jaqueta levantando-o. A jovem face estava bem perto da sua. Cinza com fadiga, olhos avermelhados, Will sentiu uma energia 
renovada pela repentina exploso de dio que ele sentiu por esse assassino sarcstico. Malcolm comeou a correr para par-lo, mas j era tarde, Voc esqueceu? Voc 
esqueceu? A voz de Will aumentou at virar um grito, enquanto ele chacoalhava o Genovs como um rato. Ele o empurrou violentamente. Bacari, com as mos e os ps 
seguramente amarrados, cambaleou, tropeou e caiu, grunhindo de dor por ter cado desajeitadamente ao seu lado. Ento as mos estavam em cima dele de novo enquanto 
ele era levantado mais uma vez. Ento  melhor voc se lembrar! Will gritou, e o lanou cambaleando e caindo de novo com outro empurro. Dessa vez, Bacari caiu perto 
do fogo e seu lado esquerdo estava realmente perto das brasas externas. Ele chorou de dor enquanto ele sentia os carves incandescentes queimar por sua luva e comeava 
a queimar sua carne. Will! Era Malcolm, tentando intervir, mas Will o repeliu. Ele segurou o Genovs pelos ps e o retirou do fogo. Enquanto ele alcanava seu p, 
Bacari tentou o chutar, mas Will facilmente desviou a tentativa desajeitada. E flagelou-se em respostas, a ponta de sua bota acertando Bacari na coxa, trazendo outro 
grunhindo de dor do Genovs. Pare com isso, Will! Malcolm gritou. Ele podia ver que a situao estava piorando. Will, fisicamente e emocionalmente exausto, no estava 
pensando claramente. Ele estava muito perto de um erro terrvel. Enquanto Malcolm teve o pensamento, ele viu a mo do Arqueiro descer para o cabo de sua faca. Com 
a mo esquerda, Will puxou o assassino a seus ps mais uma vez, segurando para que suas faces estivessem alguns centmetros separados. Agora Bacari reconhecia a 
fria cega tambm e percebeu que tinha levado isso longe demais. Esse estranho de roupas cinza era capaz de mat-lo. Ele havia calculado muito mal. Ele o havia forado 
a essa fria assassina. Mas ainda sim, ele percebeu que a nica esperana para sua sobrevivncia estava em no contar o que eles queriam saber. Enquanto ele segurasse 
a chave para a sobrevivncia do amigo deles, eles no poderiam mat-lo.

Ele sentiu a ponta da faca contra sua garganta. A face, to perto da dele, estava distorcida pela dor e pela fria. Comece a se lembrar! Branco ou azul? Qual deles? 
Conte-nos. CONTE-NOS! Ento Bacari viu uma grande mo descendo sobre o ombro do Arqueiro. Horace gentilmente, porm firme, puxou Will de volta da beira da loucura 
assassina que havia o tomado. Will! Se acalme! Tem um jeito melhor. Will virou para seu amigo, seus olhos transbordando lgrimas de frustrao e medo medo por Halt, 
deitado to silencioso, enquanto essa... essa criatura sabia o segredo que podia salv-lo. Horace? ele disse. Sua voz falhando enquanto ele apelava a seu amigo por 
ajuda. Will havia feito tudo que ele poderia ter feito e isso resultou em nada. Ossos cansados, totalmente exausto, ele havia achado fora para seguir esse homem 
hora aps hora. Ele havia lutado com ele, o derrotado e o capturado. Ele havia trazido-o de volta. E agora Bacari zombava deles e recusava-se a lhes contar qual 
veneno ele havia usado. Era muito. Will no conseguia pensar em mais nada a se fazer, mas nenhum caminho a se explorar. Mas Horace podia. Ele encontrou o olhar desesperado 
de seu amigo e balanou a cabea o encorajando. Ento, gentilmente, ele retirou as mos de Will da jaqueta de Bacari. Estupidamente, Will concordou e recuou. Ento 
Horace sorriu para Bacari. Ele o virou e segurou o punho da manga direita com as duas mos. Com um puxo rpido, ele arrebentou o material por quinze centmetros, 
expondo a carne do antebrao do homem, e suas veias ali. Bacari, com suas mos ainda amarradas atrs de suas costas girou desesperadamente para ver o que Horace 
estava fazendo. Sua face estava contorcida com um franzido preocupado. Horace no estava enfurecido com ele. Ele estava calmo e controlado. Aquilo deixou o Genovs 
ainda mais preocupado do que com os gritos de Will. Horace pegou a aljava que ainda pendia no cinto de Bacari. Ainda havia quatro ou cinco flechas. Ele pegou uma 
e observou a ponta. A substncia gosmenta que Malcolm havia visto antes podia ser vista no ferro afiado da flecha tambm. Horace segurou a flecha perante os olhos 
de Bacari, o deixando ver o veneno, para que no houvesse erro. No mesmo momento, Bacari percebeu o que Horace tinha em mente. Ele comeou a se contorcer desesperadamente, 
tentando se soltar. Mas as algemas seguraram rapidamente e o aperto de Horace era como um torno. O jovem guerreiro ps a ponta afiada da flecha

contra o antebrao de Bacari, ento deliberadamente a enfiou na carne, penetrando profundamente para que o sangue quente sasse e escorresse pela mo de Bacari. 
Bacari gritou de dor e medo enquanto Horace empurrava o ferro afiado pela carne de seu brao, abrindo um profundo e longo corte. Agora, Bacari podia sentir o sangue 
bombeando para fora em uma corrente regular. Horace havia achado a veia com a flecha. Aquilo queria dizer que o veneno iria penetrar o sistema sanguneo do Genovs 
muito mais rpido do que com um leve arranho no brao de Halt. No! No! o assassino gritou, tentando se libertar. Mas ele sabia que j era muito tarde. O veneno 
estava dentro dele, e j comeava a se espalhar, ele sabia o que o esperava. Ele havia visto vtimas morrerem antes, vrias vezes. Ele parou de se contorcer e seus 
joelhos cederam, mas Horace o segurou firme, o mantendo em p. O jovem guerreiro jogou o arco de lado e olhou para seus dois amigos, vendo o choque em suas faces 
enquanto eles percebiam o que ele havia feito. Ento a expresso de Will mudou para uma de aprovao. Malcolm era outra coisa. Ele era um curandeiro, dedicado a 
salvar vidas, e a ao de Horace era contra todos seus princpios bsicos. Ele nunca poderia intencionalmente colocar uma vida em perigo do jeito que Horace fez. 
Malcolm, Horace estava dizendo, Quanto mais  vtima se mover e exercer-se, mais rpido o veneno ir espalhar pelo sistema. Certo? Sem palavras, Malcolm confirmou 
com a cabea. Bom, Horace disse. Ele soltou o brao de Bacari e terminou de rasgar a j rasgada manga. Ento, trabalhando rapidamente, ele a enrolou pelo sangramento 
no brao do Genovs. No posso ter voc morto por hemorragia antes do veneno te matar, ele disse. Ele terminou amarrando a bandagem improvisada e soltando seu aperto 
sobre o Genovs. Bacari, aterrorizado com o que aconteceu com ele, afundou sobre seus joelhos, com a cabea curvada. Ele olhou para Malcolm, viu sua possvel fonte 
de sobrevivncia, e implorou ao curandeiro. Por favor! Eu lhe imploro! No o deixe fazer isso. Malcolm encolheu os ombros tristemente. A questo estava fora de suas 
mos. Horace se inclinou rapidamente e removeu as algemas dos tornozelos que seguravam Bacari. Ento o assassino sentiu o aperto poderoso pelos seus braos de novo 
enquanto ele era levantado. Levante-se, meu amigo assassino. No posso deixar que voc fique sentado por ai o dia todo. Ns vamos dar uma caminhada. Ns vamos correr. 
Ns vamos fazer esse veneno correr dentro voc!

E como dito, ele comeou a impelir Bacari adiante, forando o Genovs em um desajeitado trote. Eles atravessaram o pequeno bosque, deixando o abrigo das rvores. 
Horace apontou para a serra ao sul. O que voc acha de admirarmos a vista l de cima? ele disse. Parece bom pra voc? Ento vamos l! Com Horace segurando o prisioneiro 
firmemente pelo cotovelo, eles comearam a trotar ladeira a cima. Ento aceleraram e comearam a correr. Bacari escorregou e caiu uma meia dzia de vezes, mas em 
cada ocasio, Horace o puxava levantando e o fazia correr mais uma vez. Will e Malcolm podiam ouvir os sarcasmos de Horace enquanto ele conduzia Bacari a empenhos 
cada vez maiores. Vamos l, meu velho corredor Genovs! Levante-se! A seus ps, mascate do veneno! Avante! Ns temos que continuar a espalhar esse veneno! Gradativamente, 
a voz ia sumindo enquanto as duas figuras corriam desajeitadamente ladeira  cima, uma puxando a metade do outro. Malcolm encontrou os olhos de Will. Will podia 
ver a desaprovao ali. Voc pode par-lo? O curandeiro perguntou. Will o olhou friamente. Talvez eu poderia. Mas eu iria? Malcolm curvou sua cabea e se virou. 
Will foi at ele e tocou seu ombro virando o curandeiro para que o encarasse de novo. Malcolm, eu acho que o entendo. Eu sei que voc acha difcil perdoar isso. 
Mas isso deve ser feito. O pequeno homem curvou a cabea infeliz. Isso vai contra tudo que eu j fiz ou acreditei, Will. A idia de infectar deliberadamente um corpo 
saudvel, colocando-o veneno... s  muito errada para mim! Talvez isso seja. Will preocupou-se. Mas  a nica chance de Halt. Voc sabe que aquela criatura nunca 
iria nos contar qual veneno ele havia usado. No importa o quanto

ns o ameassemos, ele no acreditava que ns continuaramos com as ameaas. E ele estava provavelmente certo. Eu no poderia por uma faca na sua garganta e simplesmente 
mat-lo se ele se recusasse a se responder. Ento isso  diferente? Malcolm perguntou e Will balanou a cabea.  claro que . Desse jeito, a escolha  dele. Se 
ele nos contar qual veneno ele usou, voc pode neutraliz-lo. Voc mesmo disse que o antdoto vai agir quase que imediatamente. Desse jeito, ns no estaramos o 
matando. Estamos aqui para salv-lo. E se ele morrer, vai ser a escolha dele. . Malcolm abaixou os olhos. Houve um longo silncio entre eles.

Voc est certo, ele disse distante. Eu no gosto disso, mas eu posso ver que h uma diferena. E  necessrio. Eles ouviram o baque surdo de pegadas voltando pela 
colina, ento Horace levou um Bacari plido e tremendo para a clareira entre as rvores. Havia uma expresso evidente de um sorriso de satisfao na cara de Horace. 
Adivinha? Ele disse. Nosso amigo recuperou a memria. .

O veneno era derivado da aracoina branca. Bacari balbuciou a informao para Malcolm, com seus olhos abertos de medo. Malcolm meneou e correr para pegar seu kit 
mdico. Ele vasculhou ali dentro e retirou meia dzia de lquidos e sacos de p. Apressadamente, ele comeou a medir e misturar e com cinco minutos ele tinha um 
fino, amarelo lquido preparado. Ele pegou a tigela contendo o lquido e foi at o lado de Halt. No, Will disse, apontando para a tigela. No Halt. D para Bacari 
primeiro. No primeiro momento, Malcolm estava surpreso com a afirmao. Ento ele viu a razo por de trs disso. Ainda havia a chance de o Genovs ter mentido a 
ele sobre o veneno. Se ele visse que estava prestes a receber o antdoto errado, o antdoto poderia mat-lo, ele teria de lhes falar. Mas o assassino rapidamente 
olhou para Will enquanto ele ouvia

as palavras e deu um passo a frente, tentando girar para que seu brao ferido, ainda amarrado  suas costas, ficasse prximo ao curandeiro. Sim! Sim! ele disse. 
D-me isso agora! Horace estava certo. O fato de que ele havia penetrado o veneno na veia significava que ele estava trabalhando bem mais rpido no Genovs do que 
em Halt. Bacari j podia sentir o calor no seu brao machucado, a dor que queimava do veneno. E ele podia sentir isso subindo pelo brao tambm. Seu pulso comeou 
a acelerar - outro lado do efeito do veneno - e ele sabia que aquilo iria forar o veneno pelo seu sistema ainda mais rpido. Malcolm olhou para ele, olhou para 
Will e meneou a cabea. Halt estava seguro pelo tempo e s ia levar alguns minutos para administrar o antdoto em Bacari. Ele apontou para o brao do homem. Desamarre-o, 
por favor, Will, ele disse. Eu preciso mexer nesse brao. Will chegou atrs do Genovs e desfez o n que o prendia. Quando ele terminou, ele abaixou sua mo at 
o cabo de sua faca. Lembre-se, no precisamos mais de voc vivo. Seja muito cauteloso em qualquer movimento seu. Bacari balanou a cabea e caiu avidamente ao lado 
de onde Malcolm estava ajoelhado. Ele estendeu seu brao para o tratamento, suspirando alarmante enquanto Malcolm removia a bandagem e ele podia ver as marcas, carne 
sem cor da parte de dentro de seu antebrao. Com a presso da bandagem enrolada removida, o brao estava muito inchado. Malcolm pegou o brao machucado, estudou 
por um momento, ento o virou para que a parte interna estivesse para cima. L havia uma pequena e muito afiada lmina na sua mo livre. Eu terei que cortar, voc 
me entendeu? ele disse. Estou cortando sua veia para administrar o antdoto. Sim! Sim! O Genovs disse, suas palavras tropeando umas nas outras. Corte a veia. Eu 
sei disso! Apenas apresse-se! Malcolm olhou para ele, ento de volta para o brao. Habilmente ele achou a veia e cortou com uma pequena lmina. Sangue brotou imediatamente 
e ele balanou a cabea para um pequeno quadrado de linhos que ele havia colocado no cho ao seu lado.

Limpe o sangue, por favor, Will. Will se ajoelhou para faz-lo. Enquanto ele limpava a ferida, nos segundos seguintes, sangue brotava de novo, Malcolm rapidamente 
inseriu um fino e oco tubo na veia cortada. Havia um formato de sino no fim do tubo e ele ps um pouco do lquido amarelo ali dentro, assistindo enquanto ele corria 
tubo a baixo, batendo no tubo at o lquido se aderir em uma s massa, sem bolhas de ar dentro. Ele continuou segurando o lquido verticalmente at o lquido ir 
para o final que estava dentro do brao de Bacari. Ento, inclinando pra frente, ele ps seus lbios na abertura com formato de sino e gentilmente soprou, forando 
o antdoto pra dentro da veia do homem, onde a corrente sangunea iria distribuir pelo seu sistema. Habilmente, Malcolm colocou uma almofada de linho em cima da 
pequena inciso que ele havia feito no brao do homem, ento pressionou firmemente no lugar com uma bandagem. Os ombros de Bacari cederam em alvio e ele olhou pra 
o curandeiro, abaixando sua cabea em gratido varias vezes. Obrigado. Obrigado, ele disse. Malcolm abaixou a cabea com desdm. No estou fazendo isso por voc. 
Estou fazendo isso porque no posso suportar assistir outro ser humano morrer. Ele olhou para Will. Voc pode amarrar esse animal de novo se voc quiser. Eu farei 
isso, Horace disse, avanando e pegando as algemas de onde Will as tinha largado. Voc, ajude Malcolm com Halt. Malcolm comeou a fazer objees. Ele realmente no 
precisava de nenhuma ajuda. Ento ele viu o olhar angustiante de Will em sua face e soube que ele se sentiria melhor se ele fizesse alguma coisa para acelerar a 
recuperao de seu mestre. Ele meneou a cabea brevemente. Boa idia. Traga meu kit, ok? Ajoelhando-se ao lado de Halt, ele limpou o fim do tubo com um lquido de 
cheiro forte e sem cor, que ele pegou de sua sacola. Ento ele pegou a brao de Halt que estava de baixo do cobertor e retirou a bandagem, expondo a vista da ferida 
rasa. Ele usou mais do lquido acre para limpar sua pequena lmina, ento foi administrar o antdoto em Halt. Durante o processo, no havia som de reao do Arqueiro, 
mesmo quando a lmina cortou seu brao. Will notou que Malcolm usou consideravelmente mais antdoto do que ele usou em Bacari. O veneno est a mais tempo nele do 
que em Bacari, Malcolm disse, sentindo sua curiosidade. Ele precisar mais do antdoto. Quando ele terminou, Malcolm colocou a

bandagem em seu brao de novo. Ele olhou para Will, viu a ansiedade nos olhos do jovem e sorriu o tranqilizando. Ele ficar bem em poucas horas, ele disse. Tudo 
que tenho que fazer  lhe dar algo para lhe acordar de novo. Quanto mais rpido seu sistema trabalhar, mais cedo o antdoto far efeito. Ele preparou outra mistura 
e colocou nos lbios de Halt. Enquanto o lquido descia por sua garganta, Halt se mexeu em reflexo e Malcolm balanou a cabea em aprovao. Ele limpou seus instrumentos 
e se levantou, grunhindo ligeiramente com o esforo. Estou ficando muito velho para essas brincadeiras ao ar livre, ele disse. Eu preciso sentar numa poltrona em 
volta da fogueira. Will no havia se movido. Ele ainda estava ajoelhado ao lado de Halt, inclinando-se para frente ligeiramente, seus olhos fixos na face barbada 
do Arqueiro, procurando por qualquer sinal de recuperao. Malcolm tocou seu ombro gentilmente. Vamos l, Will, ele disse. Vai levar algumas horas antes de qualquer 
melhora. Por agora, voc precisa se alimentar e descansar. Eu no quero que Halt se recupere apenas para ver voc entrar em colapso. Relutantemente, Will se levantou 
e seguiu Malcolm. Agora que o curandeiro havia mencionado, ele estava faminto, ele percebeu. E cansado at os ossos. Seu treinamento de Arqueiro lhe dizia que era 
sempre sbio recuperar e descansar quando surgiam as chances. Mas ainda havia uma tarefa a ser feita, ele percebeu. Malcolm, ele chamou e o pequeno curandeiro se 
virou at ele, suas sobrancelhas levantadas em dvida. Antes que ele lhe pudesse dizer alguma coisa, Will continuou. Obrigado. Muito obrigado. Malcolm sorriu e fez 
um gesto de dispensa com suas mos. Isso  o que eu fao, ele disse singelamente.

40
Bacari se colocou em movimento pouco antes do amanhecer. Ele sabia que era o momento em que o esprito das pessoas chegava ao ponto mais baixo - quando um sentinela 
ficava sonolento e desatento. Os primeiros sinais de cinza no cu ao leste, a primeira luz emergindo da madrugada, sinalizando o fim iminente das horas de escurido, 
daria uma falsa sensao de relaxamento e segurana. Quando a luz chegasse, as horas perigosas teriam terminado. Esse era o jeito que as mentes das pessoas trabalhavam 
- at mesmo guerreiros treinados, como aquele alto e de ombros largos que estava observando agora. O assassino havia escutado atentamente quando Malcolm e Horace 
tinham discutido os planos para segurana do acampamento  noite. Vamos alternar os horrios de vigilncia, disse Horace. Will est esgotado e precisa de uma boa 
noite de descanso para recuperar suas foras. O curandeiro concordou imediatamente. Will tinha estado sob imensa presso - tanto fsica quanto emocional - e ele 
deveria dormir uma noite inteira, sem interrupes. Mesmo desgastado como estava, havia se recusado a ir dormir, antes de dar uma olhada em Halt, para verificar 
sua recuperao. A respirao de Halt tornara-se profunda e regular e sua cor havia melhorado, ao contrrio da palidez acinzentada, que havia apresentado h poucos 
dias atrs. E o seu brao, quando Malcolm o inspecionou, estava quase de volta ao normal. No havia inchao e nenhuma descolorao ao redor do ferimento. O ferimento 
em si, agora estava quase cicatrizado. Bacari estava deitado, aparentemente dormindo, olhando atravs dos olhos semicerrados enquanto a noite terminava. Ele podia 
sentir sua fora retornando, enquanto o antdoto neutralizava o veneno em seu corpo. Nas primeiras horas da manh, Malcolm acordou Horace para rend-lo da ltima 
viglia. Bacari esperou por uma hora. O jovem guerreiro estava curvado perto da fogueira do acampamento. De vez em quando, ele o ouviu conter um bocejo. Horace estava 
cansado tambm. Os ltimos dias no tinham sido exatamente dias de descanso para ele. No havia dormido bem. Agora, em seu segundo perodo de guarda daquela noite, 
o cansao o estava testando. Ele mudou de posio e respirou profundamente. Ento piscou rapidamente limpando os olhos, forando-os a ficar bem abertos. Dentro de 
alguns minutos, seus ombros comearam a ceder e suas plpebras comearam a cair novamente. Levantou-se e andou pelo acampamento por alguns minutos, voltou a sentar-se 
novamente.

Inevitavelmente, comeou a cochilar. Ele no estava completamente adormecido, qualquer pequeno rudo iria despert-lo instantaneamente. Mas Bacari, no fez nenhum 
barulho. Aps Malcolm administrar o antdoto, Will amarrou seus punhos e algemou seus tornozelos. Aos poucos, e com cuidado, Bacari estendeu as mos atadas atrs 
das costas para baixo, at que ele estava tocando o calcanhar de sua bota direita. Ele torceu o calcanhar e houve um clique fraco de uma lmina afiada, disparado 
de um dos lados. Gentilmente, ele comeou a passar a tira de couro entre os dois punhos para cima e para baixo ao longo do fio da navalha. A lmina era curta e precisou 
repetir vrias vezes para cortar o couro. Uma vez ele trincou os dentes quando acidentalmente se cortou. Mas, aps meio minuto de trabalho silencioso, a corda de 
couro rompeu e suas mos estavam livres. Ele esperou alguns minutos antes de seu prximo passo, certificando-se que ele no tinha feito qualquer som ou movimento 
que alertasse Horace. Mas a figura de ombros largos permaneceu imvel, cabea e ombros curvados para frente e com a respirao ritmada. Bacari trouxe suas mos para 
frente e puxou os joelhos para cima, perto do queixo, para que ele pudesse chegar ao tornozelo e s algemas que o prendiam. No conseguia enxergar, mas conseguiu 
alcanar o n de suas amarras e as soltou. Instantaneamente, aliviaram a presso sobre seus tornozelos com as duas alas alargadas. Ele deslizou os ps pelas alas, 
ento, cuidadosamente, tirou o resto das amarras do pulso. Agora estava livre. Ainda assim esperou, permitindo que a circulao retornasse aos seus membros enquanto 
mentalmente ensaiava a sua prxima seqncia de aes. Ele mataria Horace primeiro. Ele tinha os meios  sua disposio. Ento, pegaria o punhal do guerreiro - Bacari 
no lutava bem com uma espada  cortaria os tendes dos dois cavalos menores. Ele montaria no maior cavalo e fugiria. Mais tarde, em um momento apropriado, retornaria 
para acabar com os outros dois. Ou no. Bacari era pragmtico. Ele gostaria de se vingar de Will e Malcolm, mas se fosse para ficar em perigo, ele podia renunciar 
a esse prazer. Afinal, era um profissional, no haveria lucro simplesmente em mat-los s por causa de uma pequena vingana. Por outro lado, se Tennyson estivesse 
disposto a oferecer um bnus... Embora Bacari estivesse pensando em outras coisas, ele j estava preparado para atacar Horace. Sua capa estava apertada no pescoo 
por um cordo. Cuidadosamente ele desfez o n e retirou o cordo por uma das extremidades da costura, de onde estava enfiado. O cordo era na realidade um fio fino 
e media cerca de cinqenta centmetros de comprimento. Enrolou vrias vezes o fio em volta de cada uma de suas mos, deixando um lao entre eles. Ento, como um 
gato, ele subiu sobre seus ps em um agachamento e furtivamente atravessou o campo para onde Horace estava cochilando. Horace despertou em pnico quando sentiu o 
lao passando por sua cabea e apertando com firmeza seu pescoo, arrastando-o para longe do fogo, estrangulando-o e tirando

qualquer tentativa de pedir ajuda. Ele sentiu o joelho de Bacari fazendo uma alavanca em suas costas, puxando para trs o cordo de modo a desequilibrar Horace e 
tornandoo incapaz de reagir. Horace percebeu tarde demais o que estava acontecendo e tentou forar os dedos por entre o cordo e seu pescoo. Mas j estava muito 
firme e demasiado apertado, no havia nenhuma maneira de aliviar a terrvel presso. Olhou desesperadamente para as trs figuras que dormiam ao redor da fogueira. 
Will estava exausto, ele sabia. Haveria pouca chance de que ouvisse qualquer som. Malcolm tambm estava cansado e dormia profundamente. No podia esperar ajuda de 
nenhum deles. E Halt,  claro, ainda estava dormindo sob os efeitos do veneno. At os cavalos estavam muito longe para perceberem algo errado. Eles pastavam dentre 
as rvores do bosque. Alm disso, os cavalos Arqueiros foram treinados para advertir o perigo e qualquer movimento que viria de fora, no de dentro. Ele tentou gritar, 
mas s conseguiu um coaxar baixo e desajeitado. No minuto em que ele fez isso, a corda apertou mais ainda em seu pescoo. Comeou a apagar, na medida em que seu 
corpo e crebro foram privados de oxignio. Seus movimentos ineficazes o enfraqueciam ainda mais e quando Bacari sentiu isso, aumentou a presso. Agora Horace sentia 
que ele estava olhando para um longo tnel. Ele via o acampamento como se estivesse olhando atravs de um furo, onde as bordas externas eram negras e impenetrveis. 
Seus pulmes gritavam por ar e ele enfraquecia na dbil tentativa de tirar a corda do seu pescoo. Ele pensou que poderia fazer algum rudo com suas pernas, mas 
j era tarde. Estava fraco demais para fazer qualquer coisa alm de dbeis movimentos. Horrorizado, ele percebeu que estava morrendo. O horror era misturado com 
uma fria sem sentido, quando percebeu que era Bacari que iria mat-lo. Era irritante pensar que o assassino iria triunfar depois de tudo. Will! O grito veio por 
entre as rvores. Por um momento, Bacari foi pego de surpresa e relaxou a presso sobre a traquia de Horace. Horace engasgou e estremeceu, conseguiu arrastar um 
pouco de ar, antes que o lao apertasse novamente. Quem tinha chamado? Era uma voz familiar. Ele tentou pensar, ento, enquanto desmaiava percebeu quem tinha sido. 
Fora Halt. Anos de treinamento e experincia chamara a ateno de Halt. Alguma coisa o tinha alertado. Um pequeno rudo talvez. Ou quem sabe fosse uma coisa menos 
definvel: algum sexto sentido do perigo, desenvolvido ao longo dos anos, que enviou um aviso ao seu crebro de que alguma coisa estava errada. Ele ergueu-se sobre 
um cotovelo e viu os dois homens lutando, mesmo distantes do crculo de luz que a fogueira produzia. Ele

tentou levantar, percebeu que estava muito fraco e havia usado toda a sua fora para enviar uma mensagem para o seu aprendiz. Em seguida, caiu para trs derrotado 
pelo esforo. Mesmo exausto, esgotado e mergulhado em um sono muito profundo, o treinamento de Will veio  tona. O chamado penetrou atravs da nvoa do seu sono 
e, antes que ele estivesse completamente desperto, rolou para fora dos cobertores, saltando sobre seus ps, deslizando sua longa faca saxnica de dentro da bainha 
para seu lado. Ele tambm viu as figuras no cho e foi na direo deles. Mas agora Bacari j havia largado o cordo e empurrado o corpo mole de Horace para o lado, 
abaixado e arrancado o punhal da bainha de Horace. Com a adaga em sua mo num nvel mais baixo, tomou a postura clssica de combate com facas e se virou para Will. 
Ele avaliou a situao rapidamente. Malcolm no oferecia perigo. At agora o curandeiro nem sequer havia se mexido. Horace estava morto ou inconsciente, Bacari no 
tinha certeza. Mas de qualquer forma, ele no atrapalharia nessa luta. Will estava s, encarando-o com a enorme faca que ele segurava ao seu lado. Enquanto Bacari 
estava armado com a adaga de lmina larga de Horace. O Genovs sorriu. Ele era um especialista em lutas com faca. A arma de Will podia ser um pouco maior, mas o 
Genovs notou que pela posio que o arqueiro assumiu, no era um especialista na luta com facas e suas habilidades no seriam preo para as rpidas estocadas, empurres 
e golpes reversos que ele podia fazer - tcnicas que havia praticado por anos e aperfeioado na garganta cortada, cidade abarrotada de Genoveses. Ele deu um passo 
 frente, observando os olhos do Arqueiro. Havia uma luz de incerteza neles. Despertado de repente do sono, Will ainda estava um pouco confuso e despreparado para 
o combate. Seu sistema nervoso deveria estar inundado com adrenalina e o pulso acelerado. Foi por isso que Bacari havia esperado para atacar Horace, respirado profundamente 
vrias vezes antes de dar o primeiro movimento. Ele queria ter certeza de que estaria pronto. Que seus nervos estavam calmos e suas reaes rpidas e afiadas. Will, 
por sua vez, recuou. Ele viu a confiana nos olhos de Bacari e percebeu que estava diante de um especialista. O assassino tinha treinado e praticado com punhais 
por anos, assim como Will havia treinado com o arco. Ele conhecia suas limitaes neste tipo de luta. O pensamento dele ficou inacabado, quando de repente Bacari 
deslizou para frente com uma velocidade surpreendente. Ele fintou com um golpe alto da adaga e quando Will foi aparar o golpe, ele jogou a faca para a outra mo 
e cortou por baixo abrindo um rasgo no casaco de Will, pegando de raspo em sua pele, enquanto Will, desesperadamente, saa do alcance do assassino. Will sentiu 
o sangue quente escorrendo na altura de suas costelas. Sua reao e velocidade o salvaram a tempo. Passou muito perto.

Aquele golpe trocando a faca de mo, quase o pegou. Bacari foi incrivelmente rpido. Era como tentar desviar de uma cobra muito rpida com a sua faca - uma cobra 
que podia mudar de rumo num piscar de olhos. Ele poderia tentar um arremesso,  claro. Mas tinha visto a velocidade do Genovs e sabia que provavelmente seria capaz 
de evitar uma faca lanada. Bacari deslizou para frente novamente, desta vez cortando com a faca na mo esquerda e outra vez Will foi obrigado a pular em volta para 
evit-lo. O movimento deu tempo para Bacari voltar sua faca para mo direita e atacar mais uma vez, fintando para o lado e em seguida aplicando uma desconcertante 
srie de cortes altos e baixos, muito rpidos e perfeitamente controlados, de um modo que ele nunca ficava exposto a um contra ataque de Will. Will se lembrou da 
ltima vez que tinha enfrentado esse homem, sobre o gramado, sabendo que no podia se dar ao luxo de mat-lo. Ento, quando esse pensamento chegou, um sentido estranho 
de resoluo seguiu-o. Bacari estava atrs dele agora, bem posicionado sobre seus ps, preparado e pronto para atacar novamente. Ele comeou uma sucesso estonteante 
de movimentos, alternando a faca de um lado para outro, jogando e pegando como um malabarista, forando a ateno de Will mudar constantemente da esquerda para a 
direita, distraindo-o a partir do momento em que viria o ataque final. Will mudou sua faca para a mo esquerda. No momento em que fez isso, Bacari jogou o punhal 
de volta  sua direita. E riu. Voc no  muito bom nisso, disse ele. Eu costumava assistir um homem... Will comeou e, em seguida, sem aviso ou hesitao em seu 
discurso, ele jogou a faca girando-a e a pegando novamente. Era um velho truque que Halt havia lhe ensinado anos atrs. Quando voc estiver encurralado, a distrao 
e o engano so seus melhores amigos. Comece a falar. Diga qualquer coisa. Seu oponente ir esperar que voc termine sua declarao, mas aja antes de termin-la. 
As possibilidades so de que voc o pegue desprevenido. Mas Bacari sabia desse truque tambm. Ele mesmo j tinha usado, muitas vezes. Nesse momento ele simplesmente 
deu um passo para um lado e a grande faca saxnica passou rodando por ele. Ele riu. Ainda estava rindo, quando a faca de arremesso de Will, que foi lanada logo 
aps a longa faca, se enterrar em seu corao. Ele olhou para baixo e por uma frao de segundos viu a faca em seu peito, depois sua vista escureceu e desabou sobre 
suas pernas. Eu no preciso mais que voc viva, Will disse friamente.

41
O pequeno cervo vermelho inclinou sua cabea para comer a grama. Ento, algum instinto o advertiu e levantou a cabea, suas grandes orelhas mexendo para capturar 
qualquer pequenino som, o nariz balanando, cheirando sinais de perigo. Seus sentidos lhe disseram que o perigo estava  esquerda, na direo do vento, assim comeou 
a virar a cabea nesse sentido. Foi o ltimo movimento que fez. A flecha veio do nada, sibilando pelo ar e enterrou sua ponta afiada no corao do animal. Com um 
gemido baixo de surpresa, tentou flexionar as patas traseiras para correr. Mas, no havia mais fora nele e o pequeno animal caiu sobre a grama. Will apareceu de 
seu esconderijo, empurrando para trs o capuz de seu manto. Depois de tanto tempo na estrada, seus alimentos estavam escassos. O cervo iria dar-lhes carne fresca 
e tambm as tiras que defumaria sobre o fogo. Ele se sentiu um pouco arrependido por ter matado o belo animal, mas sabia que era necessrio. Rapidamente, ele foi 
at o cervo e o preparou para ser levado. Assobiou e Puxo surgiu detrs de um grupo de rvores a uma centena de metros de distncia, trotando na direo dele. Ele 
olhou para o cervo que haviam perseguido por mais de duas horas. No  muito grande.  o melhor que voc pode fazer? No faz sentido matar um animal maior do que 
precisamos, Will disse. Mas ele podia ver que o pequeno cavalo no estava convencido. Amarrou a carcaa do animal por trs da sela e montou para a viagem de volta 
ao seu acampamento entre as rvores. Passara-se dois dias, desde seu confronto final com Bacari. Desde aquele dia, Will tinha se surpreendido com a velocidade da 
recuperao de Halt. O Arqueiro de barba grisalha ainda estava fraco,  claro. Isso era resultado dos efeitos colaterais que o veneno deixou em seu corpo e tambm 
do fato de que durante vrios dias, ele havia comido pouco, no mais que algumas colheradas de caldo. Porm, a febre, a desorientao, bem como a descolorao e 
o mrbido inchao em seu brao haviam sumido. Ele voltou a ser o que era e queria pegar a estrada novamente. Neste ponto, Malcolm era contra. Voc precisa de descanso. 
Descanso absoluto, por pelo menos quatro dias. Caso contrrio  provvel que voc tenha uma recada, disse a Halt em um tom firme, que no iria tolerar qualquer 
argumento. Claro, Will sabia que em qualquer outra situao Halt teria argumentado independente do tom da voz de Malcolm. Mas ele parecia estar adiando esse confronto 
com Malcolm, pelo menos por enquanto.

Havia outro problema que no saa da cabea de Will. Ele sentia que deveria escoltar Malcolm de volta para Grimsdell. O trabalho do curandeiro terminou aqui e sabia 
que Malcolm tinha outras responsabilidades na floresta escura que ele chamava de lar. Os caminhos para Macindaw eram incertos, atravs de territrio selvagem, potencialmente 
perigoso, e Will sentia-se obrigado a escoltar Malcolm em segurana para casa. Afinal, ele pensou o pequeno curandeiro no tinha habilidade com armas e tampouco 
habilidade em campo. Mas isso iria atrasar sua busca por Tennyson, ainda mais. Foi Malcolm que resolveu o problema, quando Will timidamente levantou o assunto. Eu 
vou com vocs. simplesmente disse. Essa possibilidade no havia ocorrido a Will. Ele parou um pouco surpreso. Ento viu vrios problemas com essa idia. Mas, Malcolm, 
ser muito perigoso... Os lbios do curandeiro se contorceram. Oh querido, meu querido, ele disse numa voz estridente e exagerada. Eu estou to assustado. Talvez 
eu deva colocar meu avental sobre a minha cabea e comear a chorar. Will fez um gesto apaziguador, percebendo que sua observao poderia ter sido tomada como um 
insulto. De fato, percebeu que tinha mesmo sido tomada como um insulto. No  isso que eu queria dizer, comeou ele e Malcolm aproveitou para retrucar. Ah? Ento 
voc quer dizer que no ser perigoso? Ento no haver problema se eu for, no ? No. Eu quis dizer... Eu no estou questionando a sua coragem. Fico feliz em ouvir 
isso, Malcolm disse friamente. Exatamente o que voc est questionando ento? Olha,  s... Will fez uma pausa, ciente de que deveria escolher suas palavras cuidadosamente. 
Ele ainda no tinha visto esse lado amargo da natureza de Malcolm. Ele no queria deix-lo com raiva de novo. Malcolm gesticulou para ele continuar. Quero dizer, 
ns provavelmente teremos de lutar com eles e voc no est...

As sobrancelhas de Malcolm subiram. Will sempre achara que o pequeno homem se parecia com um pssaro. Agora, com aquelas sobrancelhas, cabea careca e nariz bicudo, 
definitivamente ele parecia com uma ave de rapina. O que precisamente, eu no estou? ele perguntou. Will desejava que aquela conversa no tivesse comeado, agora 
era tarde demais para voltar atrs.

Eu quero dizer... voc no  um guerreiro, no ? Ele era fraco, Will sabia. Mas Malcolm dificilmente poderia aceitar esse argumento. Ento est preocupado de que 
eu seja um fardo para voc? Malcolm perguntou. De que ter que cuidar de mim quando surgir um combate? No! Will disse. Mas falou isso muito rapidamente. Na verdade, 
era exatamente o que o preocupava. Malcolm no disse nada por alguns segundos, simplesmente levantou uma sobrancelha em descrena. Will se pegou desejando que as 
pessoas parassem de usar aquela expresso facial. J estava se tornando chato e exagerado. Gostaria de lembr-lo, Malcolm disse finalmente, Que eu fui conhecido 
por ter reduzido um grande, valente e famoso Arqueiro a um estado de terror e gagueira? Bem, isso  um pouco exagerado, Will disse com veemncia. Eu certamente no 
gaguejei! Mas j estava perto disso, Malcolm cutucou e a mente de Will voltou para aquela noite na floresta Grimsdell, onde havia ouvido vozes de dentro da escurido, 
alertando-o e ameaando. E onde uma figura gigantesca, de repente se elevou sobre a nvoa. Ele tinha que admitir, Malcolm estava certo. Ele no estava longe de comear 
a gaguejar. Olha Will, Malcolm continuou num tom mais conciliador: Eu no sou um guerreiro, isso  verdade. Mas eu sobrevivi em um mundo hostil por vrios anos. 
Eu tenho meus prprios mtodos. E h outro ponto. Halt. Ele viu que chamou a ateno de Will. O jovem Arqueiro aproximou-se dele, com um olhar preocupado, temendo 
que Malcolm estivesse escondendo alguma coisa sobre a condio de Halt. Halt? Que tem ele? Ele est bem agora, no ? Malcolm levantou a mo para acalmar as preocupaes 
de Will. Ele est bem. Sua recuperao est boa. Mas ainda est fraco. E pelo que eu observei, vai querer comear a perseguir esse tal Tennyson muito mais cedo do 
que deveria. Estou certo? Will hesitou. Ele no queria ser infiel a Halt, mas sentiu que Malcolm os havia observado. Sim. Provavelmente. admitiu. Malcolm assentiu 
com a cabea vrias vezes. Que seja. Bem, ele  meu paciente. E tenho um senso de responsabilidade sobre ele. Eu simplesmente no vou embora e deix-lo desfazer 
todo o meu trabalho. Eu preciso ir com vocs, assim poderei ficar de olho nele. Will considerou o que Malcolm estava falando. Quanto mais pensava, mais fazia sentido. 
Finalmente ele concordou.

Tudo bem. disse ele. Ento sorriu. Eu ficarei feliz que v conosco. Malcolm sorriu de volta. Eu prometo Will, eu posso cuidar de mim. E quem sabe? Eu poderia at 
surpreend-lo e tornar-me til. Nos ltimos dias, quando no estava cuidando de Halt, Malcolm tinha se afastado do acampamento e feito uma pequena fogueira. Ele 
ocupou-se em misturar e ferver poes, deixando-as secar ao sol e sobre as rochas quentes, formando um p acastanhado. Enquanto trabalhava, um cheiro acre emanava 
dos seus produtos qumicos. Sempre que Will lhe perguntava o que estava fazendo, o homenzinho sorria enigmaticamente. Estou me fazendo til, s isso. ele respondia. 
De vez em quando, eles ficavam assustados com as pequenas exploses que vinham da fogueira de onde Malcolm trabalhava. A primeira vez que aconteceu, eles correram 
para ver se estava tudo bem. Malcolm acenou com alegria. No se preocupem. disse a eles. Eu s estou trabalhando com um novo composto a base de p de iodo.  um 
pouco voltil e eu tenho que acertar na mistura. Eventualmente, eles foram se acostumando com essas interrupes em seu dia. As exploses ficaram menos freqentes 
e parecia que Malcolm conseguira refinar sua frmula. Andando de volta para o acampamento, Will ouviu um som familiar e sua testa franziu ligeiramente. Foi um THRUM 
vindo de um arco longo e poderoso sendo disparado. E no era qualquer arco. Ele seguiu o som, desviando um pouco do caminho do bosque, onde o acampamento estava 
montado. Novamente ele ouviu o vibrante som, seguido poucos segundos depois por um slido SMACK! Havia uma ligeira depresso no solo, ladeada por rvores de amieiro 
e o som parecia vir daquela direo. Ele caminhou naquela direo e, j quase no topo da depresso, viu Halt. Em suas mos segurava seu enorme arco longo e o observou 
colocando uma flecha, mirando e lanando quase instantaneamente, mesmo parecendo sem objetivo. Will seguiu a faixa preta da seta e a viu bater em um pequeno tronco 
de pinheiro, cerca de oitenta metros de distncia. Havia trs outras setas que estavam espetadas na madeira macia, to prximas uma das outras de forma que cobriam 
o espao de uma palma de mo. Voc est baixando um pouco o arco quando solta a flecha. ele falou. Embora, certamente Halt no estava. Seu mentor olhou ao redor, 
viu-o e respondeu energicamente: Eu acredito que sua av precisa de lies de como chupar ovos. Ele voltou para sua prtica e soltou mais trs flechas em um piscar 
de olhos, todas batendo naquela pequena seo do pinheiro.

Nada mal, Will foi forado a admitir. Halt levantou uma sobrancelha. Nada mal? Voc deve fazer melhor  claro. Ele apontou para o cervo pendurado por trs da sela 
de Puxo. Caando? Will assentiu com a cabea. Ns precisamos de carne. Halt bufou baixinho. Voc tambm no se saiu bem. No foi possvel encontrar algo maior? 
 quase do tamanho de um esquilo grande. Will franziu a cara e olhou para a carcaa.  grande o suficiente, disse ele. Por que caar algo maior? Halt considerou 
a questo apoiando-se em seu arco e acenando diversas vezes. Ento ele perguntou: Voc viu alguma coisa maior? Bem, no. Eu no vi, Will admitiu. Mas h muita carne
aqui para quatro pessoas. Halt sorriu e disse. Trs pessoas e Horace? Will pensou e apertou os lbios. Halt tinha razo, ele percebeu. Eu no me lembrei disso. 
claro, Puxo escolheu aquele momento para lanar sua cabea e sacudir a juba. Eu bem que avisei. Todo mundo parecia conspirar para diminuir seus esforos, ento
ele decidiu mudar de assunto. Acenou para o pequeno pinheiro, agora repleto de flechas. Qual o motivo de toda essa prtica? ele perguntou. Halt encolheu os ombros.
Queria ter certeza de que eu tinha recuperado minha fora, para comear a atirar com meu arco, disse. Aparentemente eu consigo. O arco de Halt, era um dos mais pesados 
que Will j havia visto. Anos de prtica desenvolveram os msculos do brao e das costas do Arqueiro barbudo, at que chegou num ponto que podia facilmente atirar 
com seu arco. No entanto, Will tinha visto homens fortes que sem a tcnica correta e desenvolvimento muscular apropriado, no eram capazes de puxar nem a metade 
do que era preciso para disparar uma flecha com aquele tipo de arco. Ao ver a velocidade e preciso com a qual Halt tinha atirado suas flechas no pinheiro, Will 
percebeu que ele tinha razo. Sua fora estava de volta. Vamos seguir caminho? ele perguntou. Halt assentiu. Amanh  primeira luz. J  hora de vermos o que Tennyson 
est fazendo. Malcolm acha que voc precisa de mais dois dias de descanso, Will disse.

Halt apertou os olhos em pensamento. Ele e Malcolm j haviam conversado sobre este assunto. Na verdade, era a razo pela qual Halt estava se testando. Ele ficou 
preocupado que talvez Malcolm tivesse razo. Malcolm no sabe de tudo, disse ele. Will no conseguiu deixar de sorrir. E voc? Claro que sei, Halt respondeu rapidamente. 
E isso  um fato bem conhecido.

42
Tennyson olhou ao redor do acampamento e acenou com a cabea satisfeito. Durante vrios dias, convertidos ao culto dos Renegados tinham vindo ao acampamento. Agora 
que eles estavam reunidos, ele estava pronto para entrar e coloc-los em um estado de frenesi religioso a fim de que eles estivessem prontos a entregar o seu ouro 
e objetos de valor para ele - assim como j haviam feito em Hibernia. Essa foi uma tarefa em que se sobressaiu. Os nmeros eram menores aqui,  claro. Mas eles eram 
suficientes para fornecer-lhe esplio suficiente para um novo comeo em outro lugar. Hibernia e Araluen estavam se tornando cada vez mais perigosas para ele e ele 
planejava fugir para um novo local. Ele no tinha dito a seus seguidores que ele estava planejando levar os bens que recolhia e que ia fugir com eles. Eles acharam 
que ele iria comear a reconstruir o culto dos Renegados aqui no norte de Araluen. E ele estava contente em deix-los continuar pensando assim. Ele no sentia nenhuma 
lealdade para com as pessoas que o seguiam. Enquanto tinha esse pensamento, ele franziu a testa, imaginando o que tinha acontecido ao Genovs, Bacari. J havia se 
passado dias desde que o mercenrio havia relatado. Ele sabia que o lder de seus perseguidores tinha sido mortalmente ferido no confronto na floresta alagada. Bacari 
o tinha visto ser ferido por uma flecha envenenada, e ele tinha certeza de que no havia como o estranho encapuzado pudesse sobreviver a essa ferida. Essa foi uma 
boa notcia. Os outros dois eram pouco mais que meninos e Tennyson estava confiante de que, sem o seu lder, eles logo se tornariam desencorajados, desistiriam da 
perseguio e voltariam para onde quer que eles tivessem vindo. O fato de no ter tido notcias deles nos ltimos dias parecia confirmar a idia. Ele sabia que eles 
tinham estado em seus calcanhares por semanas. Agora, eles tinham simplesmente desaparecido. Talvez Bacari os tenha matado - e tenha sido morto em um confronto final 
com eles. Essa era uma possibilidade. Mais provavelmente, ele pensou, o Genovs tinha simplesmente pulado fora e deixado o pas. Afinal, ele j tinha visto dois 
dos seus compatriotas mortos e mercenrios como ele tinha apenas uma lealdade - com o dinheiro. Era improvvel que ele continuasse a lutar por Tennyson, quando ele 
sabia que estava em desvantagem. Mas ele tinha servido ao seu propsito. Ele havia matado o lder dos perseguidores de Tennyson e, de uma forma ou de outra, feito 
os outros dois abandonar sua perseguio. E desta forma, no havia necessidade de Tennyson pagarlhe a parcela final da taxa que tinha prometido. De modo geral, pensou 
ele, tinha dado certo. O ltimo dos convertidos locais havia chegado ao acampamento naquela manh. Amanh, ele iria desacampar e mov-los para o complexo da caverna 
que fora escolhido. Ele iria instig-los e excit-los, como

tinha feito com tantos outros simples camponeses antes destes, e convenc-los a contribuir com o seu ouro e jias para construir um outro altar para Alseiass. Ento, 
quando o tempo estivesse certo, ele iria fugir silenciosamente.

Com o ltimo Genovs morto, Halt expressou sua dvida de que Tennyson iria enviar algum de volta para espion-los ou monitorar seu progresso. Na verdade, ele esperava 
que o pregador assumisse que eles haviam desistido da perseguio. Afinal, ele disse-lhes, enquanto eles estavam se preparando para sair do local de acampamento, 
Bacari ter dito que me atingiu com uma flecha envenenada. E desde que Tennyson no sabe nada sobre Malcolm aqui, ele provavelmente acha que eu estou morto. Horace 
e eu ainda poderamos estar seguindo ele. Will ressaltou. Halt parecia duvidoso. Possivelmente. Mas ele sabe que vocs so jovens. E ele no conhece voc como eu 
conheo. Com sorte, ele vai ter me visto como a ameaa real. Eu no sei se devo me sentir insultado por isso ou no. Horace afirmou. Halt sorriu para ele. Como eu 
disse, ele no conhece voc, assim como eu conheo. Ele  um homem arrogante e ele provavelmente vai pensar que voc  muito jovem para oferecer qualquer ameaa 
para ele. Mas apenas no caso, disse ele, olhando para Will,  melhor voc vasculhar a rea. Will assentiu com a cabea. Nunca foi sensato assumir que no havia perigo. 
Ele tocou as costelas de Puxo com seus calcanhares e galopou em frente para vasculhar o caminho. Ele freou quando estava a cerca de quatrocentos metros  frente 
e manteve essa distncia. Malcolm, que estava montando em dupla com Horace, assistiu  figura distante enquanto ele vasculhava o terreno  frente deles, olhando 
para frente e para trs, para se certificar de que no havia ningum esperando em uma emboscada em nenhum lado da pista que estavam seguindo. Will lembrava ao curador 
um co de caa, farejando um cheiro.

Ele  um jovem notvel. ele disse para Halt e ele viu o pequeno brilho de orgulho nos olhos do Arqueiro barbudo enquanto ele se virava na sela para responder. O 
melhor. disse ele brevemente. Voc o conhece h quanto tempo? Malcolm perguntou. Desde que ele era um menino pequeno. Eu o notei pela primeira vez quando entrou 
na cozinha do Mestre Chubb para roubar algumas tortas. Mestre Chubb? Malcolm perguntou. Halt sorriu com a lembrana daquele dia. Ele  o chef do Castelo Redmont. 
Um homem formidvel, voc no concorda, Horace? Horace sorriu por sua vez. Ele  mortal com sua colher de pau. disse ele. Veloz e preciso. E muito doloroso. Uma 
vez eu sugeri que ele deveria dar aulas de golpes de colher de pau para os alunos da Escola de Guerra. Voc estava brincando, certo? Malcolm disse. Horace olhou 
pensativo, antes de responder. Voc sabe, no inteiramente. Assim, Malcolm disse, voltando-se para Halt. O que voc disse para Will quando voc o pegou roubando 
estas tortas - e aparentemente, arriscando a vida para fazer isso? Oh, eu no deixei que soubesse que eu estava l. Ns Arqueiros podemos ser muito discretos quando 
ns queremos. disse com modstia simulada. Eu permaneci fora de vista e o vigiei. Pensei ento que ele tinha potencial para ser um Arqueiro. Malcolm assentiu. Mas 
uma anomalia na seqncia da histria tinha deixado Horace carrancudo, pensativo. Porqu? perguntou ele a Halt. Halt olhou rapidamente para ele. Algo no tom de Horace 
acionou um conjunto de alarmes em sua mente. Horace ultimamente estava tendo uma tendncia em fazer perguntas embaraosas, ele pensou. Ele respondeu com cuidado.

Por qu? Porque ele era excelente em se mover de um ponto a outro e ainda permanecer sem ser visto. Chubb entrou na sala trs vezes e nunca reparou nele. Ento eu 
pensei, se ele pudia fazer isso mesmo sem treinamento, ele daria um bom Arqueiro. No, disse Horace deliberadamente, No foi isso que eu quis dizer. Eu quis dizer, 
por que voc permanece invisvel? Por que voc estava se escondendo na cozinha, em primeiro lugar? Eu lhe disse. Halt disse, com um corte em sua voz,Eu estava vigiando 
Will para ver se ele tinha o potencial para ser um Arqueiro. Ento, eu no queria que ele visse que eu estava vigiando. No  isso que voc disse, Horace respondeu. 
Um pequeno sulco tinha se formado entre suas sobrancelhas. Sim. . As respostas de Halt foram se tornando mais e mais curtas. Malcolm se inclinou para trs da forma 
ampla de Horace para esconder um sorriso. O tom da voz de Halt indicava que no queria mais discutir o assunto. Mas Horace no estava disposto a desistir. No. Voc 
disse, quando Malcolm perguntou, que esta tinha sido a primeira vez que voc tinha notado Will. Ento voc no poderia ter ido para a cozinha para ver o que ele 
estava indo pegar. Voc no tinha notado ele antes daquele dia. Isso  o que voc disse. acrescentou, terminado seu ponto. Isso  verdade. Voc disse isso. Malcolm 
confirmou prestativamente e foi recompensado com um olhar penetrante de Halt. Ser que isso importa? Halt perguntou. Horace encolheu os ombros. No realmente, eu 
suponho. Eu s queria saber por que voc tinha ido para a cozinha e por que voc se deu ao trabalho de permanecer invisvel. Voc estava se escondendo de Mestre 
Chubb? E Will apenas apareceu por acaso? E por que eu estaria me escondendo de Mestre Chubb em sua prpria cozinha? Halt desafiou. Novamente, Horace encolheu inocentemente. 
Bem, havia uma bandeja de empadas feitas recentemente sobre o beiral da janela, no havia? E voc  completamente apaixonado por tortas, no  Halt? Halt empertigou-se 
na sela. Voc est me acusando, Horace?  isso? Voc est me acusando de me esgueirar na cozinha para roubar as tortas para mim?

Sua voz e linguagem corporal simplesmente indicavam que sua dignidade estava ferida. Claro que no, Halt! Horace apressou-se a assegurar-lhe, e os ombros rgidos 
de Halt relaxaram um pouco. Eu apenas pensei que ia lhe dar a oportunidade para confessar. Horace acrescentou. Desta vez, Malcolm no conseguiu esconder sua sbita 
exploso de riso. Halt deu-lhes um olhar murcho. Voc sabe, Horace. Disse ele, finalmente, Voc costumava ser mais agradvel quando jovem. O que aconteceu com voc? 
Horace virou um grande sorriso para ele. Eu passei muito tempo perto de voc, eu suponho. disse ele. E Halt teve que admitir que provavelmente era verdade.

Mais tarde naquele dia, eles chegaram ao local onde Will tinha lutado com Bacari. Will fez um sinal para eles pararem, antes que eles chegassem no final do cume, 
ento ele e Halt rastejaram em frente pesquisando no cho em frente. O acampamento que ele tinha visto anteriormente estava deserto. Eles se mudaram, disse Will, 
e Halt descansou seu peso nos cotovelos, mastigando um talo de grama, pensativo. Onde quer que seja que eles tenham indo, ele concordou. Quantos voc acha que eram? 
Will considerou sua resposta por alguns segundos antes de responder. Era um grande acampamento, disse ele. Eu diria at uma centena de pessoas. Eles se levantaram 
e caminharam de volta para baixo no declive onde Horace e Malcolm estavam a preparar uma refeio rpida de carnes frias, frutas e po. H tempo para fazer o caf? 
Horace perguntou.

Halt assentiu. H sempre tempo para um caf. Sentou-se perto do pequeno fogo que Horace tinha construdo e olhou para Malcolm. Ele tinha gostado do curandeiro e 
sabia que ele tinha uma boa cabea para analisar as coisas. O bando de Tennyson uniu-se a um grupo maior, ele afirmou. O que voc diria disso? Malcolm fez uma pausa, 
pensativo. Pelo que voc me disse sobre seus mtodos, eu diria que a maior parte deles so provavelmente convertidos a sua religio - pessoas que tm vivido nesta 
rea. Isso  o que eu pensava. Ele geralmente tem mais ou menos vinte em seu crculo interno - os que sabem que toda a religio  uma farsa. Eles resolvem as coisas 
para ele. Eles recolhem o dinheiro. Mas a maior parte de seus seguidores so pessoas ingnuas do pas, que realmente acreditam nesse tipo de absurdo. Mas de onde 
teriam vindo, Halt? Horace perguntou. Eu pensei que voc e Crowley tinham destrudo o movimento dos Renegados em Araluen? Halt balanou a cabea. Ns fizemos o nosso 
melhor. Ns nos livramos da hierarquia. Mas voc nunca pode reprimir esses cultos inteiramente. Eles vo se mudar para reas remotas como esta e recrutar os moradores. 
Ele provavelmente tinha agentes nesta rea nos ltimos seis meses ou algo assim - do jeito que ele estava fazendo em Selsey. E teria sido uma simples questo de 
enviar um mensageiro antes e fazer um ponto de encontro no vale. Will disse. Exatamente. E agora ele est reunindo o seu povo para outro empurro. Eles vo manter 
o recrutamento, ento, quando eles tiverem altos nmeros, eles vo passar para a prxima rea - assim como fizeram em Hibernia. Halt sacudiu a cabea com raiva. 
Eles so como parasitas! Voc os elimina em um lugar e eles se levantam novamente em outro. Malcolm assentiu.  interessante, no , como as pessoas esto to prontas 
a acreditar nestes charlates? Voc percebe que vai ter de fazer mais do que apenas reprimir este grupo, no ? Halt olhou para ele. Ele teve uma boa idia do que 
o pequeno curandeiro careca estava falando. Como? ele perguntou.

Malcolm apertou os lbios e se inclinou para frente, vagarosamente espetando uma vara nas brasas ardentes do fogo. Se as pessoas acreditam nele, se elas aceitaram 
o monte de besteiras que ele est vendendo, no ser suficiente lev-lo prisioneiro e coloc-lo em julgamento. Ou at mesmo mat-lo, se  que voc tinha isso em 
mente. Halt assentiu, cansado. Eu sei. disse ele. Um julgamento pblico seria dar-lhe o frum que ele precisa. E se ele morrer, ele vai se tornar um mrtir. De qualquer 
forma, outra pessoa vai aparecer e tomar o seu lugar e continuar sobre a dvida e incerteza que ele levantou na mente das pessoas. Vai ser um longo ciclo de repetio. 
Exatamente, Malcolm acordado. Portanto, h apenas um curso para voc seguir. Voc tem de desacredit-lo. Voc tem que provar a esses seguidores dele que ele  uma 
fraude e um mentiroso e um ladro. Ns conseguimos faz-lo em Clonmel. Horace disse. Ns o pegamos de surpresa l, com a lenda do Guerreiro do Sol Nascente. E ns 
o enganamos no julgamento de combate. Ele no vai cair nessa de novo. Desta vez, vamos ter que fazer algo novo. Algo que ele no est esperando. Como o qu? Will 
perguntou e Halt deu aquele sorriso cansado novamente. Quando eu pensar nisso, voc vai ser o primeiro a saber.

43
O acampamento abandonado contou-lhes pouco que j no soubessem. Eles caminharam pelas reas de grama pisada onde tendas haviam sido jogadas, inspecionaram os crculos 
enegrecidos deixados por uma srie de pequenas fogueiras de cozinha e examinaram pequenos objetos que tinham sido descartados ou esquecidos um sapato aqui com uma 
cinta de trincas e buracos na parte inferior que haviam sido reparados, uma panela enferrujada, uma faca quebrada. E, claro, restos de comida e lixo que haviam sido 
apressadamente enterrados e desenterrados mais uma vez por raposas, depois que o povo se fora. O terreno era macio e ainda havia pegadas em evidncia nos arredores 
do acampamento. Estas mostraram que boa parte das pessoas que haviam parado aqui eram mulheres. Mais uma razo para acreditar que estes so convertidos. Halt afirmou. 
Malcolm concordou, mas levantou outra questo. Ainda assim, mulheres ou no, uma centena de pessoas  muito para ns quatro. Voc tem alguma idia de como vamos 
lidar com essa tarefa? Simples, disse-lhe Halt. Ns os cercamos. E ele disse isso com um rosto to decidido que, por um momento, Malcolm realmente pensou que ele 
estava falando srio. Havia algo de interessante para ser encontrado, que foi a direo que Tennyson e seu bando recm-ampliado de seguidores tinham tomado quando 
eles levantaram acampamento e partiram. Aps vrias semanas de viagem consistente ao sudeste, Tennyson agora se dirigia para a esquerda, posio leste. O pequeno 
grupo se reuniu em volta de Halt como ele desenrolou seu mapa da regio. Ele indicou uma srie de colinas marcadas no mapa, um dia de viagem para o leste. Parece 
que ele est indo para estas colinas - como ns pensamos. Horace, esticando o pescoo para ler o mapa por cima do ombro, leu a anotao no mapa onde Halt estava 
apontando. Cavernas, ele afirmou.

Halt olhou para cima e balanou a cabea. Aqueles antigos rochedos de arenito e os montes sero lotados com eles, de acordo com o que diz aqui. Malcolm pediu para 
ver o mapa e quando Halt entregou-lhe, ele estudou-o por alguns minutos, traando um caminho com o seu dedo aqui, franzindo a testa enquanto lia uma notao l. 
Finalmente, ele olhou para Halt. Isso  bastante surpreendente., disse ele. H tantos detalhes aqui. Como voc conseguiu isso? Halt sorriu e pegou o mapa de volta 
e dobrou-o cuidadosamente.  parte do que o Corpo de Arqueiros faz. disse ao curandeiro. Durante os ltimos 25 anos mais ou menos, mantivemos nos ocupados atualizando 
mapas do Reino. Cada Arqueiro  responsvel pela sua prpria rea de operaes e enviamos grficos atualizados para Crowley a cada ano. Ele os tem copiado e distribudo. 
Malcolm assentiu. Ah sim, eu conheo Crowley. Ele entrou em contato comigo logo depois que Will passou um tempo conosco. Ele estava interessado em saber mais sobre 
minhas prticas de cura. Ele disse que iria fazer isso. Will disse. Ele lembrou-se de ter contado a Halt e Crowley sobre Malcolm durante sua sesso de esclarecimento. 
Eles estavam interessados nas habilidades mdicas do curandeiro e as outras habilidades de engano e iluso que ele tinha demonstrado. Conhecendo Malcolm, Will tinha 
tido confiana de que ele iria compartilhar suas habilidades mdicas com eles, mas no as outras habilidades, que eram s dele. De qualquer modo, Halt disse, trazendo 
assuntos de volta ao presente, Eu aposto que  nessa direo onde Tennyson est indo. Sim Malcolm acordado. Se ele est planejando a criao de um quartel-general 
e aumentar seu grupo de seguidores, um agradvel complexo de cavernas seria um lugar to bom quanto qualquer outro. Bem, ficar aqui parados no vai nos levar para 
mais perto dele, Halt disse. Ns j lhe demos uma bela vantagem. Ele caminhou de volta para onde Abelard esperou por ele e montou rapidamente. Ento ele esperou 
impacientemente, enquanto os outros seguiram seu exemplo. Will percebeu a sua inquietao com as rdeas, enquanto observava Malcolm fazer duas tentativas fracassadas 
de montar atrs de Horace.

Pelo amor de Deus, Horace, Halt finalmente gritou. No  possvel que voc simplesmente arraste-o atrs de voc? V com calma, Will disse suavemente. Halt olhou 
rapidamente, e em seguida, deu-lhe um sorriso envergonhado. Desculpe, disse ele.  s que depois de todos estes atrasos, eu estou ansioso para alcan-lo. Mas era 
tanta a ansiedade e impacincia para encontrar-se com Tennyson que, eventualmente, deixava-o cabisbaixo. Halt foi empurrando-se com dificuldade. Sob circunstncias 
normais, no teria tido nenhum problema em manter o ritmo que estava estabelecendo. Mas ele no estava totalmente recuperado dos efeitos do veneno, ou dos dias deitado 
 beira da morte em seus cobertores. Halt tinha usado uma grande parte de suas reservas de energia natural e demoraria mais que um dia ou dois para restaur-las. 
Naquela noite, quando acamparam, ele escorregou da sela e ficou de cabea baixa e exausto. Quando Will foi tirar a sela e dar gua e Abelard, ele ofereceu apenas 
sinal de resistncia. Will e Horace cuidaram das tarefas menores, reunindo lenha, fazendo o fogo e preparando a refeio. Horace at arrumou o saco de dormir de 
Halt e cobertores para ele, colocando-os em uma pequena pilha de ramos frondosos que ele reuniu juntos. Halt reagiu com surpresa ao v-lo. Obrigado, Horace, disse 
ele, tocado pela preocupao do jovem guerreiro com ele. Horace encolheu os ombros. No foi nada. Eles notaram que, quando a refeio foi feita, e aps a xcara 
de caf obrigatria, Halt no se demorou em torno da fogueira falando, como ele costuma fazer. Foi para seu saco de dormir e adormeceu pesadamente. O sono dos exaustos, 
disse Malcolm ironicamente, olhando a figura parada. Ele est bem? Will perguntou ansiosamente. Ele est bem, tanto quanto o veneno est em causa. Mas ele est trabalhando 
com dificuldade. Ele no tem a fora para manter este ritmo. Veja se voc pode lev-lo para aliviar um pouco. Ele sabia que se a sugesto viesse de Will, haveria 
mais chance de Halt atend-la. Will no tinha tanta certeza.

Eu vou tentar, disse ele. Mas na manh seguinte, revigorado por uma longa noite de sono, Halt no estava com humor pra aceitar as coisas com facilidade. Ele fez 
caras e bocas enquanto eles tomaram caf da manh e desfizeram seu acampamento. Ento ele montou em Abelard e estabeleceu um ritmo rpido. s onze da manh, ele 
estava balanando na sela, seu rosto cinza com a fadiga, os ombros cados. Will subiu ao lado dele, inclinou-se e tomou as rdeas de Abelard, levando o cavalo para 
uma parada. Halt sacudiu-se fora de exaurida estupefao que havia tomado-lhe e olhou de volta surpreso. O que voc est fazendo? ele perguntou. Largue minhas rdeas! 
Ele tentou puxar as rdeas de aperto de Will, mas o jovem Arqueiro manteve-se firme. Abelard relinchou consternado, sentindo que no estava tudo bem com seu mestre. 
Halt, voc tem que diminuir o ritmo, Will disse. Diminuir? No fale bobagens! Eu estou bem. Agora me d as rdeas de volta. Halt tentou novamente puxar as rdeas 
de Will, mas percebeu com alguma surpresa que no podia quebrar o aperto de seu antigo aprendiz. Abelard, sentindo a tenso entre eles, relinchou nervosamente. Ento 
ele sacudiu a crina e virou a cabea para que pudesse olhar Halt nos olhos. Isso foi algo que surpreendeu Halt. Normalmente, se algum se apoderasse de suas rdeas, 
Abelard teria reagido violentamente contra essa pessoa. Em vez disso, neste confronto, ele parecia estar apoiando Will. Isso, mais do que qualquer outra coisa, fez 
Halt sentir que talvez Will estivesse certo. Talvez ele no houvesse se recuperado tanto quanto pensava. O prazo era de que teriam acabado os efeitos da intoxicao 
em questo de poucas horas. Mas talvez esse momento estivesse atrs dele. Pela primeira vez, Halt tinha conscincia de suas prprias limitaes. Na incitao de 
Malcolm, Horace trouxe Kicker ao lado de Abelard, com Puxo e Will do outro lado. Will est certo. disse ele. Voc est indo muito rpido. Se mantiver esta velocidade, 
voc vai ter uma recada. E isso vai perder mais tempo do que se voc simplesmente levar um pouco de tempo para se recuperar agora, Malcolm colocou. Halt olhou de 
um para o outro. O que  isso? ele perguntou. Est todo mundo conspirando contra mim? At meu cavalo?

Foram essas ltimas palavras que fizeram Will rir. Ns percebemos que voc no pode ouvir um curandeiro, um Arqueiro ou um cavaleiro do reino. disse ele. Mas se 
seu cavalo concordou com eles, voc no tm escolha, exceto prestar ateno. A despeito de si mesmo, Halt no pde impedir que o menor indcio de um sorriso tocasse 
sua prpria boca. Ele tentou esconder, mas o canto de sua boca se contorceu em desafio. Ele percebeu, quando ele avaliasse honestamente, que seus amigos no estavam 
instigando-o a descansar a fim de lhe irritar. Eles estavam fazendo isso porque se preocupavam com ele. E ele percebeu que respeitava o julgamento deles o suficiente 
para admitir que talvez pudessem estar certos e ele pudesse estar errado. E havia muito poucas pessoas que poderiam fazer Halt para admitir isso. Halt, voc precisa 
descansar. Se voc parar de ser teimoso e admiti-lo, vamos perder menos tempo no geral. Fique aqui por um dia, recupere a sua fora. Horace e eu podemos ir adiante 
e vigiar a situao. Se voc est certo, Tennyson ter se estabelecido nessas cavernas. Portanto, no h mais pressa para apanh-lo. O tom de Will era razovel, 
no argumentativo, e ele viu pela linguagem corporal de Halt que ele estava  beira da aceitar. Vendo que ele precisava de apenas mais um impulso, Will deu-o, invocando 
a autoridade mxima no mundo do Arqueiro barbudo. Voc sabe que Lady Pauline concordaria comigo, disse ele. A cabea de Halt ergueu-se  citao do nome. Pauline? 
O que ela tem a ver com esta situao? Will manteve seu olhar fixo constantemente. Se voc continuar do jeito que est, vou ter que voltar e encar-la, e dizer-lhe 
que fracassei na tarefa que ela me confiou. Halt abriu a boca para responder, mas as palavras lhe faltaram. Ele fechou a boca novamente, percebendo quo tolo ele 
devia parecer. Will aproveitou a oportunidade para continuar. E se voc continuar assim, e se matar, eu no vou ter coragem de encar-la. Halt considerou que afirmao 
e, lentamente, acenou com a cabea. Ele pde compreender os sentimentos de Will l. No, disse ele, pensativo, eu no deveria imaginar que voc iria. Ento, para 
surpresa de Malcolm, Halt lentamente desmontou.

Bem. ele disse suavemente, Talvez eu devesse descansar por um dia ou mais. Eu no gostaria de exagerar as coisas. Ele olhou em volta, viu um pequeno bosque a poucos 
metros da pista que vinha acompanhando e acenou para eles. Suponho que  to bom um lugar para acampar como qualquer outro. Will e Horace trocaram olhares aliviados. 
Antes que Halt pudesse mudar de idia, eles desmontaram e comearam a levantar acampamento. Halt, agora que ele tinha dado-lhes preocupaes, decidiu que ele poderia 
muito bem tirar proveito da situao. Ele encontrou uma rvore cada e sentou-se prximo a ela, descansando as costas contra o tronco e deixando escapar um pequeno 
suspiro. Vou comear a ganhar minha fora de volta imediatamente, disse a eles, com um sorriso de satisfao no rosto. Horace balanou a cabea como ele e Will comearam 
a reunir pedras para uma lareira. Mesmo quando ele cede, ele tem que ter a ltima palavra, no ? disse ele. Will sorriu em resposta. Toda vez. Mas ele sentiu uma 
sensao de alvio que Halt estava disposto a parar de impelir-se ao limite. Malcolm, por outro lado, ficou intrigado para saber mais sobre a pessoa cujo nome poderia 
trazer Halt a tal grau de persuaso. Ele esgueirou-se atrs de Will, enquanto o jovem foi desenrolando seu equipamento de acampamento da sela de Puxo. Esta Lady 
Pauline, comeou ele, ela deve ser uma pessoa temvel. Ela soa como uma feiticeira terrvel. Seu rosto estava inexpressivo, mas Will percebeu a diverso oculta e 
respondeu da mesma maneira. Ela  muito magra e bonita. Mas ela tem um poder incrvel. Algum tempo atrs, ela convenceu Halt a cortar o cabelo para seu casamento. 
Malcolm, que tinha notado o estilo de cabelo decididamente descuidado de Halt, levantou as sobrancelhas. Uma feiticeira, de fato.

44
Havia ainda algumas horas de luz do dia para viajar. Ento, depois de uma refeio rpida, Will e Horace remontaram e continuaram atrs dos Forasteiros. Sentindo 
que nos prximos dias ele teria a necessidade de se ocultar, Horace estava ansioso para experimentar a capa de camuflagem que Halt lhe dera. Isso se tornou uma fonte 
de alguma irritao para Will enquanto eles seguiam a pista por meio dos vales cobertos de rvores. De vez em quando, quando passavam por pequenos aglomerados de 
rvores ou arbustos, Horace refreava Kicker ao lado deles, puxava o capuz para frente, enrolava a capa em torno de si e tentava sentar-se sem qualquer movimento. 
Voc pode me ver agora? ele perguntava. Suspirando, Will fingia procurar por ele, pensando que seu amigo, o cavaleiro mais importante no Reino de Araluen, um guerreiro 
que era temido e respeitado em qualquer campo de batalha, estava se comportando como uma criana com um novo brinquedo. Eu posso fazer voc sair, ele diria entre 
os dentes. Em que Horace iria montar a poucos metros mais longe e repetir o exerccio de esttua`. E agora? perguntaria com expectativa. Sabendo que se ele no fornecesse 
a resposta que Horace queria ouvir, eles iriam passar por este processo outra meia dzia de vezes, Will acenava lentamente com a cabea, como se em admirao. Impressionante, 
ele diria. Se eu no soubesse que voc estava l... Ele fez uma pausa, procurando uma maneira de acabar com essa declarao, e o fez, mas desajeitadamente, eu no 
saberia que voc estava l. Que, em si era verdade, embora se Horace tivesse analisado a declarao em qualquer profundidade, ele poderia ter percebido que Will, 
na verdade, no disse nada. Mas parecia satisfaz-lo para o momento. Pouco antes do anoitecer, Will estava estudando atentamente os rastros deixados pelos Forasteiros. 
Mesmo que ele se sentisse relativamente seguro seguindo-os, no machucaria manter um olhar atento para qualquer sinal de uma emboscada. E com a luz falhando, ele 
teve que concentrar-se um pouco mais. Ele tinha desmontado para olhar mais atentamente vrios sinais quando foi interrompido por mais outro questionamento de Horace.

Will? Sem se virar para ele, Will respondeu, com os dentes razoavelmente cerrados, Sim, Horace? Voc pode me ver agora? No. Eu no posso v-lo de jeito nenhum, 
Horace, Will disse, continuando a perseguio a uma linha de pegadas que o afastou do caminho, atravs da grama e por trs de um arbusto. Uma observao de poucos 
segundos mostrou que o desvio e posterior ocultao tinha sido por razes de higiene pessoal, e no por qualquer inteno sinistra. Voc no est olhando. A voz 
era insistente. Na Festa da Colheita do ano anterior na ilha Seacliff, Will tinha visto uma criana pequena balanando com entusiasmo sobre uma madeira e balano 
de corda, na rea de brincadeiras, o tempo todo gritando em alto e bom som para seu pai: Papai! Olhe para mim! Olhe para mim! Ele lembrou-se disso agora, quando 
ele se virou para ver Horace e Kicker, mantendo-se relativamente imveis na frente de um grande arbusto frondoso. Horace. disse ele, cansado, Voc est sentado em 
cima de um grande cavalo de batalha castanho. Tem quase dois metros de altura e trs metros de comprimento e pesa um quarto de tonelada.  claro que eu posso v-lo. 
Horace olhou desanimado. Ele olhou para a forma grande de Kicker, imvel abaixo dele.  difcil para um cavalo de batalha para permanecer imperceptvel, ele imaginou. 
Oh, disse ele, evidente frustrao em sua voz. Mas se Kicker no estivesse aqui? Voc poderia me ver, ento? Um pouco difcil de responder, Horace, Will disse. Porque 
Kicker est l e  difcil ignor-lo. Ele meio que atrai o olhar, e isso vai contra todo o conceito de camuflagem e ocultao, como pode ver. Horace mordeu o lbio, 
pensativo. Will no pde resistir  tentao. Eu vi isso. Voc mordeu o lbio. Horace fez um gesto impaciente. Ele percebeu que talvez fosse hora de parar. Eu vi 
isso tambm, Will disse implacavelmente. Se voc quer permanecer invisvel, voc tem que evitar mastigar o lbio e acenar com o brao. E  pior ainda se voc senta 
em cima de um grande cavalo de batalha, enquanto est fazendo isso.

Tudo bem. Suponho que sim, disse Horace. Houve um leve tom de irritao em sua voz. Mas se voc usar sua imaginao... Voc quer que eu imagine que Kicker no est 
aqui? Will perguntou-lhe. Isso mesmo, respondeu Horace, determinado a no ser afetado pelo sarcasmo na voz de Will. Se ele no estivesse aqui, voc poderia me ver, 
ento? Will de repente teve a sensao de que eles pudessem ficar aqui por horas. Ele suspirou profundamente. Bem, se eu imaginar que Kicker no est aqui, ento 
eu iria achar extremamente difcil ver voc, Horace. Pensei assim. disse Horace com um sorriso satisfeito. Particularmente desde que voc parece estar flutuando 
a dois metros no ar, Will continuou em um murmrio. O que foi isso? Horace perguntou desconfiado. Eu disse que voc parece no estar em lugar algum, Will disse, 
pensando rapidamente, e Horace assentiu, satisfeito, mais uma vez. Will achou que poderia ser uma boa idia mudar de assunto. Vamos continuar por mais algumas horas 
antes de parar por causa da noite. sugeriu. Horace encolheu em concordncia. Por mim tudo bem, disse ele. Ento, ele acrescentou um complemento, Voc tem certeza 
que no vai se perder de mim? Eu poderia simplesmente desaparecer no escuro... Eu farei o meu melhor, disse Will. S por um momento, ele desejou que seu amigo desaparecesse.

Eles tinham um acampamento frio naquela noite e se levantaram de madrugada para continuar. Eles estavam se aproximando de sua meta agora - levando em conta que o 
complexo de cavernas fora o destino planejado por Tennyson. Horace deixou suas aes alegres para trs e se tornou muito mais srio em sua abordagem. Ocorreu a Will, 
como tinha tambm a Halt, nos ltimos tempos, que Horace tinha se empenhado muito em suas amolaes e suas palhaadas do tipo Voc pode me ver agora? Horace tinha 
anos de amolaes e brincadeiras para fazer e Will tinha a suspeita incomoda de que o grande guerreiro tinha secretamente rido para si mesmo no dia

anterior. O cho comeou a se elevar agora que eles estavam indo na direo das colinas. As rvores eram em menor nmero e mais distantes umas das outras e eles 
se moviam com cuidado, conscientes de que poderia haver vigilantes escondidos observando sua aproximao. Mas no havia nenhum sinal de que tinham sido vistos e 
eventualmente o terreno nivelou-se em um plat, levando ao p da serra propriamente dita. As rvores cresciam mais espessas enquanto o terreno nivelava-se e os dois 
amigos frearam escondidos pelas sombras de um bosque grande, examinando o terreno aberto que ficou  sua frente. Apenas algumas centenas de metros distante, as colinas 
subiam para o cu, ngremes e proibindo a passagem, uma barreira natural. No havia nenhum sinal de Tennyson ou qualquer dos seus seguidores. Ningum aqui. Horace 
murmurou. Ningum que possamos ver. Will corrigiu. Olhava direto para a base das colinas. O sol estava se pondo no oeste e, mesmo que jogasse luz direta sobre as 
colinas, as dobras irregulares de arenito criavam manchas de luz e sombra e vrias manchas mais escuras poderiam muito bem marcar a entrada das cavernas. Ou poderiam 
ser apenas sombras mais profundas. Will tinha uma preocupao repentina de que Tennyson no tinha parado aqui, afinal. De que ele tivesse continuado, talvez subindo 
a serra, atravs de alguma passagem ainda despercebida e agora estava seguindo muito  frente dos Arqueiros. No entanto, disse-lhe a razo, o lder Forasteiro poderia 
ter feito isso a qualquer momento nas poucas semanas passadas. Ele havia se dirigido especificamente para esta faixa, onde, de acordo com o mapa, h um grande nmero 
de cavernas. Se ele quisesse simplesmente desaparecer para o leste, ele poderia ter feito isso sem a dificuldade de ter que encontrar um caminho atravs das colinas. 
E agora que ele podia v-los, Will percebeu que eles estavam mais perto de morros e penhascos e encontrar um caminho atravs deles seria difcil. Horace cutucou 
com o cotovelo. Cheiro de que? Will ergueu a cabea e cheirou o ar experimentalmente. Ele captou o cheiro de fumaa de madeira muito leve no ar. Era fraco, mas estava 
definitivamente l. Eles esto bem aqui. Eles esto comeando a preparar o jantar. Horace disse.

Mas onde? Will perguntou, examinando o precipcio mais uma vez. Em seguida, Horace tocou em seu brao e apontou. Olhe, disse ele. H uma rvore crescendo em um ngulo 
da face do penhasco - cerca de dez metros de altura. Ele esperou at Will assentir com a cabea que ele podia vlo. Ento ele estendeu a mo no comprimento do brao, 
apertando com um olho fechado, e segurou primeiro um dedo, depois dois, na vertical. Em seguida, ele dobrou o segundo dedo para baixo novamente. Para a esquerda 
da rvore, a aproximadamente um dedo e meio, h uma fissura. Na rocha. Will imitava a ao de segurar os dedos para cima e olhando por baixo deles. Era uma forma 
simples, mas eficaz de dar orientaes e logo viu a fissura avistada por Horace. Uma fina fita de fumaa cinza saa dela. A fraca brisa agarrou-a quase imediatamente, 
e dissipou-a Mas ela estava l. E assim, ele percebeu, era Tennyson. Eles esto nas cavernas, disse ele, e Horace assentiu. Ns vamos ter que chegar mais perto para 
dar uma olhada, Will disse, fazendo uma varredura no cho  frente deles. Havia pouco abrigo, mas no o suficiente para esconder Puxo e Kicker. Ns vamos ter que 
deixar os cavalos aqui e avanar.  Voc est planejando ir para dentro das cavernas? Horace perguntou, o seu nvel de voz muito cauteloso. Will olhou para ele. Desde 
que eles eram crianas pequenas, Horace odiava espaos confinados. Foi uma das razes dele nunca ter usado um capacete integral, preferindo a simples tampa em forma 
de cone. Quando eles eram mais jovens, Will tinha usado o fato para escapar de vrios problemas com ele. Eu preciso de voc para manter um olho nas coisas aqui fora. 
disse ele e viu os ombros de Horace carem de alvio. Voc tem certeza? ele perguntou. Eu vou com voc se voc realmente precisar de mim. Will estendeu a mo e apertou 
seu ombro. Eu aprecio a oferta. disse ele. Mas vai ser mais fcil para mim me mover l dentro sem ser visto. Tudo bem ento, disse Horace. Eu no posso dizer que 
estou desapontado. Alm disso, Will no resistiu a dizer Com suas recm-descobertas habilidades de camuflagem, eu provavelmente lhe perderia l dentro.

45
Eles esperaram at o final da tarde. Will sabia que nessa hora a luminosidade era incerta e enganosa. Ento, deixaram Puxo e Kicker no bosque entre as rvores e 
foram em frente. Horace estava vestindo a capa de camuflagem, mas isso no era hora para brincadeiras e ele ouviu atentamente as instrues de ltima hora que Will 
estava lhe passando. Coloque o capuz e mantenha seu rosto nas sombras. disse ele. Quando pararmos, mantenha-se perfeitamente imvel, deixando a capa cobr-lo totalmente. 
Halt tinha um velho ditado, confie na capa. Ela vai escond-lo. E minhas pernas? Horace perguntou. Como ele era bem mais alto do que Halt, uma boa parte de suas 
pernas estavam expostas abaixo do manto. Will balanou a cabea num gesto de desprezo. No se preocupe com isso. O manto vai esconder o seu corpo e as pessoas no 
esperam ver pernas sem um corpo andando por a. Eles vem o que esperam ver, o que  comum. Horace sorriu. Essa  mais uma das frases de Halt? Will sorriu de volta, 
balanando a cabea. Outra coisa. Will lembrou. Era algo que o guerreiro j tinha ouvido, mas Will sempre repetia. Se estivermos nos movendo e algum aparecer, simplesmente 
congele. Fique perfeitamente imvel.  o movimento... Que atrai a ateno e o deixa visvel. E Horace repetia. Eu sei. timo enquanto voc sabe. A tentao de se 
esconder  quase irresistvel nessa sitao. Eles seguiram caminho, Will assumia a liderana e deslizava silenciosamente e quase invisvel sob a luz incerta da tarde. 
Ele abaixou atrs de um afloramento de rochas, cerca de trinta metros de distncia das rvores e sinalizou para Horace o seguir. Ele viu o guerreiro h alguns metros 
atrs, depois voltou sua ateno para as colinas  frente. No parecia que Tennyson tinha algum guarda vigiando o local. Mas isso no significa que eles pudessem 
estar escondidos em algum lugar. Em uma parte de sua mente, ficou impressionado com o progresso que Horace estava fazendo, em se mover silenciosamente. Ele ainda 
fazia algum barulho,  claro. Eram necessrios anos de treinamento para alcanar o nvel de silncio com que os Arqueiros conseguiam se mover. Mas estava surpreendentemente 
calmo e Will duvidava que qualquer ouvinte casual na vizinhana, teria percebido que algum estava se movendo pela grama.

Horace abaixou-se devagar ao lado dele no esconderijo. Will olhou para o rosto dentro das dobras do capuz. Ele podia sentir a tenso no corpo de Horace. O jovem
guerreiro estava ferozmente concentrado em se mover com um mnimo de rudo e manter-se calmo e invisvel. Concentrado demais na verdade. Relaxe um pouco. H um risco
maior de fazermos barulho se estivermos tensos, Will disse-lhe em voz baixa. Voc est indo bem. Voc est definitivamente pegando o jeito. Ele viu um lampejo dos 
dentes de Horace e descobriu que era um sorriso de prazer. Acha que eu poderia ser um Arqueiro? ele perguntou. Will bufou de escrnio. No se precipite, ele afirmou. 
Ento ele fez um gesto em direo s colinas  frente. Vamos. Movendo-se cuidadosamente, em pequenos intervalos, eles levaram mais de meia hora para chegar  base 
das colinas. L eles encontraram um amontoado de pedras principalmente de arenito - que haviam cado de uma encosta mais acima. Havia muita cobertura e assim se 
instalaram em uma fenda entre duas pedras. Olharam ao redor para detectar a entrada de uma das cavernas. V alguma coisa? Will perguntou. Horace balanou a cabea. 
No. Mas eu ainda sinto cheiro de fumaa. Ambos olharam para o local, onde tinham visto fumaa saindo de uma fenda na rocha. At agora eles no tinham achado nada. 
Mas Horace estava certo. O cheiro de fumaa de madeira queimando ainda era forte no ar da noite. Will olhou as rochas e a terra rachada em torno deles. No havia 
nenhum sinal de qualquer habitao humana. Finalmente, ele inclinou-se para Horace e sussurrou: Voc fica aqui e fique de olho abertos. Vou ver se consigo encontrar 
um caminho para dentro. Horace assentiu. Ele acomodou-se entre duas grandes pedras, dessa forma tinha um bom campo de viso e ao mesmo tempo permanecia escondido. 
Sua mo pousou em cima de sua espada, que estava ao seu lado, mas a deixou na bainha. Se precisasse, estaria pronto em um piscar de olhos. No entanto, se ele agora 
retirasse sua espada, a lmina brilhante poderia refletir a luz e denunciar sua posio. Will moveu-se como um fantasma at chegar na base do penhasco. Achatando-se 
contra a rocha, ele foi se movendo lateralmente. Chegou a um grande pedao de arenito que sobressaa-se para fora, deslizou em volta e desapareceu durante alguns 
segundos. Em seguida ele reapareceu sinalizando para Horace, apontando para a face da rocha do outro lado do afloramento. O significado era claro. Ele havia encontrado 
uma abertura. E estava entrando.

Horace acenou em entendimento. Will desapareceu novamente, andando a passos silenciosos em torno do afloramento de arenito. A entrada estava bem escondida, quase 
invisvel, s se notava quando estava bem encima dela. No era mais que uma fenda na rocha, mal se passava um corpo pela sua abertura. Porm analisando mais de perto, 
Will percebeu que era bem profunda. Ele virou-se de lado e escorregou pela fenda. Sua aljava, que estava nas costas, momentaneamente enroscou na rocha rugosa e ele 
teve que se esquivar para conseguir passar. Ento continuou. Horace teria adorado isso, pensou. Estava escuro como breu, a passagem era estreita e o caminho serpenteava 
para dentro, parecendo que as paredes estavam coladas nele. Ele lutou por alguns momentos para no entrar em pnico e compreendeu pela primeira vez como um lugar 
daquele poderia enervar tanto seu amigo. Ele avanou para frente, comeando a temer que esta fosse uma pista falsa e a estreita abertura no iria levar a nenhum 
lugar. Ento, contornando uma curva muito fechada, o tnel se abriu para um grande espao aberto, mais ou menos do tamanho de um quarto de dormir. O teto da caverna 
era elevado, e a luz vinha atravs de diversas fissuras. Era a ltima luz do dia e estava fraca, mas aps a escurido total da passagem que ele havia acabado de 
cruzar, foi uma mudana bem vinda. Ele hesitou na entrada, fazendo um balano com sua cabea para enxergar algo. No havia sinal de ningum aqui, e a luz era muito 
fraca para que ele pudesse observar se haviam pegadas no piso arenoso. Passou por sua cabea a idia de acender uma tocha, mas deixou de lado. A escurido era sua 
proteo, sua amiga e aliada. Nessas condies infernais, o pequeno brilho de um pedra raspando sobre o ao poderia ser visto a centenas de metros. Ele saiu para 
o espao aberto. Seus olhos eram de pouca utilidade nesta penumbra, ento, percebeu que teria que usar os seus outros sentidos: a audio, o olfato e o sexto sentido 
adquirido em seu treinamento, com uma conscincia instintiva do espao ao redor dele e da possvel presena de outras pessoas al. Este sentido que o tinha alertado 
do perigo em potencial, por tantas vezes. O ar era surpreendentemente fresco. Ele esperava que fosse carregado e cheirasse a terra mida. Entretanto, as fendas por 
onde a luz passava, garantia que a caverna fosse naturalmente bem ventilada. Ele virou-se lentamente, descrevendo um crculo completo. Seus olhos estavam fechados, 
enquanto ele tentava se concentrar em seus outros sentidos. Finalmente conseguiu. Ele ouviu vozes. Muitas vozes em um padro que subia e descia, s podia significar 
uma coisa. Pessoas cantando. Elas vinham do outro lado da caverna. Atravessou o espao aberto grudado na parede, at que seus dedos descobriram outra fenda. Esta 
era menor, apenas um metro e meio de altura. Ele se inclinou e deslizou por ela, mais uma vez entrando na escurido. Seguiu em frente em um sobe e desce que, por 
fim, o deixou quase agachado.

Gradualmente o teto foi ficando mais alto e ele pode ficar em p - ele havia estendido as mos para cima e tocou apenas o vazio. Este tnel era relativamente fcil 
de passar, sem as revira-voltas do primeiro. E aps os primeiros metros, ele saiu num lugar mais amplo e confortvel. Pelo menos ele achava que sim. Ficou encostado 
na parede de pedra e estendeu a mo para a escurido em busca de uma parede mais distante. No encontrou nada. O som abafado da cantoria, que no parou enquanto 
ele progredia atravs das trevas, tornou-se gradualmente mais forte e mais alto, ento parou de repente. Instintivamente, ele parou tambm. E se tivesse feito algum 
barulho? Se tivesse alertado os cantores? Ser que de repente perceberam que ele estava aqui? Ento uma nica voz comeou a falar. Ele no conseguia distinguir as 
palavras, que estavam abafadas e distorcidas pelas rochas. Mas ele podia ouvir o timbre, o tom e a cadncia da voz. Era a voz de um locutor treinado, um orador acostumado 
a impor a seus ouvintes o seu ponto de vista. Ele ouvira esta voz antes. Era Tennyson. Ele suspirou de alvio. Ento voc est aqui depois de tudo, disse ele baixinho 
na escurido. Avanou para frente novamente e a voz tornou-se mais distinta. Agora ele era capaz de ouvir algumas palavras com mais clareza. Uma em particular, ouviu-a
repetidas vezes: Alseiass. Alseiass, o falso deus de ouro dos Forasteiros. Agora Tennyson parecia estar fazendo perguntas para a multido. Sua voz se levantara num
tom interrogativo e ento fazia uma pausa - em seguida, ouviu um rugido de entendimento da
 E enquanto Tennyson questionava coisas que Will ainda no decifrava,
o rugido da multido respondia definitivamente em afirmao. Alseiass! Gritavam em resposta s suas perguntas. O tnel seguinte desviou ligeiramente para a direita, 
depois mais a frente virou em cotovelo e foi quando Will viu algo. Um lampejo de luz. Ele avanou mais rapidamente, as botas macias no faziam nenhum rudo sobre 
o cho arenoso. Dez metros  frente, e a luz foi ficando mais forte a cada passo que dava. Ento chegou  uma abertura. Cinquenta tochas ou mais iluminavam o ambiente 
 frente, ento viu o homem que tinha persegido ao longo do ltimo ms. Vestido de branco, corpulento e com cabelos longos e cinza, ele estava em uma plataforma 
de

rocha natural, na enorme caverna que se abria do estreito tnel. Em torno dele, se agrupavam cerca de vinte seguidores, tambm vestidos de branco. E alm deles, 
por perto estavam uma centena de pessoas - homens, mulheres e crianas, quase todas vestidas de roupas rsticas e feitas em casa, certamente locais. A multido ouvia 
atentamente todas as palavras que saiam da boca do profeta. E enquanto Will observava, ele pode ouvir e compreender a pergunta que o falso profeta falava para seus 
novos seguidores. Quem nos libertar da escurido? Quem vai nos levar a uma nova era de ouro, de amizade e prosperidade? Digam-me o nome dele! E a resposta veio 
de mais de uma centena de vozes jovens e velhas. Alseiass! Will balanou a cabea tristemente. A ladainha de sempre. A mesma velha bobagem. Mas as pessoas aqui estavam 
dispostos a comprar essa conversa, como havia sido em Hibernia. As pessoas eram ingnuas,Will pensou, particularmente quando eram levadas a acreditar que poderiam 
comprar seu caminho para a felicidade. Vocs sabem, meus amigos, que os tempos eram ruins, antes que Alseiass estivesse no nosso meio. Houve um murmrio de concordncia 
entre a multido. O seu gado morreu ou desapareceu. Suas propriedades foram queimadas e destruidas. No  verdade? A multido gritou em concordncia  suas palavras. 
Will pensou que os Forasteiros j deveriam ter agido nesta rea - sem dvida muito antes da chegada de Tennyson. Mas desde que vocs aceitaram Alseiass como seu 
deus, esses ataques pararam? Sim! gritou a multido. Algumas pessoas ilustravam as palavras do profeta com Abenoado Alseiass! e Louvado seja o deus de ouro! E  
nesse momento que devemos dar graas a Alseiass?  nessa hora que iremos construir um altar de ouro e joias - um altar que servir de adorao para todas as geraes 
vindouras? Sim! gritou a multido. Desta vez com menos entusiamo, diante da possibilidade de doao de ouro e outros objetos de valor. Mas os seguidores de vestes 
brancas que estavam ao redor de Tennyson juntaram suas vozes ao clamor. Exceto, Will pensou, o altar vai ser coberto com uma fina camada de ouro e quando voc for 
embora, a mair parte ser levada.

Mas a congregao de Tennyson no parecia estar ciente desse fato. Estimulados pelos vestes brancas e Tennyson, continuaram a levantar suas vozes at a caverna explodiu 
em gritos de louvor a Alseiass e seu sacerdote, Tennyson. Hora de ir embora, Will pensou. Ele j havia visto tudo isso antes.

46
A entrada  difcil de encontrar. Will disse.  por isso que eles no necessitam de guardas l fora. Ele desenhou com um galho pontiagudo no cho ao lado da lareira. 
Halt, Horace e Malcolm estavam reunidos em torno dele, observando atentamente enquanto explicava a estrutura do novo quartel general de Tennyson. A primeira entrada 
desse tnel leva at aqui. Uma caverna com o tamanho de uma pequena sala. Tetos altos, bem iluminada e ventilada. Porm completamente vazia. Portanto, mesmo se algum 
encontrar essa entrada, pode vir at esse ponto e ainda pensar que  tudo o que tem ali? Malcolm perguntou. Will assentiu com a cabea.  por isso que no h guardas. 
A entrada para o segundo tnel est bem escondida - e  um pouco mais alta que a cintura. Mais diverso para mim, Horace disse pesadamente. Will lanou-lhe um sorriso. 
No  to ruim. Ela permanece baixa por alguns metros e ento se amplia para fora e o teto fica maior. Tem muito espao nesse tnel, uma vez que voc j passou os 
primeiros metros. Os primeiros metros  que so o problema. Horace afirmou. Ele olhou para Malcolm esperanoso. Voc no teria uma poo que possa curar meu dio 
de espaos confinados? Malcolm balanou a cabea. Infelizmente no. Mas  uma aflio bastante compreensvel. Eu acho que a cura para isso  enfrentar o medo e super-lo. 
Horace assentiu com tristeza. Porque eu sabia que voc ia dizer isso? Qual a utilidade de um curandeiro se ele no pode te dar uma poo para as coisas realmente 
importantes? Halt apontou para o mapa desenhado no cho, sinalizando para Will voltar s suas explicaes.

Will assentiu com a cabea e continuou. O tnel vira  direita aqui - que  onde eu vi as luzes - e se abre para a catedral. A catedral? Halt disse sarcasticamente. 
Voc est sendo levado pelo fervor religioso de Tennyson, Will? Will sorriu. Parecia um bom nome para ela, Halt.  praticamente do tamanho de uma pequena catedral. 
Eu posso cham-lo de O Grande Salo`, se voc preferir, ele adicionou. Halt no respondeu. Will no esperava que ele fosse responder. E quantas pessoas ao todos? 
Halt perguntou. Contando com os vinte homens com vestes brancas de Tennyson... Vestes brancas de Tennyson? Quem so eles? Malcolm interrompeu. So seus guarda-costas 
e cobradores, explicou Will. Seus capangas, se preferir, aqueles que sabem o segredo. Malcolm assinalou seu entendimento e indicou para Will continuar. Contando 
eles h perto de cento e vinte, eu diria. Alm disso, h obviamente uma das quadrilhas operando na rea. Halt mastigou um galho por alguns segundos. Os bandidos 
podem esperar, disse ele. Nossa prioridade  desacreditar Tennyson na frente dos novos convertidos, s em seguida, cuidar dele e de seus capangas. Como voc prope 
fazer isso? Malcolm perguntou. Ele olhou para os trs rostos determinados diante dele. Apenas trs deles. E Will tinha dito que ainda havia pelo menos vinte capangas 
com Tennyson. Provavelmente haver violncia envolvida. Halt disse, com enganosa suavidade em sua voz. Trs contra vinte? Malcolm argumentou, energicamente. Halt 
encolheu os ombros. Poucos dos vinte, se algum, foram treinados como guerreiros. A maioria deles so bandidos, usados para matar por trs e aterrorizar agricultores 
desarmados.  incrvel como eles ficam dceis quando se deparam com a extremidade da arma de outra pessoa. Malcolm no estava completamente convencido. Mas ento, 
ele pensou, ele havia visto Will e Horace em ao no assalto do Castelo Macindaw, onde os dois haviam forado o seu caminho para o topo das muralhas e seguraram
a guarnio at que seus prprios

homens pudessem subir pelas escadas e se juntar a eles. Talvez eles possam lidar com vinte valentes. Horace, observando-o, viu a dvida em seus olhos. H um velho
ditado, Malcolm, ele disse. Um motim, um Arqueiro. Voc entendeu? Presumo que isso significa que, em caso de motim ou perturbao, basta um Arqueiro para restaurar 
a ordem? Malcolm disse. Horace assentiu. Exatamente. Bem, olhando em volta, eu vejo que ns temos aqui o dobro do que precisamos. Ento eu imagino que eu vou ser 
capaz de ter umas pequenas frias, enquanto eles cuidam de tudo. Halt e Will bufaram com desprezo e ele sorriu para eles. Eu ficarei feliz em sentar e assistir vocs 
fazerem todo o trabalho, acrescentou. Em outras palavras, vai ser como de costume? Will perguntou. Horace parecia um pouco magoado. Ele havia permitido isso, ele 
percebeu. Ento, ele ficou mais srio. Halt, eu estava pensando... Ele parou, olhando com expectativa para os dois Arqueiros. Voc no vai dizer sempre uma coisa 
perigosa? ele perguntou. Halt e Will trocaram um olhar, ento balanaram a cabea. No. Voc estava esperando por isso. No tem graa se voc j espera por isso, 
Will disse. Horace encolheu os ombros, desapontado. Ele tinha um resposta mal-humorada pronta para eles. Agora ele teria que guard-la para outra hora. Oh, bem, 
de qualquer maneira, ocorreu-me que voc deseja desacreditar Tennyson, e no apenas lev-lo preso para o Castelo de Araluen? Halt assentiu. Isso  importante. Temos 
de destruir o seu mito. O que voc tem em mente? Bem, eu pensei que poderia ajudar se ele fosse confrontado pela sombra do Rei Ferris. Halt considerou a idia. Tennyson 
jamais havia percebido que na primeira ocasio quando Ferris` o provocou e desafiou, ele estava, na verdade, diante de Halt, disfarado

como seu irmo gmeo. E em outras ocasies, quando ele viu o Arqueiro, suas feies haviam sido obscurecidas pelo capuz que usava. No  m idia, Horace, disse. 
Tennyson lida com feitiaria e truques. Se ns usarmos um pouco disso, podemos deix-lo desestabilizado. E ele pode acabar se surpreendendo a ponto de fazer uma 
admisso auto-condenatria. Ele coou sua barba, que havia crescido na semana que passou desde que Horace a raspara para que se assemelhasse ao seu irmo gmeo. 
Pena, disse ele. Eu j estava ficando acostumado a ter minha barba de volta  sua forma original. Desalinhada, Will disse antes que pudesse parar. Halt virou um 
olhar fulminante para ele. Eu prefiro pensar luxuriante`. disse ele, com considervel dignidade. Will apressou-se em concordar. Claro que sim. Essa foi  palavra 
que eu estava procurando. Eu no sei por que eu disse desalinhada. E ele conseguiu diz-lo com uma cara sria que Halt no podia deixar de saber que, no interior, 
Will estava segurando o riso.

47
No dia seguinte, antes que eles desmontassem o acampamento e partissem, Malcolm insistiu em fazer um exame fsico completo em Halt. Vamos verificar se voc est 
apto para todo esse esforo, disse ele. Tire a camisa e se sente aqui. Ele indicou uma tora perto da lareira. Claro que estou apto para isso, Halt disse-lhe vivamente. 
Mas ento ele percebeu que no iria vencer quando se tratava de teimosia. O curandeiro recuou e se ps em sua mxima altura. Sendo um pouco menor que Halt, que no 
era a pessoa mais alta do reino, no era uma grande coisa. Mas o seu ar de autoridade acrescentou muito para a Olha aqui, disse ele severamente. Seu ex-aprendiz 
arrastou-me de lgua aps lgua desse pas selvagem, na metade de um cavalo louco, no meio da noite, para chegar aqui e salvar o seu miservel e ingrato corpo, o 
que eu fiz, sem reclamao ou hesitao. Agora eu pretendo terminar o trabalho que comecei - e no deixar terminar o trabalho que o Genovs iniciou. Ento, eu pretendo 
fazer um exame completo agora para ter certeza de que voc est em forma novamente - e pronto para a pequena tarefa de confrontar cento e poucos inimigos com apenas 
duas pessoas para te ajudar. Est tudo bem para voc? Quando ele colocou dessa maneira, Halt teve que admitir que ele tinha um ponto. E ele sabia que devia sua vida 
ao curandeiro. Mas ainda assim, foi contra a natureza de Halt se submeter humildemente s ordens de algum - como o Rei Duncan havia descoberto em vrias ocasies. 
Ele jogou seu ltimo desafio. E se no estiver tudo bem comigo? disse beligerante. Mas Malcolm correspondia  sua atitude, andando para frente, para que sua face 
ficasse a poucos centmetros da do Arqueiro. Ento eu pedirei a Will para relatar o fato a esta Lady Pauline de quem ouvi falar muito, disse ele. Ele foi recompensado 
por uma rpida centelha de dvida nos olhos de Halt. E eu vou fazer isso, Will chamou do outro lado do campo, onde ele estava sentado em silncio por vrios minutos 
apreciando o conflito de vontades entre estes dois homens teimosos.

Bem, eu suponho que voc poderia muito bem... Halt disse, e, tirando a camisa, e sentando na tora. Malcolm comeou seu exame, perscrutando sua garganta e olhos e 
ouvidos, tocando-lhe no interior dos cotovelos com um martelo de madeira macio, colocando um tubo oco com uma extremidade em forma de sino nas suas costas e no peito 
e colocando o ouvido na outra extremidade. O que  isso? Horace perguntou. Ele tinha se aproximado de acordo com decorrer do trabalho de Malcolm e agora ele estava 
a poucos passos de distncia, observando com interesse, apesar da irritao crescente de Halt. Isso no  da sua conta, o Arqueiro rosnou um aviso. Mas Horace no 
se deixou intimidar. O que voc pode ouvir? ele perguntou a Malcolm. O curandeiro escondeu um sorriso enquanto respondia. O corao e os pulmes dele. Horace fez 
uma pequena careta de interesse. Srio? Como eles soam? No  da sua conta como o meu corao e os meus pulmes soam, Halt comeou. Mas Malcolm j estava incentivando 
Horace a se aproximar. Escute voc mesmo. Halt percebeu como era difcil manter a dignidade e autoridade quando algum estava cutucando, sondando e tocando em voc, 
enquanto voc estava sentado, meio vestido, em uma tora. Ele encarou Horace, mas o jovem guerreiro o ignorou. Pisando ansiosamente, Horace aproximou o final do tubo 
em sua orelha, dobrando-se para colocar a outra ponta contra o peito de Halt. Seus olhos se arregalaram enquanto ele ouvia. Isso  incrvel disse ele. E esse som 
 a batida de seu corao? Sim, disse Malcolm sorrindo. Como a maioria das pessoas, ele gostava de mostrar sua percia em seu campo escolhido.  muito forte e regular. 
Eu digo que ! Horace estava impressionado tanto pelo conhecimento mdico de Malcolm quanto das fortes batidas volumosas do corao de Halt que foi amplificado pelo 
tubo. Voc  como um tambor regular, Halt. Que gentil da sua parte dizer isso, disse Halt, com uma expresso azeda em sua face. Mas Horace ainda estava ansioso para 
o resto do exame de Malcolm.

E aquele grande hoosh?  como um cavalo quebrando uma corrente de ar? So os pulmes. Sua respirao. Malcolm respondeu. Mais uma vez, muito saudvel - embora isso 
seja uma descrio original do som, devo dizer. Ainda no tinha visto isso em nenhum dos meus livros mdicos. Deixe-me escutar mais uma vez! Horace disse e ele se 
inclinou mais uma vez em direo s costas de Halt. Mas o Arqueiro bravo girou para confront-lo. Fica longe de mim! Oua seu prprio corao e os pulmes se voc 
precisar! Horace encolheu os ombros se desculpando, mostrando-lhe o tubo reto. Isso  um pouco difcil, Halt. Eu teria que torcer minha cabea diretamente atrs 
das costas para fazer isso. Halt sorriu maldosamente para ele.

Tenho certeza de que poderia resolver isso para voc, disse ele. Horace olhou-o por um momento, tentando verificar se ele estava brincando. Ele decidiu que ele no 
estava totalmente certo, ento ele afastou-se, entregando o tubo para Malcolm. Poderia ser melhor se voc continuasse, disse ele. Malcolm pegou o tubo de volta, 
e continuou com seu exame. Quinze minutos depois, ele anunciou que estava satisfeito. Voc  forte como um cavalo, ele disse a Halt. O Arqueiro olhou para ele. E 
voc  teimoso como uma mula. Malcolm encolheu os ombros. As pessoas dizem isso, ele respondeu, sem se ofender. Horace, que tinha se afastado para assistir ao resto 
do exame, agora se levantou e se aproximou enquanto Halt vestia novamente sua camisa. O Arqueiro olhou para ele, ainda menos que satisfeito com ele. O que voc quer? 
ele perguntou agressivamente. J terminamos com meu corao e pulmes por hoje. Mas Horace apontou para o rosto de Halt.

A barba, disse ele. Se voc decidir passar por Ferris mais uma vez, voc vai precisar fazer a barba. Que eu posso fazer por mim mesmo, Halt disse a ele. Mas se voc 
quiser fazer-se til quando eu estou fazendo isso, obtenha algumas tiras de couro e faa uma faixa como a que Ferris usava. Horace concordou com a cabea e, enquanto 
Halt conseguia gua quente e aparava sua recm crescida barba de volta  verso usada por Ferris, Horace encontrou algumas tiras de couro em sua mochila e tranou-as 
juntas, criando uma imitao razovel da simples coroa real de Clonmel. Halt estava enxaguando a espuma de seu rosto quando percebeu Malcolm cuidadosamente embalando 
uma pequena caixa com o que parecia ser uma dzia de irregulares bolas de lama marrom seca. Elas so mais daquelas que voc estava jogando?  ele perguntou. O curandeiro 
concordou. Ele no olhou para cima de sua tarefa e Halt, aproximando-se, podia ver que ele tinha embalado feixes de grama cortada na caixa, que ele usou para manter 
as bolas de lama separadas. A ponta da lngua de Malcolm se projetava atravs de seus dentes, enquanto ele se concentrava em seu trabalho. O que elas fazem, exatamente? 
Halt perguntou. A ltima bola foi cuidadosamente embalada na grama e, ento, Malcolm olhou para cima. Se eu jogar uma no cho, explicou ele, vai criar um grande 
estrondo e uma espessa nuvem de fumaa amarela-marrom. Elas so muito volteis.  por isso que eu preciso embal-las de modo to cuidadoso. E o que voc planeja 
fazer com eles? Halt perguntou. Eu pensava que poderia vir a calhar se voc precisar de uma distrao. Elas no vo realmente ferir ningum... Ele hesitou, ento 
alterando esse pensamento. Bem, alm de deixar os seus ouvidos zumbindo. Elas so apenas mistura de fumo e rudo. Halt resmungou pensativo, mas no disse mais nada. 
Ele estava comeando a ver um possvel uso para os fazedores de rudo. Finalmente, com a sua preparao completa, eles desmontaram o acampamento e seguiram em frente, 
perto da beirada do penhasco onde Tennyson tinha ido ao cho literalmente. Eles deixaram os cavalos bem para trs no bosque que Horace e Will

tinham descoberto no dia anterior, em seguida, voltaram para frente para observar as cavernas. E agora? Malcolm perguntou. Vamos esperar e ver, Halt disse a ele. 
Malcolm pegou a dica e estabeleceu-se, encontrando-se uma posio em que tinha uma vantagem confortvel para assistir as idas e vindas no penhasco.

No que houvesse muito para ver. Um grupo de quatro homens saram da caverna no final da manh, retornando algumas horas depois, carregando a carcaa de um cervo. 
Encontraram caa, disse Horace. Tanto Halt quanto Will olharam para ele com sarcasmo. Voc acha? Will perguntou. Talvez eles o encontraram e o trouxeram de volta 
para consert-lo. Eu s estava dizendo... Horace comeou. Mas Halt o silenciou. Ento no, disse ele brevemente. Horace brevemente murmurou para si mesmo. Um dos 
testes envolvidos em viajar com Arqueiros em tempos como estes. Halt e Will pareciam ter reservas de pacincia sem limites, nunca achando necessrio clarear o passar 
das horas, com tagarelice. Horace achava que no havia mal nenhum em fazer a observao ocasional, mesmo que no fosse absolutamente necessrio. Ou esclarecedora. 
Era s... fazer conversa, isso era tudo. E pare de resmungar. disse Halt. Carrancudo, Horace obedeceu. No incio da tarde, meia dzia de pessoas, quatro homens e 
duas mulheres, emergiram das cavernas, piscando na luz do sol e sombreado de seus olhos com as mos. Eles no pareciam ter qualquer propsito real para terem aparecido. 
O que eles esto fazendo? Will perguntou baixinho. Horace estava prestes a responder Provavelmente apenas respirando ar fresco quando lembrou-se das ordens de Halt 
apenas algumas horas atrs. Ele travou sua mandbula e no disse nada.

Provavelmente, apenas respirando ar fresco, disse Halt. Horace olhou para ele. No era justo, pensou. O pequeno grupo ficou do lado de fora no sol por cerca de meia 
hora, em seguida, recuou mais uma vez dentro da caverna. Horace, que estava assistindo a parte superior do penhasco, notou uma pequena faixa de fumaa que saa da 
fenda na rocha mais uma vez. Ele mencionou isso para Halt. Hum... bem notado. Poderiam estar comeando a preparar o jantar juntos. Ele se virou para Will. Quando 
voc estava no acampamento de Tennyson, qual era o horrio das reunies das oraes? De manh e  tarde, Will respondeu prontamente. Depois do segundo, eles geralmente 
tm o jantar. Assim, supondo que ele no mudou sua programao, eles podem estar se preparando para um pouco de canes de hinos e recolher o dinheiro a qualquer 
momento. Will assentiu com a cabea. Esse seria o meu palpite. Halt olhou para seus trs companheiros. Ento, vamos nos preparar para nos juntar a eles? Eu odeio 
perder o Sermo.

48
Will liderou o caminho, escorregando em torno do pilar de pedra e para dentro da estreita entrada que dava para a rede de cavernas. Os outros esperaram por ele fora 
da entrada. Depois de alguns minutos, ele reapareceu, acenando para frente. A primeira cmara est vazia. relatou ele. Eu posso ouvi-los na cmara interna. Parece 
que eles esto cantando. Halt acenou-lhe para ir em frente. Mostre o caminho. Will desapareceu na estreita fenda na rocha mais uma vez. Halt o seguiu, dando-lhe 
alguns segundos para chegar  frente, e ento, Horace continuou depois dele. Antes que ele entrasse na caverna, Malcolm ps uma mo em seu brao para det-lo. Horace. 
ele disse, Isso pode ajudar se voc se sentir ficando em pnico. Ele entregou ao guerreiro um pequeno pacote feito de lona. Horace abriu-o e olhou o contedo, intrigado. 
Parecia ser uma pequena pilha de casca podre, coberta de algum tipo de fungo esverdeado. Ele experimentou cheirar aquilo. Decididamente tinha um cheiro de terra. 
 musgo, misturado com uma espcie de fungo. Malcolm explicou. Ele ocorre naturalmente em rvores em todo o norte. Mas ele brilha no escuro. Vai lhe dar um pouco 
de luz. Apenas o suficiente para voc se orientar, mas no o suficiente para ser visto mais abaixo no tnel. Basta desdobr-lo se voc precisar dele. Obrigado, Malcolm 
Horace disse a ele e, virando-se de lado, ele forou seu caminho atravs da estreita entrada do tnel. Ele era bem maior do que Halt e Will e precisou de um pouco 
de esforo para forar sua passagem. Horace teve que espremer seu peito e prender sua respirao mas, finalmente, ele passou. Nos primeiros metros, havia luz suficiente 
na entrada para mant-lo orientado. Mas depois que o tnel comeou a retorcer e virar, tornou-se mais escuro e ele sentiu a antiga e familiar onda de pnico enquanto 
ele imaginava a escurido ao seu redor espremendo-se nele. Em sua mente, a escurido era algo slido, como a prpria rocha, e ele comeou a fantasiar que ela estava 
esmagando-o, segurando-o em um aperto cada vez maior, de modo que ele no conseguia respirar. Seu corao comeou a correr quando ele olhou ao seu redor, no vendo 
nada. Seu peito estava apertando e ento ele

percebeu que, em seu nervosismo, ele tinha realmente negligenciado sua respirao. Ele respirou profundamente, estremecendo. A poucos metros de distncia, ele ouviu 
o suave sussurro de Malcolm. Abra o pacote. Extraordinrio, pensou Horace. O pnico foi to grande que ele tinha se esquecido do pacote que Malcolm havia lhe dado 
apenas alguns minutos antes. Ele sentiu a tampa e a abriu. Uma suave luz verde brilhava do centro do pacote. Ainda estava escuro, mas depois da escurido total, 
impenetrvel, foi mais do que o suficiente para deix-lo ver as paredes, speras, de pedra s a poucos centmetros de seu rosto. Instantaneamente sua respirao 
ficou mais fcil e ele sentiu sua frequncia cardaca relaxar um pouco. Ele ainda no se sentia feliz sobre estar em um local confinado, mas era infinitamente melhor 
que estar em um espao confinado e totalmente escuro. O qu  isso? a voz de Halt disse em algum lugar na escurido  frente dele. Em seguida, Horace conseguiu distinguir 
a forma fraca do rosto do Arqueiro se refletir na luz verde. Ele estava apenas um metro ou mais de distncia. Malcolm me deu. ele explicou. Ele ouviu Malcolm alcan-lo 
do outro lado dele. No  brilhante o suficiente para ser visto alm da prxima curva do tnel. Disse o curandeiro. Voc provavelmente est certo. Halt concordou, 
Voc  uma caixinha de surpresas, no ? Mas ele sabia da averso de Horace para espaos escuros confinados e percebeu que o pequeno pacote verde e brilhante no 
era, exatamente, um risco. Tudo bem, Horace. Eu vou na frente. Se voc me ouvir estalar os dedos, isso significa que eu posso ver voc chegando. Cubra o pacote assim 
que voc ouv-lo. E, com isso, ele desapareceu na escurido novamente. Horace deu a ele alguns segundos e comeou a segu-lo. Apesar de seus esforos, seus passos 
arrastavam na areia debaixo de seus ps e seu cinto e sua espada tendiam a raspar contra as pedras as suas costas. Quando eles chegassem na primeira cmara, ele 
decidiu que os tiraria e os carregaria. Haveria menos chance deles atrapalharem desse modo. Ele contornou outro salincia da rocha e percebeu que poderia ver uma 
fraca luz cinza  frente. Ele cobriu a casca brilhante e colocou o pacote dentro de sua jaqueta. A luz ficou mais forte at que ele emergiu na cmara que Will havia 
descrito. Os feixes da luz do sol da tarde surgiam atravs do conjunto de fissuras no alto das paredes da cmara. Horace respirou profundamente. A menor das duas 
cavernas no era

o tipo de lugar que ele escolheria para passar o tempo. Mas era muito menos apertada e desafiadora do que o tnel escuro e estreito que tinha acabado de passar. 
Will e Halt tinham se movido para a parede interior da cmara e estavam agachados, escutando. Quando por sua vez Malcolm surgiu do tnel, ele e Horace se aproximaram 
dos Arqueiros. Horace podia ver a pequena e baixa entrada para a prxima parte do tnel. Ele trincou os dentes. Ele no ia gostar de passar por ali, com ou sem a 
casca luminosa. Will olhou para cima, viu seu rosto plido e sorriu encorajador. Tudo bem at agora? ele perguntou. Horace tentou sorrir em troca, mas ele sabia 
que seria um esforo em vo. Estou adorando. Ento Halt silenciou ambos com um gesto impaciente, se aproximando mais da abertura do prximo tnel. Oua. disse ele, 
e os outros se reuniram mais perto ao redor dele. Eles podiam ouvir a menor sugesto de uma voz mais embaixo no tnel. Ela estava fraca demais para que se pudesse 
discernir as palavras, mas eles podiam ouvir a ascenso e a queda da cadncia do discurso. Em seguida, o som parou e uma frao de segundo depois, um som mais alto 
pde ser ouvido. Desta vez foi reconhecvel. Era o som de um grande grupo de vozes, respondendo a essa primeira voz solitria. Eles ainda no podiam diferenciar 
as palavras - o eco criado pelas voltas e mais voltas do tnel e o efeito que a rocha criava ao abafar os sons dificultavam o entendimento. Mas o entusiasmo e a 
energia por trs da resposta era inconfundvel. Fanticos. disse Halt. Voc no os adora? Ele olhou para Will e sacudiu a cabea em direo ao tnel. Veja o que 
eles esto fazendo. disse ele. Will assentiu com a cabea por alguns instantes. Ele agachou-se e desapareceu na boca negra do tnel. Horace, inconscientemente, sentia 
dentro de sua jaqueta o pacote de casca de rvore luminosa. Ento, recordando seu pensamento anterior, ele soltou sua espada, envolvendo o prprio cinto em torno 
da bainha. Halt olhou para ele, viu a ao e assentiu. Boa idia, disse ele. Ele retirou sua aljava do ombro. Por um segundo ou dois ele debateu a possibilidade 
de desarmar seu arco. Seria mais fcil de carregar desse jeito e menos incmodo no espao confinado do tnel. Mas a idia de seguir desarmado at o final no era 
nem um pouco convidativa. Passara-se dez minutos quando o rosto de Will reapareceu na entrada. Ele sorriu para eles.

Tudo limpo. ele disse. Ento ele se afastou e se ergueu. No h guardas no tnel e nem na entrada. Will disse a eles. Tennyson tem um altar no final da caverna e 
todos os devotos esto em um meio crculo, encarando ele. E no o tnel? Halt disse, com um tom satisfeito em sua voz. Will confirmou com a cabea. Ns sairemos 
logo atrs deles, e em um ngulo de quarenta e cinco graus do local onde eles esto encarando. Ningum estar olhando em nossa direo. Mesmo Tennyson achar difcil 
de nos ver. O final da caverna dele est iluminada por velas, tochas e um enorme fogo. Ns estaremos mais ou menos na escurido. E h muitas rochas para fornecer 
abrigo para ns. As vozes se tornaram discernveis outra vez quando Tennyson comeou outra sequncia de perguntas e respostas com a multido. Era tudo muito familiar 
para Halt, Will e Horace. Eles j haviam ouvido aquilo antes. Malcolm, que tinha sido avisado por eles sobre os mtodos operacionais de Tennyson, podia adivinhar 
muito bem o que estava sendo dito na caverna. Como Halt tinha dito, seria uma verso do louve Alseiass e entregue seu dinheiro. Embora, o curandeiro pensou com um 
sorriso, talvez um pouco menos descarado. Muito bem. Halt disse. Vamos continuar. Lidere novamente, Will. E Horace, no minuto que voc enxergar luz no final do tnel, 
cubra esse seu musgo. Horace assentiu. Halt curvou e desapareceu na entrada baixa. O guerreiro alto respirou profundamente vrias vezes, preparando-se. Ele sentiu 
um leve toque em seu brao. Eu estarei logo atrs de voc, Malcolm disse. Deixe-me saber se voc estiver com problemas. O curandeiro conhecia pessoalmente a coragem 
de Horace e ele sabia que esse medo de lugares escuros e confinados no tinha nada a ver com bravura fsica. Era algo gravado no fundo da mente de Horace - talvez 
algum acidente na sua infncia que ele tinha h muito se esquecido. Sabendo disso, ele reconheceu a verdadeira coragem que Horace estava demonstrando em vencer seu 
medo. Eu ficarei bem. o jovem guerreiro disse, seu rosto com expresso sria. Ento ele relaxou e sorriu com sofrimento. Quero dizer, talvez no esteja bem. Mas 
eu lidarei com isso. Segurando sua espada em sua mo, ele alcanou o pacote dentro de sua jaqueta, ento abaixou-se e arrastou-se para dentro do tnel. Depois do 
breve perodo de penumbra da caverna, a escurido do tnel parecia esmagadora mais uma vez. Ele alcanou o teto com sua espada embainhada, traando a

linha do teto acima dele. Ento, como ela no encontrou mais resistncia, ele se ergueu lentamente. Mais uma vez, ele teve a terrvel sensao de cegueira, o sentimento 
de que seu mundo havia se reduzido ao seu espao pessoal. O medo de que seus olhos no estivessem mais funcionando. Seu corao comeou a bater rapidamente mais 
uma vez e ele retirou a tampa do pacote com musgo brilhante, vendo aquela maravilhosa pequena centelha de luz aninhada na palma de sua mo. Atrs dele, ouviu Malcolm 
se arrastar ao longo do tnel. Acalmado pela pequena fonte de luz, Horace continuou tnel abaixo, se movendo mais confiante agora que a escurido no era mais total. 
Ele olhou para cima vrias vezes, mas o tnue brilho do musgo no foi suficiente para atingir o teto acima dele. Havia sido engolido pela escurido. Virando em outra 
curva no tnel, ele se tornou ciente de uma luz acinzentada a frente. Rapidamente, ele cobriu o musgo e percorreu a ltima curva da rocha. Uma luz parecia se despejar 
a partir da grande caverna enquanto ele se aproximava do fim do tnel, onde Will e Halt estavam agachados, observando a cena diante deles. Como Will havia dito a 
eles, a caverna era do tamanho de uma pequena catedral, com um teto alto e crescente que desaparecia na escurido acima deles. Na outra extremidade da grande caverna 
havia um pouco de luz, onde tochas e velas foram colocadas em suportes. No meio, no cho, havia uma grande fogueira e suas chamas produziam sombras nas paredes. 
Atrs da fogueira, e iluminado pelo que parecia ser um grande nmero de tochas e velas, havia um altar. Era o altar de costume, construdo em ouro e prata e decorado 
com jias preciosas. No entanto, embora parecesse real, o ouro era apenas uma fina camada sobre uma estrutura de madeira e a prata e as gemas eram todas falsas. 
Os itens reais estariam seguramente guardados nas bolsas de Tennyson. Tennyson estava em pleno sermo, os braos estavam totalmente abertos, enquanto ele emitia 
um apelo emocionado  assemblia. Alseiass te ama! entoou. Alseiass quer trazer luz e alegria e felicidade em suas vidas. Louvamos Alseiass! a congregao entoou. 
Vocs dizem as palavras! Tennyson disse-lhes. Mas seus coraes so sinceros? Alseiass s ouve as oraes dos que crem. Vocs realmente acreditam? Sim! A multido 
respondeu. Malcolm aproximou sua boca do ouvido de Horace e sussurou. As pessoas realmente acreditam nessa imbecilidade?

Horace confirmou. Nunca deixo de me espantar quo ingnuas as pessoas podem ser. H perigo nesta terra! Tennyson continuou. Sua voz agora estava cheia de maus pressgios. 
Perigo, morte e destruio. Quem  que pode salv-los desse perigo? Alseiass! a multido rugiu. Tennyson jogou a cabea para trs e olhou acima de todos eles, no 
recndito do teto da caverna. Mostra-nos um sinal! ele pediu. Mostra-nos um sinal, Alseiass, deus da luz, de que voc ouviu as vozes dessas pessoas! Malcolm seguiu 
mais adiante para obter uma viso melhor. Ele passou anos elaborando sinais e manifestaes nas profundezas da Floresta Grimsdell - sinais como os que Tennyson estava 
agora pedindo ao seu no-existente deus. Isso deve ser legal. disse ele, para ningum em particular.

49
Assistindo o falso pregador, Will percebeu que, enquanto ele chamava Alseiass para mostrar um sinal para a congregao, ele olhava para a confuso de rochas na parte 
traseira da caverna - a um ponto a cerca de vinte metros da entrada do tnel onde Will e os outros estavam agachados, escondido pelas sombras. Seguindo a direo 
de seus olhos, Will viu um lampejo de movimento. Depois houve o brilho opaco de luz refletida entre as pedras e ele percebeu a figura de um homem escondido, pelas 
rochas, dos adoradores abaixo dele. Ele cutucou Halt e apontou. Quando o Arqueiro mais velho olhou, uma bola de luz repentina parecia varrer atravs das paredes 
atrs do altar onde estava Tennyson. Houve um rpido suspiro coletivo de surpresa entre aqueles na multido que haviam notado e, em seguida, um burburinho de conversa 
animado. Ento, o raio de luz atravessou a caverna novamente, desta vez na direo oposta. Quando chegou a um ponto atrs de Tennyson, piscou trs vezes e ento 
arremessou para longe de novo e desapareceu. Desta vez, como a multido estava alerta, mais pessoas enxergaram a luz e houve uma reao mais forte. Tennyson deixou 
a comoo diminuir um pouco, em seguida, ergueu a voz para falar sobre o murmrio animado. Alseiass  o deus da luz e da iluminao! ele entoou. Sua luz da misericrdia 
pode ser vista at mesmo na escurido dos confins do mundo. Voc v a sua luz? Liderados pelas vestes brancas, a multido tornou a chorar novamente. Louvamos a Alseiass! 
Louvado seja o deus da luz! Halt acenou para Will e colocou a boca perto de seu ouvido. Ele tem um ajudante l em cima com um espelho e uma lanterna, ele sussurrou. 
Ele est refletindo a luz da lanterna nas paredes. Will balanou a cabea. Truque bem bsico, comentou. Mas Halt encolheu os ombros. Ele est trabalhando. Todos 
eles podem ver a luz`. Ele fez um gesto para a pilha de pedras onde o homem estava escondido. V at l e cuide dele. Silenciosamente. Will comeou a se afastar, 
ento ele hesitou e virou-se de volta. Voc quer que eu o apague?

Halt respondeu bruscamente, perguntando-se o motivo pela exitao. No. Eu quero voc o convide para jantar.  claro que eu quero que voc o apague! Use suas facas. 
Will deu de ombros, infeliz. Eu no as tenho. Me empresta as suas? Halt no pde acreditar no que ouvia. Ele sibilou furiosamente para Will, preocupando Horace e 
Malcolm, que tinham certeza de que ele seria ouvido. O que quer dizer com no as tem? Elas fazem parte do seu kit, pelo amor de Deus! Ele no podia acreditar que 
Will, um Arqueiro totalmente qualificado, poderia ser to indisciplinado a ponto de esquecer as suas facas. Jovens, pensou ele, sacudindo a cabea. Onde  que o 
mundo vai parar? Eu as perdi. Disse Will. Ele no acrescentou que tinha perdido as facas tentando capturar Bacari vivo, a fim de salvar a vida de Halt. Mas ele pensou 
que o Arqueiro mais velho estava sendo indevidamente severo, sob todas as circunstncias.

Voc as perdeu? Voc as perdeu? Halt repetiu. Voc acha produzimos equipamentos valiosos para que voc possa simplesmente perd-los? Will balanou a cabea. No. 
Mas eu... Ele no conseguiu terminar. Horace interrompeu a discusso, um olhar incrdulo no rosto. Vocs vo parar com isso agora? perguntou ele em um sussurro feroz. 
A qualquer momento, algum vai ouvir vocs.

Halt o encarou por um momento, ento percebeu que ele estava certo. Ele enfiou a mo em um bolso interno e retirou uma de suas prprias facas, que ele empurrou para 
a mo de Will. Aqui. Toma! E no perca! No altar, Tennyson estava novamente exortando a multido a convidar Alseiass para mostrar-lhes um outro sinal. Houve um rpido 
lampejo de luz atravs da caverna, seguido por mais gritos de surpresa e admirao. Observando atentamente, Halt podia ver o vulto de Will subindo a pilha de pedras, 
parecendo fluir para cima em todo o amontoado de pedras como uma aranha gigante. Ele chegou ao local onde o ajudante de Tennyson estava agachado com a sua lanterna 
e espelho e fez uma pausa, escondido do homem, um metro ou menos de seu esconderijo. Mostre-nos sua luz novamente, Alseiass! Tennyson chorou. Vamos essas pessoas 
sabem que so dignas de voc!

Halt viu a figura da lanterna se mover ligeiramente, preparando-se para enviar outro flash de luz pela caverna. Ento Will subiu atrs dele. O brao do Arqueiro 
jovem subiu, em seguida, desceu, enquanto ele batia na cabea do homem, logo atrs da orelha. O discpulo de Tennyson caiu para a frente sem emitir um som. Will 
virou-se para Halt e deu-lhe os polegares para cima. Halt acenou em reconhecimento, em seguida, fez um gesto para Will permanecer onde estava. Era uma boa posio 
ttica, com uma viso clara da caverna, mas ainda escondida das pessoas abaixo. Alseiass! Tennyson chamou, um pouco mais alto e com uma ligeira tenso em sua voz. 
Vamos ver a tua luz! Escondido entre as rochas, Will levantou o metal polido que o homem tinha utilizado como um refletor e apontou para ele, olhando interrogativamente 
na Halt. Ser que o Arqueiro mais velho queria que ele o usasse para emitir a luz piscando em toda a caverna, o gesto dizia. Halt balanou a cabea. Ele tinha uma 
outra idia em mente e parecia ser uma oportunidade perfeita para coloc-la em prtica. Alseiass! Precisamos ver a tua luz! Tennyson chamou. Era mais um comando 
do que uma orao, Halt pensou. As pessoas da congregao estavam comeando a olhar inquietas. Halt inclinou-se para Malcolm e indicou uma grande pedra a poucos 
metros  sua esquerda. Eu vou passar para aquele pedregulho, disse ele. Quando eu clamar a Tennyson, jogue uma de sua bolas de lama em frente de mim. Malcolm acenou 
compreendendo. Agachou-se, cautelosamente abaixou a caixa de madeira e abriu a tampa. Halt deslizou atravs das sombras para a pedra que ele havia indicado. Malcolm 
pegou uma das bolas de dentro da caixa, fechou a tampa e ficou em p novamente. Ele fez contato visual com Halt e o Arqueiro acenou para ele. Malcolm viu Halt descartar 
sua capa e vestir a tiara de couro que Horace tinha feito - uma rplica da coroa simples de Clonmel. Usando seus dedos, ele penteou o cabelo mais ou menos para cada 
lado, dividindo-o no meio e segurando-o no lugar com o lao de couro. Malcolm preparou a bola. Nesse momento, Tennyson implorou para Alseiass mais uma vez. Alseiass! 
Mostra-nos um sinal, ns imploramos a voc! Halt respirou fundo, ento gritou com uma voz que soou atravs da caverna, produzindo ecos. Tennyson! Tennyson! Voc 
 um falso e um mentiroso!

Cabeas se viraram, buscando a origem das palavras.  medida que elas o viam, Malcolm jogou a bola, arremessando-a do alto para a terra no local em frente a Halt. 
A areia que cobria o cho da caverna era relativamente suave. Mas a bola caiu a partir de uma altura considervel e, como Malcolm havia assinalado, era extremamente 
voltil. Houve um estrondo muito alto, seguido por uma gigantesca nuvem de fumaa amarelamarrom. Um filete de areia e seixos, afrouxado pelas vibraes criadas pela 
exploso, deslizou do teto da caverna. Ento Halt avanou, passando pela nuvem, e pessoas se engasgaram quando ele pareceu se materializar para fora da fumaa. Tennyson! 
Seu deus  falso. E voc  um mentiroso! Tennyson ficou completamente assustado com essa sucesso de eventos. Ele espreitou o interior enfumaado da caverna para 
ver a figura de p no fundo da caverna. Ele reparou no cabelo, repartido ao meio, preso para trs do rosto por uma tiara de couro simples e na bem aparada barba. 
De repente, com uma onda de medo, ele percebeu quem era. Voc! ele gritou, antes que ele pudesse parar. Mas voc est morto! Eu ma- Ele parou, um pouco tarde demais. 
Voc me matou? disse a figura. Sim, voc fez. Mas eu voltei. E eu quero a minha vingana. No! Tennyson gritou, segurando uma mo como se para afastar a apario 
diante dele. Pego de surpresa, ele ficou completamente assustado com a viso do homem que ele acreditava morto. Que ele sabia que estava morto. Diga meu nome, Tennyson. 
Diga meu nome e eu posso poupar voc. Halt exigiu. No pode ser voc! Tennyson gritou. Mas a dvida era evidente em sua voz. Alm de uma breve reunio, ele nunca
tinha visto Halt de perto e o cabelo do Arqueiro e sua barba tinham sido longos e desgrenhados. Mas ele conheceu Ferris quando o viu, e a voz, com seu distinto sotaque
Hiberniano, era imediatamente reconhecvel. E ele sabia que Ferris estava morto. O assassino Genovs tinha garantido-lhe o fato. Ele havia atirado em Ferris por
trs, com a seta envenenada de uma besta. No havia nenhuma possibilidade de que o rei pudesse ter sobrevivido. No entanto, ali estava ele, clamando por vingana.
E havia apenas um modo disso ser possvel. Ferris voltou de seu tmulo. Halt avanou, forando seu caminho atravs dos adoradores reunidos. Eles abriram caminho, 
uma vez que sentiram a insegurana e o medo de Tennyson. Diga meu nome! Halt exigiu.  medida que avanava, Tennyson recuou alguns passos. Olhou desesperadamente 
para um de seus vestes brancas, um bandido pesadamente armado com uma maa pontiaguda.

Detenham-no! ele gritou, sua voz embargada de medo. Seu capanga comeou a seguir em frente, levantando o basto na mo direita. Em seguida, o rosto contorcido de 
dor, a perna direita desmoronou debaixo dele. A arma caiu de seu lado quando ele caiu desajeitadamente para a areia, agarrando a flecha que de repente apareceu na 
sua coxa. Bom rapaz, Will. Halt murmurou para si mesmo. As pessoas sussurravam ao seu redor com medo e recuaram ainda mais. Na penumbra da caverna, nenhum deles 
tinha visto a flecha em vo. E apenas alguns deles poderiam v-la agora. Tudo o que eles sabiam era que uma das vestes brancas de Tennyson havia sido derrubada de 
repente. Tennyson viu a flecha, e agora ele sabia de um novo medo. A prxima flecha podia muito bem estar apontada para ele. E ele sabia do misterioso arqueiro encapuzado 
que havia seguido seus passos em Dun Kilty e atravs de Celtica e que muito raramente errava o que mirava. Ferris? ele disse, hesitante. Por favor... Eu no... O 
que quer que ele estivesse tentando dizer, ele no teve chance de terminar. Halt parou e jogou os braos largamente. Voc quer me parar, Tennyson? Ento pea a Alseiass 
para fazer isso. Eu sou um fantasma. Ele  um deus. Certamente, ele supera a mim? Sua voz foi pesado com sarcasmo. Ento vamos l! Vamos pedir para Alseiass parar-me. 
Pea a ele para matarme com um raio! V em frente! Tennyson no poderia fazer tal coisa, claro. Ele hesitou, olhando para as vestes brancas. Mas eles no estavam 
dispostos a ir em frente, tendo visto o seu companheiro ser atingido por uma na flecha na escurido. Alm disso, aqueles que tinham seguido Tennyson de Hibernia 
haviam visto Ferris antes, e certamente era ele, de p diante deles na caverna, desafiando Tennyson. Voc no vai cham-lo? Halt disse. Bem, eu vou fazer isso para 
voc! Ento, Alseiass! Voc  uma farsa e uma fraude e voc no existe! Prove que estou errado e me mate! Uma comoo assustada correu por entre a multido e os 
mais prximos a Halt se afastaram ainda mais, meio com medo de que Alseiass poderia de fato ating-lo com um raio. Mas, como nada aconteceu, como no houve resposta 
 sua blasfmia, eles comearam a olhar com desconfiana para o profeta que tinha vindo a eles pregando a palavra de Alseiass.

Eles comearam a murmurar entre si. A atmosfera na caverna de repente estava cheia de suspeita. Sentindo que era o momento certo, Halt dirigiu-se diretamente para 
eles agora, virando as costas para a figura sobre o altar. Se Alseiass  real, que ele me mate agora! Deixe ele mostrar o seu poder. Tennyson lhes disse que Alseiass 
pode proteg-los dos bandidos que esto atacando suas casas e aldeias. Como ele pode fazer isso se ele no consegue nem responder a um simples desafio como este? 
Ele olhou para o teto da caverna. Venha, Alseiass! Vamos ouvilo! Golpeie-me abaixo! Jogue tua luz em mim! Faa alguma coisa! Qualquer coisa! Um expectante silncio 
caiu sobre o povo na caverna. Eles esperaram, mas nada aconteceu. Finalmente, Halt balanou a cabea e olhou ao redor para as pessoas olhando para ele. Deixou cair 
o sotaque Hiberniano que ele estava usando e falou em sua voz normal. Pessoas de Araluen, vocs viram por vocs mesmos que este assim chamado Deus no tem poder 
real. Isso porque ele no  um deus real. Ele  uma farsa. E aquele homem, disse ele, sacudindo o polegar em direo de Tennyson,  uma fraude e um ladro e um assassino. 
Ele assassinou o Rei de Hibernia, o rei Ferris, que, coincidentemente, se parece muito comigo. Vocs o ouviram chamar-me Ferris. Vocs viram como ele estava apavorado 
quando ele pensou que eu fosse Ferris, de volta do tmulo. Por que ele iria se sentir assim se ele no tivesse sido aquele que matou Ferris? Tennyson, que tinha 
ficado amedrontado diante do que ele acreditava ser um fantasma, lentamente ergueu-se, inclinando-se para a frente para olhar mais de perto, percebendo finalmente 
que ele tinha sido enganado. Ele podia ver que as palavras de Halt estavam chegando s pessoas que se reuniam na caverna, lentamente, virando-as contra ele. Ele 
lhes disse que ele est aqui para proteg-los dos bandidos que esto invadindo esta rea. Ele no lhe disse que aqueles bandidos esto realmente trabalhando de mos 
dadas com ele. E ele pediu-lhes seu ouro e jias para que pudesse construir o seu altar, no foi? Ele olhou para os rostos ao seu redor. Pessoas assentiam com a 
cabea em confirmao. Ento, a confuso e a dvida em seus rostos comearam lentamente a dar lugar  desconfiana e raiva. Dem uma olhada nesse altar e vocs vo 
descobrir que  simplesmente madeira, revestida com uma fina camada de ouro. E as jias so falsas. O verdadeiro ouro e jias esto na bolsa de Tennyson, prontos 
para o dia quando ele e seus amigos forem embora. Ele est mentindo! Tennyson, de repente encontrou sua voz. O estranho tinha admitido que ele no era um fantasma 
e a confiana de Tennyson comeou a voltar. Ele

sabia que poderia influenciar uma multido quando se tratava de uma disputa de palavras. Afinal de contas, essa pessoa era um desconhecido, um ningum. Ele est 
mentindo! Alseiass tem protegido vocs! Vocs sabem disso! Agora vem esse estranho entre vs e blasfema o deus e me acusa. Vocs me conhecem. Vocs conhecem Alseiass. 
Mas quem  ele? Um estranho. Um andarilho. Um vagabundo! Um Arqueiro do Rei! Halt interrompeu e no houve mais zumbido de juros a partir da multido. Ele enfiou 
a mo na camisa e tirou a Folha de Prata em sua corrente, mostrando para as pessoas mais prximas a ele. Eles se esticaram para frente para olhar e, em seguida, 
confirmaram o fato aos mais distantes. Tennyson observava a reao, intrigado. Mas esta no era Hibernia, onde os Arqueiros eram desconhecidos e no tinham estatus. 
Esta era Araluen, onde todos sabiam do Corpo dos Arqueiros. Em Araluen, algumas pessoas podiam ficar nervosas ao redor dos Arqueiros. Mas todos os respeitavam e 
sabiam que eles eram os principais restauradores da paz do rei. Meu nome  Halt. Halt continuou, erguendo a voz. Se a notcia de que ele era um Arqueiro havia causado 
um rebulio, o nome Halt` teve um efeito ainda maior. Halt era famoso em todo Reino. Ele era uma lenda. Aqueles que tinham se afastado dele quando ele desafiou Alseiass 
agora comearam a se aproximar para conseguir dar uma olhada mais de perto. Halt decidiu aumentar as coisas um pouco. Ele apontou para a amontoado de rochas, onde 
Will estava escondido. E l em cima est outro Arqueiro que vocs podem ter ouvido falar. Will Treaty. As pessoas se viraram para a direo apontada e Will levantou-se 
lentamente de sua posio nas rochas. Eles podiam ver o famoso manto e o inconfundvel arco de um Arqueiro pertencente ao Corpo dos Arqueiros. Ele empurrou o capuz 
para trs agora, para que pudessem ver seu rosto na penumbra. Se as pessoas tinham mostrado interesse no nome de Halt, foi redobrado quando ele mencionou Will. Eles 
no estavam to longe de Macindaw, onde Will tinha derrotado uma invaso Escocesa. Halt podia ser uma lenda nacional, mas Will Treaty era um heri local. Ns viemos 
perseguindo esse homem. Halt indicando Tennyson mais uma vez, Por meses. Ele assassinou o rei Ferris, Rei de Clonmel. Ele roubou do povo de Hibernia e ele fugiu 
para Picta. Agora ele est aqui para roubar de vocs - ele e seus comparsas que estavam aqui antes dele. Provavelmente, eles j mataram os amigos e os vizinhos de 
vocs.

Novamente, houve uma reao irada da multido. As pessoas tinham sido mortas pelo grupo de bandidos que trabalhava em paralelo com o culto de Tennyson. Agora, os 
presentes comearam a perceber quem realmente havia sido o responsvel. Vocs foram enganados, Halt disse-lhes, aps os murmrios raivosos terem cessado. E ns estamos 
aqui para levar Tennyson e sua gangue em custdia. Mas, primeiro, eu queria provar para vocs que Tennyson  uma fraude e que Alseiass, o deus que ele finge cultuar, 
 uma farsa. Se vocs optarem por ficar ao lado dele, tudo bem. Mas se no, eu vou dar a vocs a chance de sair agora. Virem as costas para ele e saiam agora.

50
Por um momento ouve silncio na imensa caverna. Ento algum na multido gritou. E o nosso ouro? Houve um couro de aprovao dos outros. Eles poderiam estar preparados 
para abandonar a falsa religio que eles haviam adotado. Mas seu ouro e jias eram outros quinhentos. Halt levantou sua mo pedindo silncio. Vocs tero uma chance 
de recuper-lo, ele lhes disse. Mas agora devem tomar uma deciso. Vocs tm sido enganados por este homem. Mas estupidez no  um crime. Vo e no haver mais conseqncias. 
Fiquem e ns os consideraremos parte de sua gangue. Ele apontou para o tnel que levava pra fora da caverna. Outra longa pausa se seguiu, ento duas pessoas comearam 
a ir naquela direo. Eles foram seguidos por mais trs. Depois outro homem por conta prpria. E vagarosamente, a quantidade de pessoas deixando a caverna se tornou 
uma inundao. Tennyson, vendo isso, no conseguia acreditar na sua sorte. O estranho estava os deixando ir. E fazendo isso, ele dava a Tennyson e seus homens uma 
vantagem. Contra cem ou mais pessoas do campo nervosas, eles no teriam nenhuma chance. Mas agora ele tinha vinte homens e eles estavam sendo encarados por apenas 
trs - quatro se contar a pequena imagem parecida com um monge que ele agora ele conseguia decifrar na parte de trs na caverna. Fazendo um gesto para que seus homens 
esperassem e recuou poucos passos para a parede da caverna que estava atrs dele. Havia mais outra sada da caverna. Ele sabia disso, mas o segredo s era compartilhado 
por poucos de seus seguidores. O acesso pra sada estava bem acima dele, onde um tnel se iniciava de uma salincia na parede. Uma vez que a populao local tivesse 
sado, ele iria ordenar seus homens para atacarem. Na confuso, ele iria escalar rapidamente at a salincia, seguiria pelo tnel e iria sair no topo da falsia, 
livre para seguir em frente e comear de novo. Ele teria que abandonar a maior parte dos saques da paisagem local. Mas tinha escondido um saco de ouro e uma seleo 
das mais valiosas jias no tnel, para o caso de uma eventualidade como essa. Isso seria o suficiente para ele escapar e comear de novo em algum outro lugar, longe 
dali. Talvez dessa vez ele tomasse rumo  Glia. No havia nenhuma lei

real e ordem naquele pas desorganizado. Um homem poderia se dar muito bem l, ele pensou. O ltimo da populao local estava tomando seu rumo pra fora da caverna 
agora. Halt assistiu eles irem. Ele queria os tirar do caminho. Ele sabia que Tennyson no iria ficar quieto, e com a caverna cheia de gente seria difcil dizer 
quem era amigo e quem era inimigo. Alm disso, como havia dito, essas pessoas eram tolas, no criminosas, e ele no queria ver nenhum deles machucados ou mortos. 
Agora, ele pensou, essa deve ser a hora de aparar a disputa ainda mais. Ele olhou a fila de vestes brancas o encarando. Estavam todos armados, viu. Poucos tinham 
espadas ou maas. A maioria carregava clavas e adagas. Devia ter alguns lutadores de verdade entre eles, pensou, mas a maioria seria nada mais do que bandidos. Ele 
estava confiante de que ele, Horace e Will poderiam dar conta facilmente. Minha disputa no  com nenhum de vocs, ele disse. Eu quero Tennyson, s isso. Qualquer 
um de vocs que decidirem sair agora, pode partir livremente. Ele viu poucos dos de vestes brancas trocarem olhar de incerteza. Eles deviam ser Araluenses, pessoas 
que sabiam que se meter com dois Arqueiros poderia no ser a melhor idia do mundo. Os Hibenianos seguidores de Tennyson permaneceram firmes. Mas antes que algum 
de seus seguidores pudesse desertar, Tennyson gritou. Vocs acham que ele apenas os deixar ir? ele os desafiou. Ele ir os caar uma vez que estiverem fora daqui. 
S h uma coisa a se fazer. Ns os temos em menos quantidade! Um velho e dois garotos! Matem-nos! Matem-nos! No momento em que sua voz atingiu o pico de urgncia, 
a tenso se quebrou e os de vestes brancas avanaram em grupo, de armas levantadas. Rapidamente, Halt recuou antes do primeiro ataque, sacando sua faca saxnica 
para desviar a investida de uma adaga, logo em seguida ferindo o antebrao do agressor com o gume afiado. O homem gritou de dor e caiu fora da luta, cuidando do 
seu brao ensangentado. Mas havia outros atrs dele e Halt continuou a se afastar. Ele tambm sacou a faca pequena. Bloqueou o corte de espada de um homem com a 
saxnica, entrou em cena e enfiou profundamente a outra faca. Halt viu os olhos do homem brilharem enquanto vagarosamente seus joelhos iam cedendo. Mas no havia 
tempo de ver mais nada. Outro agressor os estava pressionando e havia mais dois a sua direita. Ele se virou para encarar um novo ataque. Logo em seguida havia espao 
a sua volta enquanto Horace saltava para lhe ajudar, sua espada reluzia a incerta luz das velas e do fogo como uma roda gigante flamejante de

luz. Ele cortou trs agressores em um espao de poucos segundos. Um quarto saiu cambaleando, agarrado ao cabo de uma flecha que projetava de seu peito. Will de novo, 
Halt pensou. Os de vestes brancas recuaram para se recuperar. Eles haviam perdido quase um quarto de seus nmeros na primeira louca investida. Clavas e adagas no 
eram preas para a espada de Horace e, mesmo entre os que estavam com espadas, no havia nenhum com habilidades com arma. E o Arqueiro, com suas duas facas era to 
rpido quanto uma cobra dando o bote. Ento, um mais ousado ou bravo do que os outros deu um passo  frente, acenando para o seguirem. Qual ! S tem... Um BANG 
ensurdecedor abafou suas palavras e uma imensa nuvem de fumaa marrom levantou a sua frente. Ele recuou em pnico. Outra exploso bem alta e outra nuvem densa de 
fumaa se sucederam enquanto Malcolm lanava uma segunda bola de lama no grupo de homens. Eles retrocederam, chorando de medo. Ento o primeiro homem parou, balanando 
a cabea. A exploso ocorreu bem a seus ps, meramente um metro de distncia. Ainda sim, apesar do zumbido nos seus ouvidos e do cheiro acre da fumaa, ele no estava 
ferido. Os msseis, ou seja, l o que eram, eram inofensivas. Elas no podem machucar vocs! ele gritou. So apenas barulho e fumaa! Vamos l! Ele foi adiante, 
mas apenas uns poucos o seguiram. O resto se amontoou, incertos, desorientados pela exploso ensurdecedora e o turbilho de fumaa. Empoleirado nas rochas, Will 
se preparou para apanhar qualquer um dos de vestes brancas que pudessem representar uma ameaa para Halt e Horace. Seus instintos imploravam para ele descer das 
rochas e se juntar a eles, mas a razo lhe dizia que ele seria mais til ali em cima. Alm disso, ele podia ver que a pilha de vestes brancas no estava mais interessada 
na luta. Eles estavam intimidados, amontoados em um grupo, se afastando vagarosamente de Halt e Horace. Alguma coisa sacudiu as pedras embaixo dele, e, ento, um 
fio de areia caiu do teto da caverna, perdido na escurido em cima dele. Ele reparou que isso acontecia com cada uma das exploses. As bolas de lama podiam ser inofensivas, 
mas o barulho elevou as vibraes dentro da caverna e derrubou pedras e areia das paredes e do teto.

Houve um barulho alto de rochas caindo e um pequeno desabamento vindo do teto no centro da caverna, caindo perto do grupo dos abatidos de vestes brancas. Will torceu 
para que Malcolm fosse mais discreto com as bolas explosivas. O teto parecia decididamente instvel. Muita vibrao e eles poderiam estar em problemas. No levaria 
muito para... Onde est o Tennyson? O pensamento surgiu do nada. Ele procurou pela caverna. Ele no estava com o pequeno grupo que sobrou encarando Halt e Horace. 
Ele estava no altar quando Will o viu pela ltima vez. Quando ele mandou seus seguidores atacarem. Mas ele... L! L estava uma figura de tnica escalando a parede 
distante, atrs do altar. Ele estava quase a seis metros do cho da caverna j. Acima de Tennyson, Will viu uma salincia e uma boca de outro tnel a apenas poucos 
metros da figura que escalava desesperadamente. No havia dvida de que ele estava indo pra l. E no havia dvidas na mente de Will de que o tnel era uma rota 
alternativa para fora da caverna. Em poucos minutos, Tennyson alcanaria a salincia e teria partido. Ele colocou uma flecha em seu arco, mirou e atirou. Mas a luz 
do fogo tremeluzida, junto com a turva fumaa marrom que enchia a caverna, tornou quase impossvel atirar com preciso. A flecha tirou fascas da rocha acima de 
Tennyson, e sumiu na escurido. Estimulado pela viso e o som disso, Tennyson rapidamente se moveu de lado, para uma abertura de um pilar vertical que saia da parede. 
Will podia ver apenas relances dele enquanto ele continuava escalando - no era o suficiente para um tiro preciso. Quando ele atingiu a salincia, Will teria um 
segundo para mirar e atirar de novo. Mas a luz tremeluzida e as nuvens de fumaa fariam com que fosse quase impossvel um tiro preciso. E se ele errasse, Tennyson 
escaparia. Ele hesitou. Logo em seguida ele estava descendo as rochas para o cho da caverna, correndo atravs do cho claro para o pedregulho onde Malcolm estava 
empoleirado, sua caixa de bolas de lama aos seus ps. Will se mexeu at ele. Ele teve tempo pra reparar que agora havia apena trs agressores encarando Halt e Horace 
e quando o fez, ele viu os trs homens largando as armas e fugindo. Mas do outro lado da caverna, Tennyson estava escapando. Ele abaixou e pegou a caixa de explosivos 
de Malcolm, olhando para ela para ver quantas ainda havia. Malcolm comeou com uma dzia e havia usado trs. Como Will, ele percebeu os efeitos que as vibraes 
estavam causando na caverna e decidiu que era muito arriscado continuar com elas. Alm disso, Horace e Halt estavam tomando conta das coisas de

maneira bem admirvel, pensou. Agora ele olhava, horrorizado, enquanto Will pegava a caixa com nove bolas de lama e movia seu brao para trs. Will! No! ele exclamou. 
Voc vai derrubar a... Ele no foi adiante. O jovem Arqueiro levou seu brao pra frente e enviou a caixa, girando, atravs da caverna. Instintivamente Malcolm se 
agachou tapando suas orelhas com suas mos. O violento movimento que envolvia o lanamento das caixas poderia ser suficiente para chocalhar as bombas ali dentro 
e as detonarem. Mas a caixa, girando vagarosamente, atravessou a grande caverna, alcanando quase a metade do caminho para o altar antes de atingir o cho de areia. 
Ela pulou, saltando para o ar de novo, ento foi pra cima e atingiu o solo de novo, mas dessa vez em um canto. No momento antes a caverna se encher com uma imensa 
erupo de barulho e fumaa, Will viu Tennyson chegar  salincia, seguindo para o tnel. O falso profeta olhou para trs, para a cena na caverna. Ento a terra 
sacudiu sob seus ps e um estrondo encheu a caverna. Rochas e terra caram da terra em quantidade cada vez maior. Pequenos deslizamentos de terra comearam nas rochas 
que faziam o permetro da caverna, rapidamente crescendo em tamanho e em violncia. Uma gigantesca massa de fumaa amarela acastanhada subiu. Antes de ela escurecer 
a parede distante, Will viu uma imensa rocha se soltar da parede da caverna sobre a salincia onde Tennyson estava parado. A rocha caiu ao seu lado, quase um metro 
dele. Instintivamente, o pregador recuou, pisando em falso no ar, e caindo vagarosamente da salincia. Ele bateu contra as rochas cadas na base daquela parede de 
pedra e Will deu uma ltima olhada para seu corpo quebrado e sem vida. Ento ele foi escondido pela viso de uma massa de fumaa marrom. Rochas caiam rapidamente 
e aumentava a quantidade cada vez mais e o fio de areia tinha se tornado uma dzia de cascatas em diferentes partes da caverna. No havia dvidas. As paredes e o 
teto estavam desabando e eles tinham apenas segundos para se safarem. Will agarrou o brao de Malcolm e o puxou pra baixou do pedregulho. Vamos l! ele gritou. Malcolm 
estava momentaneamente congelado. Ele encarava as rochas caindo e os chuveiros de areia. Voc est maluco? ele perguntou e Will empurrou o fortemente atravs do 
tnel de entrada. Sim! Agora d o fora daqui! Will gritou e, finalmente, o curandeiro seguiu para a sada. Satisfeito que ele estava se movendo, Will correu de volta 
para onde Halt e Horace ainda estavam parados, encarando os de vestes brancas derrotados, barrando o caminho deles para o tnel. Os seguidores de Tennyson, j derrotados 
e desmoralizados,

estavam agora totalmente desorientados devido  aterrorizante seqncia de fatos que eles acabaram de presenciar. Vamos! Will gritou. Ele agarrou o brao de Horace, 
arrastando-o consigo. Halt! Ns temos que sair daqui agora! Horace estava indo com ele, mas Halt hesitou. Tennyson? ele perguntou, mas Will acenou para ele urgentemente. 
Ele j era! Eu o vi cair. Vamos, Halt! Ainda assim Halt hesitou. Mas ento uma seo inteira do teto desabou e se espatifou em uma nuvem de poeira e areia, adicionando 
a massa de fumaa marrom, e sua deciso estava tomada. Ele virou e correu para a entrada do tnel. Num erro fatal, os sobreviventes de vestes brancas, correram na 
direo oposta, desaparecendo no turbilho de areia e poeira.

Will, levando Horace, chegou  entrada do tnel. Por um momento o guerreiro empacou no buraco escuro, mas Will o puxou para frente. Estou com voc! ele disse e sentiu 
a resistncia de Horace desaparecer enquanto ele seguiu seu amigo para a escurido sombria do tnel. Uma sombra encheu a entrada enquanto Halt veio atrs deles. 
Para Horace, o tnel estava ainda pior do que antes. O espao ecoava o estrondo das rochas caindo e causando desmoronamentos. Ele podia sentir as terrveis vibraes 
no cho embaixo de seu p e nas paredes enquanto ele passava as mos nelas. E agora o tnel estava se enchendo de nuvens de poeira. Ele no podia ver a poeira na 
escurido total, mas ela entrava na sua garganta e nariz e o fazia tossir sem ter nada que o ajudasse. A escurido, o barulho, a poeira - eram tudo parte dos seus 
piores sonhos e ele estava perto de perder o controle. Mas o aperto de Will no seu brao era firme e lutou contra o pnico e seguiu seu amigo. Ele sentiu a presso 
diminuir no seu brao e deduziu que estariam perto da sada baixa do tnel. Agachou, seguindo Will, e sentiu um impacto contra ele, vindo de trs e depois de um 
momento endurecido de medo, percebeu que era Halt. Ento os trs camaradas cambalearam, tossindo violentamente, para a menor caverna e o alvio abenoado da luz 
cinzenta do escurecer, vindo das fendas de ventilao no alto da parede. Poeira surgiu da abertura que eles acabaram de passar e eles se afastaram

dela enquanto a nuvem de poeira comeava a encher a caverna menor. Malcolm estava esperando por eles na entrada do segundo tnel, fazendo gestos fervorosamente para 
que se juntassem a ele. Vamos! ele gritou A caverna inteira est instvel, ela vai entrar em colapso a qualquer minuto! Quase na mesma hora, a seo da parede interna 
desabou e se partiu em pequenos pedaos pelo cho. Mais poeira explodiu no ar. Ento estavam na escurido mais uma vez e a curva levou a um tnel estreito, com o 
som da terra entrando em colapso atrs deles e Will permaneceu agarrando o brao de Horace para gui-lo. Por um momento Horace ficou horrorizado pensando que o tnel 
poderia desmoronar e ele ficaria enterrado ali dentro. Mas abafou o pensamento, sabendo que se ele se submetesse ao pnico congelaria e no sairia do lugar. Ento 
a escurido a sua volta no estava to escura e percebeu que podia reconhecer a figura escura de Will, o guiando, delineado pela luz cinzenta que vinha da entrada 
do tnel. Com um gemido de alvio, Horace cambaleou para fora do tnel. Malcolm, esperando do lado de fora, segurou seu brao apressando-o para fora. Will esperou 
pra ter certeza de que Halt o havia seguido e ento os dois Arqueiros correram lado a lado, tossindo e com os olhos lacrimejando, at que todos estavam fora da entrada 
da caverna. Cansados, os quatro viraram para ver a estreita fenda na rocha. Poeira saiu dali. Ento houve um grande estrondo na terra e a poeira se tornou uma grande 
nuvem que foi esguichada numa corrente pela fenda, sendo expelida do alto nvel, forado pelo desmoronamento da caverna. Halt usou uma mo para limpar seu rosto 
empoeirado. Bem, ele disse Parece que o culto dos Forasteiros finalmente foi para debaixo da terra. Ento ele se afundou, cansado, na terra. Vagarosamente os outros 
se juntaram a ele e se sentaram em silncio, assistindo a poeira que continuava sendo expelida do tnel. Halt esfregou seu joelho que doa por ter batido em uma 
rocha enquanto estava cego no tnel. Estou realmente ficando muito velho pra esse tipo de coisa.

51
Eles estavam indo para o norte de novo, de volta para a Floresta de Grimsdell. Era justo, Will pensou, escoltar Malcolm para casa. Ele tinha se preparado para ir 
por conta prpria, mas Halt anunciou que todos eles fariam a viajem. Voc pode acompanhar Malcolm de volta para a floresta, ele disse. Horace e eu temos alguns negcios 
no Castelo Macindaw. Will o olhou curiosamente por um momento, sem entender. Ento Halt explicou. O grupo de bandidos que estava trabalhando com Tennyson ainda esto 
foragidos, ele disse. Eles precisam ser detidos. Ns vamos arrumar uma patrulha de Mancidaw para tomar conta disso. Harrison pode lider-los. Ele deve estar ansioso 
para fazer alguma coisa. Harrison era o mais novo Arqueiro nomeado de Norgate Fief, Will lembrou. O nomeio foi anunciado na Reunio anual dos Arqueiros. Ele sacudiu 
a cabea. Parecia que havia se passado tanto tempo desde a Reunio. Tanta coisa aconteceu nesse intervalo de tempo. Eles acharam os cavalos que Tennyson e seus homens 
haviam se apropriado, pastando num campo perto das runas da caverna. Eles pegaram o mais silencioso para Malcolm. Como sempre, o mais silencioso era o maior e o 
pequeno curandeiro se empoleirou no topo do cavalo, suas pernas mal rodeavam o corpo redondo do cavalo, mas ele permanecia ereto. Antes de partirem, Halt havia falado 
para os ex-seguidores do culto de Tennyson, os ensinando a necessidade de suspeitarem mais dos lderes de religies que ofereciam resolver todos os seus problemas 
em troca de ouro. As pessoas abaixavam a cabea e mexiam os ps, envergonhados. E, finalmente, Halt os dispensou para que voltassem para suas fazendas. Parece que 
eles aprenderam a lio, Horace disse. Halt bufou desconsiderando o que Horace havia dito. At que o prximo charlato chegue e prometa o cu na terra. Malcolm sorriu 
de seu cinismo. Voc no tem respeito algum com o senso comum do seu companheiro, tem?

Halt balanou a cabea. Eu estive vagando por muito tempo. Ganncia e medo iro sempre vencer o senso comum. Malcolm balanou a cabea, concordando. Sua prpria 
experincia dava fora s palavras de Halt. Temo que voc esteja certo. Quanto tempo voc acha que vai levar para eles voltarem aqui? Will perguntou. Horace olhou 
para ele, sem entender. Por quais motivos eles voltariam? Will sorriu para ele. O ouro deles. ele disse. Est enterrado nos escombros, lembra? Eu aposto que eles 
vo voltar aqui, para cavar, em uma semana. Horace riu, entendendo o que ele quis dizer. Aquilo deve mant-los ocupados pelos prximos dez anos ou mais. Ento, rumaram 
para o norte e, muitos dias depois, eles viram a slida estrutura do Castelo Macindaw perante eles, curvada na via de entrada de Picta, barrando o caminho para as 
tribos do norte. Halt virou-se na sela para encarar Malcolm. Durante toda a agitao. ele disse, Eu posso ter esquecido algo importante. Obrigado por salvar minha 
vida, ele disse com simplicidade. Malcolm sorriu. O prazer foi meu, ele disse. Eu sempre apreciei lutar ombro a ombro com lendas. Mas Halt no iria deixar que Malcolm 
deixasse isso pra l, to descontraidamente. Mesmo assim, se voc algum dia precisar de ajuda de alguma forma, procure por mim. Eu irei. Voc tem minha palavra. 
Malcolm ficou srio. Ele viu o olhar firme de Halt e balanou a cabea. Vou me lembrar disso. ele disse. Os dois apertaram as mos em despedida. Eles seguraram os 
punhos por longos segundos. Ento, Malcolm soltou a mo de Halt e se virou para Horace, o sorriso voltando ao seu rosto.

E quanto a voc, Horace, tente ficar fora de encrencas, voc ir? E no coma toda a comida do pobre do Xander. Xander era o mordomo de Macindaw e ele guardava os 
mantimentos do dono do castelo mais severamente do que um miservel protegendo seu ouro. Horace riu em retorno e apertaram-se as mos. Obrigado por tudo, Malcolm. 
Se no fosse por voc, Will e eu nunca seriamos capazes de encarar Lady Pauline novamente. Eu terei de conhecer essa extraordinria mulher algum dia. ele disse. 
Vamos ento Will, h pessoas esperando para lhe rever. Enquanto Halt e Horace continuavam seguindo rumo ao norte, Will e o pequeno curandeiro viraram seus cavalos 
para o leste e para a negra linha no horizonte que marcava o comeo da Floresta de Grimsdell. Enquanto eles cavalgavam sob um cu escuro mais uma vez, Will ficou 
maravilhado com o senso de direo de Malcolm. Uma vez que eles estavam cercados por rvores e folhagens, sem nem sinal do sol, Will rapidamente ficou desorientado. 
Mas Malcolm continuou em frente e, em um surpreendente curto espao de tempo, eles estavam na clareira onde ficava a cabana de Malcolm. O primeiro a cumpriment-los 
foi uma figura preta e branca que escorregou na clareira na direo deles, com uma calda pesada, balanando para frente e para trs. Puxo relinchou em saudao, 
e Will desceu de sua sela para acariciar a cabea do cachorro e a pele macia embaixo de seu queixo e pescoo. Uma grande sombra caiu sobre ele, o que o fez olhar 
para cima. Ol, Trobar, ele disse. Est tomando conta muito bem dela, ela est maravilhosa. Realmente, Shadow estava lustrosa e brilhante, e sua longa pelagem havia, 
obviamente, sido aparada regularmente. Trobar sorriu ao elogio de seu melhor amigo. Bem`indo, Wi` Trata`o, ele disse, suas palavras sendo distorcidas por causa da 
deformao em sua boca. Will ficou parado e Trobar lhe deu um abrao de quebrar os ossos. Malcolm sorriu por causa do contraste causado pelo Arqueiro franzino e 
o imenso Trobar. Ento, mais rostos familiares surgiam timidamente das rvores que rodeavam a clareira e Will cumprimentava a todos, notando que eles sorriam quando 
ele lembrava-se de seus nomes e eventos que aconteceram na sua visita anterior. Prximo de Trobar, uma mesa estava arrumada no meio da clareira e comida havia sido 
preparada. Um banquete

improvisado se seguiu e durou at bem depois do pr do sol. Will olhava em volta, para essa gente feliz e acolhedora. Eles haviam sido rejeitados pelo mundo l fora 
por causa de suas enfermidades ou pelo fato de seus corpos serem deformados. Porque eles eram diferentes, ele pensou. Mas isso era mentira. Essas pessoas no eram 
diferentes de nenhuma outra. Por fim, exausto por causa do banquete e da longa viajem, ele se recolheu para a cama em um quarto disponvel na casa de Malcolm. Enquanto 
ele estava ali, antes de adormecer, ele podia ouvir os piados distantes de corujas em algum lugar na floresta, e o leve sussurro do vento nas rvores.

Ele se despediu de Malcolm na manh seguinte, antes mesmo de que muitos dos habitantes da clareira do curandeiro estivessem de p e se movendo. Voc sabe o quanto 
eu lhe devo. ele disse. Eu quero lhe agradecer no s pelo que voc fez, mas pelo jeito que voc fez. Malcolm franziu a testa, sem entender nada, ento Will elaborou
a fala. Eu cheguei aqui sem nem avisar, pedindo por ajuda para um amigo milhas distante. Voc no fez perguntas. Voc no hesitou. Voc arrumou suas coisas e foi 
comigo. O franzido desapareceu. Ns somos amigos, Malcolm disse com simplicidade.  isso que os amigos fazem uns pelos outros. Lembre-se do que Halt disse. Se voc 
algum dia precisar de ajuda... Eu procurarei os dois. Malcolm abraou Will rapidamente. Boa sorte, Will. Viaje com segurana. Eu diria fique fora de problemas, mas 
eu duvido que voc far isso algum dia. Will deu um passo pra trs. Ele sempre se sentia estranho em despedidas. Ele deu a volta em Puxo, subiu na sela e se preparou 
para partir. Mas uma voz o parou. Wi` Trata`o!

Era Trobar, parado na parte mais distante da clareira. Ele estava acenando para Will. Malcolm sorriu como se soubesse de algum segredo. Acho que ele tem algo para 
lhe mostrar, ele disse. Will comeou a atravessar a clareira em direo ao gigante. Algo estava errado, ele pensou, e ento percebeu o que era. No havia sinal de 
Shadow, que nunca perde Trobar de vista. Enquanto Will chegava perto, Trobar se virou e o guiou entre as rvores. A poucos metros dentro da mata havia uma cabana 
baixa. Will notou que era ali que Trobar dormia. De um lado, havia uma pequena estrutura, com quase um metro de altura, com uma larga abertura na direo deles. 
Trobar apontou para l e Will se ajoelhou para ver dentro. Os olhos azul e marrom de Shadow retornaram o olhar, e ele viu o balanar lento de sua calda. Ento, ele 
viu outro movimento e quatro figurinhas pretas e brancas a rodeando, passando por cima dela e mordendo com seus dentinhos afiados como agulha em qualquer lugar de 
sua carne que eles podiam achar. Filhotes! ele disse com gosto. Ela teve filhotes! Trobar sorriu para ele e colocou uma mo gigante dentro do canil. Gentilmente, 
empurrando os outros filhotes de lado, ele pegou um e levantou, latindo de felicidade fora do canil. Shadow o assistiu com cuidado enquanto ele entregava a bolinha 
de pelo preto e branco para Will. Peg` um d` nin`da, ele disse e por um momento Will franziu a testa, tentando decifrar as palavras. Ento ele lembrou. Quando ele 
deixou Shadow com Trobar, ele havia falado para o gigante, Se um dia ela tiver filhotes, eu quero pegar um da ninhada. Pegue um da ninhada? ele traduziu ento, e 
Trobar sorriu, segurando a pequena e contorcida forma para ele. Par` vo`, Wi` Trata`o. Ele pegou o filhote, que imediatamente mordiscou seu dedo, rosnando e latindo 
alternadamente. Ele a estudou. Ela ainda estava coberta de uma pelagem de filhote rala e sua calda, que mais tarde se tornaria cabeluda, balanando vagarosamente 
pela extenso de seu corpo, tinha agora a forma de um chicote estreito com a ponta branca. Ela olhou para cima at ele, e ele riu maravilhado quando viu que ela 
tinha herdado os olhos de sua me - um marrom e outro azul. O olho azul tinha um peculiar olhar manaco. Ele acariciou o pelo na sua cabea e ela parou de se preocupar 
com seu polegar. A calda de chicote foi pra frente e para trs de felicidade.

Ela  linda! ele disse. Obrigado, Trobar. Muito Obrigado. Ele sorriu olhando para o filhotinho que se contorcia. Eu me pergunto, como devo cham-la? ele meditou. 
Eb`ny. Trobar disse firmemente. O no`e de`a e Eb`ny. Mais uma vez Will franziu a testa enquanto ele tentava interpretar a palavra. Ento descobriu. Ebony. ele disse 
e Trobar sorriu confirmando.  um bonito nome, eu gostei. Trobar ainda sorrindo, disse. Mel`or o q` Bla`hy. Melhor do que Blackie? Will perguntou. Aquele era o primeiro 
nome que ele havia proposto para Shadow. Trobar foi severo com ele quando ele mudou o nome do co. Trobar acenou com a cabea vigorosamente. Eu suponho que nunca
serei perdoado, serei? Will perguntou. Nun`a Trobar replicou com grande convico. Ele sorriu para o filhotinho, e ps a imensa mo no ombro de Will. Nun`a, ele
repetiu. Will levantou uma sobrancelha para ele. Eu entendi da primeira vez, ele disse.

52
Will encontrou os outros esperando por ele na estrada ao sul de Macindaw. No momento em que o jovem Arqueiro cavalgou para se juntar a eles, Horace no conseguir
evitar o sorriso quando ele viu um mao de pelos plos pretos e brancos empoleirados na sela de Will. Ele sabia o quanto havia machucado o corao de Will ter de
dar Shadow para Trobar todos esses meses atrs. Presente de Trobar? ele perguntou e Will confirmou com a cabea, sorrindo. De quem mais seria? ele disse. E continuou, 
O nome dela  Ebony. Bom nome. Halt disse. Voc que escolheu? Will balanou a cabea. Escolha de Trobar. Horace gesticulou sabiamente. Isso explica. Will chegou 
a pensar em encar-lo, mas decidiu que no valia o esforo. Pela primeira vez em meses, eles estavam livres de qualquer obrigao. O que ns faremos agora? ele perguntou. 
Foi Halt quem respondeu. Ns iremos para casa. E houve grande contentamento em sua voz enquanto ele dizia. Ento eles viraram os cavalos para o sul e cavalgaram 
em um ritmo tranqilo para casa. No havia motivos para se apressarem, nada de emergncias esperando para serem tratadas, ento eles tomaram seu tempo, aproveitando 
a companhia um do outro. Horace estaria rumando de volta para Castelo de Araluen e eles no sabiam quando o veriam de novo. Ento eles aproveitaram o mximo do tempo 
junto, com Halt sempre atrs deles assistindo e ouvindo a conversa entre os dois jovens amigos. Eles eram um bom par, ele pensou, do mesmo jeito que ele e Crowley 
foram em seus dias de juventude, quando o Corpo dos Arqueiros vivia tempos ruins e precisava ser revigorada. Ele estava feliz de pensar que Will tinha um amigo como 
Horace. Ele tinha uma vaga memria de que em seu delrio, ele havia contado a um Crowley imaginrio que esses dois homens poderiam muito bem segurar o futuro de 
Arualen em suas mos. Se ele havia realmente dito aquilo, ele pensou, ele estava certo.

A atmosfera em volta do acampamento armado toda noite era iluminada pelo filhote. Ela parecia estar se apegando a Puxo, agachando na frente do cavalo cabeludo,
seu queixo em suas patas e seu traseiro levantado, calda ondulando enquanto ela o desafiava com um rosnado feroz. Se Puxo fazia o menor movimento em direo a ela, 
ela dava um salto para trs, dando passadas laterais e girando ferozmente enquanto corria em crculos para escapar. Ento ela retornaria para se agachar perante 
Puxo e desafi-lo de novo, com seu manaco olho azul fixo no animal que se elevava sobre ela. Puxo, por outro lado, tratava o pequeno filhote com bom humor e tolerncia. 
Em uma ocasio, Horace estava convencido que viu o cavalo levantar uma sobrancelha para Ebony. Os outros no acreditaram nele, mas ele sabia que estava certo. De 
vez em quando ela rosnava e agachava na frente de Abelard tambm. Mas eles notaram que ela nunca tentava isso com o Kicker. Ela poderia ser brigona e pequena, mas 
Border Shepherds nunca eram estpidos e ela sentia que enquanto os pequenos cavalos toleravam sua abordagem, o cavalo de batalha provavelmente iria chut-la pro 
meio da prxima semana. Seu nome era Kicker, afinal de contas. Uma hora, ela agachou perante Puxo, rosnando e latindo e fazendo pequenos movimentos de avanar no
cavalo, que a olhou com um ar de divertimento. Vagarosamente, Puxo abaixou sua cabea at que seu focinho estava a poucos centmetros do rostinho minsculo preto
e branco. Ento de repente bufou, e o cachorro, pego de surpresa, rolou para trs em choque, mexendo suas patas e se chacoalhando para ter certeza de que tudo estava
no lugar e inteiro. No me irrite, cachorrinho, Puxo parecia dizer. Eu conheo sua me. Mais tarde naquela noite, fazendo ronda no acampamento antes de ir se deitar,
Will achou Puxo deitado, quieto embaixo de uma rvore, suas patas dobradas embaixo dele. Aninhado entre suas patas dianteiras havia uma figurinha preta e branca,
que se aumentava e diminua enquanto respirava. Puxo olhou para cima enquanto Will se aproximava. Ela teve um longo dia. Est cansada. Logo eles alcanaram uma
encruzilhada na estrada aonde Horace iria se separar para ir para o Castelo de Araluen. Eles acamparam ali. Os dois jovens conversaram at tarde da noite. Quando
eles estavam indo se deitar, Will largou a mo no ombro musculoso de Horace.

Eu gostaria que voc pudesse se transferir para Redmont. ele disse. Tenho certeza que Crowley poderia dar um jeito. Horace permitiu que um sorriso surgisse no canto 
de sua boca. Eu virei visit-lo, ele disse. Mas voc sabe, tem algumas coisas que gosto na vida do Castelo Araluen. Will olhou para ele, a cabea um pouco inclinada 
para um lado enquanto ele refletia a fala. Tipo Evanlyn? Talvez. Horace disse, tentando soar normal. Mas ele no conseguia parar de dar um largo sorriso enquanto 
ele dizia aquilo. Will sorriu de volta. Ele j suspeitava a tempos que havia algo de especial entre Horace e a princesa. Bom para voc. ele disse. De manh, eles 
tomaram seus caminhos separados e uma vez, enquanto eles cavalgavam depois da despedida, Will olhou para trs quando chegou ao topo de uma colina. Ele viu Horace 
virado em sua sela olhando de volta para ele e acenando, e logo em seguida se virando e continuando cavalgando.

Os dois Arqueiros haviam sido avistados muito antes de terem chegado ao Castelo Redmont e no momento em que cruzaram os portes, com os cascos de seus cavalos retinindo 
nas lajes, uma grande multido havia se amontoado para cumpriment-los. E na frente da multido,  claro, estava a figura desajeitada do Baro Arald. Mas enquanto 
Will e Halt desciam de suas selas, o Baro sorriu para eles e se afastou, se curvando enquanto conduzia duas pessoas para frente. Ambas eram altas. Ambas eram elegantes. 
Ambas usavam vestidos brancos que as marcavam como mensageiras do rei. Halt ficou imvel enquanto sua esposa se aproximava. Normalmente ele era uma pessoa que evitava 
exibies em pblico. Mas ele sentiu seu corao subir na sua garganta

enquanto ele a via agora - a mulher que ele amou sua vida inteira. Ele se lembrou de quo perto da morte ele esteve enquanto estava deitado em seu saco de dormir 
no norte, lutando uma batalha perdida contra o veneno Genovs. Ele tinha acabado de encontrar Pauline e estava to perto de deix-la para trs. Atirando para o lado 
seu jeito reservado, ele andou ao seu encontro, a puxou para seus braos e a beijo por um longo, longo tempo. Oooooooooooooooooh! Fez a multido. Will, assistindo 
em uma surpresa nada pequena, sentiu uma mo gentil em seu brao e olhou ligeiramente em encontro com os olhos sorridente de Alyss. Parece ser uma boa idia, ela 
disse, inclinando sua cabea em direo, apontando, para Halt e Lady Pauline. Will tinha que concordar. Ele deu um passo  frente, a envolveu e a beijou. Sua cabea 
nadou um pouco enquanto ela correspondia de forma entusiasmada. Ooooooooooooooh! Fizeram a multido de novo. Finalmente, os dois casais se separaram, e se firmaram, 
de mos dadas, olhando profundamente um nos olhos do outro. Baro Arald deu um passo  frente e limpou sua garganta. Meus amigos! Uma ocasio como essa merece um 
discurso para marcar... Ohhhhhhhhhhhh, suspirou a multido, mas dessa vez com um tom de decepo. O Baro sorriu abatido. Mas talvez no, ele concluiu, e o desapontamento 
se tornou um gigante Aaaaaaaaaah de alvio. Arald podia gostar do som de sua voz, Will pensou, mas ele sabia como trabalhar com uma multido. Ao invs disso. O baro 
continuou, Eu irei anunciar um banquete de boas vindas no salo essa noite. E a multido eclodiu em satisfao. Quem  esse? Alyss perguntou, notando um mao de 
pelo se contorcendo na gola aberta da jaqueta de Will. Essa  a Ebony. Ele tirou o filhotinho de sua jaqueta e Alyss acariciou sua cabea gentilmente.

Cuidado! Ela vai te morder. Will avisou, mas Alyss virou os olhos para ele.  claro que ela no vai. ela disse, Ela  uma dama. E em verdade as palavras de Alyss, 
Ebony permitiu que fosse afagada sem se contorcer, latir ou morder. Will levantou suas sobrancelhas em surpresa. Voc s precisa saber como tratar uma dama. Alyss 
lhe disse, sorrindo. Ele balanou a cabea em reconhecimento e colocou o pequeno cachorro no cho. Por um momento, ela permaneceu l, com as patinhas apoiadas, estudando 
a cena a sua volta. Seu mundo tinha se enchido de repente com uma floresta de pernas e imensos seres. Sua calda abaixou, e ela deu um passo rpido para o santurio 
entre os cascos dianteiros de Puxo. Uma vez l, sua calda subiu novamente e ela decidiu que era seguro novamente latir para o mundo. Puxo girou sua cabea de um 
lado para o outro com o intuito de olh-la. Ento ele olhou para Will e Alyss. Vo em frente e se aproveitem. Eu ficarei vigiando ela.

O Baro Arald amava um bom banquete. E os melhores eram aqueles em que o mestre Chubb, o cozinheiro Chefe do Castelo Redmont, e Jenny, sua aprendiz, competiam entre 
si para criarem os melhores pratos. Motivo pelo qual ele sugeriu que fossem eles que arcassem com o banquete de boas vindas para Halt e Will. A comida estava maravilhosa, 
e honras foram pronunciadas at mesmo entre o Chef e sua pupila. Ambos mimaram a mesa principal, onde estavam os convidados de honra, ambos oferecendo petiscos cada 
vez mais maravilhosos para os Arqueiros. Vrias pessoas bem intencionadas passaram pela mesa, dando boas vindas a Halt e seu aprendiz. As pessoas em Redmont eram 
muito orgulhosas de seus dois Arqueiros. Sir Rodney, o mestre de batalhas, foi um dos primeiros. Ele imediatamente pediu para Halt um relatrio de Horace, seu prprio 
aprendiz. Ele brilhou de prazer quando Halt o afirmou que Horace foi magnfico em sua misso. Gilan chegou na metade da refeio e foi uma adio bem vinda. Ele 
havia sido um Arqueiro temporariamente por Redmont na ausncia deles e ele havia sido chamado para dar um jeito em um bando de ladres. Sabendo que os Arqueiros 
do feudo haviam sido enviados em uma misso, os ladres comearam a incomodar os viajantes nas

estradas de Redmont. Eles ficaram surpresos quando descobriram que o lugar de Halt havia sido tomado por Gilan, um Arqueiro to habilidoso e possivelmente mais energtico. 
Gilan os seguiu at o seu covil e ento guiou uma patrulha para prend-los. Foi notvel que uma vez que Gilan se juntou  mesa deles, a jovem Jenny se concentrou 
menos em servir opes de comidas para Halt e Will e mais em apresent-los para o alto e bonito Arqueiro. Como era sempre o caso, Halt e Will falaram um pouco sobre 
os detalhes de sua misso. Eles deram um pequeno esboo para o Baro, que acenou com a cabea em aprovao de seus atos. Seus relatrios detalhados seriam passados 
para Crowley e ento para o Rei. Mas as pessoas estavam acostumadas com a relutncia usual do Arqueiro de ser o centro das atenes. Eles simplesmente estavam felizes 
por estar em casa, seguros. Uma pessoa  claro, ouviu a histria inteira dos lbios de Halt. Mais tarde naquela noite, quando o salo de jantar de Redmont estava 
quase vazio e os ltimos convidados estavam indo para suas camas fazendo barulho, Lady Pauline acenou para Will e o moveu para o lado para falar em particular com 
ele. Sua expresso sombria estava mais sria do que nunca e Will percebeu que havia estado preocupada com seu marido durante o tempo em que ele esteve fora. Halt 
me contou o que aconteceu l no norte, Will. Ele disse que teria morrido se no fosse por voc e por Horace. Will mudou seu p de posio, desconfortvel. O crdito 
de verdade deveria ir para Malcolm, minha senhora. ele disse, e ento quando ela levantou um dedo para lembr-lo, ele se corrigiu, Quero dizer, Pauline. Afinal, 
foi ele quem curou Halt. Mas foi voc que cavalgou dias e noites para busc-lo. E voc foi quem capturou o assassino para que Malcolm pudesse descobrir qual veneno 
foi usado. Eu sei para onde devem ir os agradecimentos, Will. E eu lhe agradeo de todo meu corao. Mas Will estava balanando sua cabea. Ele estava sendo incomodado 
por algo desde que eles descobriram aquela terrvel ferida infectada no brao de Halt. Isso estava na parte de trs de sua mente o tempo todo e s agora ele conseguia 
traduzir isso em palavras. Minha senhora... Pauline, antes de partimos, voc me pediu para tomar conta dele. ele disse e ela confirmou.

Eu me lembro. Bom, eu no fiz um bom trabalho. Eu deveria ter percebido que algo estava errado. Eu deveria ter olhado aquela ferida mais cedo. Eu sabia que ele havia 
sido atingido, mas eu simples deixei pra l. Ele estava se comportando estranho. Os sinais estavam todos l e eu deveria t-los visto. Mas eu simplesmente no estava 
pensando. Eu deveria ter feito algo mais cedo. Ela lhe tocou na bochecha gentilmente. To jovem para sentir tanta responsabilidade, ela pensou com ternura. Ela sabia 
que ela e Halt provavelmente nunca teriam filhos. Esse jovem seria seu filho, ela pensou. E ela no poderia ter pedido por um melhor. Pauline, Will estava dizendo, 
Eu vim com o sentimento de ter falhado com voc. Eu vim com um sentimento de ter decepcionado Halt. Mas voc o fez, voc no v? ela lhe disse. Voc no o decepcionou. 
E eu sei que nunca ir.

FIM DO VOLUME 9

Agradecimentos...
Pippin's Song
Lord Of The Rings - The Return of the King J. R. R. Tolkien

Pippin's Song
O Senhor dos Anis - O retorno do Rei J. R. R. Tolkien

Home is behind, the world ahead And there are many paths to tread Through shadow, to the edge of night Until the stars are all alight Mist and shadow Cloud and shade
All shall Fade All shall fade

O lar est para trs, o mundo a frente E existem muitos caminhos para se trilhar Atravs da sombra, para o abismo da noite At as estrelas estarem todas acesas Nvoa
e sombra Nuvem e mscara Tudo ir desvanecer Tudo ir desvanecer

"Os autores escrevem as suas respectivas literaturas nacionais, mas a literatura mundial  obra dos tradutores." - Jos Saramago
So com essas humildes e sbias palavras de Saramago que gostaria de principiar os merecidos agradecimentos  nossa equipe. Em meio s mais adversas situaes, jovens
homens e mulheres, juntos, trabalharam para o bem comum; Frente  progressiva decadncia do ser humano, h ainda aqueles que lutam por ideais honrosos, com amor, 
determinao e excelncia, fazendo-nos acreditar no valor da espcie.  por isso, por terem presenteado-nos com seu trabalho dedicado e sublime, com sua entrega 
e amor, com sua determinao e honra, que ns neste momento lembraremos de cada um dos que integraram esta equipe to afortunada. Aos TRADUTORES: Fbio Santiago, 
gon Ouriques, Ricardo Pina, Pedro Elias, Diego Oliveira, Luigi Rossi, Duduh Torres, Igor Schmid, Juh, Theodore, Gmeas Goldner, Bruno Cavalcante, Davi L - Muito 
Obrigado. Aos REVISORES: Lana Hawk, Priscila Mello, Apolo Blans Lima, Gmeas Goldner, Luisa Ximenes, Thayson Machado, Junior Martins, Samuel rEiChErT, Duduh Torres 
- Muito Obrigado. Aos revisores FINAIS: Andr Vitor, Ricardo Pina;  ORGANIZAO do DPT#1: Dbora Cristina; da . mafia dos livros .: Raul Fernandes; e da traduo 
em si: Ricardo Claudir. - Muito Obrigado.

Que toda a sorte e paz lhes seja concedida. Que a vida lhes guarde a tranquilidade e o sucesso. Que jamais lhes faltem vigor e sabedoria.
 voc, leitor, o nosso agradecimento e carinho.
4 de novembro do ano de 2010,
Respeitosamente, Igor Luis Alves - Kiko . mafia dos livros . Pres. Interino DPT#1
